quarta-feira, 9 de junho de 2010

O que é um pontinho vermelho no meio de...

Com paciência ou não para apreciar os 288 minutos de ...E O Vento Levou (Gone with the Wind), é inegável que ele ainda é o maior exemplo da supremacia técnica que Hollywood pode chegar. Isso em 1939, há 71 anos!

Pior que ficaram muito mal acostumados. Esses blockbusters americanos recentes trocam o conteúdo pela opulência estética e financeira.

Aliás, quando eles divulgam que gastaram não sei quantos milhões de dólares é sempre de se duvidar. Ainda mais em se tratando de um produto em escala industrial, onde tudo já está meio que pré pronto.

Não há como não se entusiasmar com as novas tecnologias, e gênios de outra época, como Cecil B. DeMille ou Hitchcock, provavelmente as utilizariam em suas obras. Mas elas não suprem a mão humana nem a originalidade narrativa.

Na sequência dessa foto especificamente, com a mocinha Scarlett O’Hara entre os combalidos da guerra civil, além da centenas de extras, reza a lenda que utilizaram alguns bonecos. Poderiam, claro, serem supridos por computação gráfica.

Seria só um detalhezinho na epopeia rocambolesca da anti-heroína mais famosa de Atlanta. Aquela que sofre ao som da mesma musiqueta que o caminhão de gás toca na minha rua.

[Ouvindo: June in January – Dean Martin]

8 comentários:

Carmen disse...

Tecnologias do tempo em que não havia computação gráfica dou muito mais valor. Isso até me faz lembrar de um comercial da minha infância que na época deve ter dado um trampo da muléstia, e hoje qualquer moleque que curte design faz com pé nas costas. http://www.youtube.com/watch?v=KKZXnVZaTjI

Miguel Andrade disse...

Carmen, sim, tem o peso de ser uma coisa artesanal. Mas pros efeitos digitais é preciso que alguém os faça também embora o resultado seja mais frio.

Que lindo comercial em stop motion! Adorei!

Leticia disse...

Carmen e Miguel, no quesito eu adoro este aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=saj-PblR2r0&feature=related

Estou pra ver no Youtube um comercial nacional de cigarro (não lembro o nome) em que havia milhares de maços caindo em dominó. Aquilo foi feito na unha mesmo, imagina!

Miguel, essa cena de O Vento Levou é fantástica! Eu tenho a impressão de que era mais barato dar um troco pro figurante do que fazer bonecos. Em todo caso...

Miguel Andrade disse...

Letício, do cigarro acho que era Pall-M ou Minister. Era uma embalagem azule branca... Sei lá... pelo menos me marcou bastante.

Troco? Figurantes são sindicalizados. Cinema nos EUA não é brinquedo! rs

Bonecos vestidos com trapos ainda não comem, e estão lá para o que der e vier.

Leticia disse...

Hummmm.... não pensei nisso. Tem razão, não é como aqui. Devia haver bonecos para alugar....

O cigarro não era o Commander? (só hoje me veio esse nome à cabeça, não tenho certeza).

Miguel Andrade disse...

Letícia, bonecos, bonecos é forma de falar. Qualquer trapo misturado a uma multidão.

Hehehe Não sei. Mas ontem no restaurante tinha um saché de sal chamado Letícia (pena que eu tava sem câmera) e com aquela vontade de fumar, fiquei pensando nessa propaganda também. Não lembro se era Commander.

Leticia disse...

Por que não pegou um pra mim, oras? Trocaríamos na próxima correspondência real...

Mas um dia eu topo com ele. Hojindía qq. coisa se chama Leticia...

Miguel Andrade disse...

Letícia, pode deixar que quando voltar lá furto um saquinho de sal pra você! :D

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