quinta-feira, 11 de março de 2010

Pausa para nossos comerciais

“Seja mais adorável esta noite.” Diz Ann Blyth – Sabonete Lever

Ah! Mas imagina se Ann Blyth, com essa cútis de pêssego, não era uma das 9 entre 10 estrelas de Hollywood a usar sabonete Lever?

E pelo que dá pra notar nesses anúncios de sabonete é que banhinho diário não era hábito lá muito difundido. Todos eram vendidos como um cosmético embelezador.

O Palmolive tinha até o slogan de ser “O Sabonete da Juventude”. Como se a amiga dona de casa fosse remoçar de passar essa banha perfumada pelo corpo...

[Ouvindo: Samba Fantástico - Trio Irakitana]

8 comentários:

Leticia disse...

Tenho pra mim que o povaréu brasileiro tomava banho todo dia desde os tempos de dom João. Quem não era chegado era o próprio, mas aí são outros 500.

Minha mãe mesmo, contemporanéééérrima desse anúncio aí, diz que o sabonete de uso diário era Vale Quanto Pesa, e sempre lembra que tinha um perfume delicioso. E olha que minha mãe não era nenhuma patricinha, quer dizer, tinha acesso comum às coisas.

Talvez esse Lever fosse, ainda, um diferencial no mercado, como se andou fazendo com Dove, que todo mundo começou usando cheio de dedos e hoje é um sabonete comum.

Miguel Andrade disse...

Letícia, mas já vi esse cuidado nos anúncios pra outros também, além do Palmolive sitado no texto.

Tenho minhas dúvidas quanto a este hábito de tomar banho diário orgulhosamente e nacionalmente propagado. Basta um friozinho tosco e o cheiro dentro de um ônibus em horário de rush é impossível!

Leticia disse...

Ah, bão!

Mas as leitoras da revista "tal" sabiam da existência de sabonetes. E nos grandes centros se usava normalmente, vai!

Já melhorou bastante, mas a gente ainda vê na urbe traços de humanoides vindos de lugares sem água encanada.

Quando voltei pra SP, na década de 90, era bem isso aí que você fala. Ainda tinha muita gente no buzunga que eu tomava, lá na Lapa, que só tinha 1 (HUM) agasalho. Como não havia crediário pra outro, muito menos pra uma máquina de lavar, era a consagração do futum de anteontem.

E as previsíveis pulgas, Miguel! Cheguei a levar duas pra casa, no tempo dos bancos estofados.

Mas você tem razão, nesse tempo, tirando uma média da população, os hábitos eram bem complicados...

Miguel Andrade disse...

Letícia, pulgas? Lembro do cinema de Itapeva, o finado São João.

Era um coça coça danado.

Leticia disse...

Tenho HORROR a pulgas! Nem de ratos tenho tanta hojeriza.

Miguel Andrade disse...

Letícia, eu também, e a formigas. Nojo!!!

Leticia disse...

Pombas. Pombas também não dá!

Miguel Andrade disse...

Letícia, bem lembrando. São cagonas ainda por cima!

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