quarta-feira, 17 de março de 2010

Bem aventurada seja a fotocopiadora

Bom pra quem acha que a vida é era tão melhor antigamente. Olha essa cena de Mocinho Encrenqueiro (The Errand Boy).

Jerry Lewis é o office boy de um estúdio de cinema que precisa levar algumas páginas de script para serem copiadas. Que máquina de Xerox o quê?

DEZENAS de mocinhas se matando para datilografar os roteiros! Cada qual ficava responsável por um pedaço do texto que era dividido por cores.

Nem um mimeografo gigante rolava? Se bem que pela quantidade de papel, precisariam de alguém com braço de estivador pra rodar a manivela, e as moças sairiam trançando as pernas com o cheiro do álcool.

E evidentemente que como se trata de um filme do Jerry Lewis, essas folhas todas de sulfite empilhadas não darão em outra coisa!


Nas sequências do DVD comentadas pelo ator (que também foi o diretor) ele diz que andava pelos estúdios da Paramount atrás de locações reais que pudesse utilizar. Os quadros se desenvolvem nas várias áreas envolvidas na produção de um filme.

Uma coisa que eu não entendi, nem achei explicação, é porque Mocinho Encrenqueiro sendo de 1961 foi fotografado em preto e branco. Aquela altura, filmes de Hollywood com maior apelo comercial eram sempre coloridos.

Não foi pelo realizador ser antiquado. Lewis é reconhecido como criador do Vídeo Assistente, recurso que permite assistir ao que foi filmado antes de revelar os negativos.

Veja também:
As aventuras de Rick, O Ratinho


[Ouvindo: E Finalmente – Ennio Morricone]

10 comentários:

Moses Aron disse...

Um dos maiores do cinema na minha opinião. Adoro esse filme!

Coitadinhas! Pior do que elas só as escravas que trabalhavam para a Disney naquela época. Ter que pintar cada quadro dos milhões que um desenho tem.

Miguel Andrade disse...

Moses, e eram só mulheres...

Leticia disse...

Oi, gente! Não havia muito mais para mulheres fazerem até os anos 80: datilografar, datilografar e datilografar.

Quanto ao mimeógrafo, Miguel, ficava bem em escola porque criança não reclama. Mas em escritório? No máximo no máximo uma cópia em carbono. Ainda assim, dependendo do destino, pegava muito mal...

Miguel Andrade disse...

Letícia, criança amava o cheiro do álcool em dia de prova, isso sim! Imagina os alunos da manhã, de barriga vazia cafungando o sulfite...

Leticia disse...

Antigamente não tinha essa de salubridade. A criatura mimeografava, heliografava, se cemporcalhava com folhas de carbono, e não acontecia nada.

Miguel Andrade disse...

leticia, minha mãe fala muito nisso. Tipo, os cães que ela teve a vida toda. Nunca tiveram diabetes, câncer e mais esse monte de ziquiziras que os veterinários diagnosticam hoje em dia.

Leticia disse...

E cachorro comia o que sobrava. Sem Frolics nem nada.

Miguel Andrade disse...

Letícia, sem medo de dar ossinho inclusive. Já levei o Boris as pressas na veterinária tendo um peripaque porque começou alguma coisa do lixo.

Levou soro na veia, medicação e ficou ótimo!

Leticia disse...

A gente cuida mais deles do que da gente mesmo.

Miguel Andrade disse...

Letícia, com certeza! Embora eu me policie bastante.

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