segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Mais tradicional que panetone

Começou a temporada de caça aos economistas, professores de finanças e seres do gênero! Todo e qualquer veículo de comunicação aproveita esta época do ano para entrevistar um deles.

A pergunta é a mesma desde que o mundo é mundo, ou melhor, desde que em 1962 criaram esta bufunfinha extra no fim do ano: “O que fazer com o 13º salário?”.

Torço para o dia em que ouvirei “Torra tudo em figurinha da Copa!”. Qual o quê!

A resposta também são exatamente a mesma todo santo ano. Pagar dívidas mais urgentes e se possível (aham) guardas uns caraminguás pro futuro.

Clichê do jornalismo muito parecido com aquelas matérias sobre o carnaval de norte a sul do Brasil. Não duvido que algum dia revelem que estão usando as mesmas imagens de Olinda há 5 anos.

[Ouvindo: Tutti Frutti – Frenéticas e Miguel Bosé]

14 comentários:

Refer disse...

Ninguém pediu minha opinião, mas vou dar assim mesmo: o melhor investimento do 13º é gastar com as putas.

Miguel Andrade disse...

Refer, provavelmente! Melhor que figurinha até!

Leticia disse...

Todo ano c'est la même chose: economistas aconselham a saldar as dívidas (dívida de pobre é crediário nas Casas Bahia) e guardar pras despesas de início de ano.

Não acontece nem um, nem outro: torram tudo com presentes fantásticos dados a alguém que não tem dinheiro pra comprar pra si aquele presente fantástico por causa... das dívidas.

Miguel Andrade disse...

Letícia, e duvido que alguém dê bola a tamanha obviedade, né?

Quem não sabe que não se pode ter dívidas? Ainda mais contraindo outras? Uma lasqueira...

Refer disse...

As pessoas deviam resistir mais aos apelos consumistas — parar um pouco de obedecer à instituição de dar presente em datas festivas.

Eu só sou feliz quando presenteio —mas aqui, ó, se alguém for contar com presente meu em aniversário, Natal, dia disso e daquilo.

Miguel Andrade disse...

Refer, aaaaaah... :(

Falando sério, você tem razão. Mas acho impossível esperar o contrário dessa gente.

Caem facinho em qualquer balela de consumo. Depois jogam logo fora, mas antes desembolsam dinheiro pra ter.

Leticia disse...

E continuam poooooooooooobres de doer a vista!

Miguel Andrade disse...

Letícia, hahaha! Continuam pobres mesmo, mas pela TV eles vêm que não!

"Nunca na história deste país" vivemos numa fase tão feliz. Podemos gastar a lá vonté!

Leticia disse...

Hoje estive no mafuá da Lapa. Você olha pessoas namorando máquinas de lavar que custam os olhos da cara nas CB e se pergunta: em que buraco esta criatura mora?

Dá uma certa aflição.

Miguel Andrade disse...

Letícia, não importa o buraco. Importa que no buraco há uma TV que lhes diz que elas podem! Hahaha (rindo pra não chorar)

Refer disse...

O que mais me dói são as vítimas da moda. Nêgo que ganha oitocentos reais e compra um tênis de quinhentos. Uma sobrinha torrou o 13º inteiro dela em um conjunto de moleton 'de grife'. No Senegal em que vivemos ela vai poder usar a roupa umas 5 vezes no ano.

Miguel Andrade disse...

Refer, e os coitados que aboliram a palavra celular? Usam "I-Phone". "Vou te passar o número do meu I-phone".

Bucho vazio mas no grito da moda. tesc tesc.

Leticia disse...

Refer e Miguel, cês sabem que tenho saído, acompanhando mamãe nas compras de Natal (argh!). Quanto mais vejo as vitrines, as pessoinhas, menos entendo pra quê tanto investimento suado, já que o resultado (dessa última fase modística, então...) é esteticamente péssimo. Tudo devidamente ornado com cheiros de amêndoas doces e moranguinho.

Daí eu pergunto: O que aconteceu que a gente regrediu tanto?

Miguel Andrade disse...

Leticía, isso!!! Penso muito nisso! Não acompanhamos, nós humanos, os avanços científicos e tecnológicos. Muito pelo contrário.

Estamos rumo ao Planeta dos Macacos!

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