quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Gente grande pra gente pequena

Nem só de Blythe viveram as meninas dos anos 70. O site That'70s Doll é totalmente dedicado à Dawn, e rápida busca faz crer que elas foram bastante populares em outros países.

Que a Mattel não nos ouça, mas cheira a alternativa à sua boneca mais conhecida, tal e qual a Tuxa em Portugal e a Susi no Brasil. Pelo plástico vagabundo do corpo, lembram também Barbie de R$ 1,99, daquelas em caixa rosa e font similar à da americana, rebatizadas como Karina, Dayse...

Dawn foi prenúncio á coqueluche que se tornariam as fashion dolls, estas bonecas em vinil com corpo de mocinha. Perfeitas para reproduzir celebridades como a maravilhosa Lynda Carter de Wonder Woman:

Evidente que as brasileirinhas dos programas vespertinos do Brasil não ficariam de fora. Veja Xuxinha da Mimo e Angélica dando pinta pela Estrela.

[Ouvindo: Nobody does it better – Carly Simon]

6 comentários:

Leticia disse...

No meu tempo não havia alternativa de nada! Tinha (tenho ainda) umas três Susis e ponto! Só depois, lá pelos meus 11 anos, é que encontrei uma genérica, que comprei por algo do tipo 1,99.

Mas ela era tão vagabunda (e eu já espertinha) que a coitada ficou sendo a piranha do grupo.

Quando vou a uma seção de brinquedos hoje e vejo quanta coisa bonitinha e barata tem pra montar uma casa de bonecas, fico lembrando da penúria da minha infância. Fosse hoje, eu montaria um império Casas Bahia.

Miguel Andrade disse...

Letícia, e a Susi não era alternativa à Barbie? Tanto que assim que a Mattel resolveu lançar ela mesma no Brasil, a Susi voltou.

Falando em novos valores, você lembra como reloginhos de pulso eram caros? Hoje vem até em chiclete!

Leticia disse...

Era, Miguel, mundialmente falando. Mas naquele tempo a gente aqui no BR nem sonhava que existia Barbie. Nosso babado era a Susi. Mesmo assim, conheci a Barbie muito cedo: uma vizinha tinha, porque morou nos EUA.

Mas elas eram muito Hollywood 50s, não tinham nada que ver com as nossas coisinhas. Eram peitudas, loirudas, sem bunda e lembro das peruquinhas. Tinha até uma cor-de-rosa.

Tudo era especial e caro. Por isso a gente mantinha, dava importância, brincava mesmo. Hoje vejo o Periquito e seu monte de brinquedos. Ele não tem apreço especial por nenhum. Gosta mesmo é de brincar com meus tupperwares, isso sim!

Miguel Andrade disse...

Letícia, tudo à mão deles. Qualquer videogame novo dos meus sobrinhos levava pouco tempo para o botão POWER precisar de um fósforo para funcionar.

Quando moleque, a Estrela era mega fábrica cara, que fazia TUDO o que a gente sonhava.

Aliás, não sei se era caro ou ainda é, não só levando em conta a duração de interesse do que fabricam, mas porque quando a gente era criança vivia-se de centavos.

As coisas que se podia comprar eram doce na cantina da escola e/ou gibi na banca.

Leticia disse...

Ou chiclete com anel de plástico...

Mas era tudo caro, mesmo. Isso porque a valorosa indústria nacional tinha monopólio, antes da abertura do Collor, e chapinhava no nosso dinheiro com produtos muito vagabundos.

Éramos obrigados a consumir todas as porcarias (nem falo da Estrela...) nacionais, desde uma geladeira até um relógio mesmo, no preço que eles determinavam. Por isso talvez as crianças eram mais criativas.

Depois que liberaram as importações, esse povo da indústria chiou, e eu adorei. Estão se lascando até hoje porque têm pensamento tapuia. Mas está valendo, a título pedagógico.

Miguel Andrade disse...

Letícia, eu também adoro! Empresário de mimimi sempre me faz rir...

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