sexta-feira, 28 de agosto de 2009

R.I.P. Ellie Greenwich


A expressão “O tempo é o senhor da razão” faz muito sentido entre a cultura pop. Há coisas que já nascem velhas, outras permanecem frescas para a eternidade.

Faleceu esta semana Ellie Greenwich, a compositora que literalmente deu som ao turbilhão de emoções de toda uma geração. Seus incontáveis hits ganharam o mundo na voz dos principais “girl groups” da década de 60.

Melhor reproduzir, com sua licença, trecho do e-mail que recebi ontem do caríssimo Refer, um profundo conhecedor de música: “Soube agora pouco que Ellie Greenwich morreu. O nome dela está em mais da metade dos discos que mais gosto.”

Assista ao vídeo das The Ronettes com Be My Baby. Biscoito fino!

A foto é um oferecimento Spectropop

[Ouvindo: A Song For Ellie Greenwich – The Parenthetical Girls]

2 comentários:

Refer disse...

'I Can Hear Music...'

A música que a gente gosta mais é quase sempre aquela que toca o coração primeiro. No meu caso, foi a da geração intermediária, apertada entre as 1ª e 2ª gerações do rock, surgida entre o final dos anos 50 e começo dos 60 —
amo Ellie Greenwich até antes de saber quem era ela, de tanto ouvir apaixonadamente os 'girl groups' daquele tempo; leitor de contracapas e selos de discos que sou, logo percebi a assiduidade do nome Greenwich; segui Ellie desde então — seu nome me bastava para despertar o interesse em qq música, qq gravação,qq produção etc. Nunca me arrependi. Ouvi as Ronettes, as Crystals, Manfred Mann, as Shangri-las, Wanderlea, Ike & Tina Turner, Tommy James, Beach Boys etc etc, milhares de vezes, cantando o que Ellie escreveu nos últimos quase 50 anos.

Algumas raras pessoas vêm pra esse mundo com a verdade nas mãos e a capacidade de tocar a alma alheia. Assim como Ellie.

Judia danada, está me fazendo chorar outra vez.

Miguel Andrade disse...

Refer, falou e disse! :)

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