segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Heroína da resistência


A cada picareta que eu vejo por aí, fazendo qualquer porcaria, apostando na aceitação da platéia cada vez mais medíocre lembro de gente como Mae West. E não há quem duvide que Mae West era feliz.

Boca suja, desavergonhada, nunca se vendeu, embora a fama de puta fez história. E o que tem de gente cheia de mimimi entregando a alma a troco de uns tostões...

West, pelo contrário, pagou um preço alto por agir como lhe desse na veneta. E que graça tem a vida se não é pra se fazer exatamente o que nos faz bem?

[Ouvindo: Le Winston – The Nilsmen]

2 comentários:

Refer disse...

Mae West veio do vaudeville, do teatro musicado, que é picaresco, malicioso, o texto é sempre risqué e double-attendre. A linguagem do cinema era outra, por isso ela 'chocava' tanto quando aparecia em filmes. Mae West, na verdade, era uma personagem dela, que era até bem comportada demais.

Miguel Andrade disse...

Refer, digníssima que poderia ter ido mais longe se domasse este "personagem".

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