sábado, 15 de agosto de 2009

Aos estimados vovós


Uma doçura foto amarelada de crianças que tenha no verso dedicatória fingindo ser escrita pelos pimpolhos mas com caligrafia adulta. Deve haver e-mails semelhantes que serão deletados assim que a caixa de entrada estiver lotada.

As que (supostamente) enviei á minha madrinha as tomei de volta há pouco tempo. Tinha coisas como os meus primeiros passos.

[Ouvindo: I Got You Babe – Sonny & Cher]

10 comentários:

Olga disse...

Entrei no link do Flick. Que pais lindos, os seus!!!
E vc pequenino era uma graça!
Eu também tenho toneladas de fotos enviadas aos avós, madrinha, tios...
beijo

Miguel Andrade disse...

Olga, era? Hehehehe

Hoje no Flickr realmente me achei bem parecido com meu pai como todos da minha família que conviveram mais com ele falam.

Refer disse...

Seus pais eram parecidíssimos um com o outro. Não fique grilado: Nathalie e Alain Delon pareciam gêmeos.

Na foto em que o homem tá fardado, ele está a cara do Robert Taylor. Vá no Google imagens e compare.

Miguel Andrade disse...

Refer, fardado pai meu pai tb!

Lá em casa somos todos muito parecidos, eu e minhas irmãs. Dá pra ver que são irmãos facilmente.

Leticia disse...

Nossa, Miguel, que misturinha você, hein! Mesmo assim, é uma cópia do seu pai! E ele foi embora muito cedo, não?

Hoje mesmo falava com meu cunhado sobre fotos, com perguntas que não querem calar: por que muitas fotos mais antigas não têm identificação? Será que é porque antigamente não se ligava muito pra isso ou porque hoje a gente nem se dá conta de botar identidade atrás porque NÓS sabemos todos quem são?

E fiquei de bolar pra ele um álbum especial, que não estrague aquelas mais antigas ainda, que craquelam em dois-dez.

Miguel Andrade disse...

Letícia, acho curioso que mesmo hoje em dia, com a banalização da fotografia, a grande maioria ainda fotografa só momentos especiais, tipo gente posada em lugares, nunca os momentos banais que são coisas realmente a serem guardadas á posteridade.

Eram tristes aqueles álbuns que tinham uma folha de plástico que "colava" em cima da fotografia.

Leticia disse...

Miguel, tomei verdadeiro horror a fotos tradicionais, nesse sentido de ter de sempre posar. No final é uma infinidade de mais-do-mesmo, paisagens que poderiam ser lindíssimas sozinhas com os mesmos seres na frente, fazendo as mesmas caras (e vice-versa). Agora que é digital, ninguém lembra de pegar momentos, que podem ser infinitamente mais bonitos e passar mensagens mais consistentes, não?

Se é pra fazer pose, ainda prefiro as fotos antigonas, em que a pessoa ia no estúdio do fotógrafo toda enfarpelada. Elas são muito bonitas e profundas até hoje.

Esses álbuns de vedar com plástico, apesar de comuns, são um crime pra qualquer foto. Mesmo as mais novas, devido à umidade do guardado, podem se grudar no plástico. Como ninguém preserva negativo mesmo, babau!, na hora de tirar ela estraga.
O ideal são folhas de papel bem poroso. Diz a teoria que o Ph do papel deve ser neutro, mas em 15 dias isso se torna uma bobagem em cidades como São Paulo, cuja umidade manda qualquer Ph neutro às favas.

Então, o basicão é: foto entre papel e papel, cola branca jamais (o melhor são as velhas cantoneiras) e guardar em um lugar sem umidade. E deixá-las longe de papel de jornal, que acidifica e amarela tudo à sua volta.

Miguel Andrade disse...

Letícia, mas antigamente, pelo preço das fotos, a pose era uma solução pra não ter erro.

36 fotos por negativo e dessas, 4 ou 5 eram perdidas ao colocar na máquina. Aprendi a colocar o filme só em lugares escuros pra não desperdiçar nada.

Obrigado pela dica de conservação.

Leticia disse...

Miguel, me refiro às fotos tipo anos 70, 80, 90. Não tão caras, tiradas de qualquer jeito, e desbotadas hoje. As mais-mais antigas são lindas mesmo...

Quanto às dicas de conservêichon, sempre às ordens.

Miguel Andrade disse...

Letícia, entendo! Mas eu ralava pra fazer um flime de 36 poses durar.

Era impossível!

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