terça-feira, 30 de junho de 2009

A garota da tela


A Dama do Cine Shanghai (87) é um daqueles filmes badaladíssimos da década de 80 que ainda não tive a oportunidade de ver. Na época não tinha idade pra ele.

Também me mordi de inveja por não ter ido com minhas irmãs pra uma sessão de Rock Estrela com o cantor do momento Léo Jaime. Ok, Orquídea Selvagem e 9/2 de Amor também não, mas não faço questão alguma.

Este poster é fantástico, com a Maitê Proença toda vamp enrolada em película... Guilherme de Almeida Prado é diretor que sempre vale a pena.

[Ouvindo: Historia De Una Amor – Peanuts]

30 comentários:

Dênis disse...

concordo contigo, o poster realmente eh sensacional,foi por causa dele q resolvi ver, foi um dos primeiros filmes q assisti no video gostaria de revê-lo, maitê estah no auge da beleza e lembro q demorei um pouco pra reconhecer o Falabella de travesti :O

Dênis

Miguel Andrade disse...

Dênis, bem lembrado. É um clássico dos primórdios de nossas idas às locadoras. Uma coisa Globo Video.

Leticia disse...

Miguel, não dá pra saber quem bolou esse pôster? Provavelmente foi o mesmo que o desenhou.

Igres Leandro disse...

O melhor no pôster é o rolo de filme envolvendo a Maitê.

Claudio Teles disse...

Galera, se isso conforta vocês, eu não fui ver ET nos cinemas e todos os meus coleguinhas de classe viram... inveja da porra...

Miguel Andrade disse...

Letícia, não foi o Benício. pelo menos não parece coisa dele.

Igres, sim, e o pior é aquele yin yang transformando o "i" em exclamação.

Claudio, eu também não fui ver ET. Embora tivesse um bonequinho dele que guardo até hoje.

Glauco disse...

Poxa, também gostaria muito de ver esse filme...

Rock Estrela eu baixei, mas ainda não tive tempo de ver, sabe como é, tá na fila.

Miguel Andrade disse...

Glauco, você baixou A Filha do Calígula que tinha postado aquele dia? Assisti ontem. Hilário!

Glauco disse...

Pois é Miguel, quando vi que tinha esse filme lá na comunidade lembrei de você, mas não baixei ainda. Essa madrugada deixei baixando Essa Gostosa Brincadeira a Dois, parece ser uma bomba, como eu esperava, claro!

Miguel Andrade disse...

Glauco, A Filha de Calígula É UMA BOMBA como se suspeita, mas uma bomba engraçada. Miserável, subnutrida.

Mas tem uma crítica muito boa também, como normalmente os filmes de Ody Fraga tinham.

Um exemplo: O imperador fala pros seus capangas que vai comer eles se falharem. Um deles pergunta: "Comer em que sentido?" "O rabo!" responde.

Daí o segundo diz: "No cu eu não topo! Prefiro fazer filme da Embrafilme!", e o colega explica: "Embrafilme? Só se você for carioca!" numa alusão à principal diferença entre filmes da época no Rio e SP.

Os daqui eram fruto de produtor, eram investimentos pessoais, ao contrário dos daí, com grana estatal.

Glauco disse...

Miguel, eram mercados produtores distintos. Se você foca na produção da Boca, sem dúvidas tinha essa particularidade de investimento pessoais com retorno financeiro garantido, e criou suas próprias estrelas, Helena Ramos, Matilde Mastrangi e outras que levaram milhares aos cinemas. Quando a censura liberou o sexo explícito, a Boca seguiu esse rumo, pois era o caminho da bilheteria.

As tais produções cariocas com selo da Embrafilme tinham outro foco, eram produções mais bem acabadas, mais pretensiosas, as peladonas eram globais, tinha Sônia Braga, Lucélia Santos, etc.

Veja bem, não entro no mérito de qualidade artística, ok?

A Embrafilme não produzia um filme 100%, era uma espécie de co-produção e quase sempre entrava na finalização do filme (montagem, sonorização, revelação) e tinha um foco muito grande na distribuição dos filmes. Outro fato importante, sua atuação não era exclusiva ao Rio, tanto que com a sua extinção, o Brasil inteiro parou de produzir cinema...

Glauco disse...

No início da década de 90, foi criada uma outra empresa pública que financiava filmes e foi a principal responsável pelo renascimento do cinema brasileiro, a Rio Filmes, da Prefeitura do Rio.

E o melhor, ela sim como a Embrafilme, não deu exclusividade a produção carioca, e financiou filmes do país inteiro, tem vários filmes paulistas com selo Rio Filmes.

Miguel, quais os países que não dependem de mecanismos públicos para manter suas indústria de cinema?

Tirando Índia e E.U.A.

Miguel Andrade disse...

Glauco, sim, sim! Sei disso tudo, mas achei curioso o registro neste filme.

O apoio do governo é essencial, só acho discutível os critérios de captação. E há aquela triiiiste realidade brasileira: Pra virar mamata com dinheiro público é um pulo.

E hoje em dia como é possível que coisas como as Organizações Globo disputem verba com o produtor Zé das Coves? Me parece injusto.

Outra, é a exigência de certos temas para os projetos serem aprovados. Gera aquela centena de películas banais e iguais umas das outras. Sobre aqueles assuntos que nós mesmos já discutimos aqui: Drama em favela carioca ou as agruras da classe média carioca... ZZzzzzz

Glauco disse...

Concordo, os critérios são discutíveis, a mamata se faz presente e etc. Tudo isso tem que ser revisto sim!

Mas onde estão os mecanismos de produção dos outros estados? Onde se concentra as maiores indústrias e o PIB brasileiro?

Por que a produção de concentra aqui? Aliás, por que sempre se concentrou aqui? Reza a lenda que o estado mais populoso da Federação sempre foi o calcanhar de Aquiles das bilheterias nacionais.

Acho até normal essa visibilidade dos temas cariocas.

Mas volto a repetir, o cinema brasileiro, ainda bem, vai muito além dos males cariocas (da favela e do asfalto). Acho até que nunca esteve tão diversificado.

Glauco disse...

Aliás, para ilustrar o "intercâmbio cultural", o paulista Fernando Meirelles se consagrou com Cidade de Deus.

Já o consagrado carioca Walter Salles foi buscar na periferia paulistano o tema do seu último filme, Linha de Passe.

Miguel Andrade disse...

Glauco, porque o Rio vive nos embolorados louros de ter sido a antiga capital. É evidente!

E estes temas tem visibilidade porque a Globo, maior tv do país, martela eles todo santo dia desde 1960 e alguma coisinha! Inegável o poder de um filme anunciado em sua programação.

Se não fosse retorno garantido não seria tão caro anunciar lá pasta de dente lá!

Mas nada contra a cidade em si! Amo! E não me referia á origem de diretores, mas à temática das produções.

Bem difícil eu sair de casa pra ver dramalhões passados na favela seja de qual parte do mundo. Cinema, antes de tudo, é fantasia.

Mania detestável dos nossos tempos insistir no realismo a todo custo...

Mas isto já é um outro assunto...

Refer disse...

A Embrafilme era uma ladroagem do caramba. 'Aquilo' que tomava conta da estatal não era uma grupo de cineastas que se revezavam na direção. Era, sim, uma quadrilha organizada para roubar dinheiro público. o golpe era simples, o sujeito pegava 5 milhões para produção, gastava 2 e apresentava nota superfaturada de 7. A diferença de 3 milhões era embolsada, propina pra todo lado. Aí, o cara entregava o 'produto' pra Embra se virar. Cacá Diegues para seu 'Quilombo', aquele ensaio de escola de samba tosco, com uma criolada vestida de tanga de palha correndo no mato, apresentou nota de 9 milhões de dólares.

Miguel Andrade disse...

Refer, já tinha ouvido falar nisso também! Imagina quanto valia 9 milhões naquela época?

Rodado no mato com todo mundo pelado. pra onde foi essa dinheirama toda?

Refer disse...

9 milhões de dólares, hoje, dá uns 20 milhões de reais.

Pra onde foi a dinherama? Olha, o Paulo Francis deu até o endereço — apartamento na Vieira Souto.
E a reação do A. Jabor foi típica 'espírito de corpo': disse que se corrupção havia em todo país, por que não deveria haver no cinema?

Miguel Andrade disse...

Refer, hahahahahahahahha! Que declaração escrota do Jabor!

Refer disse...

O Francis escreveu algo'sirva a carapuça em quem servir', tipo: 'Quem roubou a Embrafilme é fácil identificar — basta saber os cineastas que têm imóveis na Vieira Souto'. O Jabor se sentiu atingido, provavelmente, e se saiu com essa pérola de resposta num programa de entrevistas na TV quando o Collor resolveu, por pura retaliação, pôr fim à estatal.

Miguel Andrade disse...

Refer, triste, mas Brasil é mesmo cronicamente inviável.. Sabe qual a melhor saída pra nós, não?

Glauco disse...

"o Rio vive nos embolorados louros de ter sido a antiga capital. É evidente!"

Em parte sim, mas isso não é justificativa para concentrar a produção de cinema do país, cara, o Rio vem passando por uma decadência econômica brutal, e isso é desde 1960. Acredito em vocação da cidade, em identificação com o negócio cinema, outros lugares concentram outros tipos de indústria. Será que só existe por que temos privilégios de ex-capital?

A TV Globo só foi investir no cinema brasileiro de 2000 pra cá, quando ela viu que podia lucrar ali, seguiu uma tendência, não criou uma. Ponto pra ela, tem emissora que nem isso faz, repete enlatado mexicano anos a fio...

Miguel Andrade disse...

Glauco, sim! Vivíamos sonhando que se a Globo fizesse cinema desbancaria Hollywood. olha que inocência!

E o povo quer algo muito além de suas telenovelas? Pagam pra ver mais do mesmo e ponto.

Quanto ao Rio, não disse que só existe porque há privilégios de ex capital. Me referia a uma certa postura, que nem vem ao caso desenvolver isso aqui e agora.

Adoro filmes que se passam na capital paulista. Acho a cidade um cenário fabuloso e lamento que José Antônio Garcia, único cineasta que tinha certa vocação e paixão para ser nosso para Woody Allen/NY já esteja morto.

Hahaha, mas enfim... são só idéias, gostos. Não leve para o pessoal!

E por favor, NUNCA mais me chame de "cara". Tenho horror! :D

Glauco disse...

Sorry, é por que cara está para o carioca assim como o meu para o paulista. Não foi por mal, ok? ;)

Ah sim, para mim, o filme pode ser ótimo se passando em qualquer lugar. O pessoal da Casa de Cinema de Porto Alegre tem produzido algumas das coisas mais interessantes dos últimos anos e vira e mexe vem alguma boa surpresa do Nordeste.

Miguel Andrade disse...

Glauco, ah, é mesmo! Horror a esse "meu" também. Coisa mais fria...

Já viu o trailer de O Besouro? Nosso O Tigre e o Dragão capoeirista?

Glauco disse...

Nossa, ainda não vi, está no You Tube?

Miguel Andrade disse...

Glauco, tá! Parece um Cinderela baiana com muita tecnologia!

Fábio disse...

Uma dica para o pessoal que quer ver ou rever o filme A Dama do Cine Shanguai.
No orkut na comunidade Filmes Brasileiros, o diretor Guilherme de Almeida Prado colocou o filme para os membros baixarem, a imagem está excelente.
Abaixo está o link da comunidade:

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=28211477&tid=5465471061164312630

Espero que gostem da dica e parabéns pelo blog

Miguel Andrade disse...

Fábio, obrigado! :)

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