quarta-feira, 10 de setembro de 2003

Boys don't cry

E chegou o dia em que uma tatoo no meu braço seria inevitável! Foi hoje esse dia!!! Financiada (acredite!) pela minha avó lá fui até o estúdio do Dinho com a cara e a coragem! Fiquei horas para escolher o que marcar "para sempre" no meu braço direito... Sabia que seria algo de origem japonesa (um animé talvez), mas não encontrei nada do gênero nem nos arquivos do Matusalém, nem nas imagens que tinham lá. Me encantei por essa máscara Kabuki, mas não imaginei que ia ficar tão bacana, que me daria tanto orgulho e a vontade de sair mostrando por aí! A minha cara! Sempre ouvi falar em historinhas de pessoas que se embebedaram por causa da dor, choraram, berraram, e que "dói muito". Cada um sente uma dor diferente, mas para mim NÃO doeu nada!!!!!!!! E sou um tanto quanto cagão, fui inclusive com medo de cortar couve na hora H, e quando chegou no momento crucial de sentar em frente a ele comecei a refletir: "Precisar não preciso, então porquê vou fazer isso? E se eu choro? E se saio correndo e ela fica inacabada? Que vexame!!! Mas e se inflama? E se meu braço apodrece? Como vou digitar depois?" Sempre há as possibilidades. Nesse segundo, que pareceu ter durado horas, ter ficado livre da marca seria bem simples, mas não me perdoaria pelo mesmo tempo em que ela agora durará, "para sempre". Quando ele encostou a agulha pela primeira vez o susto! Caí na gargalhada! Ele precisou mandar eu parar pra não errar! Faz cócegas, e lembra uma mistura da trepidação de um barbeador elétrico com constantes mordidinhas de formigas, e só! Lá pela metade do processo não tinha mais dúvidas de que não parará nela! Quem sabe com grana e coragem resolvo fazer um dragão oriental nas costas? Uns diagramas na perna? Óbvio que pela constante duração (3 hs!!!), da sensação bizarra, é quase (QUASE, leia bem isso) incontrolável soltar um berro: Aaaaaaaaaaaah! Mas a alegria de ver ficando pronta e a imagem tão emblemática se cravando em minha pele superou tudo. Claro que a vergonha também ajudou a continuar bem caladinho, vendo revistas com caras que tatuaram de Meninas Super Poderosas, Lady Di, Ratinho (!!!) aos tradiconais e batidos tribais. Na vida a gente ganha tantas cicatrizes, nem sempre agradáveis, porque não dar teu corpo a uma que você escolheu, e o que é melhor ainda, bonita, que te faz feliz ao olhar pra ela?

Ouvindo: Eletricidade - Fernanda Porto

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