segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Gênio gastronômico cria o McTudo

Com pouco menos de 200 dólares sobrando, Nick foi até uma loja do McDonalds nos EUA e pôs em prática sua extravagância: O McEverything. Que, como se percebe na foto, vai muito além do nosso popular X-Tudo.

Na verdade foram gastos U$ 141,33, algo em torno de R$ 310, e mais bambus que serviram de base para encaixar os 43 sanduíches. Ele conta no site Dude Food que acalentou essa ideia por três anos até colocá-la em prática.

Seu maior temor era que a gerência se recusasse a fazer as dezenas de sanduíches diferentes de uma só vez. Isso não aconteceu, embora foram necessários todos os funcionários presentes para realizar apenas o seu pedido.

Por mais estúpida que a ideia seja eu gostei de sua explicação. Do mesmo jeito que tem gente que gasta bastante para perseguir tubarões ou subir ao cume de uma montanha desafiando a morte, a proeza econômica dele é juntar hambúrgueres.

E não dá pra ler tudo isso sem pensar numa edição brasileirinha. Precisaria ser adaptado já que não temos 43 sanduíches diferentes no McDonalds e levando em conta que qualquer sandubinha de pão murcho sai por umas 20 Dilmas, a façanha custaria muito mais.

Veja também:
O que se passa com a patota do Ronald?
 Veja o dono do sobrenome McDonald

[Ouvindo: Smart Patrol/Mr. DNA – Devo]

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Nas garras do Rock N Roll

Olha! Assim como os livros, jamais julgaremos um cantor pela capa. Almofadinhas também faziam rock, que o diga Billy Devroe.

Ele se especializou, aliás, a adicionar um pouco a mais de picardia no ritmo do diabo. Ouça a sugestiva The Buttercup no player abaixo, (ou clicando aqui).

E voltando à capa de Broad Minded, melhor representação gráfica de tolerância não deve haver... Geralmente me irritam as associações dela com qualquer garota 60’s que tenha aquele penteadão.

Mas veja, a moça indignada tem cabelo curto e mesmo assim é muito parecida! Seria a finada Amy Winehouse uma viajante do tempo tal e qual o patrício Doctor Who?

A imagem é um oferecimento Anorak

[Ouvindo: Mini Skirt – Orchester Lou Castell]

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Um quadro, dois filmes, uma vida

Frame de Boêmio Encantador (Holiday, 1938 de George Cukor)
Frame de Os Amores Secretos de Eva (Queen Bee, 1955 de Ranald MacDougall)

Como muitos atores da era muda do cinema, Luke Cosgrave está hoje esquecido. Sua filmografia tem a peculiaridade de possuir um filme com Katharine Hepburn e outro com a Joan Crawford sem nunca ter pisado nos sets deles!

Na década de 30 já estava com décadas de carreira, fazendo papéis de pouco destaque como velhinho. Aceitou posar para o departamento de cenografia da Columbia Pictures como o falecido avô da milionária família de Boêmio Encantador (Holiday, 1938 de George Cukor).

Cary Grant e o retrato de Cosgrave ao fundo
O filme é uma das comédia ligeiras estreladas por Hepburn e Cary Grant. O galã, ao entrar na mansão pela primeira vez chega a perguntar de quem é aquele retrato, ocasião em que o quadro recebe um close.

Até falecer em 1949 aos 86 anos, Cosgrave continuou trabalhando muitas vezes sem ser creditado . É dessa forma que aparece em ...E O Vento Levou (Gone with the Wind , 1939 de Victor Fleming) e Caminho Áspero (Tobacco Road, 1941 de John Ford), duas das produções mais conhecidas em que aparece.

Talvez justificando a fama da Columbia de ser o mais pão duro entre os grandes estúdios de Hollywood, foram reutilizar o tal retrato de Luke Cosgrave 17 anos depois. Ele decora um cenário de Os Amores Secretos de Eva (Queen Bee, 1955 de Ranald MacDougall).

Aparece lá na parede do conjugado de um dos quartos da mansão de Joan Crawford. E podemos dizer que mesmo no cinema mudo ele nunca teve tanto destaque na carreira quanto o conquistado com essa pintura a óleo!


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Carrão mais legal de James Bond é vendido!

Todo tipo de cacareco cinematográfico é leiloado depois, mas um carro de James Bond é um carro de James Bond. Aliás, o Lotus Esprit S1 não é apenas um carro, mas também um submarino!

Visto em O Espião Que Me Amava (The Spy Who Loved Me, 1977 de Lewis Gilbert), o veículo híbrido mais cool das telas alcançou na semana passada o lance de £ 616.000, algo em torno de R$ 2. 214, 836,45. Ao todo foram fabricados oito modelos para serem filmados.

De acordo com a casa de leilões RM Auctions, embora equipado com barbatanas e hélices (e seja o único dos oito a ficar totalmente fechado para submergir), não é funcional para fins aquáticos. Quem desembolsou mais de dois milhões de reais não poderá sair por aí e depois dar um role com ele no mar para se refrescar. Não me diga!

Interessante mesmo é a história anterior desse Lotus Esprit S1. O veículo foi encontrado em 1989 num depósito em Long Island (NY), daqueles que os americanos alugam para guardar qualquer tipo de trecos inúteis.

Esse tipo de negócio é muito comum nos EUA, país extremamente consumista. Depois de um tempo que a pessoa não paga o aluguel, leiloam tudo sem revelar o que tem dentro para quem dá os lances cegos.

Existe até um reality show disso chamado Quem Dá Mai$?, exibido no Brasil pelo canal A&E. Às vezes eles pagam mil dólares (O que pra eles é uma dinheirama) e ao abrir a porta e fuçar só encontram aparelhos de ginástica velhos.

O cara que encontrou o carro do 007 é um dos que tiveram o final mais feliz na história da prática. Sua intenção era encontrar provavelmente algumas ferramentas e, portanto deu o lance de 100 dólares...

[Ouvindo: I Happen To Like New York – Judy Garland]

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Divine em um pôster raro

E eis que das entranhas da internet (essa mãezinha infinitamente caridosa) surge isto. Um pôster incomum de A Louca Corrida de Ouro (Lust in the Dust, 1985 de Paul Bartel) com a Divine!

Na verdade é um teaser pôster, anunciando a futura produção. Repare inclusive como a postura dela com o Tab Hunter é semelhante ao que é visto em Polyester (1982 de John Waters), película anterior da dupla.

Duas coisas fazem esta imagem ser incrível! A primeira é o ineditismo do material pela película em si, publicado originalmente pelo usuário Cowbearuk do Flicker, tomei a liberdade de dar uma tratada para republicar aqui com mais qualidade.

A Louca Corrida do Ouro foi o filme errado na hora errada, satirizando faroestes quando o próprio gênero estava desacreditado, fazendo comédia com o que ninguém levava mais a sério. Hoje é muito mais conhecido (e querido) pelos atores do que por qualquer outro mérito cinematográfico.

O pôster oficial de A Louca Corrida do Ouro é o que você vê ao lado. A mesma arte com a fotografia do elenco foi utilizada mais tarde no VHS e agora em DVD, inclusive no Brasil.

Outro motivo que deixa este poster especial é por ser relativo à Divine. Artista alternativa, morreu em 1988 quando fazia a transição para o grande público (apareceria até na série Married with Children num papel masculino), portanto, não é todo dia que se cruza com algo nunca visto dela.

Diferente de Marilyn Monroe, por exemplo, que de tantas fotos e material promocional sempre há imagens pouco comuns dela sendo compartilhadas na web. Muito mais do que várias celebridades ainda vivas, aliás.

Veja também:
Divine em momento Jennifer Jones

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Spielberg liderou reclamações do SAC

Daquelas coisinhas que a gente lê e perde um pouco mais a fé na inteligência da humanidade. Sabe a fotografia desgastada de O Resgate do Soldado Ryan (Saving Private Ryan, 1998 de Steven Spielberg)?

Por motivos estéticos, Spielberg reduziu em 60% a cor do filme. Segunda Grande Guerra, etc. e tal...

 Mesmo assim, consta que após uma ou duas exibições na TV paga (Directv entre as operadoras), tiveram que alterar os matizes para algo mais próximo do comum. Os centros de atendimento ao consumidor receberam saraivada de ligações com telespectadores reclamando da qualidade da imagem!!!

O filme ganhou 5 Oscares, essa aparência foi super comentada na época e virou tendência por longos anos até em editoriais de moda. O que faziam os telespectadores enquanto isso?

Isso se soma aquele outro post dos que devolveram o VHS de Gremlins 2 - A Nova Geração (Gremlins 2: The New Batch, 1990 de Joe Dante) porque estaria com defeito quando os monstrinhos atacam a película. Relembre clicando aqui.

Comigo mesmo, já contei isso aqui inúmeras vezes. Fui ver Planet Terror (2007 de Robert Rodriguez) e a bilheteira pediu desculpas e gentilmente avisou que a cópia deles estava muito ruim, cheia de riscos e que muitos estavam reclamando.

Com O Artista (The Artist , 2011 de Michel Hazanavicius), tinha gente reclamando em páginas de torrents que o arquivo estava vindo com defeito, sem áudio. E a gente achou que fosse brincadeira...

Veja também:Todos os VHS de Gremlins 2 teriam defeito!
Um filme para cada perfil
Sexta à noite na TV


[Ouvindo: Oglan, Oglan / Pinar Basi Ben – Özkartal, Hüsnü Orkestrasi]

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Gloriosa Darlene do cinema brasileiro

“Herculaaaaano! Herculaaaaano! Vês-me? Estou na capa da Veja!”, diria a prostituta Geni, enfim feliz por ter conquistado a respeitabilidade burguesa. Darlene Glória louvada com o sucesso de Toda Nudez Será Castigada (1973 de Arnaldo Jabor).

Nas plateias lotadas dos cinemas, donas de casa penalizadas com frases como “Tomara que nasça um câncer no meu seio. Bem grande!”, senhores suburbanos tiravam chacota da penalizada meretriz. A revista conta que só no Rio arrecadou em suas duas primeiras semanas de exibição 1, 1 Milhão de Cruzeiros.

Não precisamos fazer continha nenhuma pra ser o quanto isso valia de dinheiro. A matéria nos ajuda informando que o filme estava lucrando mais dos que Love Story (1970 de Arthur Hiller).

Outra: Foram sete páginas contando a trajetória da atriz até ali e apenas um quadrinho elogiando o trabalho de Jabor, que havia “saído do túnel do hermetismo”. Enfim, tínhamos uma estrela com legitimo aplomb de diva de cinema.

Recordam inclusive de quando se candidatou a miss Cachoeiro do Itapemirim. Infelizmente as concorrentes recalcadas a denunciaram como menor de 16 anos e por fazer uso de enchimento de espuma nos peitos.

Veja também:
Ladrão Boliviano, esse ícone de estilo

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Universal e sua volta ao reino de Drácula!

O estúdio que formatou para gerações o personagem do romance de Bram Stoker no filme de 1931 pretende retomá-lo. A última tentativa aconteceu em 1979 naquela produção estrelada por Frank Langella.

Depois disso, o Conde repaginado apareceu pela Universal no malfadado Van Helsing (2004 de Stephen Sommers). Mas ali era apenas um monstro entre tantos outros, tentando “seu lugar ao sol” dos franchisings de quinquilharias.

Curioso que na década de 90, quando a Columbia investiu no retorno dos monstros clássicos, a Universal não reagiu. Deixou tudo para a concorrente e preferiu investir num A Múmia modernizado, indo para o campo da aventura.

Segundo o Hollywood Reporter, a novo produção (a estrear em 2014) tratará das origens do personagem, como qualquer retomada de filme pipoca hoje em dia, prevendo uma longa franquia e quem sabe, com sorte, um grande sucesso como aconteceu a partir do filme de Tod Browning em 31. Pode parecer impossível um raio cair duas vezes no mesmo lugar, mas a Hammer, do outro lado do Atlântico, foi feliz na empreitada três décadas depois.

Seu título por um tempo foi “Dracula: Year Zero”, depois virou apenas Drácula e agora está como Drácula Untold. A palavra traduzida em português tem múltiplos sentidos que se encaixam na trajetória do Romeno, como por exemplo, incontável, incalculável, o que não foi dito, não revelado.

O roteiro conta a história do jovem príncipe que, quando a vida de sua esposa e filho são colocados em perigo por um sanguinário sultão, arrisca sua alma para salvá-los. Na luta acaba por tornar-se o primeiro vampiro.

No lugar de Bela Lugosi, o grande Drácula da Universal, entra Luke Evans, interprete de Zeus em Imortais (Immortals, 2011) e Apollo em Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 2010 de Louis Leterrier). No lado sombrio da tela esteve na recente versão de O Corvo (The Raven, 2012 de James McTeigue).

Expectativa zero ao projeto e nem é pela direção do iniciante Gary Shore. O personagem que já foi retratado tantas outras tantas vezes por gente como o já citado Lugosi e Christopher Lee na Hammer teve seu filme definido em 1992, dirigido por Francis Ford Coppola.

Mesmo tendo passado 21 anos, ele continua excelente, seja na interpretação de Gary Oldman, seja na produção. Pode haver uma coisinha aqui, outra ali fora dos eixos, mas nada que mereça ser refeito ou recontado agora.

O do Coppola já tinha inclusive um prólogo não presente no romance original explicando sua origem. Que, aliás, era muito bem feito, embora detone todo o mistério presente na essência de um monstro de horror.

Tivemos ainda no ano passado o Drácula do Dario Argento que me deixou tão desnorteado pela fartura de desacertos que a ideia de um outro Conde me faz fugir como ele faria diante de uma cruz. Esse ano ainda vai estrear um seriado com o mesmo Drácula na TV dos EUA!

Em tempo: A página do IMDB continua de pé, mas nunca mais se ouviu falar naquele Drácula da produtora do Di Caprio que se chamaria Hacker.

Veja também:
O Drácula favorito de Coppola
Universal multiplicando o horror
Quibe no Drácula de Coppola?
Sessentões na luta: Quando os monstros voltaram a assombrar nos 90
O Drácula de 1979


A Mosca da Cabeça Branca em Blu-ray

Belíssima arte da edição em Blu-ray de A Mosca da Cabeça Branca (The Fly, 1958 de Kurt Neumann) nos EUA. Provavelmente teremos uma parecia.

Veja bem, é bonita, mas não sei se é correta, já que se trata de uma ficção científica, não um filme de terror como a imagem pode sugir. Sci-fi 50’s da melhor qualidade, confira clicando aqui 10 razões para amá-lo.

Está fora de catálogo em DVD no Brasil faz certo tempo, e continha apenas trailers (incluindo o do remake dos anos 80) como bônus. Pelo que foi divulgado lá fora, o BR possuí como características especiais faixa de comentários, biografia de Vincent Price, doc sobre o filme e um Fox Movietone News.

Lembrando que a trilogia jamais foi completada aqui. A Fox distribuiu o primeiro de 58 e a terceira parte, A Maldição da Mosca (Curse of the Fly, 1965), continuando inédito O Monstro de Mil Olhos (Return of the Fly, 1959 de Edward Bernds).

Veja também:
10 razões para amar A Mosca 50’s
Originalidade classe B



[Ouvindo: The Warrior – Scandal with Patty Smyth]

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Faye Dunaway e um ovo cozido

Obrigado, internet por nos proporcionar momentos como este. Assista no player acima um daqueles comerciais bizarros feitos no Japão com a estrela Faye Dunaway.

Toda diva ela simplesmente descasca um ovo cozido e o come! Há quem diga que é sua melhor interpretação desde Mamãezinha Querida (Mommie Dearest, 1981 de Frank Perry).

E fica aquela dúvida sobre o que é Parco, o produto anunciado. Trata-se de uma tradicional loja de departamentos de Tókio, que ao que tudo indica, não vende ovos.

Falando sério, ou tentando abster o estranhamento do conteúdo, a peça é de uma delicadeza ímpar. A direção é do fotógrafo de moda Kazumi Kurigami, muito popular na década de 80.

Dunaway num plano sequência mostra como fazer algo extremamente ordinário com classe. Um lampejante encontro entre a publicidade e arte.

O último ovo cozido a me impressionar ao ser descascado por um astro havia sido este:


A alma do negócio. Só que Robert De Niro em Coração Satânico (Angel Heart, 1987 de Alan Parker) não vendia, comprava.

Veja também:
Faye Dunaway querida!


Assassino e muito amado por todos

A desventura de Bernie Tiede é tão estranha e tragicômica que é difícil de acreditar que seja verdade. Bernie virou filme em 2011dirigido por Richard Linklater, estrelado por Jack Black.

Ele era maquiador de defuntos e agente funerário que passava desapercebido na sua cidadezinha até conhecer uma velhinha no dia do velório do marido dela. Marjorie Nugent em Carthage era rica e muito geniosa, mas acabou ficando simpatizando com Bernie.

Solitários, os dois partiram por viagens de turismo exóticas pelo mundo, sempre financiadas por ela. Tiede era religioso e simpático, Nugent era antipática e terrivelmente detestada por toda cidade!

Conforme a amizade foi crescendo, a velhinha (no filme interpretada por Shirely MacLaine) passou a ser extremamente possessiva, exigindo a presença dele quase que 24 horas. Deixou o emprego e tornou-se seu confidente e única companhia.

Cuidava de suas unhas encravadas, os pelos do queixo, arrumava-lhe a peruca e tudo mais que a senhora lhe pedisse. Sufocado, conforme seu depoimento à polícia, numa manhã usou a espingarda dela (Usada para espantar esquilos) para lhe dar quatro tiros.

Na dúvida sobre o que fazer, guardou o cadáver da “amiga” no freezer junto a tortas de frango e peças de carne e continuou vivendo como se nada tivesse acontecido. Continuou movimentando o dinheiro da morta para ter a vida dos sonhos, com carrão e, claro, muitos amigos.

Quando o crime foi descoberto nove meses depois, ele já havia ajudado escolas, creches e igrejas da comunidade. O próprio sobrinho da morta disse que Bernie não foi o único com vontade de matá-la.

E não foi mesmo! No filme de 2011, intercalando a narrativa dos fatos aparecem muitos vizinhos reais dando depoimentos mais do que depreciativos sobre a vítima, enquanto tecem doces elogias a Bernie.

Segunda imagem e informações são um oferecimento Mail Online.

[Ouvindo: Blindsided– Carter Burwell]

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Clássico da rodoviária

E em tudo rolou modernizada nestas últimas décadas... Menos o uniforme de carregador de malas da Barra Funda, que continua com um estilo tão 50’s.


Sempre, sempre, sempre quando os avisto lembro de Intriga Internacional (North by Northwest, 1959 de Alfred Hitchcock). Embora não seja recomendado para quem quer se disfarçar no meio da multidão vestir amarelo ovo...

Sei que uniforme não é coisa que se troca sempre, mas o dos entregadores das rodoviárias de São Paulo não parece ter sido atualizado nunca. Segundo o site oficial, a categoria é reconhecida profissionalmente há 50 anos, mas existe desde a década de 40.

O cape deles é parecido aos de leiteiros, policias e motoristas de antigamente. Se é que estes profissionais se vestiam no Brasil como nos clássicos de Hollywood.

Apenas imagine: O futuro que nunca foi

 
A primeira grande ficção científica de Hollywood não poderia deixar de ter seu material publicitário lembrando Metropolis (1927 de Fritz Lang). Mas a similaridade para por aí.

Just Imagine (1930 de David Butler) é um grande cupcake, um calmante açucarado. Daqueles que o cinema comercial americano soube produzir tão bem durante a Grade Depressão.

Do tempo em que a 20th Century Fox era apenas Fox. O filme não teria fracassado, mas foi dispendioso, motivo pelo qual, talvez, os estúdios só investiriam com força novamente no gênero sci-fi na década de 50.

Sabe-se que musicais e comédias foram muito úteis para elevar a autoestima do povo americano num de seus períodos mais negros, mas foram os filmes de terror a partir de Drácula (1931 de Tod Browning) que marcaram o período. O cinema foi uma das raras indústrias a não entrar em colapso, muito pelo contrário.

A produção (disponível na íntegra no You Tube) começa em 1880, lembrando que 50 anos antes, aqueles anos 30 (com carros, luz elétrica e telefone) eram inimagináveis. Daí a narrativa salta 50 anos à frente, em 1980!

Bem, agora eles saltaram 33 anos atrás da gente, assistindo daqui, em 2013! É das imaginações futurísticas mais furadas de todo o sempre, involuntariamente cômico, embora já seja originalmente uma comédia.

Just Imagine não vai muito além da graça em como retrataram o começo dos anos 80 em Art déco. Longo e cheio de canções que mais parecem ostentação do uso do áudio, envelheceu bastante, sobrando quase nada de qualquer conceito um pouco mais além do entretenimento fácil.

Para terminar, curioso saber que quando 1980 chegou na realidade, de todo o elenco apenas a mocinha Maureen O'Sullivan e a vilã Joyzelle Joyner ainda estavam vivas. A primeira (mãe da também atriz Mia Farrow) morreu em 1998 e a segunda, uma semana após o filme completar 50 anos.

[Ouvindo: Cama e Mesa – Roberto Carlos]

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Três músicas para Laurinha

Os temas de Laurinha Figueiroa (Rainha da Sucata, 1990 de Silvio de Abreu) são bons exemplos de escolhas acertadas para as distintas fases da personagem. A troca de discos nacional com internacional coincidiu com o primeiro twist dela.

Muito mais do que simples faixas para encher um LP de coletânea, suas músicas ajudam a contar a trajetória da personagem de Gloria Menezes. Parece elementar, mas em se tratando de novelas, nem sempre é o que acontece.

Acompanhe abaixe os três atos da vilã com seus temas relativos. A novela está em exibição no Canal Viva, rumando ao final.

Logo no inicio (quando só havia o disco da trilha sonora nacional à venda), recebeu A Mais Bonita interpretada por Maria Bethânia. Ouça no player abaixo ou clicando aqui.

A grã-fina num momento financeiro oposto ao que “sempre viveu”, reside numa casa gigantesca forrada de mármore que mais lhe serve como mausoléu gélido. Passa os dias com ares fúnebres, transitando num universo que não reconhece.

Melancólica, a letra de Chico Buarque traz palavras como mágoa, lágrimas, solidão, espelhos. Laurinha se sente sobre tudo injustiçada pela vida, sensação ampliada ao não poder se entregar ao enteado Edu, debaixo das barbas do velho marido.

Coincidindo com o disco Internacional, a popularíssima My Romance de Carly Simon chega para embalar a explicitação dos sentimentos da madrasta. Ouça no player abaixo ou clicando aqui.

Se fosse a mocinha da trama, choraria muito ao som dela, ao invés disso, suspira pelos cantos da mansão. Fica viúva, o que na teoria (ou pelo menos na sua cabeça) significaria que nada mais poderia se opor ao romance.


Como nada vai dar certo mesmo, Laurinha passa a tomar ares trágicos. O crescente descontrole emocional é pontuado por Adagio for Strings, clássica de Samuel Barber que você ouve no player abaixo ou clicando aqui.

A cada derrota escutam-se os violinos tristes, tristes, tristes... Tão tristes que lembramos logo do trágico e marcante final da quatrocentona eternamente com essa música.

Ela não está em nenhuma dos discos da novela, assim como as várias composições de Bernard Hermann que serviram como trilha sonora incidental de outros personagens. Como curiosidade, Adagio for Strings pertenceu à trilha de Platoon, filme dirigido por Oliver Stone quatro anos antes.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

As Certinhas do La Dolce : Lana Wood

Caçula

[Ouvindo: Cast Your Fate to the Wind – Vince Guaraldi Trio]

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Procurando originalidade

A estranha semelhança entre os pôsteres de Procurando Nemo (Finding Nemo, 2003), Ponyo (Gake no ue no Ponyo, 2008) e a recente capa do Blu-Ray de A Pequena Sereia (The Little Mermaid, 1989) em 3D.

Falou em animação, mar, criatura fofa e alguém lá na Disney “cria” algo parecido. Devem ter um template prontinho em que só trocam uma coisinha ou outra.

Isso porque, quando o estúdio do Mickey foi distribuir Ponyo nos EUA muita gente comentou na época a similaridade da arte com o Nemo (Relembre clicando aqui). No Japão, o filme do Hayao Miyazaki foi divulgado num estilo artesanal, infantil até.

Por sua vez, Miyazaki declarou, também há época de seu lançamento, que teve a ideia quando viu A Pequena Sereia da Disney e não gostou. De um jeito ou de outro, eles estão interligados além da temática marinha.

E nossa coleção de mares aumentará em 2015. A primeira imagem de Procurando Dory (Finding Dory), sequência óbvia de Procurando Nemo segue exatamente a mesma linha do fundo do mar com o reflexo do sol.

O incrível no caso da Dory é que ele continua em caminho reverso, remetendo ao da Pequena Sereia. Um infinito Interception, que nem Jacques Cousteau deliraria.

[Ouvindo: La Donna Della Domenica (The Sunday Woman) – Ennio Morricone]

Londres de Dr. Who para turistas (e Daleks?)

Com tempo hábil, alguém marcou no Google Maps as principais locações londrinas utilizadas no seriado Doctor Who. Ao todo são nada menos do que 50 anos da cidade registrados no programa.

A cor dos marcadores faz referência à década (1963-2013), sendo os vermelhos para os episódios contemporâneos (a partir de 2005). Não é fácil reconhecer os lugares pelo Street View, mas a façanha foi publicada pelo Londonist, página com “o melhor” da cidade.

Às vezes parece que a pessoa usou lugares para definir personagens ao invés de incluir o ponto exato das filmagens. Clique na imagem ao lado para ir diretamente ao Google e poder navegar pelas informações.

Muito mais interessante, o Doctor Who Locations vai além da capital. Junto ao 11º Doutor (a partir de 2009) as tramas passaram com mais frequência a se desenrolar longe do centro de Londres, nos mostrando um Reino Unido fora dos costumeiros cartões postais (Big Ben destruído por naves alienígenas até quando?).

A igreja de São Gwynno (datada do século 7) que está quase em ruínas, por exemplo. Parece ser mais isolada nos episódios The Hungry Earth e Cold Blood (S05E08 e 09) do que realmente é, servida por uma estrada asfaltada.

Veja também:
A São Paulo de O Beijo da Mulher Aranha


[Ouvindo: A.D.A. Converter – Doris Norton]

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A um passo da boca do povo

Muito se dizia (diz?) sobre as mulheres que dizem “sim”. Pouco se diz sobre homens que dizem “não”.

Brilhante título para um pulp fiction: O Homem Que Disse Não” (The Man Who Said No).  Ainda é um taboo daqueles homem rejeitar uma mulher.

De qualquer jeito, sabe-se de antemão da dor de cabeça que o rapaz terá. Não há criatura mais insistente na galáxia do que uma garota, até porque, está acostumada com fartura...

A imagem é um oferecimento Vintage Media History (+18)

[Ouvindo: It Had To Be You – Sammy Kaye]

Kathleen Turner volta ao cinema

A Variety dá como certa a presença de Kathleen Turner em “Dumb and Dumber To”, sequência de Debi & Lóide - Dois Idiotas em Apuros (Dumb & Dumber, 1994 de Peter Farrelly). Jim Carrey e Jeff Daniel reprisarão seus papeis 20 anos depois.

Aos 59 anos de idade, Turner está praticamente aposentada das telas, embora seja presença constante nos palcos da Broadway. Ela não participa de um filme desde 2011.

Grande promessa de “Loira fatal hollywoodiana” dos anos 80, seu último papel de impacto foi o pai de Chandler Bing no seriado Friends. Para todo sempre será lembrada (e amada) como a brilhante Beverly Sutphin de Mamãe É De Morte (Serial Mom, 1994 de John Waters).

Nada de roteiro de “Dumb and Dumber To” foi divulgado, portanto, não se sabe qual personagem caberá a ela. Com seu nome o projeto ganha algum interesse além de mera curiosidade saudosista 90’s.

A primeira imagem é um oferecimento Spotlight.Veja também:
Uma cilada para Beverly Sutphin

[Ouvindo: Teus Ciúmes – Dalva de Oliveira]