quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Grandes nomes da pancadaria: Dara Singh

Da Índia é mais fácil esperarmos um bolo de aniversário à base de curry do que uma astro internacional de Wrestling. Dara Singh tornou-se uma lenda dos ringues com uma carreira que durou décadas como celebridade cinematográfica.

Num tempo em que a TV engatilhava, o caminho para o cinema era óbvio de quem se destacava na música, esporte e qualquer outra área. Para quem quisesse ver o famoso além do rádio e páginas de revista, bastava pagar ingresso.

 Bollywood recebeu Dara Singh de braços abertos para uma longa trajetória a partir da década de 50. Alguns filmes estrelados por ele se tornaram clássicos, como King Kong (1962) em que ele vira um lutador homônimo do macaco gigante da Ilha da Caveira.

King Kong também era o nome de um colega de ringue que possuía mais de 200 quilos. No começo da carreira, Singh (com 130 quilos) conseguiu erguer o oponente e jogá-lo a metros de distância, para delírio da plateia e dos empresários que usaram tal façanha à exaustão para promovê-lo.

Em 1968 tornou-se conhecido internacionalmente ao derrotar o norte-americano Lou Thesz no Campeonato Mundial. Mesmo assim, jamais trabalhou em Hollywood.

Ao falecer em 2012, aos 84 anos, tinha em sua filmografia com 181 títulos como ator e outros tantos como produtor, diretor e roteirista. Foi reverenciado como uma lenda ainda quando era vivo.

A primeira imagem e algumas informações é um oferecimento Rediff Movies. A segunda At The Edge.

[Ouvindo: Blue Train – Cibo Matto]

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O que se sabe sobre AHS: Coven

Após um período de ansiedade entre os fãs da série, a nova temporada de American Horror Story: Coven volta à TV dos EUA no dia 9 de outubro. O episódio de estreia tem como título o sugestivo trocadilho Bitchcraft.

Segundo o site SpoilerTV, a trama se passará 300 anos após a caça as bruxas em Salem. As poucas que ainda existem passam a sofrer misteriosos ataques, o que faz com que as mais novas sejam enviadas a uma escola especial em Nova Orleans para aprenderem a se proteger.

É aí que chega a nova aluna Zoe (Taissa Farmiga, a Violet da primeira temporada), uma estrangeira que traz terríveis segredos de seu país. A fantástica Jessica Lange é Fiona, a feiticeira Suprema que reaparece disposta a exterminar qualquer ameaça ao coven.

Não parece ser muita coisa, mas pelas temporadas anteriores, sabemos que o mais importante será o desenvolvimento. A notícia mais empolgante fica por conta de Frances Conroy, espetacular atriz que deve ter desta vez um papel bem maior, junto a outros remanescente do elenco original.

[Ouvindo: Blue – Geoffrey Williams]

O mundo (e o orçamento) em perigo


Mudanças de planos econômicos de última hora fizeram com que apenas o título do filme O Mundo Em Perigo (The Them!, 1954 de Gordon Douglas) seja colorido. Uma daquelas burradas dos engravatados de Hollywood, no caso, especificamente da Warner.

E não é a primeira vez que vejo isso num filme B&W. Tinha cá pra mim que a culpa era de alguma restauração mais desrespeitosa, não por causa de um orçamento reduzido de última hora.

O filme também seria fotografado no então novíssimo sistema 3D. Isso explica também porque os personagens ficam tacando o lança-chamas na direção da câmera.

Mas com todos estes poréns, O Mundo em Perigo não deixa de ser um dos melhores exemplos de ficção científica da era da paranoia nuclear. Ou, dos monstros gigantes 50’s, geradas pelas ousadias científicas do homem.

Continua sendo muito eficaz, embora possa soar risível o argumento de formigas gigantes altamente predadoras. Quem embarcar na fantasia pode se divertir muito, sem esforço algum.

 A trama é tão boa que gerou um remake indireto ou não oficial: Aliens, O Resgate (Aliens, 1986 de James Cameron). Saíram as formigas, entraram os aliens, mas há muitos elementos (inclusive de texto), para ser mera coincidência.

Achar semelhanças entre eles é um elemento a mais de interesse. A menininha com a boneca desamparada pode ser o primeira coisa a ser notada.


[Ouvindo: In Fiesta – Hideo Shiraki]

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Batman dando o que falar!

Esse vídeo é por uma boa causa, claro! Mas convenhamos, a escolha de Batman e Robin para um tutorial de como socorrer uma vítima engasgada não é das mais felizes.

E nem é precisa ter cabeça muito suja pra interpretar diferente tendo o Menino Prodígio praticando, né? Santa aula, Batman!

Não deixe de ver o vídeo no player acima ou clicando aqui. E pratique muito a “Manobra de Heimlich” com seus super amigos!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mae West, ácido na cara e um policial travesti

Mae West posa com seu herói, o investigador Harry Dean, travestido de... Mae West! A história que acompanha estas fotos é igualmente saborosa e foi publicada nas páginas do Los Angeles Time em outubro de 1935. 

Como numa velha fita B de detetive, a atriz estava sendo extorquida através de cartas anônimas. Ou entregava mil dólares ao malfeitor ou teria seu rosto derretido por ácido!!!

Mil dólares deveria ser uma boa quantia em 35, para ser motivo de extorsão de uma celebridade. Bandidos daquele tempo ainda não deviam atinar sobre a óbvia fria de dar golpe em celebridades.

As fotos foram tiradas após o tira ficar quatro noites de campana numa esquina da Hollywood Boulevard esperando o chantagista. Mae West ficaria numa esquina da Hollywood Boulevard noites a fio?

Conseguiu prender um ajudante de garçom, chamado George Janios, quando ele foi pegar o dinheiro colocado numa carteira, escondida numa palmeira próxima aos estúdios da Warner Bros., conforme uma das cartas pedia. Ainda foram detidos outros seis suspeitos por vadiarem pelo local.

Três dias depois o jornal publicou que todos foram libertados, inclusive George Janios. Em seu depoimento, alegou que ele chegou até ao esconderijo sem querer e que pegou a carteira por mera curiosidade.

Quanto ao policial Harry Dean, sua elegância feminina foi bastante elogiada pelos colegas da delegacia. Ele chegou em seu escritório e encontrou o telefone decorado com laços de fita, em cima da mesa uma variedade de flores, além da sala ter sido pulverizada com essência de jacinto.

Veja também:
Mae West e Criswell: amigos até na lua
Mae West: Predadora de talentos


[Ouvindo: I Wanna Be Loved – Ann Margret]

Mauricio Kill! Kill! Kill!

Quem aí viu Johnny Love (1987 de João Elias Jr.)? (grilos catam) Revoltante esse filme continuar sendo obscuro.

Maurício Mattar no pôster de mezzo fotógrafo, mezzo Rambo é promessa de quase um Citizen Kane nacional. Bizarro que o IMDB ainda não o catalogou...

Filme para jovens, com tudo o que de negativo pode ter a definição “para jovens”. Cinema no Brasil é de ondinha em ondinha, no caso, Beth Balanço (1984 de Lael Rodrigues ) abriu a Caixa de Pandora para muitos outros, adicionando música de FM ao que Menino do Rio (1982 de Antônio Calmon) já havia feito.

Daí teve (Rock Estrela (1986), Rádio Pirata (1987 ambos também de Lael Rodrigues, um tipo de John Hughes brasileirinho), Um Trem para As Estrelas (1987 de Carlos Diegues e Tereza Gonzalez) e assim por diante. A ironia de Johnny Love é que tem o mesmo título de uma canção do Metrô que o próprio grupo, popularíssimo nos anos 80, aparece interpretando ela em Rock Estrela.

No quesito “música” Johnny Love tem uma trilha sonora superior a qualquer outro do filme do tipo. Assinada pelo ex Mutante Sérgio Dias, o LP é raro e disputado por colecionadores.

Como o argumento não é de empolgar muito, dá pra assistir apertando a tecla Fast-forward (não fiz isso! JURO! rs). Jovem fotógrafo batalha para transformar a namoradinha numa estrela pop, tirando do caminho empresário inescrupuloso e Fim.

O pôster é uma gentileza Ivan Jerônimo.

[Ouvindo: Justice – ON'N'ON]

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

King Kong agora ao vivo no teatro

Após três adaptações cinematográficas, e não sei quantas outras variações, King Kong acaba de estrear no teatro! É absurdo imaginar a transposição aos palcos exatamente pelo gorila gigante, mas os australianos provaram não ser impossível.

O atrativo principal do espetáculo, evidente, é o animal colossal, assim como nas telas de cinema. Para tanto, confeccionaram um marionete de 6 metros de altura, pesando uma tonelada, que necessita de dezenas de técnicos para ser manipulado.

Eles misturam os tradicionais fiozinhos de títeres, bunrako (semelhante ao Topo Gigio, em que os manipuladores se camuflam no escuro), além de modernos efeitos tecnotrônicos. Para as vertiginosas paisagens, dinâmicas projeções.

Assim como na versão de Peter Jackson, a história se passa nos anos 30, fazendo referência direta à película original dirigida por Merian C. Cooper e Edgar Wallace de 1933. A produção milionária que levou cinco anos para ficar pronta ainda conta com cerca de 40 artistas, entre atores cantores, bailarinos e circenses.

Quando sair de cartaz na Austrália deve viajar o mundo assim que encontrarem espaços de tamanho suficiente. O que não dá pra esperar é que aconteça o mesmo quando o King Kong é exposto num teatro, esta "Oitava Maravilha do Mundo" é altamente domesticado.

Veja também:
Jessica Lange e King Kong no Playcenter

[Ouvindo: Blue – Geoffrey Williams]

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Blobfest: Pague o ingresso e corra!

O mais original evento cinematográfico do planeta! Anualmente, desde 2000, o tradicional Cine Colonial celebra o filme A Bolha Assassina (The Blob, 1958 de Irvin S. Yeaworth Jr. ) da melhor maneira possível.

Localizado em Phoenixville (Pensilvânia - EUA), eles reproduzem todo ano a cena filmada ali em 57, quando o mostro gosmento ataca os espectadores e vários saem correndo porta afora. A mesma citada aqui num post de 2010 (leia!) como a mais engraçada cena de tumulto de multidão na história.

Para participar da Blobfest é preciso comprar um ingresso de 10 dólares, que, segundo o site do cinema, não dá direito a assistir ao filme. Apenas a entrar, ver apresentações bizarras e sair correndo, gritando como se não houvesse amanhã!

O deste ano aconteceu no dia 12 do mês passado. Há vários vídeos do evento no You Tube, mas o mais legal é este abaixo, do de 2012, assista!

Atraindo turistas de toda parte do país, é permitida a participação de crianças, idosos e cadeirantes e alguns vão vestidos a caráter. Lamentavelmente, não é possível que alguém se vista como a bolha, por razões óbvias.

O mais curioso é que, embora a correria seja improvisada, desenvolve-se muito melhor do que aquela que foi filmada no clássico sci-fi 50’s, compare. Os populares igualmente gargalham na correria, mas não chegam a cair formando um montinho de gente.

Veja também:
Corra por sua vida!


[Ouvindo: Stand By Your Man – Lynn Anderson]

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Minha Nossa Senhora do Hairspray de 500ml!

Tropecei nesta foto 60’s da Barbara Windsor e um monte de pensamentos libertários me vieram à cabeça.

Como a moda antigamente escravizava as mulheres, esses cabelões altos deviam dar um trabalhão pra fazer e desfazer. Ainda bem que é coisa do passado, blablablá! Mimimi!!!

Daí fui dar uma procurada na mesma Barbara Windsor atualmente, após décadas, e...


Seu cabelo parece ser daquelas coisas que só melhoram com o tempo. Nem Patsy Stone nos dias mais ensolarados ousa tanto no laquê.

A primeira foto é um oferecimento Patricia, a segunda IMDB.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A cozinha maravilhosa de Boris Karloff

Valeria trocar maravilhosa por monstruosa, mas Boris Karloff era um homem extremamente doce, oposto dos personagens que interpretava no cinema. E alguém quis saber se ele ia à cozinha e ele disse que sim!

Havia uma fixação por ver estes grandes vilões dos filmes cozinhando da forma mais brejeira possível? Vincent Price lançou até alguns livros de culinária, lembra?

Segue a receita de Guacamole Boris Karloff.
Ingredientes: 
2 abacates
1 tomate médio picado
1 cebola pequena picada
1 colher de sopa de chilis verdes enlatados picados
1 colher de sopa suco de limão
1 colher de chá de xerez
Traço de caiena (opcional)
Sal e pimenta
 Modo de fazer 
Descasque e amasse os abacates. Adicione a cebola, tomate e chilis, em seguida, acrescente o suco de limão, xerez e temperos a gosto, misturando bem. Servir como um mergulho para dips ou chips de tortilha de milho ou como um diferencial em canapés. Faz 10 a 12 porções de aperitivo. 
O toque europeu fica por conta da colher de xerez. Alguém dirá que a gente tira uma pessoa da Inglaterra, mas não tira a Inglaterra de dentro da pessoa.

De resto é pimenta e mais pimenta, com o abacate dando liga. Como qualquer iguaria para o paladar da América Central.

E Karloff se declarar louco por comida mexicana, num tempo em que fast foods de temática étnica não eram tão populares assim, parece meio estranho. Mas não tão estranho quanto conhecer uma receita vinda dele.

O blog L. A. Taco suspeita que seja porque os últimos filmes dele foram produzidos pelo mexicano Luis Enrique Vergara. Alguns, inclusive filmados no país, quando a saúde do ator permitia.

O recorte de jornal é um oferecimento BadassDigest

Veja também:
Arrisque-se com Puerco Pibil
Gênio diabólico de forno e fogão
Macarrão ao molho Flipper




quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Bond imaginação

E se George Lanzenby fosse uma pessoa mais fácil de trabalhar? Não teria entrado pra história como o único ator a interpretar James Bond apenas uma vez, em 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service, 1969). E este cartaz seria real!

Ele é fruto da fantasia do artista Steve Sistilli que num dia destes, sem muito pra fazer, pensou no que teria acontecido com a permanência de Lanzenby na cine série. Foi muito feliz ao criar algo totalmente novo, mas seguindo até certo ponto o trabalho de Robert McGinnis, tradicional ilustrador dos cartazes de 007.

E só levou meia hora pra ficar pronto, avisou Sistilli, caso alguém xoxe pelo tempo gasto . Na verdade, 007 - Os Diamantes São Eternos (Diamonds Are Forever, 1971 de Guy Hamilton) contou com a volta de Sean Connery ao personagem.

 Lanzenby, embora um James Bond eficiente envolveu-se numa série de atritos com os produtores, o que culminou em sua dispensa. Você lê detalhadamente a respeito clicando aqui.

As imagens são oferecimentos de spy-fichannelVeja também:
 4 vezes George Lazenby - Ou como desperdiçar a grande chance de sua vida em quatro atos
 Bond apenas uma vez  
Bond girls ao gosto do censor: Versões do mesmo pôster



DNA: Conheça os principais samplers de Twiggy Twiggy

Pizzicato Five já possuía boa estrada no Japão quando aportou no ocidente no começo da década de 90. Aproveitando uma brechinha aberta pelo Deee-Lite e de toda a alegria que aqueles anos incertos davam.

Apareceu via Matador Recordes com Made in USA (1994), uma compilação dos três trabalhos anteriores no Japão. Era o auge da febre dos CDs, que coincidiu ao Dólar custando 1 por 1 com o Real, significando ao Pizzicato Five ser conhecido no Brasil ao mesmo tempo que nos EUA, com discos importados muitas vezes pelas próprias lojinhas.

Hoje com internet, lançamentos mundiais significam realmente mundiais. Até aquele ponto, gravadoras menores procuravam selos nacionais para distribuírem artistas aqui, o que às vezes demorava anos e invariavelmente possuíam qualidade gráfica inferior.

Entre os hits, emplacou logo Twiggy Vs. James Bond (Aka Twiggy Twiggy) com um descolado clip cartão-de-visita martelando nas MTVs do mundo todo. Era dançante, bonitinho e exótico (falado em japonês!) o suficiente para gerar amor instantânea.

A música é um caso de trilha sonora de filme sem filme. Um emaranhando de referências à década de 60 com aquele filtro oriental que eles sabem usar tão bem quando querem falar de estéticas ultrapassadas.

Através do Who Sampled é possível conhecer agora elemento a elemento utilizado na música sem precisar ser o nerd de super ouvido e a maior discoteca do planeta. Primeiro, ouça Twiggy Twiggy em si no player abaixo ou clicando aqui.

Lalo Schifrin - Música The Man From Thrush do disco Music From the Motion Picture "Once a Thief" and Other Themes 1965 (sampler aparece aos 0:06)

Dionne Warwick – Música Another Night do disco The Windows of the World 1967 (sampler aparece aos 0:00)

 The Ventures – Música Hawaii Five-O do disco Hawaii Five-O 1969 (sampler aparece aos 0:00 e 0:02)

Jimmy Smith – Música The Cat do disco The Cat 1964 (sampler aparece aos 0:00)

É quase como aquelas receitas culinárias que vão leite condensado e chocolate. Não dava pra ficar com um sabor ruim.

[Ouvindo: Rio de Janeiro – Gary Criss]

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Bette, Joan e diferentes jeitos de escolher papéis

Bette Davis: "Warner Brothers me pediu para interpretar a mãe de Paul Newman em Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke). Eles me ofereceram US $ 25.000 por um dia de trabalho. Eu disse: 'Não'. Eu teria entrado e saído da tela em três minutos. Isso seria uma fraude para o público ".


Joan Crawford: “Claro que eu interpretaria uma macaca se eles me convidasse. Maurice Evans fez!"


Duas declarações tão distintas, ditas no final da década de 60, por duas das maiores estrelas que o cinema já produziu. São meias verdades, mas deliciosas alinhadas com gifs num post por Charlotte Camille Vale.

Bette Davis é o que se pode chamar de operária da arte. Maioria das tretas que teve com a Warner em seus tempos áureos era por exigir filmes com mais qualidade.

Mas quando freelancer também tinha fama de decidir o próximo trabalho pela quantidade de falas que teria. Foi assim que se meteu em algumas roubadas, contando páginas de roteiros antes de lê-los.
Joan Crawford conquistou uma das mais longínquas carreiras com muito talento para interpretar e permanecer na mídia. Se alguém se destacava num estilo, evidente que não poderia ficar atrás, ultrapassada.

E que pena que a Fox não a chamou pra Planeta dos Macacos...

A imagem de Maurice Evans como Dr. Zaius é um oferecimento Space:1970

Veja também:
Joan Crawford por Bette Davis
Bette e Joan batendo texto
As perseguidinhas de Joan Crawford
FIGHT! Joan Crawford Vs Marilyn Monroe


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Pausa para nossos comerciais


Uma mexe o nariz e a outra fala pelo nariz.

Sacada boa essa frase para o lançamento das séries A Feiticeira (Bewitched 1964-1972) e The Nanny (1993-1999) em DVD. As duas chegaram juntas, mas tiveram rumos muito diferentes.

A partir de 2005, Samantha Stephens deu as caras nas lojas em oito boxes, contemplando todas as temporadas. Depois de um tempo, todos os 254 episódios foram relançados numa caixa de papelão duro muito graciosa, ao estilo 60’s.

Já a pobre babá oriunda do Queens tomou chá de sumiço do mercado após a segunda temporada no Brasil. The Nanny em DVD foi simplesmente esquecida pela distribuidora Sony e não foi só aqui.

Nos EUA a coleção parou na terceira temporada em 2009, o que significa apenas a metade dos episódios. Fãs do mundo todo especulam em fóruns o que pode estar acarretando tanta demora em sair pelo menos a quarta.

Alguns suspeitam que a aquisição dos royalties das músicas executadas no programa estaria impedindo a continuidade. Uma série relativamente recente, representativa dos anos 90, não deve ser por culpa de pouca vendagem.

[Ouvindo: When You're Loved – Debbie Boone]

Oportunidade: Assista Ed Wood no cinema!

Objetos voadores do espaço sideral serão avistados na Praça da Sé, em São Paulo! De 16 a 30 de agosto acontece na Caixa Cultural a mostra Ed Wood - O Melhor dos Piores de Todos os Tempos.

A entrada é gratuita, restrita a 50 lugares por sessão. Serão exibidos o filme de Tim Burton de 1994, o documentário Look Back in Angora (1994 de Ted Newsom), além dos dirigidos por Ed Wood como Glen our Glenda (1953), Jail Bait (1954) Bride of Monster (1955), Plan 9 From Outer Space (1959), Night of the Ghouls (1959) e o menos lembrado The Sinister Urge (1960).

Ponto positivo incluírem filmes que Wood apenas roteirizou como The Violent Years (1956 de William Morgan) sobre gangue juvenil feminina e o desbunde total Orgy of the Dead (1965 de Stephen C. Apostolof). Neste último em cores, casal preso num cemitério por criaturas diabólicas é os obrigado a assistir um ininterrupto desfile de stripers do além.

Como a cinebiografia de Burton já tem quase 20 anos, quando a fama de pior diretor do mundo ganhou proporções internacionais, deve haver toda uma geração que nunca ouviu falar em Ed Wood. Além disso, a concorrência pelo título de “pior diretor de todos os tempos” agora é acirrada.

Os veteranos ficam na torcida para que a mostra tenha uma segunda parte com a fase posterior de Ed Wood. Período em que ele aderiu ao sexplotation, às vezes misturando terror com erotismo como fez em 'Necromania': A Tale of Weird Love (1971) sob o pseudônimo Don Miller.

Com os filmes mais manjados, ainda é a oportunidade de ver em tela grande amados astros duvidosos do porte de Tor Johnson, Vampira e Reverendo Criswell, o que já não é pouca coisa. Programação completa, com dias e horários você confere clicando aqui.

Veja também:
Ed Wood: pai do nu frontal no cinema americano?
Necromania: O Ed Wood desaparecido
A inacreditável Orgy of the Dead
Muito mais sobre Ed Wood


[Ouvindo: Chuvas de Verão – Caetano Veloso]

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Revistas femininas que só pensam naquilo


Post do Retrospace maravilhosamente relembrando nossos primórdios do onanismo. Que Playboy o quê! No começo, nada nos mostrava tanto sexo quanto revistas femininas.

E conseguiam muitas vezes serem mais explícitas do que muita revistinha oriunda da Suécia. Comparando muito mal, era quase como ter acesso ao detalhado manual de instruções de um aparelho eletrônico guardado no topo de uma estante.

Com a vantagem de estar sempre à mão enquanto era um upa conseguir material adulto. Algum coleguinha surrupiava do papai a Playboy do mês e levava na escola, mas a Playboy raramente falava sobre sexo com os detalhes de uma Nova (Cosmopolitan) e afins.

Nosso amigo gringo do Retrospace não teve a Marta Suplicy explicando tim-tim por tim-tim nas manhãs da Globo. Bem aventurados aqueles momentos em que se esperava começar o Balão Mágico....

Isso poderia ser reflexo da revolução feminista, quando os editores trocaram as receitas de empadão cremoso por sexo, além de um assunto vender muito mais do que o outro desde que o mundo é mundo, evidente. Pelo menos na década de 80, quando fui criança, parecia que a conquista de um orgasmo feminino era tão merecedor de destaque midiático quanto a chegada à lua em 69 (!) para a humanidade.

Detalhe do site da revista Nova
"Surpresa" entrar no site da revista hoje (2013!!!), e 90% do conteúdo é sobre... SEXO! Destaque para “O guia do orgasmo”, logo abaixo link para “Celular hot! Conheça 5 aplicativos que vão apimentar sua relação”, ao lado chamada para “Solte o som e atinja o melhor orgasmo da sua vida.”, dicas de literatura sexy, “O gato pode ou não gostar na primeira transa”, etc.

Tem até astrologia da sedução e numerologia do sexo! O que sobra na página é sobre moda, porque as leitoras precisam se vestir entre um sexo e outro?

Aproveitei e, a título de comparação, dei um pulo até o endereço da produtora pornô Brasileirinhas e... Não tem sexo! É uma loja virtual corriqueira de produtos e vídeos adultos.

Pelo menos na Brasileirinhas não tem artigos sobre cultura, comportamento e política. Aí já seria demais!

[Ouvindo: スナッフフィルム – アーバンギャルド]

sábado, 3 de agosto de 2013

La Dolce Vita completa 11 anos!!!!

Exatamente hoje (03 de agosto) este blog chega aos 11 anos de idade! E entramos assim na nossa segunda década! Uau!!!

 Gravei o vídeo com uma mensagem para registrar a data. Não deixe de assistir no player acima ou clicando aqui. 

Muito obrigando mesmo por tudo, em todo este tempo. Continue entrando e divirta-se sempre! rs

Captação do meu depoimento e edição são gentilezas do Marco Nunes

[Ouvindo: My Name Is Nobody – Ennio Morricone]

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Breve trajetória de uma estrelinha Universal


Causa estranhamento o nome de Sidney Fox vir antes de Bela Lugosi nos créditos iniciais de Murders in the Rue Morgue (1932 de Robert Florey). Um ano antes ele se tornou um astro muito famoso com Drácula (de Tod Browning).

Sidney Fox
Ordem de nomes nos créditos (ou nos pôsteres) é coisa sagrada no show business. E reparar no sobe e desce dos mesmos é uma diversão a mais em qualquer filme.

A explicação rápida é que a bonitinha Sidney Fox era uma aposta da Universal Pictures para se tornar estrela. Universal nunca foi um grande estúdio como a Fox ou Warner, nem contava com salas de exibição próprias, mas entendia que para o negócio vingar precisava ter seus próprios astros e estrelas

Mesmo assim, não justifica o destaque, porque também era interessante promover a presença do já conhecido Lugosi. Realmente no cartaz da época todo o destaque é para ele.

Fox, de família endinheirada que perdeu tudo, foi descoberta no teatro por Carl Laemmle Jr., filho do chefão e produtor do estúdio. Além de funcionária, ela caiu na boca do povo como sendo sua amante, embora o magnata fosse casado, pecado que Hollywood raramente perdoou, ao contrário de vícios como alcoolismo, aborto, etc.

Carl Laemmle Jr
Que muitas estrelas e astros tiveram apadrinhamentos amorosos de produtores para chegar lá é coisa corriqueira desde Atenas nos idos de Eurípides. Mas no meio da indústria cinematográfica, alimentada por uma imprensa famigerada por pudores e escândalos, sempre se destacou os que vieram de baixo, batalharam seu lugar ao sol com muito suor.

A atriz acabou casando com um roteirista da própria Universal para tentar amenizar as fofocas. Atitude muito comum para abafar relacionamentos que pudessem atrair publicidade negativa, como homossexualidade e casos extra-conjugais.

Sem sucesso, parece que aconteceu o inverso. Passou a correr que Fox ia pra cama também com o pai do amante, Carl Laemmle, enfim, uma devassa aos olhos da moral da época.

Assim, mesmo conseguindo destaque nos filmes dos Carls, a carreira passou a minguar. Como resultado das baixas bilheterias associadas a seu nome, foi ficando restrita a produções B, com papéis cada vez mais escassos ainda coincidindo com a troca de donos do estúdio.

Reclamava do calvário que era ter uma aparência física tão frágil que não condizia com seu interior. “As pessoas esperam que eu seja uma ingênua, uma boneca, e eles ficam terrivelmente desapontado quando descobrir que eu não sou.”, declarou indicando o descompasso com o meio que a cercava.

Deprimida, foi encontrada morta em 1946 com overdose de pílulas para dormir, aos 35 anos de idade. Pairou a dúvida entre suicídio ou dosagem acidental por muito tempo, prevalecendo a primeira causa.

É um daqueles rostos (como Jean Harlow e o próprio Bela Lugosi) que nunca veremos em fotos coloridas. Pessoas que morreram antes da popularização do Tecnicolor e da fotografia com cores.

Por ironia, seu filme mais conhecido é este Murders in the Rue Morgue graças à presença do co-astro Lugosi. Sem esta produção, nem estaria sendo lembrada aqui e em tantos outros lugares na Internet.

Pra termos uma noção de quem ela poderia ter sido, seu trabalho de estréia foi Bad Sister de 1931. Bette Davis também debutou neste filme.

A segunda imagem é um oferecimento Fanpix, a terceira, Rotten Tomatoes. Algumas informações oriundas de Seraphic Press.

Veja também:

Belas e suicidas
Charles Boyer, romântico como na ficção
O dia em que Geoge Sanders se entediou
Controversa morte de Lupe Vélez
Uma vida em tons de cinza


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Hollywood: O lugar que mais consome K-Y Gel

Isso não deve cair em nenhum vestibular, mas pode divertir papo furado entre rodinhas de amigos. O famoso lubrificante da Johnson & Johnson é consumido aos galões na indústria de cinema dos EUA.

E engana-se quem pensa que todo esse KY vai para produções pornográficas (Risos). O produto é largamente consumido por técnicos de efeitos especiais para os filmes de terror e ficção científica!

Isso desde os anos 80, quando o gel (a princípio criado para ginecologistas) passou a ser comercializado ao público. E se a gente puxa pela memória, nunca os monstros do cinema foram tão nojentos quanto a partir dali.

Como todos sabemos, a substância não reage ao látex, portanto, não
danifica a "pele" dos bonecos/animatrônicos (feita de borracha). Além da não corrosão, o produto tão banal no nosso cotidiano, aceita facilmente pigmentos e espessantes.

Nos extras do DVD e Blu-ray de O Enigma do outro Mundo (The Thing, 1983 de John Carpenter) contam que é KY o segredo da aparência pegajosa das criaturas. Ao todo, teriam utilizado uns 25 litros só na cena em que o cachorro fica tomado pela coisa.

 E pensando em mostro viscoso, como não lembrar de Alien, O 8º Passageiro (Alien, 1979 de Ridley Scott)? Também teria utilizado, embora com consistência alterada, pelo menos na baba.

O sangue de O Predador (Predator, 1985 de John McTiernan) seria nada mais do que KY misturado a produtos químicos fluorescentes (Quimioluminescência e Cyalume). Existem vídeos com gente que conseguiu o mesmo resultado em casa.

[Ouvindo: Balling the Jack – Don Catelli and the All Stars]