terça-feira, 12 de novembro de 2013

Primeiro pôster de Jolie como Malévola

 

Os estúdios Disney divulgaram o primeiro pôster oficial de Maleficent, estrelado por Angelina Jolie em 2014. A história contará as origens da Malévola, vilã de A Bela Adormecida (Sleeping Beauty, 1959 de Clyde Geronimi).

Com essa onda (de propósitos discutíveis) de adaptar histórias infantis à plateia adulta jovem, não seria logo a Disney quem iria ficar de fora. Dona dos principais clássicos animados, se tudo correr bem, pode-se esperar muito outros filmes semelhantes.

A mistura parece estar azeitada com tudo o que Hollywood tem feito aos montes: Uma atriz famosa, prequel de um personagem famoso, adaptação de um conto de fadas infantil, roupagem moderna, etc. Ponto ruim é que tudo ser soft nos padrões da Casa do Mickey.

Lembrando que os recentes Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman, 2012 de Rupert Sanders) e João e Maria: Caçadores de Bruxas (Hansel & Gretel: Witch Hunters, 2013 de Tommy Wirkola) tiveram resultados quase constrangedores. Mas a gente sempre deve esperar pelo melhor...

Na versão animada a personagem teve seus traços inspirados na atriz Eleanor Audley. Era comum eles fotografem e filmarem atores para que os animadores seguissem os movimentos realistas.

Audley, falecida em 1990, também fez a voz da personagem. Em 1950 ela havia “moldado” do mesmo jeito a Senhora Tremaine, madrasta da Cinderela.
Heloísa Helena, a Malévola brasileira

No Brasil, Malévola teve a voz da atriz e cantora Heloísa Helena na dublagem feita para o lançamento nos cinemas. De origem radiofônica, Heloisa Helena teve loga carreira nas telenovelas.

Entre as várias versões de A Bela Adormecida, destacam-se as de Charles Perrault (publicada em 1697) e a dos Irmãos Grimm (publicada em 1812). O desenho se inspira tanto na versão de Perrault quanto no balé de Tchaikovsky de 1890.

Malévola, com este nome, tendo podres de bruxa malvada, só existe no filme da Disney. Nos contos originais ela é uma fada mais velha do que as 12 fadas convidadas para o batizado, numa história que não acaba como o beijo do príncipe.

A terceira imagem é um oferecimento Animan, a quarta Novelas Classicas

Veja também:
De Carne e Osso para Desenho

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ed Wood na pré-história

Se alguém se sentir ultrajado com a qualidade de One Million AC / DC (1969 de Ed De Priest) o azar é seu. Da capinha do DVD da Something Weird ao trailer, tudo cheira a um dos orçamentos mais miseráveis que um filme já recebeu.

A parte melhor, o roteiro foi escrito por Akdon Telmig, pseudônimo de Ed Wood Jr! “Akdon Telmig” seria o contrário de Vodka Gimlet (Nos créditos o “V” foi trocado por “N”), um drink popular na década de 40/50 com gim (Não dá pra tentar entender a vodka aí, num pseudônimo de você sabe quem, né?).

Ed Wood foi um tipo de Howard Hawks com menos condições. Dirigiu ou roteirizou todos os tipos de gêneros imagináveis, bastando que eles estivessem na moda, rendendo dinheiro.

E nos anos 60 existiram muitos explotation transcorridos nos tempos das cavernas a partir de Mil Séculos Antes de Cristo (One Million Years B.C., 1966 de Don Chaffey) sucesso da Hammer Films estrelado por Raquel Welch. Ainda eram uma boa desculpa para poupar em cenários e as mulheres andarem quase sem roupa.

No caso de “One Million AC / DC”, entre um trapinho de pele aqui e outro ali, conquistados no lixo de algum curtume, elas dispensaram qualquer roupa na maior parte do tempo. Custo mínimo até em figurino!

O roteiro é tão incrível que há até um pornógrafo rupestre! Duas garotas se esfregam seminuas enquanto um dos primitivos registra o que vê nas paredes da caverna...

Enquanto lá fora um gorila (ou um homem vestido de gorila) sequestra as mais belas selvagens dando sopa, dentro da caverna é uma orgia sem fim de luxuria e gula. E entre uma pelada e outra ainda rola alguma violência entre os representantes do sexo masculino.

Naquela época morria-se muito, ou disputando as mulheres ou na boca de um dinossauro. OS DINOSSAUROS é um capítulo à parte!!!

Veja no player abaixo (ou clicando) os mais incríveis dinossauros já filmados! Uma dos grandes momentos da Sétima Arte (Os invejosos dirão que são bonequinhos de borracha de R$ 1,99)


Não se trata de um cameo do Rex de Toy Story. Perto destes efeitos especiais quem pode discutir a impossibilidade de humanos e dinossauros contracenarem?

Veja também:
Pôster e trailer versus a verdade
Ed Wood: pai do nu frontal no cinema americano?
Necromania: O Ed Wood desaparecido
Alguém aí disse rabo?

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Joan Crawford, onde está a Pepsi?

Tão divertido quando encontrar Alfred Hitchcock em seus próprios filmes é encontrar Pepsi nos filmes 60’s com a Joan Crawford. Isso porque, ao ficar viúva do presidente dos refrigerantes, a atriz se recusou a deixar a administração da empresa.

No Conselho Diretor da Pepsi, Crawford assumiu o cargo de porta-voz até ser expulsa em 1973. Nesse meio tempo viajou o mundo inaugurando fábricas, inclusive veio ao Brasil toda faceira.

Coincidentemente, essa fase é a mesma do seu renascimento artístico com O Que Aconteceu com Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962 de Robert Aldrich). E ela (e todas as grandes atrizes de outrora) saiu topando vários filmes de terror e suspense, de olho na indicação ao Oscar que a prezada colega Bette Davis recebeu.

 E claro que Crawford aproveitou os holofotes para promover Pepsi! Não forma muitos, mas quase todos os filmes a partir dali aparece a marca de alguma forma.

Só não encontrei em dois: Della (1964 de Robert Gist) e Eu Vi que Foi Você (I Saw What You Did, 1965 de William Castle). No primeiro vemos empresários tomando copões de algum líquido escuro, que provavelmente, não é Coca-Cola.

Mas eu posso não ter visto direito! Mesmo em Eu Vi que Foi Você, existem adolescentes bem dispostas em cena que mereciam beber uma refrescante Pepsi.

Não encontrei também sinal da bebida em nenhuma das participações que ela fez em seriados de TV como Lucy Show ou o episódio de Night Gallery dirigido por Steven Spielberg . Se alguém encontrar, atualizo o post!

Almas nas Trevas (The Caretakers, 1963 de Hall Bartlett) – Pepsi aparece na entrada de um cinema e servida num piquenique da clínica psiquiátrica (!!!). Pelo momento fabuloso de Joan Crawford aparecer dando aulas de caratê o filme tinham que ter mostrado mais a marca.

Almas Mortas (Strait-Jacket, 1964 de William Castle) – Mais um filme a abordar distúrbios mentais e olha a Pepsi ali! Displicente entre a mãe e a filha.

Espetáculo de Sangue (Berserk, 1967 de Jim O'Connolly) – Filme de terror inglês em que Crawford é uma poderosa dona de Circo onde misteriosos assassinatos acontecem. Não deve ter dado trabalho pensar onde aparecer a marca. Alguém sempre está tomando Pepsi na plateia!

Trog, O Monstro da Caverna (Trog, 1970 de Freddie Francis) – Canto de cisne da atriz na tela grande. Quando o monstro está para sair da gruta pela primeira vez há uma movimentação de populares curiosos e equipes de TV. Não poderia faltar uma barraquinha de venda de Pepsi! Após a hilária sequencia de pânico da multidão devem ter ficado com sede.

EXTRA!!!! O MAIS INCRÍVEL DE TUDO! 

O Aniversário (The Anniversary, 1968 de Roy Ward Baker) – OPS! Como é que Bette Davis, que se preocupava com tantos detalhes (muitos além de sua ossada) na produção dos seus filmes deixou escapar essas garrafas de Pepsi?

Logo ela que enquanto trabalhava com Joan Crawford em “Baby Jane” e posteriormente na tentativa de repetir a dupla em Com A Maldade na Alma (Hush hush Sweet Charlote, 1964 de Hush...Hush, Sweet Charlotte) dizia aos quatro ventos que não trocava Coca-Cola por nada!

A primeira imagem é um oferecimento Mimi Berlin, a segunda Pepsi Man e a quarta e a quinta, Poseidon's Underworld.

Veja também:
Joan Crawford my amiga no Brasil
Russia Libre: Pepsi, vodka e duas pedras de gelo
Enjoy Coca-Cola

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A Gata de Vison: Metralhadoras e lágrimas

Nem tudo são mocinhas chorosas e galãs conquistadores no reino das telenovelas brasileiras. A Gata de Vison, escrita pela cubana Glória Magadan em 1968, levava a Chicago 20’s ao horário das 20horas da Globo!

Durante a Lei Seca, Yoná Magalhães é Dolly Parker, uma mafiosa que é morta por gangues rivais logo no primeiro capítulo. Assim entra em cena a gêmea, Maggie Parker, que se sente obrigada a assumir os negócios da irmã.

Tarcísio Meira é o mocinho Bob Ferguson que se infiltra na organização e acaba por se apaixonar pela mocinha, evidente! Insatisfeito com as mudanças bruscas que seu personagem sofria a todo instante, pediu para sair da trama.

A solução da Magadan foi matar o personagem, coisa que o ator teria se recusado a gravar. Sobrou mais espaço ao gangster Dino Falconi (Geraldo Del Rey) se redimir e conquistar de vez o coração de Maggie Parker.

Segundo o site Memória Globo, o público rejeitou o casal principal, formado por Tarcisio e Yoná. A emissora havia desfeito ao mesmo tempo seus principais casais: Tarcisio Meira e Gloria Menezes, Carlos Alberto e Yoná Magalhães.

No horário das 19 horas, Gloria aparecia ao lado de Carlos na novela Passo dos Ventos escrita por Janete Clair. Os casais seriam recompostos logo em 1969, Carlos e Yoná em A Ponte dos Suspiros (de Dias Gomes sob o pseudônimo Stela Calderón), Tarcisio e Gloria em Rosa Rebelde (também de Clair), dupla mantida até hoje dentro e fora das telas.

Com Beto Rockfeller já “transgredindo” o gênero novela na concorrente Tupi, A Gata de Vison foi um dos primeiros passos ao estilo mais próximo da realidade. Suavizava o tom solene dos dramalhões românticos transcorridos em lugares de sonho, heranças do rádio e folhetins importadas principalmente pela própria Glória Magadan.

 Embora a trama fosse referente aos filmes estrelados por James Cagney, suas muitas cenas de ação se inspiravam nos faroestes. Essa formula, reprisada com êxito muitas outras vezes, seria essencial para a conquista do público masculino.

A segunda imagem é um oferecimento Yona Diva da TV, a terceira Astros em Revista.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Odisseia de som e fúria

Tente assistir a uma apresentação de Assim falou Zaratustra sem lembrar de 2001 - Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968 de Stanley Kubrick). Impossível porque o filme é muito conhecido.

E também por uma sacada do diretor: Os gestos do tocador de tímpanos, instrumento de destaque na peça, são muito parecidos ao movimento dos macacos em fúria! São sons e movimentos violentos em meio à calmaria.

Tive experiência muito doida ao cobrir evento bem cafona, voltado a noivas, onde compreendi plenamente as escolhas de Kubrick. No começo do desfile uma orquestrinha começou a tocar a tal introdução de Richard Strauss na intenção de causar certo impacto e pensei que fossem entrar macacos empunhando ossos...

Veja também:
“A Laranja Mecânica dos anos 90”
O que há na música favorita de Norman Bates?

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A incrível capa que se multiplicou

  
Estava eu proseando com amigo e fuçando sites de distribuidoras de DVDs quando chegamos até essa capa de O Incrível Homem Que Encolheu (The Incredible Shrinking Man, 1957 de Jack Arnold) pela Cult Classic Filmes. A melhor do mundo, mas onde eu já a tinha visto?

Idêntica a uma das capas customizadas em 2008 pelo Phelpster do blog The Manchester Morgue! Tem um comentário elogioso meu dessa época lá. (Risos)

Com boa fé, creio que o DVD nacional pode ter se inspirado ou é mera coincidência. O próprio artista conta que reutilizou velha capa de um livro de Richard Matheson e alterou o texto.

Sendo um pouco advogado do diabo, na web não encontrei o trabalho de Phelpster para ser baixado com qualidade de impressão. Só há essa capa e contracapa no blog e no seu perfil do Deviantart (sorte dele?).

Em contrapartida, encontrei a tal capa do livro em alta definição, boa para ser reproduzida. Capaz que assim como ele, moçada da brasileira Cult Classic Filmes apagou e trocou o título em inglês para a nossa língua.

À esquerda você vê a edição do livro de 1969 e ao lado como o filme foi distribuído em DVD nos EUA pela Universal Studios. O arquivo foi postado no Flickr em 2004.

Aliás, à direita é a mesma arte utilizada em todos os países em que a Universal distribuiu o filme digitalmente. No Brasil essa arte também está disponível na edição da Amazon Digital.

Veja também:
Fascinante cara que encolheu 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Gêmeas de Big Fish e outras maravilhas

Nascidas em São Francisco (Califórnia) e criadas em Hong Kong (China), as gêmeas Ada e Arlene Tai se destacaram em editoriais de moda no começo da década de 90 nos EUA e Ásia. De lá para comerciais na TV foi um pulo, para Hollywood era outro caminho óbvio.

No cinema começaram em Ed Wood (1994 de Tim Burton), participação pequena, sem texto, creditadas apenas como “Vampira's Friend”. Exóticas por natureza, apareceram juntas em Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish, 2003) também de Burton.

E em de Big Fish, quando a gente diz juntas, foram juntas mesmo! Fizeram o papel de irmãs siamesas cantoras com tanta perfeição (e a trucagem de câmera misturada a CGI foi tão bem feita, que muita gente acreditou realmente serem assim.

Exatamente por isso, tem um lado irônico dividirem uma mesma conta do Twitter (@Taiskincare), que não é atualizado desde 2009. No Facebook Ada e Arlene estão separadinhas.

Ainda na Internet as irmãs dão dicas de beleza via You Tube. Como atrizes, elas sempre trabalharam lado a lado, o que explica suas aparições raras, visto que não é todo roteiro que necessita de duas personagens idênticas.

A primeira imagem é um oferecimento Tai Twins

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Tango poibidão no país do samba


O mundo ficou tão boquiaberto com o explícito Garganta Profunda (Deep Throut, de Gerard Damiano) quanto o implícito O Último Tango em Paris (Ultimo tango a Parigi de Bernardo Bertolucci) em 1972. O segundo tinha o pedigree da direção de um ex-pupilo de Sergio Leoni e a participação do super astro Marlon Brando.

Essa edição da Fatos e Fotos (disponível no Mercado Livre) provavelmente é de 1980, quando finalmente foi liberado nos cinema do Brasil com os devidos cortes. Laranja Mecânica (A Clockwork Orange) da mesma época também demorou pra sair aqui exatamente porque, conforme noticiado, havia no contrato uma clausula imposta por Stanley Kubrick que proibida a Warner de exibi-lo reeditado.

Antes disso, O Ultimo tango Em Paris virou motivo de fazer invejinha de quem podia ir pra Europa e assisti-lo. Madame (sim! Atravessar o Atlântico era coisa só pra madame) voltava de lá deslumbradíssima com o Louvre e o Marlon Brando em cenas picantes.

Enquanto isso, gerou páginas e páginas em jornais e revistas respeitáveis e outras nem tanto, explorando a sensualidade que ninguém podia ver, tornando-se, talvez, o filme mais comentado sem nunca ter sido visto. Exibido finalmente a partir de 1979, conseguiu um grande sucesso nas bilheterias, no embalo de longos anos debatendo o filme.

Inesquecíveis, e prova inconteste de êxito, os versos de Didi Mocó e Zacarias num quadro de Os Trapalhões de 1981 em que eles cantam “Papai Eu Quero Me Casar”. “Eu quero me casar com o Marlon Brando/ Com o Marlon Brando ocê não casa bem / Porquê papai? / O Marlon Brando amantegou a Maria Scheneider e depois vai amantegar ocê também.”

Nos Estados Unidos a revista Time contou que perdeu centenas de assinaturas e milhares de dólares de publicidade só por ter publicado fotos de Marlon Brando e Maria Schneider no filme. Mesmo na Itália, terra natal do diretor, o filme foi lançado apenas em 1975, mas suas cópias foram confiscadas uma semana depois por ordem da Justiça e Bernardo Bertolucci foi processado e condenado por obscenidade.

 Daí, agora um DVD de O Último Tango Em Paris jaz junto a amontoado de outros em saldão de hipermercado. Não há controvérsia que sobreviva ao tempo.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Terror por Wes Anderson!

 O Saturday Night Live desta semana trouxe um hipotético trailer de um filme de terror dirigido por Wes Anderson. “The Midnight Coterie of Sinister Intruder” tem entre suas estrelas Anjelica Houston, Gwyneth Paltrow, Danny Glover e claro, Owen Wilson.

Na verdade, o elenco do SNL interpretando os mais conhecidos atores a trabalhar com o cineasta de Os Excêntricos Tenenbaums (The Royal Tenenbaums, 2001) e Moonrise Kingdom (2012). O melhor é o convidado Edward Norton que, por incrível que pareça, se tornou idêntico a Owen Wilson apenas com uma peruca loira.

Foram tão fiéis ao estilo Anderson convertido para uma história macabra que mesmo sendo engraçado, não se consegue nada mais do que esboçar um sorriso. Não que o programa seja das coisas mais hilárias do mundo, mas foram bem felizes nesse quadro.

No Brasil, o programa é exibido pela Sony com atraso de algumas semanas. O perfil da NBC no You Tube postou o trecho, mas é restrito aos EUA (Nada que a gente não descubra no Google como driblar isso...).

Deu na Folha em 1955



 “A MAIOR ATRAÇÃO DA TV DE LOS ANGELES
 Uma loira finlandesa, Maila Nurmi, é hoje a maior atração da televisão de Los Angeles. Sob pseudônimo de "Vampiro", Maila participa de um emocionante "show" que tem a maior assistência da temporada, embora, pelo que dizem os jornais, seja um espetáculo que bate o recorde mundial de falta de bom gosto...”.

Vampira estava bombando tanto na TV local de Los Angeles que mereceu uma notinha na Folha da Manhã (Atual Folha de São Paulo) em 18 de dezembro de 1955. Numa época em que as informações eram compartilhadas de forma tão restrita e lenta, foi um feito e tanto.

Sem TV via satélite nem nada, jamais assistiríamos a esse “recorde mundial de falta de bom gosto”. Até alguém postar o vídeo abaixo no You Tube (Veja no player ou clicando aqui).

E a Folha grafou o nome de seu personagem erroneamente no masculino. Perdoável por ter colocado o exótico nome verdadeiro corretinho: Maila Nurmi.  (Sempre que vou ao veterinário preciso soletrar esse nome na hora dele preencher a ficha. “Maila é Maila, ué! M-A-I-L-A”.)

A carreira da Vampira não foi muito além de uma temporada. Logo seria demitida, feito filmes B e caindo no ostracismo até a década de 90.

Veja também:
Com a palavra, Vampira!

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

De Volta Para o Futuro 2: Ficção VS. Realidade

Prevejo muitos posts semelhantes web afora! Faltando dois anos para chegarmos à data exata em que Marty McFly desembarcar em De Volta Para o Futuro parte II (Back to the Future Part II, 1989 de Robert Zemeckis) vamos ver no que acertaram.

A coisa mais estranha é que o desenho Jetsons, dos anos 60, acertou muito mais, conforme você confere clicando aqui. Uma sorte é o mundo em que vivemos é menos limpinho do que o 21 de outubro de 2015 imaginado por Zemeckis.

A primeira coisa “futurística” que chama a atenção são os óculos do Doctor Emmett Brown. Não vamos relevar o fator funcional, pra sairmos do Google Glass, talvez comuns daqui a dois anos, mas muito diferentes do que vemos no filme.

Meros óculos de sol são pouquíssimos ousados. Após designs arrojados nas décadas de 90 e 2000 cada vez mais eles ficam simples.

A Nike lançou em 2011 o Mag. Com tiragem limitada, os 1.500 pares foram postos para leilão, com renda revertida à The Michael J. Fox Foundation.

Visualmente parecidos aos do filme, eles não são calçados de forma automática. Não há nada semelhante a eles nas ruas.

E quem diria que após 24 anos, pelo menos aqui no Brasil, os postos de gasolina mudariam tão pouco? Estão informatizados coisa e tal, mas além dos combustíveis serem os mesmos, continuam necessitando de frentistas, bomba, etc.

Patinetes não voam ainda, mas são motorizados. Ainda distantes de serem vistos nas ruas corriqueiramente, servem mais para policiais e guardas de estacionamento se locomoverem.

TV de tela plana é o único acerto involuntário. Se bem que em 1989 elas já eram apontavam em muitas revistas de novidades tecnológicas.

Tubarão 19? O filme do Spielberg teve continuações em 78, 83 e 87, simplesmente não dará mais tempo disto se tornar realidade.

A de 1983 é em 3D, naquele sistema arcaico dos óculos de papelão que seriam quase aposentados por Hollywood. Irônico que em de Volta para o Futuro o Tubarão pula da marquise e a industria cinematográfica voltou a investir na tridimensionalidade.

Os carros também ainda não voam, mas eles têm linhas parecidas com os que vemos no filme. Eles são muito diferentes dos que andavam pelas ruas em 1989.

Se alguém hoje tiver o azar de ser demitido virtualmente será por algo parecido ao Watsapp. Nem de longe será por um tipo de fax.


Michael J. Fox se declarou portador de mal de Parkinson no final da década de 90, criando uma fundação em prol da luta contra doença. Não se parece com ele no futuro imaginário, porque também, continuou sendo uma estrela do cinema, não um pacato suburbano.

Post inspirado em Yonkis. Fonte das imagens linkadas nelas.

Veja também:
Os Jetsons: 5 tecnologias reais hoje