Suspeitássemos que este dia chegaria desde a primeira vez em que digitamos WWW alguma coisa com intuito nada cristão. Roberto Civita, finado todo poderoso da Abril, em uma entrevista no começo da década passada disse que não estava preocupado com a Internet porque não vendia papel, mas informação.No caso da Playboy, acompanhamos nos últimos anos o que parece ser caso de mexida em time que está ganhando. Foi se distanciando da estrutura que não só a consagrou como a distinguia até da matriz norte-americana.
Em miúdos, o desfecho começou a parecer inevitável quando insistiu em exibir qualquer moça na capa. Virar playmate brasileira tornou-se façanha comum a qualquer uma que participe de reality show ou apareça saliente na mídia, o que não gera a menor expectativa em potenciais consumidores.
Ué, se for pra ver gente comum pelada, existem quilos disso de graça na Internet. Nos primórdios, mulher famosa (que é bem diferente de mulher falada...) era o diferencial entre Playboy e o batalhão de revistinhas suecas mais baratas e mais ousadas que existiam nas bancas.
As atuais habitués fizeram existir opções pra tirar a roupa: Playboy ou a prima pobre Sexy? Sinal de que o simples fato de ser coelhinha não comove mais ninguém, não representa um degrau a mais de status.
O mais interessante é que o final da revista derruba de vez o mito (tratado como piadinha) de que era consumida pelo conteúdo intelectual. Mas, claro, sempre haverá quem suspire de saudade pelas páginas e mais páginas de papel couché que vinham antes e depois do pôster central.
Claudia Raia numa das vezes em que apareceu na Playboy.














































