sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Três músicas para Laurinha

Os temas de Laurinha Figueiroa (Rainha da Sucata, 1990 de Silvio de Abreu) são bons exemplos de escolhas acertadas para as distintas fases da personagem. A troca de discos nacional com internacional coincidiu com o primeiro twist dela.

Muito mais do que simples faixas para encher um LP de coletânea, suas músicas ajudam a contar a trajetória da personagem de Gloria Menezes. Parece elementar, mas em se tratando de novelas, nem sempre é o que acontece.

Acompanhe abaixe os três atos da vilã com seus temas relativos. A novela está em exibição no Canal Viva, rumando ao final.

Logo no inicio (quando só havia o disco da trilha sonora nacional à venda), recebeu A Mais Bonita interpretada por Maria Bethânia. Ouça no player abaixo ou clicando aqui.

A grã-fina num momento financeiro oposto ao que “sempre viveu”, reside numa casa gigantesca forrada de mármore que mais lhe serve como mausoléu gélido. Passa os dias com ares fúnebres, transitando num universo que não reconhece.

Melancólica, a letra de Chico Buarque traz palavras como mágoa, lágrimas, solidão, espelhos. Laurinha se sente sobre tudo injustiçada pela vida, sensação ampliada ao não poder se entregar ao enteado Edu, debaixo das barbas do velho marido.

Coincidindo com o disco Internacional, a popularíssima My Romance de Carly Simon chega para embalar a explicitação dos sentimentos da madrasta. Ouça no player abaixo ou clicando aqui.

Se fosse a mocinha da trama, choraria muito ao som dela, ao invés disso, suspira pelos cantos da mansão. Fica viúva, o que na teoria (ou pelo menos na sua cabeça) significaria que nada mais poderia se opor ao romance.


Como nada vai dar certo mesmo, Laurinha passa a tomar ares trágicos. O crescente descontrole emocional é pontuado por Adagio for Strings, clássica de Samuel Barber que você ouve no player abaixo ou clicando aqui.

A cada derrota escutam-se os violinos tristes, tristes, tristes... Tão tristes que lembramos logo do trágico e marcante final da quatrocentona eternamente com essa música.

Ela não está em nenhuma dos discos da novela, assim como as várias composições de Bernard Hermann que serviram como trilha sonora incidental de outros personagens. Como curiosidade, Adagio for Strings pertenceu à trilha de Platoon, filme dirigido por Oliver Stone quatro anos antes.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

As Certinhas do La Dolce : Lana Wood

Caçula

[Ouvindo: Cast Your Fate to the Wind – Vince Guaraldi Trio]

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Procurando originalidade

A estranha semelhança entre os pôsteres de Procurando Nemo (Finding Nemo, 2003), Ponyo (Gake no ue no Ponyo, 2008) e a recente capa do Blu-Ray de A Pequena Sereia (The Little Mermaid, 1989) em 3D.

Falou em animação, mar, criatura fofa e alguém lá na Disney “cria” algo parecido. Devem ter um template prontinho em que só trocam uma coisinha ou outra.

Isso porque, quando o estúdio do Mickey foi distribuir Ponyo nos EUA muita gente comentou na época a similaridade da arte com o Nemo (Relembre clicando aqui). No Japão, o filme do Hayao Miyazaki foi divulgado num estilo artesanal, infantil até.

Por sua vez, Miyazaki declarou, também há época de seu lançamento, que teve a ideia quando viu A Pequena Sereia da Disney e não gostou. De um jeito ou de outro, eles estão interligados além da temática marinha.

E nossa coleção de mares aumentará em 2015. A primeira imagem de Procurando Dory (Finding Dory), sequência óbvia de Procurando Nemo segue exatamente a mesma linha do fundo do mar com o reflexo do sol.

O incrível no caso da Dory é que ele continua em caminho reverso, remetendo ao da Pequena Sereia. Um infinito Interception, que nem Jacques Cousteau deliraria.

[Ouvindo: La Donna Della Domenica (The Sunday Woman) – Ennio Morricone]

Londres de Dr. Who para turistas (e Daleks?)

Com tempo hábil, alguém marcou no Google Maps as principais locações londrinas utilizadas no seriado Doctor Who. Ao todo são nada menos do que 50 anos da cidade registrados no programa.

A cor dos marcadores faz referência à década (1963-2013), sendo os vermelhos para os episódios contemporâneos (a partir de 2005). Não é fácil reconhecer os lugares pelo Street View, mas a façanha foi publicada pelo Londonist, página com “o melhor” da cidade.

Às vezes parece que a pessoa usou lugares para definir personagens ao invés de incluir o ponto exato das filmagens. Clique na imagem ao lado para ir diretamente ao Google e poder navegar pelas informações.

Muito mais interessante, o Doctor Who Locations vai além da capital. Junto ao 11º Doutor (a partir de 2009) as tramas passaram com mais frequência a se desenrolar longe do centro de Londres, nos mostrando um Reino Unido fora dos costumeiros cartões postais (Big Ben destruído por naves alienígenas até quando?).

A igreja de São Gwynno (datada do século 7) que está quase em ruínas, por exemplo. Parece ser mais isolada nos episódios The Hungry Earth e Cold Blood (S05E08 e 09) do que realmente é, servida por uma estrada asfaltada.

Veja também:
A São Paulo de O Beijo da Mulher Aranha


[Ouvindo: A.D.A. Converter – Doris Norton]

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A um passo da boca do povo

Muito se dizia (diz?) sobre as mulheres que dizem “sim”. Pouco se diz sobre homens que dizem “não”.

Brilhante título para um pulp fiction: O Homem Que Disse Não” (The Man Who Said No).  Ainda é um taboo daqueles homem rejeitar uma mulher.

De qualquer jeito, sabe-se de antemão da dor de cabeça que o rapaz terá. Não há criatura mais insistente na galáxia do que uma garota, até porque, está acostumada com fartura...

A imagem é um oferecimento Vintage Media History (+18)

[Ouvindo: It Had To Be You – Sammy Kaye]

Kathleen Turner volta ao cinema

A Variety dá como certa a presença de Kathleen Turner em “Dumb and Dumber To”, sequência de Debi & Lóide - Dois Idiotas em Apuros (Dumb & Dumber, 1994 de Peter Farrelly). Jim Carrey e Jeff Daniel reprisarão seus papeis 20 anos depois.

Aos 59 anos de idade, Turner está praticamente aposentada das telas, embora seja presença constante nos palcos da Broadway. Ela não participa de um filme desde 2011.

Grande promessa de “Loira fatal hollywoodiana” dos anos 80, seu último papel de impacto foi o pai de Chandler Bing no seriado Friends. Para todo sempre será lembrada (e amada) como a brilhante Beverly Sutphin de Mamãe É De Morte (Serial Mom, 1994 de John Waters).

Nada de roteiro de “Dumb and Dumber To” foi divulgado, portanto, não se sabe qual personagem caberá a ela. Com seu nome o projeto ganha algum interesse além de mera curiosidade saudosista 90’s.

A primeira imagem é um oferecimento Spotlight.Veja também:
Uma cilada para Beverly Sutphin

[Ouvindo: Teus Ciúmes – Dalva de Oliveira]

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Discovery revelando as sereias

Quem pode reclamar dos canais de TV apostarem no fantástico em meio a reinante banalidade de temas abordados? O Discovery deu para exibir, por exemplo, documentários como Sereias (Mermaids: The Body Found, 2011 de Sid Bennett).

Parece ser este o direcionamento de suas produções agora, assim como os intermináveis Aliens no History. O estranho é que “Sereias” se trata de um “mockumentário”, um documentário ficcional, absurdo, filmado como se fosse coisa séria e exibido da mesma forma por um canal que já foi referência em documentários.

Ele já havia passado no Animal Planet em maio, causando furor nas redes sociais e registrando a maior audiência que já alcançaram desde que foi criado há 17 anos. Muito provavelmente porque a galera acreditou que houvessem descoberto evidências dos tais seres mitológicos, tal e qual os populares que em 1938 saíram às ruas quando Orson Welles narrou no rádio uma invasão alienígena.

2013 e um falso documentário sobre a descoberta de algo que parece o famoso (e adorável) Monstro da Lagoa Negra do filme de 54 ainda causa frenesi. Logo a nossa geração, toda metidinha a saber de tudo...

O programa não prestaria mesmo se fosse algo real porque simplesmente toma um lado e não gera dúvida alguma. Limita-se a registrar depoimentos de especialistas envolvidos numa suposta investigação, algumas reconstituições e a encenação da “hipótese do macaco Aquático”.

Encabeçando os “especialistas” está um tal Dr. Paul Robertson, biólogo que começou a pesquisa após encontrar ossada estranha nas entranhas de um tubarão. Embora protagonista, seu nome não consta dos créditos do filme, nem no IMDB.

Pra não restar alguma dúvida e sem querer estragar a ilusão de quem quer acreditar, com uma busca bem simples na internet chegamos até David Revans, um diretor e criador de games. Se não for a mesma pessoa, são os mais parecidos gêmeos univitelinos do mundo.

Seria realmente divertido em qualquer outro canal, no Discovery a ideia tem sabor de piada estragada. Uma atitude duvidosa para conquistar telespectadores a qualquer preço.

Algumas imagens são um oferecimento Discovery/Divulgação

[Ouvindo: Blue Suede Shoes – Elvis Presley]

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A volta da Garota do Sarongue

Outro dia mesmo eu estava falando aqui o quanto Dorothy Lamour ficou marcada como a garota das selvas pelos filmes que participou nos anos 40 como um tipo de Tarzan do sexo feminino. Chegou a lançar disco cantando temas havaianos e tudo, relembre clicando aqui.

Agora encontro no Golden Age esse revista em quadrinhos de 1950! Quase uma década depois ela continuou repetindo o tipo em outra mídia.

E o mais curioso é que não se trata de alguma de suas personagens, o desenho usa o próprio nome Dorothy Lamour mesmo. Não sei se isso é muito errado ou algo a frente de seu tempo.

Que eu saiba, aventuras em quadrinhos de celebridades são coisa da década de 80. Aqui mesmo no Brasil tivemos Xuxa, Angélica, Gugu, Sérgio Mallandro nas bancas em versões nanquim.

Havia adaptações de trechos da vida das estrelas de Hollywood em publicações específicas (Veja um exemplo clicando aqui.), mas não eram comuns aventuras com elas, como se fossem super-heroínas.

Aliás, raramente os nomes tornavam-se marcas ao ponto de serem aproveitados em subprodutos franqueados. Parabéns aos empresários da moça que anteviram uma tendência de mercado.

Veja também:
Dorothy Lamour: Das selvas às ondas do rádio
Dúvidas entre biquínis tigresa
Selvageria curvilínea


[Ouvindo: Rio de Janeiro – Gary Criss]

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Almodóvar por ordem de preferência

  • 19 - Os Amantes Passageiros (2013)
  • 18 - Fale com Ela (2002)
  • 17 - A Pele que Habito (2011)
  • 16 - A Flor do Meu Segredo (1995)
  • 15 - Kika (1993)
  • 14 - Abraços Partidos (2009)
  • 13 - Volver (2006)
  • 12 - Pepi, Luci, Bom e Outras Garotas de Montão (1980)
  • 11 - Ata-me (1990)
  • 10 - Maus Hábitos (1983)
  • 09 - Matador (1986)
  • 08 - Labirinto de Paixões (1982)
  • 07 - Carne Trêmula (1997)
  • 06 - De Saltos Altos (1991)
  • 05 - Tudo Sobre Minha Mãe (1999)
  • 04 - Má Educação (2004)
  • 03 - A Lei do Desejo (1987)
  • 02 - Que Fiz Eu Para Merecer Isto? (1984)
  • 01 - Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (1988)

Tudo isso pra falar que assisti a Os Amantes Passageiros (Los amantes pasajeros, 2013) e gostaria muito de receber de volta os 90 minutos gastos com ele. Creio que nem a Globo Filmes em seus momentos mais inspirados nos brindaram com tamanha nulidade.

Enquanto estava sendo feito, o produtor Agustín Almodóvar chegou a defini-lo como uma comédia rasgada aos moldes dos antigos filmes do irmão. Uma ofensa à fase mais inspirada do irmão.

E filme meia boca de diretor que a gente gosta cabe o texto: “Não é um grande filme, mas mesmo assim é melhor do que muita coisa”. Olha, não aqui. Pra ser um filme meia boca, Os Amantes Passageiros precisa melhor muito.

Roteiro tão afoito e histriônico que parece ser daquelas coisas que artistas fazem para cumprir contratos. Seria uma boa desculpa se não fosse uma produção do diretor mesmo.

Pelo fim da Romero Brittorização do Almodóvar. Repetir apenas a estética sem respaldo conceitual não dá nem pra chamar de enfadonho.

[Ouvindo: La Muerta Del Angel – Astor Piazzola & Gary Burton]

Grandes nomes da pancadaria: Dara Singh

Da Índia é mais fácil esperarmos um bolo de aniversário à base de curry do que uma astro internacional de Wrestling. Dara Singh tornou-se uma lenda dos ringues com uma carreira que durou décadas como celebridade cinematográfica.

Num tempo em que a TV engatilhava, o caminho para o cinema era óbvio de quem se destacava na música, esporte e qualquer outra área. Para quem quisesse ver o famoso além do rádio e páginas de revista, bastava pagar ingresso.

 Bollywood recebeu Dara Singh de braços abertos para uma longa trajetória a partir da década de 50. Alguns filmes estrelados por ele se tornaram clássicos, como King Kong (1962) em que ele vira um lutador homônimo do macaco gigante da Ilha da Caveira.

King Kong também era o nome de um colega de ringue que possuía mais de 200 quilos. No começo da carreira, Singh (com 130 quilos) conseguiu erguer o oponente e jogá-lo a metros de distância, para delírio da plateia e dos empresários que usaram tal façanha à exaustão para promovê-lo.

Em 1968 tornou-se conhecido internacionalmente ao derrotar o norte-americano Lou Thesz no Campeonato Mundial. Mesmo assim, jamais trabalhou em Hollywood.

Ao falecer em 2012, aos 84 anos, tinha em sua filmografia com 181 títulos como ator e outros tantos como produtor, diretor e roteirista. Foi reverenciado como uma lenda ainda quando era vivo.

A primeira imagem e algumas informações é um oferecimento Rediff Movies. A segunda At The Edge.

[Ouvindo: Blue Train – Cibo Matto]

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O que se sabe sobre AHS: Coven

Após um período de ansiedade entre os fãs da série, a nova temporada de American Horror Story: Coven volta à TV dos EUA no dia 9 de outubro. O episódio de estreia tem como título o sugestivo trocadilho Bitchcraft.

Segundo o site SpoilerTV, a trama se passará 300 anos após a caça as bruxas em Salem. As poucas que ainda existem passam a sofrer misteriosos ataques, o que faz com que as mais novas sejam enviadas a uma escola especial em Nova Orleans para aprenderem a se proteger.

É aí que chega a nova aluna Zoe (Taissa Farmiga, a Violet da primeira temporada), uma estrangeira que traz terríveis segredos de seu país. A fantástica Jessica Lange é Fiona, a feiticeira Suprema que reaparece disposta a exterminar qualquer ameaça ao coven.

Não parece ser muita coisa, mas pelas temporadas anteriores, sabemos que o mais importante será o desenvolvimento. A notícia mais empolgante fica por conta de Frances Conroy, espetacular atriz que deve ter desta vez um papel bem maior, junto a outros remanescente do elenco original.

[Ouvindo: Blue – Geoffrey Williams]

O mundo (e o orçamento) em perigo


Mudanças de planos econômicos de última hora fizeram com que apenas o título do filme O Mundo Em Perigo (The Them!, 1954 de Gordon Douglas) seja colorido. Uma daquelas burradas dos engravatados de Hollywood, no caso, especificamente da Warner.

E não é a primeira vez que vejo isso num filme B&W. Tinha cá pra mim que a culpa era de alguma restauração mais desrespeitosa, não por causa de um orçamento reduzido de última hora.

O filme também seria fotografado no então novíssimo sistema 3D. Isso explica também porque os personagens ficam tacando o lança-chamas na direção da câmera.

Mas com todos estes poréns, O Mundo em Perigo não deixa de ser um dos melhores exemplos de ficção científica da era da paranoia nuclear. Ou, dos monstros gigantes 50’s, geradas pelas ousadias científicas do homem.

Continua sendo muito eficaz, embora possa soar risível o argumento de formigas gigantes altamente predadoras. Quem embarcar na fantasia pode se divertir muito, sem esforço algum.

 A trama é tão boa que gerou um remake indireto ou não oficial: Aliens, O Resgate (Aliens, 1986 de James Cameron). Saíram as formigas, entraram os aliens, mas há muitos elementos (inclusive de texto), para ser mera coincidência.

Achar semelhanças entre eles é um elemento a mais de interesse. A menininha com a boneca desamparada pode ser o primeira coisa a ser notada.


[Ouvindo: In Fiesta – Hideo Shiraki]

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Batman dando o que falar!

Esse vídeo é por uma boa causa, claro! Mas convenhamos, a escolha de Batman e Robin para um tutorial de como socorrer uma vítima engasgada não é das mais felizes.

E nem é precisa ter cabeça muito suja pra interpretar diferente tendo o Menino Prodígio praticando, né? Santa aula, Batman!

Não deixe de ver o vídeo no player acima ou clicando aqui. E pratique muito a “Manobra de Heimlich” com seus super amigos!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Mae West, ácido na cara e um policial travesti

Mae West posa com seu herói, o investigador Harry Dean, travestido de... Mae West! A história que acompanha estas fotos é igualmente saborosa e foi publicada nas páginas do Los Angeles Time em outubro de 1935. 

Como numa velha fita B de detetive, a atriz estava sendo extorquida através de cartas anônimas. Ou entregava mil dólares ao malfeitor ou teria seu rosto derretido por ácido!!!

Mil dólares deveria ser uma boa quantia em 35, para ser motivo de extorsão de uma celebridade. Bandidos daquele tempo ainda não deviam atinar sobre a óbvia fria de dar golpe em celebridades.

As fotos foram tiradas após o tira ficar quatro noites de campana numa esquina da Hollywood Boulevard esperando o chantagista. Mae West ficaria numa esquina da Hollywood Boulevard noites a fio?

Conseguiu prender um ajudante de garçom, chamado George Janios, quando ele foi pegar o dinheiro colocado numa carteira, escondida numa palmeira próxima aos estúdios da Warner Bros., conforme uma das cartas pedia. Ainda foram detidos outros seis suspeitos por vadiarem pelo local.

Três dias depois o jornal publicou que todos foram libertados, inclusive George Janios. Em seu depoimento, alegou que ele chegou até ao esconderijo sem querer e que pegou a carteira por mera curiosidade.

Quanto ao policial Harry Dean, sua elegância feminina foi bastante elogiada pelos colegas da delegacia. Ele chegou em seu escritório e encontrou o telefone decorado com laços de fita, em cima da mesa uma variedade de flores, além da sala ter sido pulverizada com essência de jacinto.

Veja também:
Mae West e Criswell: amigos até na lua
Mae West: Predadora de talentos


[Ouvindo: I Wanna Be Loved – Ann Margret]

Mauricio Kill! Kill! Kill!

Quem aí viu Johnny Love (1987 de João Elias Jr.)? (grilos catam) Revoltante esse filme continuar sendo obscuro.

Maurício Mattar no pôster de mezzo fotógrafo, mezzo Rambo é promessa de quase um Citizen Kane nacional. Bizarro que o IMDB ainda não o catalogou...

Filme para jovens, com tudo o que de negativo pode ter a definição “para jovens”. Cinema no Brasil é de ondinha em ondinha, no caso, Beth Balanço (1984 de Lael Rodrigues ) abriu a Caixa de Pandora para muitos outros, adicionando música de FM ao que Menino do Rio (1982 de Antônio Calmon) já havia feito.

Daí teve (Rock Estrela (1986), Rádio Pirata (1987 ambos também de Lael Rodrigues, um tipo de John Hughes brasileirinho), Um Trem para As Estrelas (1987 de Carlos Diegues e Tereza Gonzalez) e assim por diante. A ironia de Johnny Love é que tem o mesmo título de uma canção do Metrô que o próprio grupo, popularíssimo nos anos 80, aparece interpretando ela em Rock Estrela.

No quesito “música” Johnny Love tem uma trilha sonora superior a qualquer outro do filme do tipo. Assinada pelo ex Mutante Sérgio Dias, o LP é raro e disputado por colecionadores.

Como o argumento não é de empolgar muito, dá pra assistir apertando a tecla Fast-forward (não fiz isso! JURO! rs). Jovem fotógrafo batalha para transformar a namoradinha numa estrela pop, tirando do caminho empresário inescrupuloso e Fim.

O pôster é uma gentileza Ivan Jerônimo.

[Ouvindo: Justice – ON'N'ON]

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

King Kong agora ao vivo no teatro

Após três adaptações cinematográficas, e não sei quantas outras variações, King Kong acaba de estrear no teatro! É absurdo imaginar a transposição aos palcos exatamente pelo gorila gigante, mas os australianos provaram não ser impossível.

O atrativo principal do espetáculo, evidente, é o animal colossal, assim como nas telas de cinema. Para tanto, confeccionaram um marionete de 6 metros de altura, pesando uma tonelada, que necessita de dezenas de técnicos para ser manipulado.

Eles misturam os tradicionais fiozinhos de títeres, bunrako (semelhante ao Topo Gigio, em que os manipuladores se camuflam no escuro), além de modernos efeitos tecnotrônicos. Para as vertiginosas paisagens, dinâmicas projeções.

Assim como na versão de Peter Jackson, a história se passa nos anos 30, fazendo referência direta à película original dirigida por Merian C. Cooper e Edgar Wallace de 1933. A produção milionária que levou cinco anos para ficar pronta ainda conta com cerca de 40 artistas, entre atores cantores, bailarinos e circenses.

Quando sair de cartaz na Austrália deve viajar o mundo assim que encontrarem espaços de tamanho suficiente. O que não dá pra esperar é que aconteça o mesmo quando o King Kong é exposto num teatro, esta "Oitava Maravilha do Mundo" é altamente domesticado.

Veja também:
Jessica Lange e King Kong no Playcenter

[Ouvindo: Blue – Geoffrey Williams]

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Blobfest: Pague o ingresso e corra!

O mais original evento cinematográfico do planeta! Anualmente, desde 2000, o tradicional Cine Colonial celebra o filme A Bolha Assassina (The Blob, 1958 de Irvin S. Yeaworth Jr. ) da melhor maneira possível.

Localizado em Phoenixville (Pensilvânia - EUA), eles reproduzem todo ano a cena filmada ali em 57, quando o mostro gosmento ataca os espectadores e vários saem correndo porta afora. A mesma citada aqui num post de 2010 (leia!) como a mais engraçada cena de tumulto de multidão na história.

Para participar da Blobfest é preciso comprar um ingresso de 10 dólares, que, segundo o site do cinema, não dá direito a assistir ao filme. Apenas a entrar, ver apresentações bizarras e sair correndo, gritando como se não houvesse amanhã!

O deste ano aconteceu no dia 12 do mês passado. Há vários vídeos do evento no You Tube, mas o mais legal é este abaixo, do de 2012, assista!

Atraindo turistas de toda parte do país, é permitida a participação de crianças, idosos e cadeirantes e alguns vão vestidos a caráter. Lamentavelmente, não é possível que alguém se vista como a bolha, por razões óbvias.

O mais curioso é que, embora a correria seja improvisada, desenvolve-se muito melhor do que aquela que foi filmada no clássico sci-fi 50’s, compare. Os populares igualmente gargalham na correria, mas não chegam a cair formando um montinho de gente.

Veja também:
Corra por sua vida!


[Ouvindo: Stand By Your Man – Lynn Anderson]

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Minha Nossa Senhora do Hairspray de 500ml!

Tropecei nesta foto 60’s da Barbara Windsor e um monte de pensamentos libertários me vieram à cabeça.

Como a moda antigamente escravizava as mulheres, esses cabelões altos deviam dar um trabalhão pra fazer e desfazer. Ainda bem que é coisa do passado, blablablá! Mimimi!!!

Daí fui dar uma procurada na mesma Barbara Windsor atualmente, após décadas, e...


Seu cabelo parece ser daquelas coisas que só melhoram com o tempo. Nem Patsy Stone nos dias mais ensolarados ousa tanto no laquê.

A primeira foto é um oferecimento Patricia, a segunda IMDB.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

A cozinha maravilhosa de Boris Karloff

Valeria trocar maravilhosa por monstruosa, mas Boris Karloff era um homem extremamente doce, oposto dos personagens que interpretava no cinema. E alguém quis saber se ele ia à cozinha e ele disse que sim!

Havia uma fixação por ver estes grandes vilões dos filmes cozinhando da forma mais brejeira possível? Vincent Price lançou até alguns livros de culinária, lembra?

Segue a receita de Guacamole Boris Karloff.
Ingredientes: 
2 abacates
1 tomate médio picado
1 cebola pequena picada
1 colher de sopa de chilis verdes enlatados picados
1 colher de sopa suco de limão
1 colher de chá de xerez
Traço de caiena (opcional)
Sal e pimenta
 Modo de fazer 
Descasque e amasse os abacates. Adicione a cebola, tomate e chilis, em seguida, acrescente o suco de limão, xerez e temperos a gosto, misturando bem. Servir como um mergulho para dips ou chips de tortilha de milho ou como um diferencial em canapés. Faz 10 a 12 porções de aperitivo. 
O toque europeu fica por conta da colher de xerez. Alguém dirá que a gente tira uma pessoa da Inglaterra, mas não tira a Inglaterra de dentro da pessoa.

De resto é pimenta e mais pimenta, com o abacate dando liga. Como qualquer iguaria para o paladar da América Central.

E Karloff se declarar louco por comida mexicana, num tempo em que fast foods de temática étnica não eram tão populares assim, parece meio estranho. Mas não tão estranho quanto conhecer uma receita vinda dele.

O blog L. A. Taco suspeita que seja porque os últimos filmes dele foram produzidos pelo mexicano Luis Enrique Vergara. Alguns, inclusive filmados no país, quando a saúde do ator permitia.

O recorte de jornal é um oferecimento BadassDigest

Veja também:
Arrisque-se com Puerco Pibil
Gênio diabólico de forno e fogão
Macarrão ao molho Flipper