terça-feira, 26 de março de 2013

Pozzani: Todos os logos da princesinha de Jundiaí

Pozzani JUNDIAÍPozzani JUNDIAÍ
Pozzani JUNDIAÍ
obs: o número de pontos no alto da marca é variável
Pozzani JUNDIAÍ
P. POZZANI JUNDIAÍ
POZZANI  JUNDIAÍ
obs: o número central é variável
déc. 1960/1978+
PORCELANA pozzani JUNDIAÍ
pozzani MADE IN BRAZILPORCELANA pozzani BRASIL
PORCELANA Pozzani
IND. BRASILEIRA
PORCELANA pozzani JUNDIAÍ PORCELANA pozzani
pozzanipozzani Cor & Designpozzani MADE IN BRAZIL
pozzani Z E N
MADE IN BRAZIL
pozzani
Tem gente que coleciona figurinhas e tem gente que coleciona pequenos e frágeis pedaços de história. O site Porcelana Brasil voluntariamente cataloga e disponibiliza muitas informações sobre o tema.


Reproduzi aqui os “selos” da Cerâmica Pozzani por um motivo meramente pessoal, mas a pesquisa do autor Fábio Carvalho é ampla. Aliás, quero agradecer ao mesmo por ter permitido a reutilização de suas imagens.

Sempre curti ler as letras miúdas em fórmula de produtos de limpeza, gomas mastigáveis, bula de remédio, créditos na última página dos gibis e fundo de xícaras e canecas. Quase uma obsessão, como se fosse descobrir algum segredo, talvez.

 Esses logos dela, além de fazerem um sutil painel da tipografia brasileira em quase 80 anos, são pertencentes à memória afetiva de muita gente. Convivi com a marca Pozzani quando nem sonhava em vir morar em Jundiaí, ou que um dia moraria próximo à sua fábrica.

Ou morava! A fábrica foi demolida nas últimas eleições municipais, tradicional período onde a cidade era transformada num gigante canteiro de obras.

Fundada em 1934, a Indústria Francisco Pozzani sucumbiu aos novos tempos. Antes agonizou gerando várias notícias de demissões até seu fechamento em 2012.

Finalizando com uma dúvida (deste que raramente frequenta casa de terceiros): As pessoas usam o quê nestes novos tempos? Café em copo de requeijão e arroz e feijão em Duralex?


[Ouvindo: スピーク・ロウ– New York Jazz Trio]

segunda-feira, 25 de março de 2013

Dietrich no deserto e sem coisa pior para se preocupar

Ontem foi dia rever aquele filme que já vimos tantas vezes, nem que seja pra falar mal! No caso tivemos um célebre cine suspiro: Filme ruim que nos eleva a sentimentos ótimos!

Deliciosamente kitsch, uma joia dos idos de ouro de Hollywood. E ainda divertidamente anacrônico.

Olhei nos arquivos aqui do blog e eu tinha visto Jardim de Allah (The Garden of Allah,1936 de Richard Boleslawski) em 2009. Não imaginava que fazia tanto tempo assim.

Continua sendo um espetáculo em tecnicolor rudimentar e um desfile dos figurinos mais inapropriados possíveis para um lugar inóspito como o deserto. Ainda uma história que não entra na minha cabecinha contemporânea.

 Entre ditados tradicionais árabes, a cada duas frases, uma é jura de amor eterno. Parece que nem se o parceiro no futuro ameaçasse pisar no pescoço da sogra eles se separariam.

Não foi há toa que nossa amiga Cida Lopes (Aka Cyndi Lauper) vê a Jardim de Allah no comecinho do clip de Time After Time. Assista clicando aqui


Marlene Dietrich é a rica, mais rica entre as ricas, que após a morte do pai segue conselho de freiras para fazer um retiro pelo deserto. Na paisagem mais árida imaginável ela não oferece água aos convidados, mas champanhe, afinal, ela é rica, a mais rica entre as ricas!

Cruza com um monge trapista que fugiu de sua congregação. Muito católica, a madame se apaixona e casa-se (no deserto mesmo) com ele, desconhecendo seu passado.

 E daí? Pois é, o fato dele ter renegado os votos religiosos tem um peso semelhante á revelação de ser a reencarnação de Hitler (com o perdão do trocadilho)!

Não sei se isso é sinal do roteiro estar datado (36) ou se é porque trata-se da segunda refilmagem de história de 1916. Ou vai ver que uma moça que também fosse extremamente católica (rica, mais rica entre as ricas ou não) também concordaria com isso hoje em dia se .

Achado não é roubado! Se também fosse absurdo nos anos 30, consigo imaginar belos menês no Facebook contrariando a resolução.

Se houvesse Facebook nos anos 30, evidentemente...

[Ouvindo: Shabadabada [Doing Time Remix] – OV 7]

sábado, 23 de março de 2013

Xuxa, Mara e Angélica. O embate 80’s!

A Folha de São Paulo resgatou uma deliciosa entrevista feita para seu caderno Folhinha em 1988. No auge, Xuxa, Angélica e Mara explanam (cof, cof) sobre temas pertinentes ao seu reinado.

 Xuxa com aquela peculiar alienação. O cara pergunta qual a relação dela com os produtos licenciados, bem pertinente devido ao mercantilismo absurdo associado ao seu nome naqueles tempos.

Qualquer ser humano com aquilo na reta (era atacada por educadores e pais chorosos pelo consumismo desenfreado) responderia que em primeiro lugar viria a qualidade do produto. Qualquer, menos ela: “Com a maior vontade de que os produtos sejam bem aceitos”.

E quem diria que as respostas mais inteligentes seriam da Mara Maravilha? “Todo mundo diz: "Seu programa é igual ao da Xuxa". É igual mesmo. Que eu posso fazer? A televisão não é minha.”, né?

Outra coisa que merece atenção. O repórter pergunta pra Angélica (com 14 anos) se ela tem tempo pra estudar. “Eu falto à metade das aulas de segunda e a todas de terça para gravar no Rio.”, respondeu a futura senhora Huck.

Daí a gente vê o atual Twitter da moça e tem piamente certeza de que escola passou longe da vida dela. É das que confundem “mas” com “mais”...

A primeira imagem é um oferecimento Folha e a segunda, arquivo pessoal Angélica.

[Ouvindo: O Pastor – Madredeus]

quarta-feira, 20 de março de 2013

R.I.P. Harry Reems, o doutor de Garganta Profunda

Faleceu ontem (19) o ator norte-americano Harry Reems aos 65 anos. Ele ficou internacionalmente famoso ao interpretar o Dr. Young no clássico Garganta Profunda (Deep Throat , 1972 de Gerard Damiano).

Segundo informações de amigos próximos, Reems recebeu o diagnóstico de câncer no pâncreas em 2012. Internado desde a semana passada entrou em coma até o óbito nesta terça-feira.

É uma das estrelas soberanas do gênero Pornô em sua fase áurea. Participou de centenas de filmes e loops X-Rated, mas será sempre lembrado como o médico que descobre que a anatomia íntima de Linda Lovelace é diferente da de outras mulheres.

Graças a pressões políticas e moralistas da época (chegou a ser indiciado pelo FBI), não conseguiu usar sua fama para trabalhar em outros gêneros. Leia mais sobre isso em “Nem tudo foi mar de rosas no pornô 70’s”.

Drácula no sol nascente!

A gente não estranha menininhas ocidentais andando de quarto com o cabelão na cara, mas Drácula asiático soa muito estranho. De qualquer jeito vampiros nipônicos tradicionais, têm um aspecto engraçadinho.

Bizarro que o mito Drácula depende muito da fé cristã, coisa que também não associamos logo de cara ao Japão. Mas costumam celebrar até o natal (Veja clicando aqui), seja lá o que isso signifique pra eles.

O Lago de Drácula (Noroi no yakata: Chi o sû me, 1971 de Michio Yamamoto) é um punhadinho de clichês oriundos dos filmes da Hammer entrelaçados num fiapo de história. As mocinhas parecem saídas de um girl group de ie-ie-ié 60’s, isso é mais legal.

Yamamoto dirigiu alguns destes vampiros ao estilo do estúdio inglês quando este já estava démodé no resto do planeta. Não chateia, mas também não nos dá nada muito além do que já temos.

Hammer ainda tinha certo fôlego, mas era um oásis em meio a tantos psicopatas e/ou possuídos pelo capeta. Sabe-se que suas produções fizeram sucesso no Japão devido aos fantásticos posteres retrôs facilmente encontrados na web.

O Lago de Drácula é encontrado por aí, devidamente legendado e intitulado como “A Banheira do Drácula”. Não, não minha senhora! Não se trata de um Drácula com ablutomania...

Veja também:
Ohashi pode ser arma
A cruz de cada um

[Ouvindo: Le Temps de l'Amour – Françoise Hardy]

quarta-feira, 13 de março de 2013

Sci-Figthers! Últimos homens na Terra


The Last Man on Earth X I Am Legend
BrasilMortos Que MatamEu Sou A lenda
Ano19642007
ElencoLongos minutos com Vincent Price sozinho na tela não nos deixam sentir falta de mais ninguém. Elenco europeu desconhecido.Will Smith na eterna luta para conseguir estrelar outra ficção científica que arrebente na bilheteria. A mocinha que demora pra aparecer é a brasileira Alice Braga, mas a pastora alemã merecia mais tempo de tela.
Efeitos especiaisApoiando todo o roteiro no livro de Richard Matheson, são quase ausentes. A fotografia em preto e branco dá a atmosfera bizarra suficiente.As criaturas zumbis/vampiros são desnecessárias e inacreditáveis (de ruins) CG. Toscas, depois que aparecem leva por terra qualquer possibilidade de esperar algo que preste do filme.
InteresseBem, Vincent Price sempre é interessante. Triplique isso ao saber que trata-se de uma adaptação Richard Matheson filmada na Itália após recusa dos sensores britânicos.Mera curiosidade pela adaptação aos dias de hoje. A mesma história já havia sido refeita de forma competente pelos americanos nos anos 70, o que demonstra sua facilidade à temporalidade.
Preto no brancoO filme recente cheira a reedição dos produtores já que dispensa pontos interessantes e cruciais. Não faz sentido algum os monstros animalescos em computação gráfica se depois o protagonista tenta comunicação verbal com eles. Após tanto tempo de Matrix, o sci-fi ainda esta distante de se livrar de citações bíblicas ou qualquer outro fundamento que finja lhe impor profundidade. Tem que ser muito incompetente pra pegar um argumento genial e transformar em água de batata.
Nota93,5
Veja também: 
Sci-Fighter! Mulheres gigantes
Sci-Fighter! Crianças amaldiçoadas


[Ouvindo: Lovebreak (Original Mix) – Tube Berger, Milan Euringer ]

segunda-feira, 11 de março de 2013

Dorothy Lamour: Das selvas às ondas do rádio

O fato de nem latina ser não fez com que Dorothy Lamour fosse poupada de interpretar muitas vezes o mesmo tipo exótico tropical. Era conhecida como A Garota do sarongue (The Sarong Girl).

Estreou em A Princesa da Selva (The Jungle Princess, 1936 de Wilhelm Thiele) e aí foi selva atrás de selva. É, sem dúvida, a mais famosa “Tarzana” entre todas.

Consta que Edith Head, super oscarizada figurinista, desenhou seu primeiro sarongue. O que quer que isso signifique em termos de um pano floral enrolado ao corpo...

Lamour sonhava em ser cantora, não atriz, e teve a oportunidade de ter sua voz registrada em 1944. Nem aí escapou da sina: Dorothy Lamour - "A Collection of Favorite Hawaiian Songs" pegava carona no seu estrelato da tela grande.

Ouça no player abaixo (ou clicando aqui) a faixa The Moon Of Manakoora. Composta para o filme O Furacão (The Hurricane, 1937 de John Ford), a canção recebeu várias regravações.

 Por sorte, ou força dos agentes de publicidade, o fim da era Tarzan não significou o fim de sua carreira. “Eu fiz 60 filmes e só usei o sarongue em cerca de seis deles, mas se tornou uma espécie de marca registrada.”, disse completando mais de 50 anos como atriz.

A capa do disco é um oferecimento The Retro-Spector


sexta-feira, 8 de março de 2013

Primeiro casal (não casado na vida real!) a dividir cama na TV

Até que se prove o contrário, o seriado A Feiticeira (Bewitched 1964- 1972) foi o primeiro a mostrar na TV um casal formado por atores não casado na vida real, deitados juntos numa mesma cama. Samantha e Darrin Stephens (Elizabeth Montgomery e Dick York) conquistaram a façanha em 1964, logo na primeira temporada.

Ainda em 64, Herman e Lily Monster compartilhariam a mesma alcova em The Munsters (1964-1966), logo depois de A Feiticeira. Lucy e Ricky, casados na vida real, apareciam sempre em camas separadas quase dez anos antes, em I Love Lucy (1951-1957).

É uma coisa tão banal que para nossa moral de 2013 (quase 50 anos depois), parece sem sentido. Afinal,  sabemos que atores interpretam personagens, que sem malícia alguma podem aparecer deitadinhos juntos.

Isso também demonstra que a profissão a profissão do ator era menos compreendida e respeitada. Num passado não tão distante assim.

Imaginando os pudores da época, como Samantha e Darrin conseguiram passar pelos censores? Mesmo a década de 60 quebrando muitos paradigmas, a TV é um veículo suburbanamente moralista por natureza.

A resposta veio ao reaver a tal primeira temporada: os produtores tomaram cuidado. Não foi de uma hora pra outra, pra não chocar!

 Veja os avanços gradativos em episódios subsequentes nas imagens abaixo.

No episódio 5 (Help, Help, Don't Save Me), exibido em 15 de outubro de 1964, Samantha acorda sozinha e percebe que o marido não está ao lado.

No próximo episódio (Little Pitchers Have Big Fears), Samantha e Darrin Stephens aparecem sentados na cama conversando. Exibido no dia 22 de outubro, o sexto episódio é considerado o primeiro a mostrar na televisão um casal não casado dividindo a cama. Isso é pouco!

Agora sim! Na semana seguinte (Em The Witches Are Out) finalmente eles estavam juntinhos. A cena é rápida. Não deve durar mais do que um minuto, mas entrou para a história!

Para um show que antes de estrear sofreu ataques de religiosos, temerosos pela propagação de bruxaria, satanismo, foi um grande feito. Mesmo ousado, durou oito temporadas no ar, tornando-se um dos mais queridos de todos os tempos.

Veja também:
Na cama com (recato) e Lucy
Samantha Stephens fumante apenas uma vez



terça-feira, 5 de março de 2013

Daniel Radcliffe ajudante de Frankenstein?

O Harry Potter para incontáveis gerações, estaria com os dois pés dentro do novo Frankenstein, produzido agora pela Fox. Daniel Radcliffe poderá ser Igor, o ajudante fisicamente deformado do Barão que gosta de brincar de ser Deus.

A informação é da Variety, para quem as negociações entre estúdio e ator estão avançadas. Para diretor tudo indica que seja o televisivo Paul McGuigan, de pouca expressividade na tela grande.

Se tudo for concretizado, Radcliffe terá uma boa carreira entre o terror gótico. Recentemente ele protagonizou A Mulher de Preto (The Woman in Black, 2012 de James Watkins), produção da conterrânea Hammer Films.

O roteiro desta nova adaptação do romance de Mary Shelley segue o ponto de vista do auxiliar corcunda, aquele que vai ao cemitério atrás de cadáveres frescos. Isso explica o nome do ator em um papel a princípio secundário.

No clássico (absoluto) dirigido por James Whale em 1931 o ajudante foi interpretado por Dwight Frye, tendo o nome alterado para Fritz. Frye voltaria ao personagem em A Noiva de Frankenstein (Bride of Frankenstein , 1935) rebatizado como Karl.

Bela Lugosi, o lendário Drácula, foi Igor por duas vezes, aliás, a grafia era Ygor. Esteve fiel ao mestre em O Filho de Frankenstein (Son of Frankenstein, 1939 de Rowland V. Lee) e Fantasma de Frankenstein (The Ghost of Frankenstein , 1942 de Erle C. Kenton).

Entre as produções importantes, estes dois filmes (oriundos da fase de ouro da Universal) são os que mais deram destaque a Ygor, até porque, em sua pele estava um astro famoso, embora decadente aquela altura. Muitos concordam que Lugosi nunca interpretou de forma tão brilhante quanto neles.

Veja também:
A Mulher de Preto ou Harry Potter já faz a barba
A verdadeira maldição de Frankenstein
Todas as caras do monstro de Frankenstein na Hammer
Multiplicando o horror

[Ouvindo: Feeling Good – George Michael]

segunda-feira, 4 de março de 2013

DVD pra macho ver

Dá pra apostar qual é o público para estes dois filmes (Kung-fu e bang bang) em um único disco. Ainda mais sabendo que o encontrei em um mercadinho do bairro: O tiozão na meia idade!

Aposta Maldita (Du shen 2, 1994 de Jing Wong) é a continuação de algum outro que deve ter sido muito bom. Sempre carismático, Yun-Fat Chow é um gênio dos jogos de azar aposentado que em busca de vingança voltará a atividade.

Muita pancadaria e as costumeiras cenas que cismam em ir contra a gravidade não dão tempo de se pensar na banalidade do roteiro. Ainda é um exemplar de que nossos amiguinhos chineses encontraram a fórmula perfeita misturando comédia e ação.

Há um garotinho de no máximo 8 anos que luta de igual pra igual com qualquer um. E toma porrada de forma idem! Oi?

O outro filme é Réquiem Para Matar (Requiescant, 1967 de Carlo Lizzani), real motivo para eu ter levado o DVD pra casa. Fiquei curioso com a rara participação do Pasolini como ator.

Não deixa de ser ironia pura também descobrir que este faroeste tem uma relação gay quase explicita entre o vilão e seu capanga de cabelo descolorido! Claro que isto não é absolutamente nada perto dos méritos reais da película, mas como disse, é uma curiosidade.

Garoto mexicano, embora alvejado no meio da testa (!!!) sobrevive ao massacre de seu povo por um coronel pérfido. Resgatado por família de missionários, cresce sem saber de seu dramático passado e muito bom tanto na bíblia quanto no coldre.

Quando sua irmã postiça tem surto de periguetismo e foge, caberá a ele ir atrás da moça nos cabarés da vida. A encontra escravizada sexualmente num saloom que coincidentemente é de propriedade do homem que enviou sua família biológica ao além.

Falando assim parece pouca coisa, mas é uma sucessão de sequencias épicas, bastante empolgante em suas reviravoltas e personagens cartunescos. Uma bela gema dos westerns spaghetti que merecia ser mais conhecida.

 Há uma cena específica muito boa entre o protagonista e o vilão disputando quem tem a melhor pontaria propositadamente bêbados. O alvo é a bela serviçal mexicana empunhando um castiçal, com todas as orações à Madrecita de Guadalupe em dia.


[Ouvindo: Che Tango Che – Astor Piazzola]

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

As Certinhas do La Dolce: Helga Liné


Dócil
Um oferecimento Euro Fever

Veja também:
4 vezes Helga Liné


[Ouvindo: Estrela De Bastidor – Angela maria]

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Versão brasileira: regionalismo

Toda uma vida crendo num erro. Pra mim, desde guri, o Jerry Lewis criava os heróis Rick, O Ratinho e o Pato MOTOQUEIRO em Artistas e Modelos (Artists and Models, 1955 de Frank Tashlin).

Na verdade é Rick, O Ratinho e o Pato Potoqueiro. POTOQUEIRO, palavra que eu desconhecia, mas é até dicionarizada!

Potoqueiro é quem faz potoca. E algum amigo etimológico poderia nos explicar se há alguma relação com fofoqueiro, fofoca, embora o significado seja enganador, mentiroso, o que também pode ser atributo de quem tem a língua grande.

E talvez não conhecesse “potoqueiro” porque é um regionalismo segundo o Houaisse. Por suposto, a dublagem em português brasileiro foi feita no Rio de Janeiro.

Ou simplesmente caiu em desuso como todo o discurso anti violência nos quadrinhos deste filme. 1955 faz tempo pra chuchu.

Veja também:

[Ouvindo: Honey – Honey]

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Campanha mais crível dos últimos tempos

Ah lá, minha amiga dona de casa!!! É pras senhoras que curtem sua loucinha com um tico de vilania!

E se há alguma celebridade que a gente bate o olho e imaginamos logo diante de uma pilha de louça suja esse alguém é a Claudia Raia. Parabéns, Scotch-Brite!

La Raia de calculadora em punho também ficou batuta, né? Volta e meia ela deve frequentar sacolões atrás da cebola de melhor preço...

[Ouvindo: In the Blue – Irany Pinto]

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Super star do macabro

O mais escabroso dos serial killers é obviamente o mais filmado. Não sei se Ed Gein é realmente o mais filmado, mas sua história gerou pelo menos uns três filmes muito famosos.

Pode não parecer muito, mas Marie Cure, cientista laureada com prêmios Nobel de física e química, foi retratada em apenas um. Só pra citar uma personalidade real de importância benéfica à humanidade.

O maior de todos inspirado em Ed Gein (leia mais sobre ele clicando aqui), claro, é Psicose (Psycho), dirigido por Hitchcock em 1961, quando a descoberta de seus crimes era coisa recente. Mas tem ainda O Massacre da Serra Elétrica, O Silêncio dos Inocentes e tantos outros com psicóticos.

E ainda o obscuro Deranged: Confessions of a Necrophile (1974 de Jeff Gillen e Alan Ormsby). Não obscuro porque seja ruim, mas porque é grotesco demais para alcançar um público maior, que o tivesse cultuado nestes anos todos.

Com a sutileza de um elefante, Deranged (Demente em português, numa referência a Psicose) é narrado como se fosse uma longa matéria de telejornalismo. Chega a ser engraçado a entrada do repórter dentro da cena com microfone em punho falando diretamente para a câmera.

 É de todos um dos mais fiéis aos atos de Ed Gein, com momentos de plena repulsa visual, embora não conste que o real tenha experimentado a necrofilia. A crueza das imagens, dignas de qualquer filme B (ainda mais 70’s) ajudam na atmosfera extrema.

Veja também:
Ed Gein: mais macabro do que a ficção

[Ouvindo: Promenade San Paulo– The Brasileiros]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Deu no Planeta Diário! Lois Lane para maiores

Revista High Society sendo uma mãezinha aos nerds 70’s. Desencavaram fotos da Lois Lane nua!

Se Superman viu, você também pode mesmo sem visão de raio X! Lois Lane aka Margot Kidder, nua entre aspas.

São só essas aí dos peitinhos, que o blog Supermania ainda tacou tarjas. O bom e velho esquema de resgatar fotos antigas de nudez quando a estrela ganha muita popularidade.

Veja também:
Até tu, filho de Jor-El? Superman na Playgirl!

[Ouvindo: Lovefool – The Cardigans]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Do terror ao amor: Viva a Itália 70's!

O trio Easy Going é legal demais para existir apenas uma única apresentação no You Tube (que você assiste no player acima ou clicando aqui). Sua genética é igualmente peculiar.

O nome era emprestado de uma discoteca gay de Roma, similar ao batismo das nossas Frenéticas. Easy Going foi produzido por Giancarlo Meo e ninguém menos do que Claudio Simonetti, paulistano radicado na Itália!

Simonetti integrava a banda de rock Goblin, responsável pelas trilhas sonoras dos filmes de Dario Argento como Prelúdio para Matar (Profondo rosso, 1975) e Suspiria (1977). Sozinho continua na área, musicando películas.

Encabeçado pelo DJ Paolo Micioni, o primeiro hit foi “Baby I Love You” de 1978. Justamente a música do vídeo, considerada uma das precursoras do ítalo-disco para exportação, emplacada em paradas musicais de língua inglesa.

No mesmo ano os norte-americanos do Village People estourariam com Macho Man e Y.M.C.A. Só pra citar outro grupo abertamente gay do período.

O Easy Going ainda resistiria a mais dois LPs: Fear (1979) e Casanova (1980). Particularmente, a faixa principal de Fear é um ponto forte deles.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sentinela da TV: Paranormal Witness

Produção original do canal Syfy, Paranormal Witness é, quiçá, das coisas mais assustadoras que já assisti. Imagine um Linha Direta, mas apenas com causos de fantasmas, ufos e coisas do gênero.

Cada episódio um caso de contato com o sobrenatural é reconstituído enquanto que a testemunha real, que acredita ter vivido aquilo, entrecorta a encenação com seu relato. Primeira temporada (2011) foram seis episódios contendo duas histórias cada e na segunda (2012) foram 12, apenas uma por vez em sua maioria.

 Diferente de series com argumentos independentes, onde o resultado é irregular, boa parte é no mínimo empolgante. Mesmo quando paramos (e é comum) pra tentar entender como aquilo ali pode ter sido fraude.

A favor dos fantasmas estão certas coerências de assombros. Também é similar a vida que aquelas pessoas tinham quando começaram a observar portas batendo, vultos, pedidos de socorro de vozes guturais.

Donas de casa com o lar desfeito, tendo que lidar sozinhas com a criação dos filhos e reencontrar seu papel na sociedade, parecem ter propensão a contatos do tipo. Mas há outros, claro.

As melhores são aquelas que tiveram ligações com fatos ocorridos no passado que não sejam de conhecimento de ninguém até serem confirmadas por historiadores. Com várias testemunhas (policiais inclusive) também são interessantes.

Suspeito, a lá Padre Quevedo, de quando pessoas vão morar onde era um antigo velório, casa de campo que foi de famoso serial killer, etc. Com medo de antemão, a gente vê e ouve qualquer coisa mesmo.

De qualquer jeito, em termos de horror e suspense está muito acima do que vem sendo feito nesses gêneros no cinema. Bom exemplo é o episódio “The Dybbuk Box” (S02E04) cuja história também inspirou o filminho tolo Possessão (The Possession, 2012 de Ole Bornedal).


[Ouvindo: Call Me - Nancy Sinatra]