terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

As Certinhas do La Dolce: Helga Liné


Dócil
Um oferecimento Euro Fever

Veja também:
4 vezes Helga Liné


[Ouvindo: Estrela De Bastidor – Angela maria]

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Versão brasileira: regionalismo

Toda uma vida crendo num erro. Pra mim, desde guri, o Jerry Lewis criava os heróis Rick, O Ratinho e o Pato MOTOQUEIRO em Artistas e Modelos (Artists and Models, 1955 de Frank Tashlin).

Na verdade é Rick, O Ratinho e o Pato Potoqueiro. POTOQUEIRO, palavra que eu desconhecia, mas é até dicionarizada!

Potoqueiro é quem faz potoca. E algum amigo etimológico poderia nos explicar se há alguma relação com fofoqueiro, fofoca, embora o significado seja enganador, mentiroso, o que também pode ser atributo de quem tem a língua grande.

E talvez não conhecesse “potoqueiro” porque é um regionalismo segundo o Houaisse. Por suposto, a dublagem em português brasileiro foi feita no Rio de Janeiro.

Ou simplesmente caiu em desuso como todo o discurso anti violência nos quadrinhos deste filme. 1955 faz tempo pra chuchu.

Veja também:

[Ouvindo: Honey – Honey]

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Campanha mais crível dos últimos tempos

Ah lá, minha amiga dona de casa!!! É pras senhoras que curtem sua loucinha com um tico de vilania!

E se há alguma celebridade que a gente bate o olho e imaginamos logo diante de uma pilha de louça suja esse alguém é a Claudia Raia. Parabéns, Scotch-Brite!

La Raia de calculadora em punho também ficou batuta, né? Volta e meia ela deve frequentar sacolões atrás da cebola de melhor preço...

[Ouvindo: In the Blue – Irany Pinto]

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Super star do macabro

O mais escabroso dos serial killers é obviamente o mais filmado. Não sei se Ed Gein é realmente o mais filmado, mas sua história gerou pelo menos uns três filmes muito famosos.

Pode não parecer muito, mas Marie Cure, cientista laureada com prêmios Nobel de física e química, foi retratada em apenas um. Só pra citar uma personalidade real de importância benéfica à humanidade.

O maior de todos inspirado em Ed Gein (leia mais sobre ele clicando aqui), claro, é Psicose (Psycho), dirigido por Hitchcock em 1961, quando a descoberta de seus crimes era coisa recente. Mas tem ainda O Massacre da Serra Elétrica, O Silêncio dos Inocentes e tantos outros com psicóticos.

E ainda o obscuro Deranged: Confessions of a Necrophile (1974 de Jeff Gillen e Alan Ormsby). Não obscuro porque seja ruim, mas porque é grotesco demais para alcançar um público maior, que o tivesse cultuado nestes anos todos.

Com a sutileza de um elefante, Deranged (Demente em português, numa referência a Psicose) é narrado como se fosse uma longa matéria de telejornalismo. Chega a ser engraçado a entrada do repórter dentro da cena com microfone em punho falando diretamente para a câmera.

 É de todos um dos mais fiéis aos atos de Ed Gein, com momentos de plena repulsa visual, embora não conste que o real tenha experimentado a necrofilia. A crueza das imagens, dignas de qualquer filme B (ainda mais 70’s) ajudam na atmosfera extrema.

Veja também:
Ed Gein: mais macabro do que a ficção

[Ouvindo: Promenade San Paulo– The Brasileiros]

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Deu no Planeta Diário! Lois Lane para maiores

Revista High Society sendo uma mãezinha aos nerds 70’s. Desencavaram fotos da Lois Lane nua!

Se Superman viu, você também pode mesmo sem visão de raio X! Lois Lane aka Margot Kidder, nua entre aspas.

São só essas aí dos peitinhos, que o blog Supermania ainda tacou tarjas. O bom e velho esquema de resgatar fotos antigas de nudez quando a estrela ganha muita popularidade.

Veja também:
Até tu, filho de Jor-El? Superman na Playgirl!

[Ouvindo: Lovefool – The Cardigans]

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Do terror ao amor: Viva a Itália 70's!

O trio Easy Going é legal demais para existir apenas uma única apresentação no You Tube (que você assiste no player acima ou clicando aqui). Sua genética é igualmente peculiar.

O nome era emprestado de uma discoteca gay de Roma, similar ao batismo das nossas Frenéticas. Easy Going foi produzido por Giancarlo Meo e ninguém menos do que Claudio Simonetti, paulistano radicado na Itália!

Simonetti integrava a banda de rock Goblin, responsável pelas trilhas sonoras dos filmes de Dario Argento como Prelúdio para Matar (Profondo rosso, 1975) e Suspiria (1977). Sozinho continua na área, musicando películas.

Encabeçado pelo DJ Paolo Micioni, o primeiro hit foi “Baby I Love You” de 1978. Justamente a música do vídeo, considerada uma das precursoras do ítalo-disco para exportação, emplacada em paradas musicais de língua inglesa.

No mesmo ano os norte-americanos do Village People estourariam com Macho Man e Y.M.C.A. Só pra citar outro grupo abertamente gay do período.

O Easy Going ainda resistiria a mais dois LPs: Fear (1979) e Casanova (1980). Particularmente, a faixa principal de Fear é um ponto forte deles.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sentinela da TV: Paranormal Witness

Produção original do canal Syfy, Paranormal Witness é, quiçá, das coisas mais assustadoras que já assisti. Imagine um Linha Direta, mas apenas com causos de fantasmas, ufos e coisas do gênero.

Cada episódio um caso de contato com o sobrenatural é reconstituído enquanto que a testemunha real, que acredita ter vivido aquilo, entrecorta a encenação com seu relato. Primeira temporada (2011) foram seis episódios contendo duas histórias cada e na segunda (2012) foram 12, apenas uma por vez em sua maioria.

 Diferente de series com argumentos independentes, onde o resultado é irregular, boa parte é no mínimo empolgante. Mesmo quando paramos (e é comum) pra tentar entender como aquilo ali pode ter sido fraude.

A favor dos fantasmas estão certas coerências de assombros. Também é similar a vida que aquelas pessoas tinham quando começaram a observar portas batendo, vultos, pedidos de socorro de vozes guturais.

Donas de casa com o lar desfeito, tendo que lidar sozinhas com a criação dos filhos e reencontrar seu papel na sociedade, parecem ter propensão a contatos do tipo. Mas há outros, claro.

As melhores são aquelas que tiveram ligações com fatos ocorridos no passado que não sejam de conhecimento de ninguém até serem confirmadas por historiadores. Com várias testemunhas (policiais inclusive) também são interessantes.

Suspeito, a lá Padre Quevedo, de quando pessoas vão morar onde era um antigo velório, casa de campo que foi de famoso serial killer, etc. Com medo de antemão, a gente vê e ouve qualquer coisa mesmo.

De qualquer jeito, em termos de horror e suspense está muito acima do que vem sendo feito nesses gêneros no cinema. Bom exemplo é o episódio “The Dybbuk Box” (S02E04) cuja história também inspirou o filminho tolo Possessão (The Possession, 2012 de Ole Bornedal).


[Ouvindo: Call Me - Nancy Sinatra]

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Cinderela às avessas versão Hollywood

Constance Smith, "estrêla" cinematográfica da Fox, num cômodo modêlo de cloquê ornamentado de gola e reversos escoceses cujo casaco se fecha por meio de casas e botões. 
Departamento de publicidade de Hollywood era mesmo uma mão na roda pra revistas de moda de antigamente. Provavelmente esta foto é de algum filme, não de um editorial fashion.

Pra fazer seu star system ter peso, os estúdios iam fazendo manutenção nos contratados famosos e promovendo aspirantes a starlet. Emplacar uma nova celebridade equivalia a encontrar mina de ouro!

Não foi o caso da tal “Constance Smith”. A atriz protagonizou uma vida real trágica, que mais pareceu melodrama mexicano, sem nunca realmente emplacar nas telas com estrela de alguma grandeza.

Seu último trabalho foi em 1959 (O scan de moda nesta página é de 1951), um western spaghetti sem maior expressividade. Mas virou notícia em 1962 ao ser condenada a três meses de prisão por esfaquear o namorado Paul Rotha, renomado documentarista e historiador de cinema britânico.

De proporções internacionais, a Folha de São Paulo noticiou o crime na edição do dia 08 de janeiro. O mote da notícia é “diretor inglês famoso foi esfaqueado pela namorada rejeitada”, ao invés de “ex-atriz esfaqueia namorado”, mesmo ela tendo quase 20 anos de carreira, reflexo de que a carreira nunca deslanchou.

Em 1968 ela voltou a ser presa por mais uma vez esfaquear o affair, sendo agora condenada por tentativa de homicídio. Nos anos 70 eles tentaram morar juntos na Inglaterra, país dele.

Separados, Constance Smith não voltou mais para os EUA. Em depressão, teria tentado suicídio algumas vezes, além de dar entrada em hospitais fragilizada pelo vicio no álcool.

Nos últimos tempos de vida trabalhou, entre outras coisas, como faxineira. Em 2003, aos 75 anos, foi encontrada morta numa calçada de Londres, como completa desconhecida.

A segunda imagem é um oferecimento AllStar Pics

Veja também:
Imitação da arte: Calvário da filha de uma estrela
O Crime que abalou Hollywood
Tentativa de suicídio na primeira página
Atriz e coelhinha condenada por tentativa de homicídio

[Ouvindo: Little Fairy – Easy Going]

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Trevas é o limite em Skyfall

Bom tempo que não me sentia tão satisfeito com uma aventura de James Bond quando com 007 - Operação Skyfall (Skyfall , 2012 de Sam Mendes). Longa vida e morte ao agente!

 O herói está tão enfurecido com sua organização que ele mesmo poderia também ser o Silva, o vilão bizarro da vez. Como se a dualidade deles pertencessem a uma mesma pessoa.

Sam Mendes ainda quebrou a quase regra de que diretor cabeça se estrepa ao assumir franquias populares. Preservou o que tinha que ser preservado e adicionou longas camadas de sentimentos sombrios.

O tempo todo nos lembra de que nada permanece do jeito que é para sempre. Tudo nasce e morre ou morre e renasce, lado a lado, independente dos nossos interesses mundanos.

É uma coisa tão óbvia, mas mostrada raras vezes de forma tão divertida e bem filmada. Sequencias absurdas de ação intercaladas com irônica fé no maniqueísmo.

Qualquer semelhança com Nosferatu (Nosferatu, eine Symphonie des Grauens, 1922 de F.W. Murnau) talvez seja mera coincidência, mas faz sentido. O solar Bond nunca esteve tão envolto em suas sombras.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mixtape #6: Going Away


Novíssima mixtape no ar! Ouça no player abaixo ou clicando aqui.

Do mesmo jeito que não sou dos maiores apreciadores de vídeo clips, não curto muito listar as faixas utilizadas. Sempre podam o poder imaginativo da música, além do trabalhão que dá.

Mas como sempre pedem, enviam e-mails e tudo, olhaí embaixo! Qualquer coisa, encare como spoiler e não leia antes de ouvir.

  • Lovebug - Orchester Lou Castell
  • O Monstro - Radio drama Teatro de Mistérios
  • Cani Arrabbiati - Stelvio Cipriani
  • The Tragedy of Bijinda - Chumei Watanabe
  • Trevas (Noite Sem Luz) - Dorinha Freitas
  • Metal Hypnotized - The Earthbound Papas
  • Nagareboshi No Dance - Yuji Ohno
  • Latin'ia - The Sentinals
  • Irresistable You - Bobby Darin
  • El Cumbanchero - Charles Magnante
  • Chop Chop Boom - The Dandeliers
  • Youkali Tango Habanera - Kurt Weill
  • Suki Sa Suki Sa Suki Sa - Nana Kinomi
  • Rumba - Nino Rota
  • Imitation Of Life - Earl Grant
Nem todas as faixas estão na íntegra. Algumas delas podem ser apenas fundo musical, mixadas com outras, etc.

Como há limitações de espaço free no Soundcloud, tenho respostado as mixtapes anteriores em conta do Mixcloud, adicione! Não dá pra trocar plenamente um serviço pelo outro porque o player do segundo é bem ruinzinho.

[Ouvindo: Spy – Yoko Kanno]

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A outra esposa de Herman Monstro

Tem lá seu lado chocante. Após todos estes anos soube-se que Lily Monstro não foi a primeira e única esposa da Família Monstro (The Munsters, 1964-66). 

No piloto (colorido!), inédito até ser bônus nos DVDs da série lançados no mercado internacional em 2007, a esposa atendia pelo nome de Phoebe. E mais! Ela era interpretada pela atriz Joan Marshall, a versátil atriz de Homicidal (1961 de William Castle).

Ela não está nada ruim, bem mais macabra do que a Lilly, mas os produtores acharam muito parecida à Morticia Addams, da série da emissora concorrente. Morticia por sua vez era calcada na Vampira, interpretada na TV pela Maila Nurmi na década de 50, mas isso já é outra história.

Também é outra história o comentado caso de espionagem industrial envolvendo Os Monstros e A Família Addams. As mães das famílias idênticas talvez configurasse o plágio de forma gritante.

 Marshal e Carolyn Jones, a Mortícia, ainda eram parecidas fisicamente, para azar da primeira que teve que dar tchau ao trabalho. Assim entrou na parada a Lily de Yvonne De Carlo com figurino similar ao da filha de Bela Lugosi no clássico A Marca do Vampiro (Mark of the Vampire, 1935 de Tod Browning ).

De Carlo, conta-se, estava decadente, deprimida, precisando pagar as contas médicas do marido. Na década de 60 a TV era ainda muito mal vista pelo povo do cinema, aceitar um personagem fixo no veiculo era preciso certo desprendimento.

 A atriz teve uma carreira “A” estranhamente rápida, que talvez algum fã possa explicar os motivos. Segundo o Refer me contou, ela foi muito popular no Brasil na segunda metade da década de 50, chegando a ter seu LP orquestrado por John Williams editado aqui.

Começando como dançarina e cantora, teve seu auge cinematográfico em papel de destaque no blockbuster Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments , 1956 de Cecil B. DeMille). Ironicamente seria agora mais lembrada como a bizarra matriarca televisiva e a tal da Phoebe entrou pra obscuridade.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

As Certinhas do La Dolce: Louisa Moritz

Caseira
[Ouvindo: Diga Que Me Ama – Sonia Delfino]

Stalkeando Tarantino, o balconista

Sabe aquelas matérias bem comuns nos portais de mexericos onde o leitor é induzido a enviar fotos dele com celebridades? Daí fulano envia junto ao Zezé di Camargo, cantoras de axé e ex-participantes de BBB a dar com um pau?

Se esse Todd Mecklem enviasse as dele (originalmente postadas no Flickr), iria de Beija-Flor pra avenida. Fechou o jogo!

Encontrou a Pam Grier no shopping Del Amo (Torrance) durante as filmagens de Jackie Brown (1997 de Quentin Tarantino). Ainda com o figurino de aeromoça e com cara de exausta após um dia inteiro de trabalho.

De camiseta de Cães de Aluguel (Reservoir Dogs, 1992 de Quentin Tarantino) tirou foto também com o chefão do filme. Em sua página pessoal; Mecklem explica uma antiga relação com o diretor.

Quando foi morar na casa da namorada na Califórnia em 1987, ela era cliente da locadora de VHS em que Tarantino trabalhava como balconista. Ficavam longas horas papeando sobre cinema, até que o rapaz sumiu do emprego.

Tempinho depois leram notícias sobre ele, agora todo paparicado por Cães de Aluguel. O reencontro 10 anos no shopping rendeu além destas duas fotos, um trabalho de figurante que acabou ficando de fora da edição final.

E sempre supus que o lance do Tarantino ter trabalhado recentemente numa locadora fosse pegadinha hollywoodiana, para deixar sua biografia mais interessante. Mas parece que realmente ele saiu de trás do balcão pra virar Tarantino.

[Ouvindo: ECT – Cássia Eller]

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Palmas para a tatuagem extrema. E só!

Curioso recorde de um filme registrado no Guinnes: Maquiagem que mais tempo demorou pra ficar pronta num dia. Façanha do filme Uma Sombra Passou Por Aqui (The Illustrated Man, 1969 de Jack Smight).

O ator Rod Steiger se submeteu há 20 horas (!!!) para que a pintura de seu corpo ficasse completa. Peladão ele aparece em poucas sequências, mas torço e braços em muitas delas.

Baseado no livro de contos homônimo de Ray Bradbury, o sacrifício todo ficou praticamente esquecido hoje. Belo, mas enfadonho, o filme caiu no obscurantismo.

Parece que escolheram as piores histórias e alinhavaram com o andarilho de corpo ilustrado (ele implora pra não chamarem de tatuagens) narrando suas desventuras futurísticas. Parece legal, mas é bem aborrecedor.

Como consta que foi um bonito fracasso em seu lançamento, nem dá pra dizer que envelheceu mal. Envelheceu como nasceu: Chato!


[Ouvindo: Red River rock – Roberto Delgado]

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma princesa Inca no topo das paradas

Quem sabe a maior estrela internacional do Peru, Yma Sumac dizia ser uma herdeira do império Inca. Era comum aos músicos de Exótica adotarem não só nomes estranhos, mas biografias também.

No caso dela havia mais chances de ser verdade do que a história do indiano Korla Pandit. Aquele que só foi descoberto como afrodescendente norte-americano, após sua morte. Relembre clicando aqui.

Yma Sumac foi originalmente batizada com um nome bem mais legal do que o seu artístico: Zoila Augusta Emperatriz Chavarri del Castillo! Lembra bastante o novo nome que Phoebe Buffay escolheu para si, Princesa Consuela Bananahammock.

Foi assim, envolta em mistérios e excentricidades, que, como cantora lírica das mais refinadas, conquistou enorme popularidade em todo planeta a partir dos anos 50. Arrastava multidões para ouvi-la entoando canções folclóricas e pseudo folclóricas.

No player abaixo (ou clicando aqui) ouça Malambo n°1, bizarra mistura de ritmos latinos com erudito. Quase um exercício para ela expor seu poder vocal que podia chegar a espantosos 2270 Hz.


Falecida em 2008, suas antigas gravações aparecem volta e meia nas trilhas sonoras de produções com temática peculiar, como O Grande Lebowski (The Big Lebowski, 1998 de Ethan e Joel Coen) e Confissões de Uma Mente Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind, 2002 de George Clooney). Seus timbres também são comuns em remixes de música eletrônica.

A primeira imagem é um oferecimento artyfakt*, a segunda, Chuck T.


[Ouvindo: The Name Game – Shirley Ellis]

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

King Kong 2: Ele está com a macaca!

Se King Kong 2 / A Volta de King Kong (King Kong Lives, 1986 de John Guillermin) não aparecer em qualquer lista das maiores ideias de jerico cinematográficas, é porque este mundo é muito injusto mesmo. Obscuro, tinha vaga lembrança da sua existência.

Lembrava do SBT o anunciando junto a Superman 4 e tantas outras bombas que ele adquiriu na alavancada 80’s da emissora, pra competir com da Globo. Aliás, o King Kong e (1976) foi exibido com alarde na concorrência em 1986.

A ideia é tão bizonha que causa estranhamento logo de cara, nos créditos iniciais, os nomes do produtor De Laurentiis e do diretor John Guillermin, os mesmos do filme dos anos 70. Não é uma picaretagem qualquer, é uma picaretagem oficial!

O roteiro começa exatamente de onde acabou o anterior, inclusive com cenas dele onde aparecem os astros Jessica Lange e Jeff Bridges. Macacão é baleado, cai das Torres Gêmeas, corte, volta ao presente!

Ele está em coma, necessitando de uma transfusão de sangue para que o coração artificial possa ser usado. Sim! Todos nós, criancinhas que viam a Sessão da Tarde, choramos à toa.

Kong está mais pra cá o que pra lá, mas há chances de sobreviver. Ele está aos cuidados de Linda "Terminator" Hamilton, doutora competente (com a escova do cabelo em dia), que por sorte, tem contato com um explorador que conhece uma macaca super desenvolvida em matas selvagens sabe deus onde (eles falam, mas é tanto absurdo que não guardei o nome).

Hilário quando o novo macacão se estufa bem diante da câmera, revelando proeminentes ~ peitinhos ~. Para que não haja dúvidas de que se trata de uma fêmea, claro.

E mesmo depois de toda a merda que acontece no final do primeiro filme, eles levam essa macaca pra civilização! E mesmo depois de toda a merda que acontece no final do primeiro filme o exercito investirá pesado contra o casal Kong.

Com o agravante da fortuna que custou a operação pra salvar o astro principal ser jogada no lixo pelas maldades do exército. Mas não dá pra esperar lógica nenhuma em nada!

O grotesco embalado por uma sucessão de obviedades, como o romance entre os gigantes, assim como o da Doutora com o explorador loirinho e descolado. Os quatro (cada qual com o parceiro de sua espécie, of course) arranjam tempo pra transar, mesmo sabendo que os soldados estão na caça, por exemplo.

Listar poucos momentos estramboticamente incríveis é tarefa árdua. King Kong come um caçador (herbívoro/ carnívoro?) e depois limpa os dentes, retirando de lá o boné do cara, transito de veículos louco dentro de um depósito, humanismo exagerado entre os animais, etc.


Se você amava a música “King Kong e o Seu King Konguinho”, sucesso dos palhaços Atchin & Espirro, vai ficar completamente satisfeito com o previsível final. Acho que isso nem pode ser considerado um spoiler...

[Ouvindo: Mini Skirt – Orchester Lou Castell]

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Outro punhadinho de dias para coisas doces

E assim entramos em um ano novo! Nada menos do que o 11º deste blog!!! Nem pude, por motivos de força maior, celebrar em 2012 uma longa década de existência. Celebrando a diversidade!
Chame como quiser. Mais um ano juntos! Feliz 2013.

A primeira imagem é um oferecimento Retro-Space

[Ouvindo: Johnny Are You Queer – Josie Cotton]

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Quê que tem pra hoje, Agnetha?

Momento mocinha prendada de Agnetha Fältskog, registro por uma revista em 1973. Sua vidinha doméstica devia causar bastante curiosidade no público, visto que era casada com Björn Ulvaeus, colega no Abba .

Eu mesmo, sendo bem franco, jamais imaginei que ela tivesse uma vida além daquela dos palcos. Pensei que acordasse, vestisse roupas extravagantes com brilhos e fosse ensaiar passinhos pouco elaborados.

As fotos são um oferecimento My Abba World

[Ouvindo: Double Bass Duo – Moondog]

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Crime perfeito na noite do Oscar!

Sorte e azar andando de mãos dadas na cerimônia do Oscar de 1938. Indicada pelo segundo ano consecutivo como atriz coadjuvante, Alice Brandy finalmente ganhou por Na Velha Chicago (In Old Chicago, 1937 de Henry King)... Mas não levou!

Impossibilitada de participar da festa, a atriz não chegou a pedir a alguém para representá-la. Um desconhecido se levantou, subiu ao palco para receber e tomou chá de sumiço nas barbas de todos!

Até hoje, após 74 anos, ninguém sabe quem foi o larápio mais descarado da história da Academia, nem que fim levou a estatueta em si. Foi o primeiro e único caso parecido a acontecer!

 Reflexo de quando a entrega não era transmitida pela TV ou com maiores cuidados de registro. O crime só foi descoberto dias depois, quando Alice Brandy ligou na Academia reclamando que ainda não tinha recebido seu Oscar, esclarecendo depois que desconhecia a pessoa que o recebeu.

O site Original Prop desmente o final triste largamente propagado (inclusive no IMDB). Teriam demorado tanto pra fabricar outra cópia e fazer justiça, que ela morreu antes, em 1939, sem chegar a botar as mãos no tão sonhado prêmio.

Realmente a atriz faleceu no ano seguinte, mas, conforme a foto publicada num jornal da época, foi ressarcida. Hoje é um dos raros prêmios que sobreviveu de quando coadjuvantes eram considerados subcategoria e recebiam estatuetas de tamanho menor com plaquinha.

A primeira imagem é um oferecimento Listal.

[Ouvindo: Freedom – Anthony Hamilton]

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Ode às moças que preferem pratos frios

Vingança é dos mais antigos argumentos de uma trama cinematográfica. Do sexo explícito ao mais bucólico romance, todos os gêneros já apelaram ao famoso “Dar o troco”.

Em termos de cinema asiático (coreano, mais precisamente), então... Difícil o que não tenha! Raríssimos os que deem a outra face de boa.

Então, aparando as arestas, selecionei só quatro mocinhas que não se fizeram de rogadas. Tão parecidas que todas poderiam sair de mãos dadas, castrando, decapitando ou “apenas” descendo chumbo grosso em seus algozes.

Thriller - en grym film (1974 de Bo Arne Vibenius) – Com gigantescos olhos tristes, Christina Lindberg é a jovem muda que cai numa armadilha. Violentada e seviciada, é presa à teia de traficantes de escravas brancas ao ser viciada em heroína.

Com um olho a menos se transformará em máquina sanguinárias em busca de justiça. Nessa hora o filme perde bastante a força, mas no geral não deixa de ser interessante, até porque os suecos enxertam ousados frames de sexo explícito.

A Vingança de Jeniffer (I Spit on Your Grave, 1978 de Meir Zarchi) – Nada menos do que o filme que ofendeu moralmente John Walter segundo ele mesmo disse. Camille Keaton (neta de Buster!) é uma escritora Nova-iorquina que vai descobrir o quão perigosas podem ser as pessoas “simples do interior”.

De estrutura muito simples, quase uma hora de metragem é ela sendo estuprada por um grupo de caipiras. A outra hora é ela indo à forra contra os agressores e fim!

Já era uma refilmagem e foi refeito há pouco tempo. Não é nada demais, mas as imagens fortes de violência persistem na nossa cabeça quando ele acaba.

Sedução e Vingança (Ms. 45, 1981 de Abel Ferrara) – Novamente uma garota muda! Depois que foi atacada sexualmente duas vezes no mesmo dia, mata o segundo violador e passa a distribuir seus pedaços em sacos pretos pelas lixeiras de Nova Iorque.

Ainda sai á cata do primeiro, mesmo que pra chegar ao bandido precise mandar bala em todo e qualquer homem que cruze seu caminho. Homem ou ser do sexo masculino já que pode sobrar até pro totózinho da vizinha doida.

Usando elementos vistos nos dois comentados antes, o diretor Ferrara consegue uma beleza plástica ímpar em meio ao caos silencioso da protagonista.

Kill Bill – Vol. 1 e 2 (2003, 2004 de Quetin Tarantino) – Podemos considerar Beatrix Kiddo uma espécie de neta de todas as garotas vingativas. Grávida, vestida de noiva, ensaiando seu casamento, toma uma sova homérica do ex amante e da gangue de assassinos do qual participava.

Em coma, é violentada por décadas no hospital por quem pagasse ao enfermeiro responsável. Picada por mosquito, desperta para botar tudo em pratos limpos.

[Ouvindo: Un Monumento – Ennio Morricone]