domingo, 30 de maio de 2004

Ghost In The Shell

Quando pequeno queria ser muitas coisas! Inocentemente (fomos algum dia?) nem sonhava que depois da virada do milênio trabalharia com alguma coisa que ainda seria inventada, ou aperfeiçoada. E não digo que o futuro é agora? Oh! Vi na rua dia desses um quase mendiguinho usando um tocador de MP3 minúsculo! Ok, ok, você me diz maldosamente que ele deve ter dado a Elza (alô gíria mofada!!!!) em algum desavisado, mas o cara baixa MP3 de onde? Hugh? De qualquer forma, minha coleção de vinil faz cada vez menos sentido nesse mundo de muita informação e pouca civilidade... E tava tirando o pó deles e meu sobrinho mais novinho chegou perto e ficou olhando, olhando sem falar uma palavra. "Sabe Lucas, antigamente era com isso que se ouvia música. Não havia CD, só estes discões pretos", "Mas até os de computador eram assim?" Wow, imagina quando ele estiver com a minha idade o que será disso aqui!!! Eu não queria ser pianista como repetia aquele cara na propaganda da época. Queria ser cozinheiro pra comer apenas o que eu quisesse, "médico de grávidas" pra ver mulher pelada, e desenhista. Nem uma coisa, nem muito menos outra! Humpf! Mas no desenho ainda dou minhas cacetadas. Há dez anos criei a Neide Neidinha, de que até já postei uma tirinha aqui, lembra? E é tão legal que a fulana ainda assombra meus lampejos de criatividade. Nessa década exata tanta gente e tanta coisa foi-se com o vento, e ela sobreviveu ao mundo sabe-se lá por que cargas d'água. Foi com Neide Neidinha que dei meus primeiros passos nas artimanhas do Flash MX, fazendo um site de teste. Só agora deu pra colocar no ar, você sabe muito bem por quê. Óbvio que já tô bem melhorzinho na tecnologia da Macromedia, aliás, tô apaixonadão mesmo. Aliás 2, tenho até um e-mail celebrativo "miguelandrade10@yahoo.com.mx"! Enquanto seu lobo não vem, clica aqui ó: http://geocities.yahoo.com.br/neideneidinha

[Ouvindo: There Is A Light That Never Goes Out - THE SMITHS ]

quinta-feira, 13 de maio de 2004

Denise está chamando

Do que é capaz o coração de uma mãe aflita! Nos faz aderir às (até então) mais sórdidas tecnologias. E lá sou de ficar dando satisfações de onde estou? Pago pra, em maus momentos, ficar incógnito em meio a multidões. Leia-se maus momentos como deprimido, chateado, desempregado, etc... Aliás, dando aula isto é cada vez mais difícil. Ficar incógnito, não em maus momentos! No banco, no meio da rua, indo trocar a válvula do botijão, escuto: "Oi, professor!". O mundo está cada vez menor... Mas enfim, demorei anos e anos para ter um celular, exatamente porque acho esse aparelhinho uma gigantesca (cada vez menor) bobagem. Ainda mais para um workaholic como eu, que ou está trabalhando, ou está em casa preparando o trabalho do dia seguinte. E aquela aura de status que celulares tinham há uns anos sempre me enojou. Não admito a substituição do ser pelo ter, jamé! Mas mãe é mãe e como estou há meses sem telefone fixo, eis que em uma bela tarde chega uma caixinha de Sedex com um dito cujo dentro!!! A graça de toda coisa é que ele tem prefixo de Itapeva, ou seja, mesmo se eu pedir uma pizza ali da esquina estarei fazendo interurbano. Não há créditos que cheguem... E como as coisas mudam rápido!!! Lembro quando reprisou A Próxima Vítima no Vale A Pena Ver de Novo, e APENAS o núcleo Ferreto, que morava nos Jardins possuía aqueles tijolões. E essa novela nem foi feita há tanto tempo assim para a coisa estar tão popularizada. Uma amiga ouviu a seguinte conversa outro dia " -Alooooô? É a Cráudia... Tô no crube andando de bicicreta." Huahuahauahauahau!!! E se eu torcia o nariz para o trem, hoje já o vejo como imprescindível. Aquela sensação de quando se tem antipatia por alguém à primeira vista e depois descobrimos se tratar de um doce de pessoa, sabe? Fui às compras, alguém me pediu para trazer margarina. Qual marca? Tasco o bichinho do bolso e ligo de lá mesmo. Como vivi sem ele esse tempo todo? Óbvio que antes a gente saía e ia até um orelhão, a forma mais indigente de se comunicar. Mas não dá mais pra sair de casa desprovido de um comunicador destes, e recarregado. Pelo menos de bateria. A gente realmente se acostuma a tudo nesta vida...

[Ouvindo: A Vida em Seus Métodos diz Calma - Di Melo ]

domingo, 25 de abril de 2004

Madadayo

E po-po-pode apagar as velas! Estou trabalhando! E que acaso aquele post anterior, hein? Naquela semana em que o Santo dos Últimos Dias o postou começou a acender uma luzinha. Só que pra contar aqui queria ver a coisa ficar mais concreta. Se bem que concreto, concreto em relação a emprego a gente nunca tem certeza, né? Sabe o que estou fazendo pra ganhar meu pãozinho de todo dia e ainda garantir o leitinho das crianças? SOU PROFESSOR!!!!! Oooooooooooooooh! De informática, mas de segunda a sábado lá estou em meu melhor momento Sidney Poitier. Só falta ouvir a Lulu e seu indefectível To Sir With Love! Nuuuuussa, e nos primeiros dias era bizarríssimo ouvir me chamarem de professor. "Quem eu?" E nunca pensei que era tão legal assim! Tipo, descobri vocação mesmo. Amei!!!! Fiquei imaginando os mais bacanas que me educaram (!!!) e porque não os mais carrascos. E acredite, as vezes é preciso ser carrasco também, o que é doloroso. Adolescente mal educado querendo ser engraçadinho? Tem sim, senhor! Será que eles pensam que são os primeiros a fazer pirracinha em uma aula? Eu pensava que sim. E que gratificante ver aquela pessoa quietinha com os olhos vidrados na sua explicação, e quando a gente escreve qualquer coisa no quadro branco (qualquer coisa mesmo) ela copia em um caderninho. Muito bom... Lembrei também o quanto os professores pareciam mitológicos. Só existiam dentro da sala, para mim. Era inconcebível imaginá-los vivendo por aí, ou quem sabe indo ao banheiro que seja. E agora sou chamado de professor também... Tá? Ao mesmo tempo é tudo muito parecido com o teatro. Concentração, frio na barriga a cada entrada em turma nova (E se não me aceitam?), domínio de platéia, e algum texto decoradinho. Claro que TODAS as finalidades das camadas do Photoshop saem fluentemente da minha mente ene vezes ao dia, é porque estudei um bocado antes em casa. Outra coisa engraçada é que uma turma nunca é igual à outra. A aula de Excel (!!!!!!!!!!!) que passei duas horas explicando para uns direitinho, e no tempo certo, jamé será igual ao que será entendido e mostrado aos próximos que se sentarem à minha frente, diante de um PC turbinado, com caras de interrogação. Outra! Um dia passo 4 outras falando sobre o tal programa da Adobe, e logo depois passarei o mesmo tempo ensinando a outros os primeiros passos do mundo maravilhoso do Windows XP. Coisas do tipo: "Tá vendo aquele botão escrito INICIAR ali no cantinho?", ou "Bem, repare que no topo do programa há 3 ícones. Um risquinho, um quadradinho e um X. O risquinho, minimiza, ou seja, encolhe, o segundo aumenta, e o X fecha"... "Professor, o que é ícone?" E os maledetos dois cliques no mouse? Essas aulas, junto com as de HTML e Flash são as mais prazerosas. É o mesmo que apresentar seus grandes e íntimos amigos. Não dá pra esconder a empolgação. E de pensar que isso tudo começou com o Matusa... Que o cyber deus o tenha em bom lugar... E mantenha o Júnior, que o substituiu em boa e milagrosa hora, sempre saudável. Foi com ele que aproveitei meu tempo ocioso de desempregado e deu no que deu. Agora você já sabe o que dizer quando sua mãe te encher dizendo que você passa muito tempo em frente ao PC, né? Mostra esse post!!! E a Samantha que em uma certa manhã fria de julho me mostrou aonde digitar um endereço de internet no IE e agora faço o mesmo? Remuneradamente, of course!

[Ouvindo: Poema Dos Olhos Da Amada - MARIA BETHANIA & JEANNE MOREAU ]

segunda-feira, 5 de abril de 2004

Por uma vida menos ordinária

Muito pior, mas bota pior que isso, que estar desempregado é a pressão! Vou te dar muita pressão, ah, uh! E nem estou me referindo à pressão de todos os alejos que sempre ocorrem quando se anda na mica, mas das pessoas que "teoricamente" querem te dar uma força. "E aí, conseguiu emprego?"... Isso toda hora o tempo todo. Vontade de responder: "Ah sim, óbvio que sim, mas sabe como é, não abandonarei o hábito salutar de distribuir dezenas de currículos pelas manhãs. Estou viciado nisso! Deixei de roer unhas, mas já compensei com outro vício bacana. E nem quero imaginar qual terei quando me livrar do cigarro!!!". E tasco um sorriso amarelo, como tenho feito que só vendo pelas minhas pernadas matinais. E que beleza, fiz um currículo lado B. TOTALMENTE chinfrim. Tipo, agora estou me desqualificando pra ver se rola alguma coisa. E de que valeu ter entrevistado a primeira dama do país, trabalhado no lugar mais histórico e descolado da década de 90 no Brasil, ter desfilado, mantido duas páginas em um jornal durante anos a fio, saber HTML, (e wow, tô ficando craque no flash, aguarde!), escrever, desenhar, atuar, ter dirigido um curta, fotografar, etc., etc. como dá pra notar quem acompanha meu bloguim, se o que eles querem parece ser alguém com alguma experiência em não saber nada de nada, se é que você me entende. E dá-lhe portada na cara, entrevistas "agora parece que vai", e moçoilas energúmenas atrás de mesas de chefia. Ah, e falando em moçoilas, nem vou falar das que estão atrás do mesmo objetivo que eu trajando "sofisticadas" mini-saias. Não quero ser repetitivo. Tá ruim pra todo mundo, mas se é pra apelar, prefiro fazer uma versão mais simplesinha do meu currículo, né? Mais que isso só se mandar estampar camisetas com aquelas frases que a Malibu Stace, a boneca da Lisa Simpson, gosta de proferir. Então fica assim, se não quer, ou não pode me ajudar, torce e não me pergunta nada. Depois disso tudo, quando fiiiiiiiiiiiinalmente conseguir o tão almejado emprego (e nem tô sonhando muito não, viu?) todos ficarão sabendo, muito provavelmente até tu, Brutus. Ah, e depois passa na Dona Zizinha, pega duas compotas de jamelão e 500 gramas de mocotó que não tô podendo!

[Ouvindo: Aterciopelados - Miénteme]

quarta-feira, 24 de março de 2004

Esqueceram de Mim
Santa sincronia!!! Ir ao cinema ver Big Fish (com a desnecessária tradução de Peixe Grande - Dããããã) e ser atendido por uma bilheteira anã com os braços felpudos já é demais! Chama o Paulo Coelho! O mundo está conspirando a meu favor. Pelo menos o mundo cinematográfico, né? E Tim Burton mesmo quando quer ser mais alegrinho ainda é sombrio pra chuchu! Que simpatia aquele Ewan McGregor! Meiguice a dar com um pau. Fazia tempos que não terminava de ver um filme sem saber se gostei ou não. E isso sempre acaba descambando para o sim. Mais informação do que meu cerebrozinho pode assimilar em 2 horas, mas Tim Burton é Tim Burton, e tenho dito! E tô sem internet em casa, o que para mim é o mesmo que ficar sem tomar banho. Ficar sem, até fico na boa, mas incomoda pra caramba. My name is Dita! Basta virar minhas cyber costas e a Lilith nem se chama mais Lilith... Uai? Como assim? Vai ser tão duro me acostumar com isso, mas fazer o quê? Ah, e sabe Paudalho? Aquela cidade com nome de duplo sentido de onde veio o Junior, o agitador cultural do mundo blogueiro? Pois é, tava eu fuçando meu Dicionário da Globo (Na falta de coisa melhor pra fuçar, confesso) e não é que Paudalho tava citada lá? Diz que lá serviu de locação pra versão televisiva de Lisbela e o Prisioneiro. Tá? Xiqui, né? E tá rolando uma debandada buniiiiiiiiiiiiiita do blogger brazuca... Sorry, mas não dá pra não encarnar o antipático: Num falei? Num falei que era furada? E nem pense que a falta de net é só agora, já faz mais de um mês, e a gente vai se virando como pode, né? Tô ficando igual aqueles televizinhos, lembra? Quando a TV era novidade, a gente sempre recebia uma vizinha meio surda pra ver novela. Postar em PC alheio é aquela coisa meio constrangedora, tipo usar banheiro que não seja o nosso pra fazer nº2. Mas ler coments eu leio ainda, sim senhor! Os poucos que me sobraram... Fala pra Mainha que tô vivo ainda! Catando coquinho, maaaaaaaas vivo! Rogaram praga! Beijaram o sapo... Huahauahauahau! Também não brinco mais! Huahauahauhauahauah

[Ouvindo: Fat Boy Slim feat. Macy Gray - Demons ]

domingo, 7 de março de 2004

Cantando na Chuva

Amores são eternos e infindáveis... Uns mais assim, outros mais assado, mas nem por isso menos amores. Já convivi com a Emília inteligente, que espantosamente se transmutou em Cuca... Depois do vendaval tudo sempre ok! Sempre ok na medida do possível! Não consigo é ter pudor em gostar intensamente de praticamente tudo que me encantar. Meu amor pelo Boris Bola ou pela Glenda Glen Glen é inabalável, e me preocupo muito com eles (Miss Glen pegou para si o título de Mãe Loira do interior sul paulista e não larga! Saiba que atualmente amamenta 8 - !!!!!!! - petits), assim como continuo amando o Sam, no céu dos roedores tão cedo, o Toby, o Ruque, a Maia, o Lugosi, etc e tá! Animais são ótimos porque não abrem a boca pra falar que você está um saco, falando pelos cotovelos, que sua camiseta daqui a pouco anda sozinha, ou que tua calça parece que estava guardada em uma garrafa... Fofos em sua ignorância e carência insolúvel! Mas sempre me pego imaginando o quanto também é absurdo que nesse mundão de meu Deus, com pessoas das mais bizarras e/ou canhestras preferências ainda se ache algo especial. Alguém que prefira mil vezes chocolate branco ao outro, saiba o que é (e goste!) de catira, mesmo gastando horas e horas entretido enquanto estuda sobre os homens mais inteligentes ainda ache graça em fazer download do tema daquela tosca novelinha mexicana infantil para morrermos de rir juntos. Alguém que, mesmo sabendo do empenho dispensado na cozinha, diz que não achou a mínima graça naquele prato feito com tanto carinho, que sua mãe já o fazia desde que se entende por gente e que você adora! De uma forma tão simples e desprovida de qualquer outra intenção que não nos sentimos ofendidos. Ter alguém que acorda ao seu lado sorrindo sempre já vai pro trono direto, e se não tiver o hábito de dormir com meias então... Companhia fiel para ver programa trash na TV em dia chuvoso. Aquela modelo e atriz de ontem rondando a reporter- modelo e atriz de hoje para espremer mais 15 minutinhos de fama se referindo sempre a incríveis e secretos futuros projetos profissionais. "Quem é essa?", você, graças a sua e desavergonhada cultura de almanaque, dá nome, CIC, RG da moçoila cada vez mais turbinada, mais os últimos (tomara que sejam mesmo!) 5 "trabalhos", e tudo bem, esta sagrada figura continuará confiando no seu taco na hora de escolher o programa para sábado á noite. Agora, bacana, bacana mesmo é você ver os seus principais defeitos refletidos em outra pessoa e tentar os mudar em si, e principalmente (e para mim isso tem uma importância avassaladora), que se for preciso paga o quanto puder pra não sair de casa á toa. E nem se preocupe, este post é protegido pela fabulosa arruda de São Martim! E que seja infinito enquanto duro, digo, dure!

[Ouvindo: Kiss Me - Sixpence None The Richer ]

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004

Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos

E assim, como quem não quer nada, sobrevivi a mais um carnaval sem fazer ABSOLUTAMENTE n-a-d-a!!! Nem posso falar algo contra a esbórnia da corte de Momo, apenas prefiro sossego. Mesmo aquele povinho que todo ano aparece no Jornal Nacional se acabando no frevo, maracatu e outros eventos folclóricos do sertão. Acho lindo... Pra ver em um programa da Regina Cazé. E só! Falando em ver o da Sapucaí eu até gosto de assistir, nos primeiros 30 minutos de cada escola. Depois torra. Parece que antes a transmissão da Globo era melhor. Agora é só planos aéreos, o que torna todas absolutamente iguais. E tem menos gente pelada também! Vendo pela TV, Sampa continua sendo o túmulo do samba. Ainda bem! Murchinho, murchinho... Fui convidado para desfilar uma vez na X-9. Era bem assim, a gente desembolsava 200 pilas em uma fantasia medíocre e pronto! Fantasiado de dragão da independência por uma hora e pouco. Nem rola! E por que esses desfiles são tão óbvios? Fala-se em Dom Pedro e lá se vê um boneco de isopor gigante em cima de um cavalo tosco... Lembro da terrinha quando se ficava até altas horas vendo isso tudo. Detalhe, tanto não era ao vivo, como nem daquele ano era! Hoje eles se vangloriam de estarem transmitindo para mais de 100 países em todos os continentes... Amei no TV Fama (Queeeee?) a ex-senhora Gugu alfinetando uma outra bunitôncia: "A minha fantasia não custa 70 mil como a dela! Custa 40 mil. E além do mais com tanta gente passando fome, nem fica bem gastar tanto assim..." Hauahuahaua!!! E a Björk que em Salvador teria tatuado uma entidade da macumba? Fofa! Falando em Salvador, ux! Quer me castigar? Obrigue-me a passar mais do que dez minutos no meio daquele povaréu nessa época do ano. Bizarro não ter mais os bailes finos de salão, coisa que a Band faria melhor negócio em mostrar. Fora o Gala Gay, of course, que deveria se chamar Gala Trave. Em meio aquelas marchinhas contratantes o "repórter": "-Qual o seu nome? -Venho todo ano!", "Qual sua idade? -Suzelene Silva", "Afinal, qual seu nome? - Modelo e atriz".

[Ouvindo: Are You Real - Art Blakey & The Jazz Messengers ]

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004

Hairspray


Ligar pra aparência eu não sou de ligar... Uso na boa meias pretas com sapato preto, tênis velho, etc, sem a mínima culpa, mas me sinto incrivelmente forte e seguro de cabelo cortado. Mas não leia isso imaginando: "Noooossa, que supimpa, esse cara deve ir ao cabeleireiro todo o mês!". Não vou e, se pudesse, não iria nunca! Não tenho a mínima afeição por utilizar estes profissionais, sempre tão bem informados quanto ao cotidiano alheio. Já fiquei quase um ano sem cortar a juba, o que me deixa feliz para ficar em casa. Na rua, dá-lhe gel (sim, sim, sou um rapaz new wave!), boné, ou qualquer coisa que dome todo o "volume". Aliás, aparento, benzadeus, que não ficarei calvo antes dos 95 anos! Oh! Sou extremamente tímido, e qualquer coisa que possa fazer as pessoas olharem torto já me assusta. Jamais me pergunte como na adolêscencia ele foi lilás (aliás..), azul e verde! Só os hormônios em abundância podem responder! Acho um saco ir cortar o cabelo e ficar duas horas imóvel, e o pior, quase sempre sem fumar. Respondendo a perguntas sobre onde moro, o que faço, quem sou, blablabla!!! E imaginando: "Safado, quer saber por quê? Vou virar as costas e vai desembocar todas essas informações no próximo a sentar aqui...". Mas respondo, sempre respondo. Jamais seria rude com alguém com arma branca em punho. "E se eu não for legal e ele não der um jeito nisso aqui?". Já me diverti perversamente imaginando que se eu contasse que era um arqueólogo prestes a achar a Arca da Aliança, e só depois marcaria casamento com a modelo e atriz da capa daquela revista ali, em pouco tempo nem precisaria mais usar os seus serviços, já que o que importa se o cara parece o capitão caverna se ele é a reencarnação do Errol Flynn? Wow! E poderia criar um blog inteirinho só sobre causos de salão! Tinha um que quando eu era moleque (Humpf, e isso nem faz tanto tempo assim!) aproveitava pra esfregar... Bem, você sabe o quê... Em meu cotovelo. Bastard! Devia ter uns 70 anos e ficava fungando. Uma mocinha que toda vez que ia lavar minha cabeça enfiava o dedão dentro do meu ouvido. Com unhas gigantescas vermelhas e tudo, sem o mínimo dó do meus canais auditivos... Sobre hálitos pútridos nem vou falar. Mas a coisa mais, mas muito mais MESMO, insuportável que sempre acontece comigo, é avisar pra tomar cuidado com o sinal (verruga é o catso!) de nascença que tenho na nuca. Meu pai também tinha. Uma espécie de herança física familiar. "Ah, sim, eu já vi. Pode deixar!" Diz sorrindo, pra logo depois eu gemer de dor e quase, mais uma vez, lá se vai minha espécie de herança física familiar.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004

Boogie Nights

E como quem não quer nada assisti pela primeira vez esta semana um filme com o tal Rocco... Oh! Já conhecia o moço de uma matéria no finado Eurotrash com Gaultier, mas, repito: Oh! É tanto aquilo aqui, depois acolá, de novo lá, e mais uma vez aqui, com uma assepsia que impressiona! E o elenco (talentosíssimo!!!) é tanto que se fosse uma coisa made in Hollywood, seria algo comparável a Ben-Hur. Só que lá não tinha figurantes. Como tenho em mente sempre que arrumo minhas pastinhas X-Rated no PC, um é solo, dois é fuck, três é orgy! Assim, cada foto de modalidade "esportiva" ganha seu devido lugar. E ver um trem desses acompanhado? É um olho no gato e outro na sardinha! Não sei se parto pra ação, ou se não incomodo pra não se perder o rumo da trama intrincada. E o medão de parecer uma pessoa influenciável? E a raiva de não de conseguir um terço de "Uhhhhhh", "Ahhhh", "Ooooooh", do que se vê na tela? Saudades das ingênuas e brazucas pornochanchadas, onde clássicos do porte "Sou Dou o Que Elas Gostam, e o Que Elas Gostam Não é Mole" coravam moçoilas casadoiras...

[Ouvindo: radio activity (orbit remix) - KRAFTWERK ]

quarta-feira, 28 de janeiro de 2004

Até as Vaqueiras Ficam Tristes

Vícios vão assim como chegam! Não, não senhor, nem tô me referindo ao indefectível cigarrinho, cujo já postei que estava parando e necas de piti biriba!!! Mas parei completamente de roer as unhas... Assim, por alto, mantive esse "higiênico" hábito por cerca de 23 anos, e jamais me imaginei vivendo sem ele. E dá-lhe avó, irmãs, amigos, etc e tal reclamando, se assustando com minhas cutículas em carne viva. Pô, e agora ninguém nota a mudança? Peguei gosto pela coisa quando minha mãe as cortava. As primeiras, no ano de 1976, devem ter sido guardadas dentro de um livro. Fez isso com todos os filhos e netos, na esperança de que o pimpolho tomasse gosto pela literatura quando crescesse. Sei lá qual o fundamento científico disto, mas enfim... Mas também não recomendava cortar unhas de noite para não atrair as bruxas, e guarda-chuva aberto dentro de casa atraía desgraça. Mesmo não botando fé nisso, ainda sigo essas regras, mais por costume do que por qualquer outra coisa. Nem carrego cachorro no colo em dias de trovoada, e de preferência nessas horas corro pra cama e fico no escuro beeeeeem quietinho. Voltando às unhas, nem me passa pela cabeça fazer a cutícula, agora que as possuo intactas. Se há coisa cafona nesse mundão de Deus é homem de unhas feitas e pior ainda, esmaltadas... Comecei a devorá-las exatamente porque minha progenitora as conferia periodicamente. O problema é que sempre as aparava demais, meus dedos doíam por dias com uma sensibilidade irritante. Para acabar com o sofrimento descobri a maravilha que era se fossem roídas. Cheguei a devorá-las quase que completamente em alguns dedos, o que acabava não dando crédito aos motivos originais. Como doíam! Desencanei disso assim como com outros vícios até perigosos e ilegais. Sem remédio, simpatia, rezas bravas ou coisas do gênero. Apenas encheu o saco! De brinde ganhei mais um dilema. Não faço a mínima idéia de como usar um trim, tesourinha, ou lixa (qualquer coisa. Tenho tentado tudo!) na mão direita. Passei obsessivamente a observar mãos direitas de qualquer pessoa: "Oh, ele consegue!". Até posso ter muitos predicados, mas certamente entre eles não está a destreza (!!!) de conservar unhas bonitas.

[Ouvindo: Mondo '77 - Looper ]

quinta-feira, 22 de janeiro de 2004

Neblina e Sombras

O motivo para eu amar ou odiar uma pessoa quase sempre (leia bem: QUASE!) é por motivos tolos. Esse meu lado maniqueísta sinto que não será abandonado tão fácil. Buñuel passou a nutrir ódio por um colega de quarto após observar que todas as manhãs ele passava horas em frente ao espelho penteando os cabelos e ia trabalhar com os detrás da cabeça todos bagunçados. Em sua biografia "Meu Último Suspiro", o cineasta espanhol dedica um capítulo inteirinho a seus amores e desamores. Quando o li na hora me veio a idéia deste post, mas o Matusalém nem estava por aqui, depois deu com as dez, e até eu ter o Júnior (com o qual poderia postar mais freqüentemente, confesso) acabei me esquecendo disso. Tenho nutrido uma secreta vontade de catarrar bem no meio da testa de pessoas que trabalham em bancas de jornal, sebos ou livrarias e ficam com cara de tédio, bocejando... Por mim todas as aranhas, cobras e animais peçonhentos (exceto as lagartixas, as quais acho meigas) poderiam sumir da face da terra (o que seria péssimo, já que haveria mais mosquitos, os quais também abomino), ou terem áreas restritas de moradia. Pessoas pedindo esmolas, cigarros na rua (justo quando está tão gostoso, depois de ficar tanto tempo sem poder fumar em algum lugar...), dinheiro para instituições de caridade me dá náuseas! Aqui está virando indústria. Ligam para casa, exigem um valor "X" e cobram-no todo santo mês. O caminho mais fácil, mas o que mais enche o saco. Cadê aquelas quermesses pilantras mas incrivelmente deliciosas que arrecadavam fundos a causas humanitárias no passado? Continuo odiando e achando cafona o som de guitarras, amando vilãs de novelas, sentindo um enorme prazer em comprar a revista Set todo mês há mais de 10 anos só pra ver quem está na capa, e xingar pela milionésima vez em que Tom Cruise a ilustra (como a de agora, malditas garotinhas teenagers!!!), e o conteúdo cada vez mais babaca. E sempre prometo: Se não melhorar, no mês que vem eu paro! Aliás, odeio adolescentes e suas pretensões volúveis. Pessoas que se vestem vulgarmente na hora errada, como garotas trajando uma micro saia quando vão disputar uma vaga de emprego. Qual a diferença entre isso e aquelas moçoilas que ficam na esquina a noite toda? Palmas para essas. Tenho tido cada vez menos paciência para pessoas desocupadas, arrumando sempre problemas para suas vidinhas medíocres, e quando não os acham buscam na gente. Odeio auto-intitulados coitados, amo os que se assumem de qualquer forma que seja. Lastimo piamente os que se escondem em religiões a fim de ocultar seus pecados ao invés de tentar não os ter ou tentar viver melhor com eles. Cada vez menos amo os que dizem odiar gatos, e que por isso nunca tiveram algum. Como se pode odiar o que não se conhece?

[Ouvindo: La em Copacabana - Towa Tei e Bebel Gilberto ]

sábado, 17 de janeiro de 2004

A Fortuna de Ned


E Ontem tive uma alegria daquelas beeeeem provincianas, mas fazer o quê? Descobri que o site que fiz para Tim Burton, "Tim Burton, O Mestre do Pesadelo Pop" foi linkado no Internet Movie Data Base!!!!! Sim, sim, naquele site poderoso, referência a todos os que gostam de cinema no planeta! Assim, quando alguém quiser buscar informações em português sobre Batman, Ed Wood, Marte Ataca! entre tantos outros, e for no IMDB, vai acabar acessando aquele especial de CQ? após ter ralado dias sem achar grande coisa por aí. O que fiz sobre Garotos de Programa (My Own Private Idaho) também está lá, para quem quiser pesquisar sobre, por exemplo, a carreira de Keanu Reeves. Bacana, só que Tim Burton, é Tim Burton! Uma das pessoas (junto com Woody Allen Chico Buarque, e talvez Almodovar) a qual me ajoelharia se os visse pessoalmente. Caraca, um dos gênios vivos em Hollywood, e eu colaborando em um espaço como o IMDB. Burton, mesmo naquela máquina de aniquilar talentos, que sempre foi o cinemão americano, consegue imprimir sua marca e refletir sobre esse mundo de aparências em que vivemos sem ser óbvio, sem ser maniqueista, sem ser chato. É pouco? Gozado foi ver o nome do site traduzido pelos ingleses como Tim Burton, The Master of Nightmare Pop! E havia pensado em postar sobre a possibilidade de eu trabalhar de gravata em momento Calma Cocada, etc, divagar sobre os motivos de se carregar esse símbolo fálico no pescoço na frente de todo mundo e ainda acharem ser sinal de respeito, mas descobrir o link me deixou feliz e queria dividir isso. Fiz mal?



[Ouvindo: Its My Life - No Doubt ]

sábado, 10 de janeiro de 2004

Delicatessen

Não faz muito tempo aprendi uma coisa lendo um livro. E nem era livro de auto-ajuda não! "Pobre só se fode" diz a certa altura o fotógrafo Morel em O Caso Morel de Ruben Fonseca. Ele relembrando o tempo em que tirava retratos de formandos e na saída do evento apresentava seu trabalho aos pais. A princípio eles ficavam felizes achando que seria de graça, e depois se assustavam com o valor das imagens para a posteridade. Na maioria das vezes só os mais humildes compravam, com vergonha de dizerem que era um valor alto para suas posses. Pobre só se fode! E não é que hoje á tarde fui lindo louro e japonês comprar umas coisinhas pro lanche e ouvi essa frase ressoar forte em meus ouvidos. Pedi 200 gramas de mussarela. A mocinha pegou um monte de folhas colocou na balança, embalou e boa! Não disse nem uma nem duas. Quando estava indo já em direção ao caixa olhei o adesivo por mera curiosidade e lá estava 250 gramas... "Vou lá reclamar", um amigo que me acompanhava na hora se colocou contra, afinal, "Pra que arrumar encrenca por tão pouco". E nem confiança pra ele, voltei gentilmente e pedi para retirar o que não pedi. Era justo uma atendente que já havia me estressado porque ela sempre se recusa a fatiar a mussarela na hora, tentando me impingir a que está já a não sei quanto tempo no refrigerador. Na minha guliver, se pago o que eles querem, nada mais justo que eles vendam o que eu quero. Nem é por culpa de míseros centavos, nem nada, se bem que sem uns míseros centavos certamente não me deixariam sair sem coisa alguma do supermercado, né? Mas porque não estava certo, nem justo, e se continuarmos a deixar para os outros fazerem as coisas certas, ou justas, "pobre continuará se fudendo". Depois, no caminho pra casa ainda ouvi que "tua ética é tão grande que me dá nojo!". C'est la vie!!!

[Ouvindo: Björk - Army Of Me ]

quarta-feira, 7 de janeiro de 2004

A Dança dos Vampiros

Há coisas tão podres, mas tão podres, como a música que estou ouvindo neste momento, que já nos causaram tanta repulsa, tantos discursos inflamados sobre o bom gosto, que vistos depois de muito tempo tornam-se uma graça! Reflexos de toda uma era... Ontem revi Entrevista com o Vampiro, a bomba que se originou do romance que Anne Rice publicou em 1976. Quando fui vê-lo a primeira vez tinha acabado de ler o livro, com os personagens que minha mente formou ainda (literalmente) frescos. Esperava tanto, e me foi mostrado um engodo com os maiores "astros-de-menininha" da época vivendo dois travestis com caninos protuberantes. Meu Deus, o que eram aqueles apliques medonhos? O que fizeram com o Armand? Um personagem impoprtantíssimo e muy sexy relegado a uma mísera ponta, no primeiro papel norte americano de Banderas. Quase saí aos berros do cinema! Um absurdo! E ainda teve aquela patética música que a Claudia Ohana interpretou inúmeras vezes melhor do que os babacas do Guns in Roses! Quase 10 anos depois e muito tempo depois de ter lido o livro, sabe que nem achei tão ruim assim? Ok, Cruise continua com aquele pirucón loiro risível, os figurinos continuam carnavalescos até o osso, e a história truncada e pasteurizada como bem cabe às produções hollywoodianas. Bem que poderíamos ter um Lestat melhor, mas tudo bem, é só mais um filminho enquanto o sono não vem...


[Ouvindo: All That She Wants - Ace of Base ]

domingo, 4 de janeiro de 2004

Crepúsculo do Deuses

Se há alguma morte que merece ser comemorada é a do VHS! E olha que quem diz isso é um colecionador, com centenas e centenas de fitas. Caraca, fui rever copião do Come Bolacha, Graziela!, vídeo dirigido e co-roteirizado por este que vos escreve e levei uma fisgada no coração. A coitada está em vias de se deteriorar com bolor!!! Deu pra ver toda a alegria pós adolescente contida ali ainda bem e de cores bem vivas, como só o tosco sistema inventado pela JVC em 1978 permitia, mas a fita magética em si... Ai ai ai! Ainda bem que qualquer quarenta reais converte isso tudo para DVD! Gozado como do Vinil para o CD fui, e até ainda sou, reticente (Hummmmm, o cheirinho das capas dos bolachões!!!), mas para o DVD estou de braços abertos! E embora nunca figurará (por motivos óbvios) na lista dos 100 Melhores do Mundo, quero muito guardar Come Bolacha, Graziela! para a posteridade. Apareço nele com uma absurda barba cheia de falhas, disfaçada com cajal e magriiiiiiiiiiinho, cheio das gírias modernas de ontem... Técnicamente é bem tosco, com iluminação tipo Chaves, mas agora, passados quase 7 anos, e sabendo que faria tudo bem melhor, com outra cabeça, outros conhecimentos até que gosto como produto de teste. Ah, e como a tecnologia mudou em tão pouco tempo! Hoje daria pra fazer algo muito mais sofisticado com menos recursos financeiros, e beeeeem longe do mofo.

[Ouvindo: walk this land (edit) - E-Z ROLLERS ]

terça-feira, 30 de dezembro de 2003

A Excêntrica Família de Antonia

Internet é bacana, dá pra ler as últimas notícias de uma cidadezinha ao sul do Sirilanka, conhecer gente bacana, expor idéias por mais boçais que sejam, etc e tal! Os babacas (e acredite, eles estão realmente por todas as partes nesse planetinha) falam que vicia, é frio, custa caro para pouco resultado, não serve pra nada, não se ganha dinheiro, etc e tal! A realidade mesmo, é que o romantismo, que impera no imaginário popular, injetado nas cabeças tapuias a partir da política de boa vizinhança promovida pelos EUA durante a 2ª Grande Guerra, foi pras cucuias há muito tempo e tem gente que nem percebeu. O Mundo fede. Viva o fedor do mundo! É desse mesmo mundo que as pessoas de 2050 sentirão saudades. Acho bem joinha estar nessa época, e que honra a gente ter vivido para ver o início da Internet. Olha que lindo conto de natal, tendo a rede mundial de computadores propriamente dita, como personagem principal! Meu pai, já falecido, tinha apenas um irmão, que continuou morando nos Açores (PT). Nas idas e vindas dessa vida, acabamos perdendo contato com ele, mas no dia 24 de dezembro (jingle bell, jingle bell) usando a Internet (não me pergunte como!) achou a família Andrade até então "desaparecida". Quando usava ICQ, nos primórdios do meu Matusalém (que descanse em paz no cyber céu) também os tentei achar sem o mínimo sucesso. Manueis, Migueis e Samueis tem as pampas em além mar, como é de conhecimento público e notório! Resumo da ópera, conheci virtualmente meu primo Samuel Andrade, que não só fuma a mesma marca de cigarro que eu, como também coleciona filmes, usa o nick de Tetsuo, retirado do meu animé preferido, Akira, e até foi ao pré-lançamento de um filme do Almodóvar, com a presença do mesmo junto com Marisa Paredes. Luxo, né? E há, vendo as fotos, quem o ache parecido fisicamente comigo também! Além dos nomes terminarem em uel, é claro. Os choques lingüísticos são engraçados. Comentei que no Brasil Ghost in the Shell ganhou o ridículo título de O Fantasma do Futuro, e ele "Ouvi mesmo dizer que aí os filmes ganham nomes absurdos". Ops, não foi lá que Cantando na Chuva virou Cantando no Aguaceiro? Mais! Usa a palavra "fixe" o tempo todo, como se fosse o nosso "legal"! "Olha que coisa mais fixe". Estranho foi quando o gajo me contou de sua coleção de Divix. Estava curioso, teria outra forma de consegui-los em Portugal a não ser nos nossos conhecidos camelôs e Kazaa? Perguntei-lhe onde arruma isso, e ouvi: "Numa prateleira, claro".




sábado, 27 de dezembro de 2003

Fogo e Paixão

E sobrevivi a mais uma gastura de viagem para passar o natal com a família! Novos mistérios universais assolam minha mente!!! Por que cargas d'águas mamães carinhosas com pequenos irrequietos SEMPRE sentam-se na poltrona detrás da nossa no ônibus? A gente passa o caminho inteiro com mãozinhas puxando nosso cabelo, sem falar no indefectível cheiro de salgadinho pesteando o ambiente... Ainda quando é só de salgadinho nem dá pra reclamar muito, né? Ux, minha vagabalidade sempre é premiada nessas épocas. Neguinho que compra passagem adiantado viaja em ônibus lotado, e quem nem qüém consegue ir nos chamados carros extra, vaziinhos da silva, esparramado em DUAS (!!!) poltronas, tipo caminha mesmo. E me livrei de qualquer espécie de amigo secreto que possa existir no planeta. Em miúdos, me livrei de comprar CD de música sertaneja, livro do Paulo Coelho, entre qualquer outra coisa em que, em sã consciência, jamé gastaria meu rico dinheirim!


[Ouvindo: Bang Bang - Nancy Sinatra ]

terça-feira, 23 de dezembro de 2003

Nunca fui Santa

Uma das coisas mais bizarras que se possa contar a uma criança é que há um velhinho, bem velhiiiiinho, que na falta de coisa melhor pra fazer no fim do ano, roda o mundo distribuindo presentes! Ok, é divertido ver o quanto os pirralhos são ingênuos a esse ponto, mas para mim era tudo muito confuso. E as ameaças de que se eu falasse palavrão não ganharia nada só vinham também no fim do ano. Como tenho duas irmãs mais velhas, lá pelo final de novembro era época de vasculhar a casa toda atrás de pacotes escondidos. "Uba, essa embrulho parece de um Supergame CCE!". E como minha mãe nunca privou de muita originalidade, eles sempre estavam escondidos atrás do sofá da sala de visitas, debaixo da cama, no fundo de um armário qualquer. Assim que ela desconfiou que estávamos descobrindo os esconderijos passou a falar que na verdade o Pai Natal (na terrinha é esse o seu nome) não dava, mas só entregava os presentes comprados pelos pais. O que para mim piorou tudo. Pobre do velho explorado até o osso! E na terra de Cabral nem trenó e veadinhos voadores ele tinha!!! Com o passar dos anos as perguntas de terceiros sobre se eu acreditava ou não em Papai Noel me deixavam cada vez mais com a pulga atrás da orelha. O engraçado é que numa espécie natalina de feitiço contra o feiticeiro passei uns 3 anos fingindo que acreditava piamente na existência do bonachão, com pena de estragar a brincadeira da minha mãe. Ano após ano a idéia de não poder pedir qualquer coisa sem limite de valor, afinal, crianças nunca pedirão um iate, viagem ao Caribe, ou qualquer outra coisa que não dê pra parcelar em até 12 X, ou substituir por similar, me irrita. Tenho tremenda antipatia com o Papai Noel, por ter descoberto que era uma grande farsa. Nunca mais acreditarei na possibilidade de ganhar qualquer coisa de mais alguem que apareça do nada!!! Meus sobrinhos, se não me engano, vão até com os pais escolher os brinquedos na loja. Tudo muito sem graça. Caso contrário, até toparia me vestir de Bom Velhinho, e pregar uma peça na petizada. Pensou? Um Papai Noel hardcore, tipo o que Jack The Pumpkin King tentou ser naquele filminho bacana em animação? Pronto! O primeiro projeto para 2004: Ser pela primeira vez Papai Noel, seja lá o que isso signifique...

[Ouvindo: Waterloo - Abba]

sábado, 20 de dezembro de 2003

ED TV

E voltar a ver TV depois de um longo tempo tem suas vantagens!!! Parece que tudo é novidade! Tenho assistido todos os dias Roda a Roda. Mas não dá pra deixar de me sentir como aqueles velhinhos gordos e estúpidos de comédinhas norte americanas, que morrem de se divertir vendo Roda da Fortuna, a versão de lá, chupada pelo Silvio Santos. E ux! Caceta e Planeta tá com humor cada vez mais semelhante ao da Praça é nossa! Trouxa eu, que vejo e fico constrangido por eles... Falando em constrangedor, o que é aquele Sexo Frágil? Tem certeza que é pra rir? E a Astrid que é paga pra ficar horas e horas navegando pelo UOL toda a tarde? E o programa ainda se chama O Melhor da Tarde... Entendi, desliga a TV e vai navegar!!! Assim a gente não corre o risco de dar de cara com o Clodovil. Ui! A novelinha do seu Gilberto tá bem legal. A começar pela abertura, esbaldando glamour kitch como só as telenovelas conseguem ter. Pena que não tenho mais paciência de ficar acompanhando capítulo a capítulo. Assim que entra aqueles romancinhos mela cueca já mudei de canal! E que falta de química entre a Malu e o Palmeiras!!! Quando esse cara vai deixar de interpretar o jagunço de Pantanal? E o cabelo de prostituta de 2 dólares que o Fabio Assunção tá? E não dá pra falar de TV sem perguntar uma coisa: Que fim levou a Jack? Alô fofoqueira de plantão! Porque aquelas duas meninAs adestradas estão no lugar dela? Ouço o "Lá vem o desenho" e penso que era feliz e não sabia! Trufas!!!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2003

Milagre na Rua 32

Pode chamar as carpideiras! Matusalém está morto! Em seus últimos momentos neste planeta, o coitado nem se aguentava mais em pé! Desligava-se sozinho, como que prevendo a chegada de seu fim! Ok, ok! Lamentei, coisa e tal, mas já estou postando diretamente do meu quarto, via PC muito mais jovem, e pasme: Com memória pra dedéu! Oooooh! Por enquanto (Faz poucas horas que ficamos sozinhos), estou até todo tímido! "Peralá! Posso mesmo ouvir MP3 e usar o Photoshop ao mesmo tempo?" E até rolou uma certa doação de órgãos! Tipo leitor de CD Room, etc! Só tô estranhando o teclado novo... Nada de cloc, cloc, cloc! Teve gente que conversando comigo com som (na época do ICQ) que achou estar ouvindo trote de cavalo até! Ah!!!!! Meu Modem agora faz aquele barulhinho que tanto invejei nos PCs alheios!!!!!! Béééééé.... Riiiiiiiinnnnn... Dein, dein, dei!!! Tudo tão clean! Ueba, vou voltar com Cidadão Quem?, pensou? Tô, digamos assim, em cyber lua de mel com o bichinho. Aliás, ele precisa de um nome! Tô olhando pra cara do infeliz pra ver se lembro de algum. O dificil é que ficou com o monitor do Matusa, não dá pra não lembrar dele! Pobre Matusa! Em miúdos, coloca as Brahmas pra gelar, troca a roupa da cama que eu tô voltando! Salve, salve o santo dos últimos dias! Amém!!!!