quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Seu Didi, cabeleireiro do Pelé cortou meu cabelo

E aproveitamos que eu to bem cabeludo para conhecer o lendário Didi. O cabelereiro que lá na metade dos anos 50 criou o topete do Pelé, pouco antes do então menino ser considerado o Rei do Futebol.

Eles ficaram amigos até hoje e seu Didi (na verdade João Araújo) ficou famoso em todo planeta. Decorando as paredes de seu salão na Vila Belmiro (onde está há 70 anos!) é possível ver, por exemplo, uma matéria do soviético Pravda o citando.

Aliás, ele é Didi antes do Didi Mocó do Renato Aragão. Quando era jovem achavam ele parecido com o craque Didi e aí o apelido pegou pra sempre.

Embora todo o reconhecimento, espero que o vídeo também tenha registrado a riqueza que é um barbeiro ou cabeleireiro vintage legítimo. Que trabalha apenas (APENAS!) com uma tesourinha e um pente.

No começo Seu Didi estava tímido e acho que cansado de responder nessas décadas todas as mesmas perguntas. Nós nos encantamos com seu profissionalismo, talento e sobretudo nos surpreendemos com a humildade.

Já é um dos nossos vídeos favoritos pela estrela do Seu Didi. Esperamos que você também goste e veja todo brilhantismo.

Não se esqueça de clicar em “gostei” e se inscreva no canal. Nos ajude a continuar produzindo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Dinastia De Laurentiis: do cinema pra cozinha


Parece saída de um conto de fadas, sendo a fada em si. Giada De Laurentiis é uma daquelas celebridades que sempre aparecem sei lá de onde (de preferência da Europa), sei lá pra onde (a partir dos EUA).

Ítalo-norte americana, assumiu um programa no Food Network que levou seu nome aos quatro cantos do mundo. “Giada at Home”, espécie de reality pouco espalhafatoso lhe rendeu duas indicações ao Emmy.

O programa não é mais produzido, mas Giada segue linda lançando livros de culinária popular, abrindo restaurantes, além de fazer aparições como celebridade. Até num desenho do Scooby-Doo ela já deu as caras, ou melhor, a voz.

Celebridades como ela também são de nicho. Eu mesmo não sou tão desligado assim pra nunca ter ouvido falar nela (ainda mais com este sobrenome.)... 

Bem, cheguei até sua existência pela curiosidade lendo notinha social numa revista Manchete de 1970. algo como "Quem seria esse bebê hoje em dia?"."

"SILVANA MANGANO vai ser vovó em breve: sua filha (e do produtor cinematográfico Dino de Laurentiis) espera um bebê para dezembro. Verônica de Laurentiis casou-se em fevereiro último com Alex de Benedetti, em Roma, e, contrariando sua mãe que desejava o neto nascido em Montecarlo, terá seu filho em Roma mesmo."

UAU! Giada De Laurentiis não é ninguém menos do que a neta da BELÍSSIMA Silvana Mangano! E alguém errou as contas já que o bebê nasceu em agosto, não em dezembro (acontece nas melhores famílias, né?)

Vovô Dino De Laurentiis também não carece ser apresentado, um dos mais lendários produtores de cinema mundial. É provável que muitos dos seus filmes favoritos tenham sido bancados por ele, que, sabiamente ia driblando arte com apelo popular.

Verônica, a mãe de Giada e filha de Silvana e Dino, teve outros três filhos. Quase todos eles tem algum envolvimento atrás ou na frente das câmeras.

A família foi para os EUA logo na década de 70 onde permanecem até hoje (Laurentiis passou a produzir nos EUA após King Kong em 76). Alex De Benedetti, pai de Giada, também tralhou como produtor  tendo seu nome nos créditos de Uma Noite Alucinante 2 (Evil Dead 2 , 1987 de Sam Raimi).

Pôster japonês de Teorema (1968) de Pier Paolo Pasolini, produzido por Dino De Laurentiis e estrelado por Silvana Mangano

Mas esqueça! As referências à família agora são todas culinárias. Por exemplo, este site listou 5 curiosidades sobre Giada, entre elas que é de uma “Família culinarista”, sendo que seu avô teve uma fábrica de macarrão perdida durante a Segunda Grande Guerra e reaberta em Los Angeles, quando a se mudaram para o Novo Mundo.

Quer dizer, seu avô (falecido em 2010) ganhou dois Oscar (um pelo conjunto), produziu gente como Federico Fellini, Vittorio De Sica, Luchino Visconti, Pasolini, Sérgio Leone, e tantos outros... Que infelizmente significam muito pouco por não serem massa de macarrão.

 Isso porque a moça preservou o sobrenome do vovô, hein?


terça-feira, 28 de setembro de 2021

Provamos a tradicional Cajuína São Geraldo

Já disse aqui antes que este quadro “Em busca da Melhor Tubaína do Brasil” se tornou um dos nossos favoritos. Cada episódio é uma pequena viagem sobre a cultura popular de certa região do país.

Neste sexto episódio tivemos o privilégio de saborear a Cajuína São Geraldo, fabricado tradicionalmente na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. Sim! Um refrigerante bastante viajado.

Assim fica claro que estamos tentando conhecer os refrigerantes populares do país, não especificamente “tubaínas”. Até por quê, há varias nomes variantes para tubaína, então, bem justo integrarmos as cajuínas, gasosas e similares.

Bom apetite! No final demos nossa nota meramente pessoal, por brincadeira. Nesta playlist você assiste aos episódios anteriores com a Gasosa Paranaense, Tuibaína Vieira, Refrigerante Xereta, Ferraspari e Guaraná Cruzeiro.

 Não se esqueça de deixar o seu like e de se inscrever no nosso canal para outros vídeos.

sábado, 25 de setembro de 2021

Horror Stephanie da Blumhouse em BD nacional

Pra quem estava com saudade, olha aqui mais um filme em Blu-ray devidamente analisado no canal! Após uma rápida pausa, cá estamos nós.

E trazendo logo Stephanie, filme de 2017 lançado em BD no Brasil pela 1 Films. Aquele padrão Blumhouse de mesmo num pequeno orçamento entregar um filme de mistério e horror belíssimo!

Não se esqueça de deixar o seu like e se inscreva no canal. Você não perde nenhuma atualização e ainda nos ajuda a continuar produzindo os vídeos como este.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Pausa para nossos comerciais: Equilíbrio Distante

"OS BONS TEMPOS VOLTARAM!"

Quando o artista fica tão poderosos que ele pode fazer o projeto que quiser e ainda justificar com um “Porque sim!”. Equilíbrio Distante de 1995 era o segundo disco solo de Renato Russo e o próprio dizia que achou menosbrega do que ele queria.

Música italiana romântica estava distante dos tempos áureos ali naquela metade da década de 90. Ainda assim, Russo conseguiu tocar no rádio, na novela e ainda abriu portas para cantoras da "terra da bota" aquecer o bumbum no sofá da Hebe.

O direito a anuncio em revista como o que você vê nesta página não era pra qualquer um. E ainda com direito a arte quase exclusiva, utilizada no luxuoso projeto gráfico apenas na impressão do disquinho em si.

Encartes Pop

Projeto gráfico foi de Egeu Laus e do próprio Renato Russo que colocou até seu filho Giuliano Manfredini, então com seis anos, pra fazer os desenhos ilustrativos. Mas estamos aqui pra falar desse David de Michelangelo de cueca e bota no anuncio.

A ideia não é de muito impacto, na verdade não era nova. Havia na época um joguinho de imãs de geladeira em que você vestia seu David, ou melhor, o do Michelangelo.

WorthPoint

Era muito comum na cozinha de quem viajava na gringa e trazia de suvenir. E quer coisa mais cafona que imã de geladeira? Só disco de música popular italiana.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Canal voltou com tour na nossa casa!

Sem bem vindos e não reparem a bagunça! Caso você não tenha reparado, ficamos algumas semanas sem atualizar o canal.

Um dos motivos é porque nos mudamos  e o outro é porque o computador pifou. E o tempo voa! Estou a cerca de uma semana deixando a máquina no ponto pra poder editar este vídeo aqui.

Bem, um tour por casa é sempre aquela exposição over, porém, neste caso acho que vale a pena. Principalmente por ser em um bairro tão preservado que até já serviu de “cidade cenográfica” para novela de época.

Só vem! Contamos com o seu like e se ainda não o fez, se inscreva no canal!

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Um certo vestido esvoaçante antes e depois de Marilyn Monroe

Marilyn Monroe ficou eternamente marcada pela cena em que o ventinho do metrô de Nova York ergue sua saia. Cena do clássico O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, 1955 de Billy Wilder), gravada em locação e depois refeita em estúdio.

Certa vez uma deficiente auditiva me contou que pra se referir a Marilyn e a fazia um movimento como se fosse o do vestido. É provável que existam seres humanos que não conhecem o nome Marilyn, mas já tenham visto a figura loira em si, as voltas com um vestido que teima em esvoaçar.

Mas ela não foi a primeira e ainda assim, é bem curioso como ela ficaria marcada. Talvez porque toda a campanha publicitária da Fox tenha sido em cima dessa cena bem ousada para a época, né?

Em “What happened on Twenty-third street, New York City”, curta de 1901 que pretendia registrar o cotidiano da Grande Maça já temos uma moça enfrentando o ventinho do metrô. O filmete secular por décadas era conhecido apenas por especialistas até surgir o Youtube e percebermos a possível inspiração de Billy Wilder.

Se uma saia acidentalmente esvoaçante causou frisson em 1955 (Lembrando que a estrela teria sido até violentada pelo então marido Joe DiMaggio) imagina em 1901? Um escândalo!

E entre os dois casos ainda teve, conforme lembrou este blog aqui, a gracinha da Joyce Compton em Cupido é Moleque Teimoso (The Awful Truth, 1937 de Leo McCarey). O que me parece mero acaso.

O Pecado Mora ao Lado tenta retratar os hábitos dos nova yorkinos. Bem provável que intencionalmente ou não, o curtinha do começo do século XX chamado “O que aconteceu na vigésima terceira rua, Nova York” tenha em algum momento influenciado a imaginação de um roteirista, afinal, não era qualquer lugar no planeta que tinha metrô e, portanto, esse "perigo".


Obvio que depois de Marilyn todas as citações, referências, sátiras  no mundo inteiro voltam ao filme de Wilder. Que maravilha de exemplo a Edwige Fenech, rainha dos gialo, no seu momento Marilyn em Asso, dirigido por Franco Castellano e Giuseppe Moccia em 1981.

Aliás, nos anos 80 Marilyn segurando a saia era estampa de cama, mesa & banho. Alcançou níveis estratosféricos de cafonice, mas tá tudo bem agora.

Veja também

Rachmaninoff e a silenciosa vaia do século XXI

Um lamé dourado que entrou para a história


segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Atriz de cinema no país das telenovelas

NotrecinemaSe em Hollywood atores de cinema eram bem diferentes dos da TV, no Brasil a televisão se tornou um veículo tão forte, que era um luxo poder escolher não trabalhar lá. Produções para a TV eram consideradas artisticamente inferiores.

Hoje as coisas mudaram um pouco tanto lá quanto cá. Mas aqui contam-se nos dedos atores e atrizes tipicamente de cinema, como a Liana Duval que em entrevista a revista A Cena Muda em fevereiro de 1954, quando havia certo deslumbre generalizado com o eletrônico, foi enfática em refutá-lo.


Na época estúdios de cinema brasileiros estavam fechando as portas após um inicio auspicioso. Onde trabalhar? "Teatro, teatro dramático ou de revista; televisão só em último caso. Qualquer papel que aparecer, desde os mais insignificantes aos de maior projeção, estou sempre disposta à representar. Neste sentido não tenho vaidades. Amo a arte em si e não o prestígio que ela nos traz, embora este seja prova de aceitação pública mais lisonjeira que uma "estrela" pode desejar. “.

E assim foi a vida toda! Passou a frequentar a novelas da Globo já idosa, sua imagem que ficou para gerações. Isso, como no caso de Tieta de 1988, quando o cinema brasileira estava (novamente) quase extinto como indústria. 

Esporadicamente, participava de produções na TV Tupi e Manchete, mas se manteve fiel ao teatro e ao nosso cinema, participando de quase todas as fases imagináveis do cinema brasileiro, como na mais picante da Boca do Lixo.

No filme A Noite das T*ras 2 (1982 de Ody Fraga e Cláudio Portioli)

Duval, que faleceu em 2011 aos 83 anos de idade era uma apaixonada pelo oficio. No começo dos anos 90 podia ser vista como a doce vovó do Lucas Silva e Silva do seria Mundo da Lua (na TV Cultura, quanto nas madrugadas de canais que exibiam produções como Aluga-se Moças, dirigido por Deni Cavalcanti em 1982 com Gretchen e Rita Cadilac.  

É provável que seu papel mais marcante para a nossa geração seja na novela A Próxima Vítima de Silvio de Abreu. Ela era a “inválida” mãezinha da simpática personagem de Vera Holtz que na verdade escondia um  grande segredo.

Com Vera Holtz na novela A Próxima Vítima em 1995

Ela queria é trabalhar, pés no chão e boletos pagos! “Nós não devemos nem podemos imitar Hollywood; aquilo é um meio e este aqui é outro inteiramente diferente. Simplicidade gente! Devemos ser brasileiros, nas atitudes e seremos autênticos" defendia na juventude.

Seu último longa metragem foi A Dama do Cine Shangai dirigido por Guilherme de Almeida Prado em 1987. Nada mal.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Bonecas do Fantástico são das coisas que só poderiam ter existido nos anos 80

A gente escuta falar em “Garota do Fantástico” e pensa logo naquelas moças tipo Paula Burlamaqui que apareciam de biquíni durante o dominical da Globo nos anos 80. Não, não! No auge das fashion dolls 80’s a fábrica Mimo lançou outras Garotas do Fantástico.

Fantástico Aberturas e Bons Tempos

Como “fashion dolls”, entenda aquelas bonecas com cerca de 30 cm tipo Barbie. A Mimo que já havia lançado recentemente a Xuxinha resolveu fazer sua versão das garotas que apareciam na abertura do Fantástico.

Outro adendo: Hoje todo mundo anda pra abertura do Fantástico, mas nos anos 80, quando efeitos computadorizados e truques de câmera eram pra pouquíssimos, achávamos o suprassumo coisas como a abertura do Fantástico. Agora tem Hans Donner a cada esquina.

Então parecia uma boa ideia lançar bonequinha daquelas pessoas em trajes estranhos e coreografias idem que faziam todo mundo ficar embasbacado. A abertura de 1987 ainda trazia as futuramente célebres Isadora Ribeiro e Carolina Ferraz.


Ao todo foram 5 bonecas (Amazona, Etérnia, Duna, Orion, Montana), incluindo as da então desconhecidas Isadora e Carolina (Etérnia e Duna). Parecidas? Aham. EXPIA:

Taffy ML e Shopee

Aliás, existe uma única Carolina Ferraz sem quase nada das roupinhas lá no Mercado Livre por 200 pratas. Imagina o valor de uma na caixinha?

Bem, se fosse a da Isadora Ribeiro sem roupinhas, poderíamos cobrar bem mais. Era só dizer que se tratava da bonequinha da abertura da Tieta. Brincadeirinha!

No Shopee, uma Carolina (Chamada como Garota do Fantástico Duna) sem a caixa, mas toda completa de vestimentas, foi vendida pelo dobro: 450 pratas! Ela é RICA!


Não se sabe ao certo o que rolou, mas mesmo na época elas foram pouco divulgadas. Talvez por ficarem naquele limbo entre produto de colecionador e brinquedo de criança. Se até hoje tem quem jure que desenho animado e bonequinho é coisa só infantil, imagina lá em 1987...

 Não vamos esquecer, por exemplo, que Isadora Ribeiro apareceu na capa da Playboy pela primeira vez usando um figurino muito parecido a esse de "Eternia". Embora os limites nos anos 80 eram bem maleáveis, o interesse no tema não era totalmente infantil.

Também tempos que levar em conta a guerra acirrada que existia com essas bonequinhas quando a Barbie enfrentou as mini réplicas de cada apresentadora infantil.

Veja também:
Inspiração fantástica do Hans Donner?
Feud: Barbie Vs. Jem e As Hologramas
4 Vezes Isadora Ribeiro

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

E era tudo verdade na propaganda do OMO!


Muito bacana quando o post tem uma sobrevida. Em 2019 relembramos aqui do comercial 80’s do sabão em pó Omo com uma senhora de forte sotaque espanhol.

No comercial, que ainda tem a jornalista Magdalena Bonfiglioli e que seria satirizado pelo “Garoto Bombril” (“Nunca ouvi hablar”) uma dona de casa ladeada por duas garotas é surpreendida pela repórter na saída do supermercado. Assista no player a baixo.

Pois bem! Recentemente a Cristina, filha de Elena Gomez de Molina, deixou comentário na postagem original agradecendo a lembrança e explicando alguns pontos. A outra garota que aparece na propaganda era sua melhor amiga na época.

Minha investigaçãozona estava correta! Sua mãe faleceu mesmo em Miami, no ano de 2017. A família foi morar nos EUA em 1990, mas antes, em 1987 (meses após rodarem a propaganda) eles se mudaram para o Marrocos.

A parte mais legal que ela garante é que foi tudo de verdade mesmo! Elas estavam saindo do Shopping Eldorado (São Paulo) quando foram abordadas pela equipe do reclame que lhes perguntou se topavam fazer um teste.

Mesmo com pessoas à frente sem sotaque estrangeiro, elas foram as escolhidas. Meses após a primeira gravação a equipe foi à casa delas ver o resultado e Elena estava mesmo encantada com a qualidade do produto.

Segundo Cristina, sua mãe diz “É uma pena não ter descoberto Omo antes” porque já estavam de partida para o Marrocos. Ela era cubana e, embora tenha preservado todo aquele sotaque, estava no Brasil há 17 anos!


Veja também
Por onde anda a Tia Espanhola do Omo