quinta-feira, 30 de julho de 2020

Coragem! Relembrando doces de boteco só pelo sabor e cheiro

O mundo mudou pra chuchu nos últimos 30, 40 anos. Menos os doces que a gente comprava na cantina da escola ou no bar da esquina!

Sabor, cheiro, formato, todos continuam exatamente idênticos à nossa infância. Produtos similares de grandes empresas (como salgadinhos e chocolates) mudaram, diminuíram de tamanho, mas eles continuaram firmes e fortes.

Tirei a prova tentando identificar alguns de olhos vendados, sem saber o que o Marco Nunes havia comprado. Viagem no tempo nem sempre agradável, já que se eles não mudaram, meu paladar mudou bastante.

Conto com você pra deixar o seu like e se inscreva se chegou agora ao canal! Vídeos novos todas as semanas!


terça-feira, 28 de julho de 2020

Histórica animação Disney produzida no Brasil completa 30

 Em maio de 1991 o Xou da Xuxa levou ao ar algo inédito na nossa TV: um episódio de desenho animado produzido em terras brasileiras! Num tempo em que, pelos altos custos, a animação nacional era vista apenas nos poucos segundos de comerciais.

Houve também raros longas metragens como os com os personagens da Turma da Mônica. Mas foi uma produção da Disney! Mais especificamente, episódio da série Os Ursinhos Gummi (Adventures of the Gummi Bears).
A série que se iniciou em 1985 teve naquele ano sua última temporada. “Frei Pancinha – Confie Sempre Desconfiado” (Friar Tum) foi o segundo episódio daquele ano e comandado pelo animador Haroldo Guimarães Neto (da HGN Produções) com o auxilio de cerca de 50 profissionais na capital São Paulo.

Segundo Haroldo contou à Folha de São Paulo na ocasião histórica, ele enviou aos estúdios do Mickey um episódio de poucos segundos que fez em casa com os Ducktales. Eles gostaram e o contrataram, mesmo o pais estando fora do mapa da área, sendo preferidos Japão e Coreia do Sul e China.
Haroldo Guimarães Neto cartunista e animador da HGN Produções na década de 90
Estúdios Norte Americanos costumam terceirizar a animação em outros países como forma de baratear os custos. É por isso que grandes hits como Thundercats tem toda aquela cara de anime, cheio de nomes nipônicos nos créditos, mas não é um anime.
Eles enviaram ao Brasil a sonorização (Vozes e trilha sonora) e um roteiro em forma de Storyboard (um script com o que deve acontecer em cada quadro do desenho). Hoje o computador facilita muito e há até series totalmente criadas aqui, mas no caso do episódio em questão foram necessários 10 mil desenhos pintados à mão no acetado (película transparente).
Desenhos eram feitos manualmente...
...Depois fotografados um a um. Acetato transparente para personagens que se movimentam sob o fundo fixo por cena . (Fotos da página da HGN Produções)
Animações tradicionais usavam de seis a 12 desenhos por segundo, as produções Disney exigiam 24, o que aumentava a qualidade as aproximando de um filme comum. Levou cinco meses para os 11 minutos de “Frei Pancinha” serem produzidos e estrar na TV dos EUA em setembro de 1990 e depois em 66 países.

Por contrato Haroldo não pode revelar quanto gastou nem quanto recebeu, mas disse que a margem de lucro era bem pequena, pela estrutura ainda ser inferior à dos países asiáticos. A motivação maior foi a expectativa de continuar a trabalhar com a Disney.
Coisa que realmente aconteceu segundo a página da HGN Produções no Facebook. De trechos de longas a episódios de séries como Alladin continuaram sendo produzidos com talento brasileiro para o resto do mundo.

Na época em que o episódio estreou nas manhãs da Globo, animadores tradiconais  lembraram que a contratação de mão de obra brasileira por estúdios internacionais não era novidade. A conquista da HGN Produções foi firmar parceria com a exigente Disney e produzir sozinha capítulo de série tradicional, o que era apenas um sonho para muitos.  

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Filmes da Ida Lupino em DVD no Brasil


O cinema popular de Ida Lupino em um box caprichadinho da Versátil Home Video! Só isso já é de fazer arregalar os olhos de qualquer colecionador curioso.

Daquelas mulheres bem à frente de seu tempo, ela foi além de ser mais uma estrelinha de Hollywood. Abriu seu próprio estúdio, roteirizou, produziu, estrelou e dirigiu um punhado de filmes com temas que os grandes estúdios jamais abraçariam.

Essa edição reúne quatro exemplares de sua obra, incluindo o primeiro, que não assinou e o ultimo dos anos 60. Época em que Lupino abraçou a televisão dirigindo muitos episódios de séries famosas.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Luz Del Fuego no buraco da fechadura

Dançarina, atriz, poetisa e precursora do feminismo e naturismo no Brasil, Luz Del Fuego é um vulto libertário. Hoje, em meio a tanto barulho, muita hipocrisia e pouco foco político, seu nome se perde, mesmo tento conquistado espaço numa época de parcos recursos midiáticos.

Assassinada em 1967 aos 50 anos de idade, cresceu inconformada com a condição feminina, o estranhamento com a natureza humana e a dificuldade em expor ideais existencialistas. Musa de Rita Lee em canção interpretada por Lucélia Santos no cinema e mais recentemente por Rita Cadillac no teatro, sufoca pensar que sua essência ainda é um tabu.
Lucélia Santos em Luz Del Fuego, 1982 de David Neves
Dora Vivacqua de nascimento, Luz Del Fuego de vida! Se tornou um dos maiores nomes do Teatro de Revista apesar do repúdio dos defensores da “moral e bons costumes”.

Numa edição e fevereiro de 1953 a Revista do Rádio incluiu seu nome na coluna Buraco de Fechadura. A intenção era revelar itens íntimos da celebridade em questão, uma chance de conhecer além do mito.
  • Estatura baixa
  • Morena-jambo
  • Nasceu no Espírito Santo
  • Seu verdadeiro nome é Dora
  • É de família importante do Estado capixaba
  • Estudou bailado desde cedo
  • Fundadora de um novo espírito de dança
  • Defensora do nudismo
  • Fundou um Partido político
  • Já escreveu vários livros
  • Tem-se feito fotografar de todas as maneiras
  • Amiga particular das cobras
  • Tem uma casa espetacular na Avenida Niemeyer
  • Admira o amarelo
  • Não suporta Elvira Paga
  • Já tentou o rádio, mas não teve persistência
  • Tem ganho muito dinheiro como artista
  • Faz intensa propaganda do naturismo
  • Em sua casa há um ninho de cobras
  • Usa cabelos longos e muito negros
  • Prefere trancas e franjinhas
  • Tem um secretário de cabelos oxigenados
  • Diz que brigou com o noivo porque ele era muito ciumento
  •  Quando tiver um verdadeiro amor deixará de exibir-se
  • Pretende casar-se e ter filhos
  • Admira o lar, porém prefere um homem que tenha os seus mesmos ideais
  • Acha que o naturismo acabará se impondo no Brasil por causa do calor
  • Conversa muito bem
  • Seus esportes preferidos: natação, remo e pesca
  • Desde que chegou ao Rio, gosta de dirigir automóveis
  • A primeira vez que seu nome foi focalizado ocorreu num baile do Municipal em que teve sua entrada barrada
  • Em Belo Horizonte foi proibida de exibir-se
  • Várias vezes tem recorrido aos poderes mais altos para poder exercer sua arte
  • Ainda não tem 30 anos
  • Quer terminar seus dias sossegadamente, tratando de seu lar
  • Nos terrenos de sua casa há um pavilhão idealizado pelo seu ex noivo
  • É fan de suas ideias e de seus princípios
  • Tem um guarda-roupa feito de peles de seus animais que morreram


Como ela nasceu em 1917 e a revista é de 1953 a parte de que não tinha 30 anos é mentirinha. Além dos shows em palcos, para promover seus ideais de liberdade fazia performances públicas, como quando surgiu de Iemanjá seminua no Viaduto do Chá em São Paulo.
Ilha do Sol atualmente segundo registro de Guilherme Altmayer
Naquele ano em que saiu a revista, ela seria detida e condenada por ultraje ao pudor e desacato, absolvida teve que fazer exame de sanidade mental. Seus últimos anos foi na Ilha do Sol, espaço que comprou para viver e criar um recanto naturista dentro da Baía de Guanabara.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Experimentei o delivery de discos!

Não sou dos que acham que vamos melhor assim ou assado em nada! ... Porém, incrível como nos adaptamos a todas as situações.

Por exemplo, quem imaginaria que em 2020 existiria um serviço de delivery de discos de vinil? Salve! Neste vídeo eu fiz o meu pedido.

Você acompanha o dia da entrega quase passo a passo. Até como forma de registro deste momento sui generis da nossa civilização.

De lambuja criei uma sub coleçãozinha nos meus discos. Vem ver que tá bem legal!

Conto com o seu like no vídeo e se inscreva se chegou agora. Vídeos novos toda semana, não perca nenhum!

Para entrar em contato com A Bunch of Records os adicione no instagram: https://www.instagram.com/abunchofrecordsdiscos/. Outras formas estão descritas durante o vídeo (você pode comprar em qualquer parte do planeta!)!

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Dexter, o Pisoteador de Baltimore

Francine Fishpaw (pobre Francine!) do filme Polyester (1981 de John Waters) tem muitos problemas em sua vida. Incluindo aí os dois pequenos marginais que ela chama de filhos: Lu-Lu e Dexter.

Lu-Lu, uma Farrah Fawcett wannabe, já foi referida algumas vezes aqui no blog. Aquela cujo boletim escolar é cheio de F, "F de Fantástica!".
Foco em Dexter, o garoto de vida dupla. Se é que se pode chamar de vida dupla passar os dias consumindo drogas e procurar donas de casa em supermercados para pisar seus pés. Que vida?
A parte irônica é que a identidade do agressor no filme é bem menor que o paradeiro do jovem ator que o interpretou no sétimo longa metragem de John Waters. Nem o seu nome, Ken King, parece ser real!

Aliás, tem cara de pseudônimo de ator porn da época. Tão da época quanto a estampa de camiseta cheia de glitter “Acapulco Gold”.
Eu revirei a internet até achar alguma referência a essa camiseta. E touché! Existe uma igualzinha a do Dexter sendo vendida em brechó virtual.
Voltando a Ken King, nem Waters deve conhecer o paradeiro. Na faixa de comentários da edição estrangeira do DVD ele se recordou que as filmagens estavam prestes a começar e ainda não tinham um intérprete para Dexter.

O diretor o conheceu bebendo em um bar punk do West Village (NY) e perguntou se toparia participar da produção. Experiência dramática não tinha, mas topou rapar as sobrancelhas em frente a câmera (numa cena que nem entrou no corte final!).

Não tá bacana? Precisa de mais alguma coisa?

No dia seguinte ele desembarcou em Baltimore, pronto pra trabalhar. Keng King interpretando o junk Dexter e depois o bem comportado, salvo pela arte, é um caso de que se melhorasse estragaria.

Veja também:

terça-feira, 21 de julho de 2020

Rachmaninoff e a silenciosa vaia do século XXI

A certa altura de O Pecado Mora Ao lado (The Seven Year Itch, 1955 de Billy Wilder) o protagonista pensa em seduzir a Garota com Sergei Rachmaninoff. Em sua imaginação ela diria que Rachmaninoff não é justo, “Fiquei toda arrepiada”.

Há um tempo atrás fiz post no Facebook ironizando como mais de 400 pessoas haviam dado “dislike” numa música tocada por Rachmaninoff. Exatamente na célebre Piano Concerto N°2 que aparece no filme.
Facebook me trouxe essa lembrança dia desses e voltei lá só por mórbida curiosidade mesmo. Agora já alcançou mais de 4 milhões de visualizações e os dislikes beiram oitocentos.

OITOCENTAS pessoas, oitocentos seres viventes, fizeram questão de deixar claro não terem ficado satisfeitos com Rachmaninoff tocando sua própria música. Que música será que elas tocam, ouvem? Cadê o Globo Repórter quando se precisa dele?

A internet permite que gênios sejam confrontados facilmente por qualquer Dona Lurdes. Não entenda mal este post. Eu estou rindo! Já passei da fase de me irritar com coisas assim já faz um tempinho.

Lendo os comentários descobri o possível motivo. Algumas pessoas estranham o ritmo menos acelerado da gravação... Feita pelo próprio compositor lá atrás, na década de 20 do século passado!

Sim! Esta é a problematização dos Pernalonga de Batom da música erudita. O andamento não é como ele esperava, então não curte. TOMA!
E a gente volta ao filme do Billy Wilder com a Marilyn, quando ela fica toda feliz tocando Chopsticks. Aliás, tem vídeo de Chopsticks com muito menos dislikes.

Será que dislike equivaleria a vaia? Os tempos não estão bolinho! E a proeminência de cretinos não é exclusividade brasileirinha (ok! Estamos coalhados deles, mas a internet revelou um mudo de estúpidos!).

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Todos os filmes de terror em VHS num só livro!

E o vídeo de quinta passada eu simplesmente esqueci o guia de vídeo importante EVER! O Guia de Video Terror da Editora Escala não podia ter ficado de fora.

Cá está ele! Assinado por Guilherme de Martino esse pequeno livro foi vendido nas bancas na metade dos anos 90 e se tornou item de amor de todo mundo que gosta de cinema diferentão.

Conheça ou relembre essa pérola dos idos das videolocadoras. Tudo o que estava aí era coisa que a gente precisava ver e continuou sendo útil assim que as porteiras da internet banda larga nos permitiram correr atrás do que as distribuidoras ainda não haviam nos dado.

É bem importante para o canal que você colabore dando o seu like. Se inscreva para ser avisado de novas atualizações!

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Guias de Video que marcaram época

Para conseguir qualquer informaçãozinha sobre um filme recente ou que estivesse disponível em VHS era preciso ter um Guia Prático Nova Cultural.  Verdadeiros anjos da guarda da cinefilia ou de quem só queria alugar um filminho e não sabia qual.

Os calhamaços em papel jornal foram vendidos em banca anualmente por quase 20 anos. Era comum se andar com eles debaixo do braço pela casa como se fosse uma bíblia, com verbetes contendo estrelinhas.

Perto do que temos agora na internet, em sites como o IMDB e tantos outros, era nada! Mas naquele tempo eram valiosos, o pontapé inicial para muita coisa, como descobrir quantos filmes de certo diretor ou ator poderiam ser encontrados nas locadoras.

Neste vídeo vamos relembrar alguns exemplares da minha coleção e os desdobramentos do sucesso deles. Pura nostalgia, vem ver!

Conto com seu like no vídeo e se inscreva no canal se chegou agora. Super agradeço e você não perde nenhuma atualização.

terça-feira, 14 de julho de 2020

Heloisa Helena muito franca nos primórdios da TV

Imagem via Astros em Revista
A gente se acostumou  ver Heloísa Helena como grã fina não muito simpática nas novelas. Muito antes disso foi presença constante no teatro, cinema, rádio e nos primórdios da televisão.

Foi a primeira intérprete de Carinhoso, clássico de Pixinguinha e esteve com Carmen Miranda no lendário filme Alô Alô Carnaval (1936 de Adhemar Gonzaga e Wallace Downey). Assim como a Pequena Notável também foi trabalhar nos Estados Unidos.

Voltou ao Brasil a tempo de se firmar como rádio atriz e participar dos primeiros passos da revolucionária televisão, como contratada da TV Tupi Rio. O novíssimo veículo a manteve como celebridade nacional.
Heloísa Helena na Globo em 1971
No especial de fim de ano da emissora em 1952 sua displicência causou umas das primeiras grandes saias justas da nossa televisão. Num tempo onde só existiam programas ao vivo, cada artista ia à frente da câmera fazer um pedido ao Papai Noel: Paz mundial, fim da fome, saúde a todos, sininhos natalinos o ano todo, etc.

Em sua vez, Heloísa Helena foi direta ao que interessava no espírito natalino. Pediu ao Bom Velhinho que em 1953 ele dê um jeitinho de que a TV Tupi pague salários sem atrasos! "Foi o diabo!"

Como era um dos principais nomes da emissora (ainda a únicas dos país), a estrela não foi demitida, só teria sido repreendida pelo diretor. Em seus primeiros anos a televisão também não era sintonizada por muita gente, com poucos aparelhos nos lares brasileiros.

 Mas o pedido inusitado passou a ser muito comentado por ter sido registrado na coluna Mexericos da Candinha publicada na Revista do Rádio (Nº 176). Os lendários Mexericos da Candinha, algo como a Louella Parsons brasileira, pra compararmos em termos hollywoodianos!

Aos 42 anos de idade Heloisa Helena seria chamada para dublar a Malévola na animação A Bela Adormecida da Disney quando estreou. Seu papel favorito no cinema foi o de Carlota Joaquina no filme Independência ou Morte (1972 de Carlos Coimbra).
Com Tarcísio Meira e Kate Hansen no cinema 
De fibra sim senhor, mas conhecida por ser amiga e generosa com atores novatos que foi apadrinhando na profissão, como Daniel Filho, Yoná Magalhães e Arlete Salles. Seu último trabalho foi na série Mulher da TV Globo, exibido pouco antes de sua morte em 1999, aos 81 anos.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Duas edições especiais de Akira: Importada e nacional

Para quem coleciona filmes o que não falta é Santo Graal. Seja de uma cópia com ótima qualidade, seja de extras incríveis, seja de uma edição luxuosa...

Para mim Akira (1988 de Katsuhiro Otomo) é um desses casos! Acabo de adquirir uma edição estrangeira auto intitulada Ultimate da distribuidora Manga. Bora colocar lado a lado com a lata que a Focus lançou no Brasil ara celebrar os 20 anos do filme.

Não se esqueça de deixar o seu like e de se inscrever no canal para outros vídeos como este! Vídeos novos toda segunda e quinta

sábado, 11 de julho de 2020

O amor secreto de Doris Day

Quando o movimento LGBTQ+ ganhou uma forma consistente na década de 90 foi-se atrás de ícones e representatividade na cultura popular. Não sem gerar polêmica, muito se debateu o suposto teor lésbico de Ardida Como Pimenta (Calamity Jane, 1953 de David Butler).

O doce musical da Warner estrelado pela dulcíssima Doris Day era vagamente inspirado na lenda do velho oeste Martha Jane Canary-Burke, a Jane Calamidade. Uma mulher durona que sobreviveu naqueles tempos pouco afáveis para pessoas doces.
 Na tela é explorado o possível romance de Jane com o também lendário Wild Bill Hickok interpretado por Howard Keel. Mas cada um assiste como quer e o roteiro deixa uma brecha para o interesse (mesmo que vago) dela com a beldade Kate, a dançarina interpretada por Allyn Ann McLerie.

 Faz sentido? Talvez não, mas cada um tem sua forma de assistir ao filme. A biografia da real Jane Calamidade é bastante obscura com muitos pontos sem registros oficiais, como seu rápido casamento com Wild Bill Hickok.

Ardida Como Pimenta ainda trazia a canção Secret Love, um mega hit de 1953. Lançada em compacto antes do filme, ficou semanas no topo da Bilboard e renderia ao filme seu único Oscar.

Quando foi apresentada a Secret Love pelo coautor Sammy Fain, Doris Day teria ficado extremamente emotiva com a letra do amor que precisou ser secreto. No dia da gravação da música ela foi até o estúdio de bicicleta, já tendo feito aquecimento vocal e pediu para gravar com a orquestra sem ensaiar juntos antes.

Ao final, não havia dúvidas de que ela jamais poderia fazer melhor do que naquela primeira vez. Por muitos anos Doris Day relembrava com orgulho disso, que aquela vez foi a única em que gravou Secret Love.
Manteve tanto carinho e respeito pela música que se recusou a cantá-la na cerimônia do Oscar de 1954, cabendo a Ann Blyth. "Quando eles me pediram para cantar 'Secret Love' na noite do Oscar, eu disse a eles que não podia - não na frente dessas pessoas" simples assim, conforme explicou depois.

Graças a isso, o Clube de Imprensa das Mulheres de Hollywood (entidade criada pela fofoqueira Louella Parsons) a elegeu a celebridade menos colaborativa do ano. “Honraria” que deixou a atriz semanas trancada em casa com depressão.

Tanto Doris Day quanto a canção sobreviveram a tudo isso. Ela teria outra música que interpretou indicada ao Oscar (Que Sera, Sera (Whatever Will Be, Will Be em 1957) e Secret Love recebeu incontáveis covers incluindo uma versão de Sinéad O'Connor em 1992.

Veja também:
E Doris Day alcançou o infinito
A difícil arte de ser fã em tempos de bozolândia
Doris Day e a tragédia de Sharon tate

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Revanche! Quem descobre o filme favorito

Quando brincamos a primeira vez de um tentar adivinhas apenas por pistas qual o filme favorito do outro foi de lavada. Marco terminou pedindo revanche, muitos concordaram que merecia uma segunda chance...

E cá estamos! A regra é exatamente a mesma, cada um escolheu secretamente cinco filmes favoritos na coleção de DVDs/Blu-rays e dá pistas para o outro tentar adivinhar de qual se trata.

Fácil! Até pela limitação de uma coleção e pelo que conversamos esses anos todos a respeito dos filmes que assistimos. É um jogo de ligar pistas, mas também um exercício de memória.

Bem, será que finalmente serei derrotado? Não se esqueça de deixar o seu like (ou joinha como preferir!) e se inscreva no canal se está chegando agora!  

terça-feira, 7 de julho de 2020

Pepita Rodrigues descobriu em laboratório o que as maiores estrelas achavam sobre ela

Pepita Rodrigues foi uma apresentadora e atriz muito popular nos anos 70. Natural da Espanha, linda e engraçada conquistou os brasileiros por seu jeito displicente de falar em novelas e programas de auditório.

Mais tarde ela casou com o galã Calos Eduardo Dolabella, passou a se dedicar à criação dos filhos e só retornaria às novelas nos anos 2000. Hoje ela é mais conhecida como a mãe de Dado Dolabella.
Em 1977 ela esteve no elenco de Espelho Mágico, a novela de Lauro César Muniz que se passava nos bastidores de uma novela. Na espécie de Crepúsculo dos Deuses televisivo onde atores interpretavam atore, Pepita era a atriz que abandonou tudo para casar.

Com a bola toda ela deu uma entrevista à revista Manchete na época do lançamento da novela (edição 1.327), revelando laboratório que fez com suas colegas estrelas.  Com supervisão do diretor Daniel Filho, cada uma disse o que achava da outra e eu só queria ser uma mosquinha pra presenciar esse momento.
“Ioná Magalhãe disse que eu era o sol, a alegria, a exuberância! "
"Gloria Menezes, mais comedida, admitia que não conhecia muito de meu trabalho mas via força em minha personalidade.”
“A Vera Fischer exagerou: Curvou-se ante meu muito talento. Disse haver assistido meus trabalhos em palco e admitia que eu tinha uma gana enorme (obrigada, Verinha)”
"Para Sônia Braga eu sou foguete subindo sem muito combustível. Deverei explodir antes do tempo. Para Sônia Braga eu não vou aguentar a barra! Ah, que adorável desafio! Os atritos sinceros me excitam. No amplo sentido da palavra."
"Eu terei que provar à Djenane Machado que eu não sou nem fantasiosa nem fantástica. Poxa, quantas faces tem este espelho!"

Sonia Braga sincerona. Ela e Pepita depois estariam juntas em Dancin Days, o estrondoso sucesso escrito por Gilberto Braga em 1978, como Julia e Carminha, amigas com uma incrível química.

Veja também:


segunda-feira, 6 de julho de 2020

Faroestes spaghetti respeitosamente em DVD

Um dos subgêneros mais amados do cinema popular, os faroestes spaghetti conquistaram gerações mesmo após suas produções terem saído de moda. Primeiro, com direitos baratos, tinha espaço garantido em emissoras de TV, que criaram até sessões exclusivas, como o Bang Bang À Italiana na antiga TV Record.

Depois seguiu sua trilha de homens maus e muita bala na explosão do VHS. Até chegar ao DVD foi perdendo o fôlego, conquistou cinéfilos além dos fãs costumeiros e foi distribuído pelas mais variadas distribuidoras com edições de qualidade nem sempre condizentes com a sua grandeza.

Como se por ser popular qualquer coisa basta. É por isso que a coleção Faroeste Spaghetti da Versátil ganha uma importância extra, resgatando muitos títulos maltratados em outros tempos.

No vídeo desta segunda você conhece os detalhes dos dois primeiros volumes da coleção, com seus prós e contras. Agradeço se você deixar o seu like e se inscreva no canal se chegou agora!

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Pôster mais vendido da história teve produção caseira

O natal de 1976 teve um ícone: O pôster da Farrah Fawcett num maiô vermelho. O mais lendário pôster de uma celebridade, um best-seller jamais superado!

Naquele ano a ex garota propaganda finalmente teve seu nome conhecido ao participar como a Jill no seriado As Panteras (Charlie’s Angels). Seu penteado virou uma febre, suas roupas, tudo era comprado, imitado por fãs.

O pôster com seu sorriso marcou os anos 70. A sensação ficou registrada no filme Os Embalos de Sábado à Noite (Saturday Night Fever, 1977 de John Badham) na parede do quarto de Tony Manero.

A história por trás dele, relembrada pelo Biograph é interessante e mostra como Fawcett tentou conduzir o estrondoso sucesso que alcançou. Na época estava casada com Lee Majors, astro do seriado O Homem de Seis Milhões de Dólares (The Six Million Dollar Man).

Ted Trikilis, dono da empresa de pôsteres Pro Arts Inc. nunca tinha ouvido falar na beldade loira. Num bate-papo com o filho adolescente de um vizinho soube que essa tal Fawcett era tão querida que os garotos estavam comprando revistas femininas para recortar os anúncios de xampu e decorar a parede do quarto.
 Estamos falando da década de 70, quando era bem mais difícil conseguir uma foto legal do seu ídolo. Trikilis entrou em contato com o agente da atriz que ao ser informada da proposta achou a ideia fofa, mas também, se ela não fechasse contrato alguém poderia fazer sem o consentimento dela.

Além de receber pelas vendas Fawcett também exigiu controle do projeto. Como fotógrafo pediu o freelancer Bruce McBroom, conhecido do meio cinematográfico há anos.

A ideia da empresa é que estivesse de biquíni, ela escolheu o maiô por ter uma cicatriz de infância na barriga. Num tempo sem Photoshop ela não confiou nos tradicionais recursos de retocar fotos.

Era verão de 1976 quando recebeu o fotografo em sua casa em Los Angeles para a série de fotos. O maiô era dela, que também cuidou sozinha de cabelo e maquiagem. O cobertor mexicano que aparece ao fundo o fotógrafo usava em seu carro.
Quando recebeu as provas, selecionou algumas para enviar à empresa. Especialmente na que está despenteada, com um enorme sorriso solar marcou com uma estrelinha: Sua favorita!

Também foi a do pessoal da Pro Arts. Em março de 1977 já tinha vendido cinco milhões de cópias! Todo mundo comprou, discutiu, curtiu, criaram lendas urbanas (ondas do cabelo formavam a palavra “sex”?).
Curtis D. Tucker, hoje cartunista, foi um dos garotos surpreendidos no natal de 1976
Ao todo foram vendidos 12 milhões de cópias gerando em royalties a atriz US $ 400.000. Para comparar o quanto isso valia, durante a primeira temporada de As Panteras recebia US $ 5.000 por episódio.

Agora com internet e impressoras por todos os lados dificilmente haverá outro pôster com tamanha repercussão. A imagem ficou registrada na história de Farrah Fawcett e na da cultura popular, com o maiô vermelho junto a uma cópia do pôster expostos a partir de 2011 (dois anos após a morte da estrela) no Museu Nacional de História Americana de Smithsonian em Washington, DC.
No museu junto ao maiô, puzzle e roteiro da série:  "objetos culturalmente significativos"
É claro que o sucesso do seriado ajudou bastante a impulsionar as vendas. Quase todo mundo que foi criança entre os anos 70 e 80 guarda lembranças de As Panteras, mas inegável que Farrah Fawcett por si só merece créditos por se tornar uma das últimas grandes pinups.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

DVDs mais raros da minha coleção

Pouquíssima coisa merece a definição de “raro” nos tempos da industrialização. Muito menos agora com a internet e a possibilidade de se encontrar de tudo a um clique.

Ainda assim, para quem coleciona filmes, alguns títulos se tornam mais difíceis com o passar dos anos. Outro dia me perguntaram qual o mais raro na minha coleção de DVDS e não consegui responder de imediato.

Nunca penso pensei nisso, embora acho estranho quando as distribuidoras anunciam um título bem manjado, que já tenho há muitos anos na estante e a galera comemora com se encontrasse o Santo Graal. É algo muito relativo.

Selecionei alguns da minha estante que vi pouco à venda. Outros são títulos geralmente pouco lembrados, o que justifica até poderem ser considerados “raros”.

Como sempre, seu joinha no vídeo ajuda bastante. E claro, se chegou agora se inscreva no canal se quiser acompanhar tudo!