quinta-feira, 30 de abril de 2020

Dicas de filmes bizarros além do que você espera

Filmes nunca são de mais! Mas na hora de escolher é sempre aquela dúvida.

Bom, a Darkflix é uma plataforma de streaming dedicada ao horror, suspense e cinema fantástico. Quase qualquer coisa que você escolher ali será uma experiência bem bacana!

Filmes novos, clássicos, obscuros, bizarros estão todos lá! Para quem não gosta de banalidades, Darkflix é um prato cheio.

E com tudo isso, selecionei apenas cinco filmes que assisti lá e foram bem marcantes . De qualquer jeito fica aí a dica sobre o que assistir.

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terça-feira, 28 de abril de 2020

Restaurado, Central do Brasil perdeu erro famoso

Alguns filmes ao serem restaurados passam não apenas por processos de refinamento de imagem e áudio, mas também de reparos técnicos. Interessante, porém os limites são discutíveis.

A repaginada não cabe apenas a grandes clássicos hollywoodianos. Mais recentemente o Central do Brasil (1998 de Walter Salles) ganhou um relançamento em 4k com direito a relançamento em Blu-ray conforme você viu aqui no canal.

Imagem cristalina, áudio idem e o principal, o escopo como foi originalmente planejado para a tela do cinema, em widescreen, respeitando a fotografia de Salles. Não o 4:3 como foi algumas vezes exibido na TV desde o seu lançamento e posteriormente lançado em VHS e DVD.

Havia pelo menos uma falha fácil de ser detectada para quem não assitiu no cinema: O microfone boom vazava no teto de uma cena. 
Para TV, VHS e DVD, os filmes geralmente passam por ajustes nas bordas que acabam resolvendo esse problema! Sabe-se lá o motivo, em Central do Brasil foi exatamente o contrário e o microfone apareceu quando a Globo o exibiu pela primeira vez e quando saiu em VHS e até no DVD.

Parece uma tolice, mas deve ter incomodado bastante nesses anos todos, até por ser um erro bem claro até para os espectadores menos atentos. Perceba que o microfone acompanha o ator.

Na nova versão, contida no Blu-Ray, tudo foi resolvido! 

Aliás, não existe nem mais o relogião dourado do Paraguai na parede. Ao reenquadrar a cena toda aquela parte superior foi perdida, mas agora aparece a televisão no canto esquerdo e a cortina na outra ponta.

O que dá pra entender é que pra deixar no formato das TVs da época (proporção 4:3) o filme foi convertido não apenas cortando as laterais, mas preservando as partes superiores e inferiores do negativo. Com os frames lado a lado isso é bem óbvio, compare abaixo.
Levando em conta todo o filme, onde essa decisão (com cara de ser coisa do distribuidor) não afetou em nada, nem dá pra considerar um falha da produção. O microfone só deve ter ficado aparente após Central do Brasil ter sido exibido nos cinemas.

Só agora, a partir do relançamento em 2019, o filme voltou ao formato original. É estranho que a primeira versão em DVD, bem antiga, não tenha optado pelo anarmófico, com a opção do espectador alterar conforme prefere (com ou sem as barras pretas) ao invés da imagem "quadrada". 

Isso nem consta na parte dos “possíveis erros” na página do filme no IMDB. O único que consta lá continua no filme restaurado.
Ao fundo, na cena em que Dora (Fernanda Montenegro) deixa Josué (Vinícius de Oliveira) no ônibus, parte das caixas de Coca-Cola com garrafas vazias desaparecem de um plano pro outro. Dão lugar a outras de marcas diferentes.

Ainda não dá pra fazer milagre na hora de restaurar... 

segunda-feira, 27 de abril de 2020

O cinema de Sandália e Espada numa ótima edição

O cinema Peplum, ou Espada e Sandália, produzido aos borbotões na Itália entre os anos 50 e 60 sempre foi bem popular no Brasil. Sumiram da programação da TV, mas os principais títulos nunca faltaram nas videolocadoras tanto em VHS quanto DVD.

Talvez por exatamente muito populares nunca receberam o cuidado merecido. Cópias com scopo mutilado, áudios danificados, dublagens amadoras, a lista de apontamentos é gigantesca.

Por isso que este Cinema Épico, lançamento da Versátil , é tão festejado. São quatro filmes legendados, com áudio original tinindo e a melhor imagem possível no formato DVD.

Mario Bava, Silvana Mangano, Reg Park, são alguns dos nomes nesta edição, além, de Kirk Douglas, que estampa a capa. Apenas um dos títulos não é um legítimo Peplum, mas podemos aguardar os próximos volumes, que provavelmente existirão.

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sexta-feira, 24 de abril de 2020

Modelos do Rádio com Dalva de Oliveira

Sempre levamos mais em conta Hollywood para ditar moda em boa metade do século passado com razão. A TV demorou as e popularizar e as estrelas de rádio dependiam de shows, capas de disco e revistas para serem vistas.

Nem por isso o que elas vestiam deixavam de ser interessante as fãs. A coluna Modelos do Rádio, assinada por Wahita Brasil na Revista do Rádio era uma das mais aguardadas nas bancas.

A edição da penúltima semana de abril de 1953 trazia ninguém menos que Dalva de Oliveira. Na época estava com 35 anos de idade e já coroada Rainha do Rádio.

Abaixo você confere todos os modelos seguidos pelo primoroso texto retrô de Wahita Brasil.35 anos hoje é uma garota, na época uma senhora!
Dalva de Oliveira nos apresenta três sugestões, magníficas, ideais para a estação. Primeiro, vestido de soaré, negro e brilhante, em tecido bordado de lantejoulas
Depois, um vestido de baile, com delicadas aplicações na saia. Para completar, um suave manto de renda ou nylon.

Finalmente, uma roupa esportiva, em linho azul — ou marron, como quiserem — tipo "macacão", justa e de fecho "eclair". Na abertura dos bolsos, uma barra de outra côr, de preferência em branco.

Em cima, frente e costas de um delicioso traje de baile. O tecido pode ser
um "lamé" de preferência escuro. O decote das costas é bem amplo e quase oval. Para completar, um outro manto, também finíssimo, realça a figura do modelo E a nossa Dalva, principalmente, parece um encanto nesse vestido, não acham?

O mesmo traje esportivo da outra página, realçado por um capote moderno, de linhas retas. Tecido? De cambraia. Gola, barras e punhos de outra côr e fazenda. Vermelho e linho, se preferirem.

Veja também:
Dalva de Oliveira, a nossa Branca de Neve
Irmãs Castro: doce sabor da roça
A auspiciosa Sapoti
Sua majestade, a rainha Aracy Cortes

quinta-feira, 23 de abril de 2020

Como experiência horrível tem me ajudado a passar a quarentena

Após mais de um mês de quarentena, não está fácil até para quem normalmente privilegia o isolamento social. Passa na cabeça tanta coisa que dava pra fazer na rua...

Mas não é por querer, é por necessidade. Então, precisamos lidar da melhor forma possível com o momento que atravessamos (Ei! Não estamos sozinhos nessa. O mundo todo está!).

Nesta semana mostro os livros que estou lendo e como tenho lidado para me manter (na medida do possível) confortável com minha cabeça em casa. Tenho aplicado o que aprendi com uma experiência horrível que passei.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Série do Robocop em edição de luxo

Não tenho dúvida de que o Robocop é dos heróis tipicamente 80’s que mais sobrevida teve. Está sempre ressurgindo quando menos se espera.

O filme de 1987 do Paul Verhooven era daquelas coisas obrigatórias para as crianças (embora, pela extrema violência, só faça sentido como produto a ser explorado pelo público infantil nos anos 80). Depois foi seguido por dois filmes que se confundiam nas videolocadoras.

Logo em 88 rolou uma série animada nas manhãs do Xou da Xuxa e ele se despediu das telas em 1993. Logo em 1994 a TV canadense estreou uma série live action que só durou uma temporada e em 1998 outra versão em animação foi produzida.

Até chegarmos em 2001, quando a nova série Robocop Primeiras Diretrizes foi produzida também no Canadá. E é esta disponível em DVD no Brasil, embora pouco conhecida por quem não seja essencialmente fã do personagem.

No vídeo desta segunda conferimos juntos essa preciosidade já retrô, que antecedeu o reboot hollywoodiano de 2014. É uma série, mas tem cara de quatro filmes com aventuras do Policial do Futuro.

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sábado, 18 de abril de 2020

Alegria 90's: Uma semana inteirinha de Marilyn Monroe na TV

A chamada abaixo causa euforia em qualquer fã de Marilyn Monroe! Em algum lugar do passado teve uma semana inteirinha nas madrugadas da Globo.
Não lembro quando foi isso. Tentei pesquisar e não cheguei a lugar nenhum. Alguém sabe?

Pelos títulos, algum ponto da metade dos anos 90. Até 1991 Adorável Pecadora (Lets Make Love, 1960 de George Cukor) era reprisado volta e meia na TV Cultura.

E, embora qualquer um tenha ficado feliz em ver essa chamada, todos os cinco títulos são aqueles disponíveis em VHS pela Abril Vídeo. Então, a empolgação não tinha como ir muito além da perpetuação do mito.
Na época haviam filmes dela que eram como santo graal. Alguns menos badalados a gente nem viajava em conseguir tão já, mas outros como Torrentes de Paixão (Niagara, 1953 de Henry Hathaway) e A Malvada (All About Eve, 1950 de Joseph L. Mankiewicz) nos deixavam de olho nas programações de madrugada das emissoras.

Era sempre bom ter uma fita de vídeo virgem porque do nada podíamos ter a grande sorte. Bom, logo veio o DVD, posteriormente downloads,  Blu-Ray e muitas lacunas da filmografia dela foram preenchidas e todos puderam dormir melhor.

Essa Semana Marilyn no Corujão não foi um caso à parte. Bem antes, durante as férias de Julho a Globo costumava substituir por uma semana a Sessão da Tarde por Festival Jerry Lewis.

ATUALIZAÇÃO 20/04/2020: O Eduardo Duarte matou a charada via e-mail! A Semana Marilyn Monroe foi exibida nas madrugadas do Corujão entre os dias 23 e 27 de agosto de 1999 segundo matéria publicada no jornal O Globo da época.


Obrigado mais uma vez, Eduardo! Quem tem amigos tem tudo, né?

Veja também:
O desce e sobe do nome Marilyn Monroe nos créditos dos filmes

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Puritanismo do século XXI além do bumbum da sereia

Foi bastante debatido estes dias que o serviço (ainda só lá fora) Disney + adulterou digitalmente certas partes do corpo de Dary Hannah em Splash, Uma Sereia Em Minha Vida (Splash, 1984 de Ron Howard). Ei, mas isso não é novidade alguma!

Aqui mesmo no Brasil emissoras de TV paga exibem há algum tempo filmes bem manjados com absurdas alterações digitais. Sempre em pró da moral e bons costumes.

E quem decide o que é moral e um bom costume? Aqui no blog, após quase 18 anos estou em constante alerta com alguns temas muito populares, mas que não devem ser mencionados.

Manter um blog sobre cultura popular hoje em dia é pisar em ovos. E logo eu que matava aulas de catecismo?

Com o passar do tempo alguns nomes serão esquecidos de todos. Não importa o quão interessantes tenham sido suas trajetórias.

Converso e explico tudo isso no vídeo desta semana. Conto com o seu like e se está chegando agora, se inscreva no canal!

terça-feira, 14 de abril de 2020

Pantera endiabrada no mausoléu classe B

 O Mausoléu (Mausoleum, 1983 de Michael Dugan) tá naquela categoria de filme que não é ruim, é péssimo! E ainda assim é saboroso de tão camp e risível.

Tem cara daqueles telefilmes baseados em Sidney Sheldon, mas no caso, a milionária loira e siliconada é possuída por um demônio. Espere por muita ostentação de seios, dinheiro e mortes estapafúrdias.
Não entendi direito o motivo dela se transformar no Coisa Ruim. Se é maldição familiar ou por ela ter entrado no mausoléu do cemitério enquanto era menina. E isso importa?

A protagonista é a Bobbie Bresee uma Queen Scream que se não é, tem toda panca de ter sido a playmate de algum mês do passado. Consta que nasceu em 1947, então estaria com 35 anos na época que estreou no cinema neste O Mausoléu.

É estranho, mas se ela diz tá dito. Em compensação, a idosa tia de sua personagem é interpretada por Laura Hippe que na vida real nasceu em 1950, é cinco anos mais jovem e também, vendo o filme, "não há quem diga".
Seria o último filme de Hippe, que pouco tempo depois cometeria suicídio aos 35 anos de idade. Ela dava aulas de interpretação e fazia parte da controversa Cientologia.

Mas a mansão luxuosa, carrões e camisolinhas esvoaçantes que se vê na tela não reflete necessariamente a grana gasta com a produção. Dizem que foi lavagem de dinheiro de uma Família da Máfia.
Tem uma sequência hiper gratuita (como tantas outras...) em um shopping que eles simplemente filmaram enquanto o estabelecimento funcionava num dia comum. Não há uma pessoa que seja que não pare pra ver a equipe de filmagem trabalhando.

Parece ter dado ruim o uso de lentes de contato da protagonista possuída. Ainda ia demorar um tempinho para a popularização das mais confortáveis lentes de contato coloridas gelatinosas.
A solução foi pintar o negativo de verde! Frame a frame os olhos de Bobbie Bresee foram colorizados toda vez que vai fazer alguma diabrura.
Além da aparência, a voz da personagem possuída, segundo a atriz se recorda, não foi na maioria das vezes um recurso de pós-produção. Era sua voz mesmo!

Cinco anos antes ela havia participado de um episódio de As Panteras (Charlie's Angels). O episódio Junto a um episódio Angels in Springtime (E04S03) foi sua incrível sorte de principiante!
Nele as hiper famosas detetives panteras vão investigar um spa feminino onde uma estrela de cinema foi morta eletrocutada. Junto a um monte de novatas na maioria loiras, Bressee conheceu a veterana Mercedes McCambridge, conhecida por clássicos como Johnny Guitar (1954 de Nicholas Ray).
McCambridge também interpretou a voz do demônio em O Exorcista (The Exorcist, 1978 de William Friedkin). Aí durante as filmagens do episódio de As Panteras teria passado alguns macetes de voz de demônio para a novata.

Eu acho isso particularmente engraçado de se imaginar. A velhinha no meio daquelas moças todas fazendo a voz do capeta para quem quisesse ouvir.

E, se verdade for, que bom que Bobbie Bresee prestou atenção, né? É o que sempre digo, informação não ocupa espaço, nunca se sabe quando algo, que a princípio parece fútil, nos terá alguma utilidade.

 Veja também:

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Os bons tempos das trilhas sonora colecionáveis

Trilhas sonoras fizeram parte do colecionismo cinéfilo bem antes de surgir a possibilidade de colecionar filmes. Ironicamente minguaram bem antes das mídias físicas.

Confesso que não compro nem ouço CD há muitos anos, mas não me desfiz dos meus disquinhos furta-cor. Muito menos das trilhas sonoras que tantas alegrias já me deram.

No vídeo desta segunda separei alguns de certa forma com alguma relevância ao momento em que foram uteis. Tem de tudo um pouco e não são necessariamente de filmes que eu morro de amores.

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sábado, 11 de abril de 2020

Ela não queria casar ou as voltas que o mundo dá

 Quando foi entrevistada pelo repórter brasileiro da revista A Cena Muda a atriz Mari Blanchard era mais uma loirinha em Hollywood aproveitando a brecha de Marilyn Monroe da Fox. Blanchard era da Universal, estúdio bem mais pobrinho.

Era 1954 e finalmente conquistava um papel de destaque no filme Antro da Perdição (Destry de George Marshall). No faroeste, gênero já fora de moda nas produções classe A, ela tinha ainda três cenas cantando.

Agora vai! O repórter insiste em apontar um romance que poderia se tornar em casamento. 
Ela é direta: “Não quero, não desejo casar. Estou no inicio de minha carreira profissional, e hei de segui-la sem atropelos do coração.”

Ok! Corta pra 2020, eu aqui no futuro lendo isso e indo ao IMDB checar essa resposta em sua biografia.
Mari Blanchard se casou nada menos do que três vezes! Teve atropelos do coração em 1960, 1965 e 1967 e seguiu a carreira quase até morrer em 1970, aos 47 anos de idade vítima câncer.

Naquele ponto da entrevista poderia parecer que a carreira desta filha de um magnata do petróleo finalmente deslancharia, mas ela não era uma novata. Desde 1947 colecionou papeis minúsculos em cerca de 15 produções B.

E depois dali as coisas também não foram muito fáceis em sua trajetória. Se tornaria uma atriz independente, sem contrato com um estúdio.
Isso significava vários trabalhos em filmes pequenos, sensacionalistas e em séries de TV, veículo que em seus primeiros anos não era território de estrelas de verdade. Sem grande estúdio não havia publicidade na criação da "estrela hollywoodiana".

Hoje, provavelmente o nome Mari Blanchard vem acompanhado de “Who?” pra muita gente. Em poucas palavras, foi a garota de Saloon por excelência.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Novelas clássicas que repetirem figurinos de cenas importantes

Cada novela tem trocentos capítulos e é uma atrás da outra. Natural que haja coisas em comum entre elas comum como figurinos repetidos, o que deixa mais curioso é ser em cenas famosas!

No vídeo desta semana mostro alguns casos gritantes, observados por um amigo bem observador. Uma cena que parou o país faria sentido que as roupas dos personagens fossem guardadas, quem sabe um dia parassem num museu das novelas.

Em ritmo industrial, como uma novela da TV Globo, a roupa pode simplesmente ser cortada, adaptada e aparecer em outro personagem de uma trama seguinte. Mostro pelo menos um caso em que reapareceu na mesma história na pela de outro ator.

Devem existir muitos outros exemplos nesses anos todos, por isso foquei apenas em grandes sucessos da novela brasileira. Clássicos absolutos da nossa TV!

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terça-feira, 7 de abril de 2020

Atriz canina apareceu em vários filmes famosos

A pequena Darla é daquelas atrizes de carreira relativamente pequena, mas teve a sorte de estar em grandes produções. E roubou a cena na maioria em que participou!

Começou com a pata direita ao estrear em As Grandes Aventura de Pee-Wee Herman (Pee-wee's Big Adventure, 1985 de Tim Burton). O filme também foi a estreia do personagem de Paul Reubens no cinema, assim como a do diretor Tim Burton em longa metragem.
Na época ela já tinha 10 anos, o que em tempo canino significa bastante coisa. Voltaria as telas na comédia Meus Vizinhos São Um Terror (The 'Burbs, 1989 de Joe Dante).

Clássico da Sessão da Tarde, dirigido pelo mesmo cara de Gremlins (1984), o filme era veículo para Tom Hanks.  O bom moço afinal não era tão bom moço assim e chega a sequestrar a pobre Darla.
Mas é claro que a lindinha será para sempre lembrada por seu próximo trabalho. Darla tem um papel crucial em O Silêncio dos Inocentes (The Silence of the Lambs, 1991 de Jonathan Demme).

O filme estrelado por Jodie Foster e Anthony Hopkins como o Dr. Hannibal Lecter foi indicado a sete Oscars, levando nada menos que cinco estatuetas. Um marco raro até hoje para um filme de suspense.

Darla é a Precious (Preciosa na dublagem brasileira) a caprichosa cachorrinha do serial killer. Quando a vítima está no fundo do poço (literalmente) e tenta pega-la no balde, plateias do mundo todo devem ter lhe xingado bastante.

Foi a primeira vez que Darla recebeu crédito, como um ator do elenco normal. Também foi sua participação mais relevante em um filme.

Sua carreira terminaria em grande estilo no blockbuster Batman, O Retorno (Batman Returns, 1992 de Tim Burton). Ela é da turma dos vilões, o mascote da Poodle Lady num visual bem decadente.
Mascote, porém tem pelo menos duas cenas importantes: Quando calmamente transporta uma granada para levar o caos a Ghotan City e quando frustra o uso do Bat Bumerang.
Mas podemos ver Darla em várias sequencias, sempre no colo da Poodle Lady. Por coincidência ela começou e terminou em um trabalho de Burton.

Na época da produção ela já estava com 17 anos de idade e se aposentou do show business. Darla morreu de causas naturais pouco tempo depois.  

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Revista velha é diversão garantida. E algumas descobertas incríveis!

No final de 1982 a maior estrela do país era a Sandra Brea, Dado Dolabella era só um nenê e Amor Estranho Amor estreava nos cinemas revelando jovem modelo. E claro, tinha prova de tiro em programa de auditório levando competidor para hospital.

Por anos a revista Amiga ia às bancas com spoiler de novela e os últimos mexericos das celebridades. Incrível que algumas ainda são famosas após 38 anos, enquanto outras nem o Google pode nos dar o paradeiro.

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sábado, 4 de abril de 2020

6 docs na Netflix que você deveria assistir

Listei alguns documentários interessantes no catálogo da Netflix que não percebi repercussão maior. Sabe como é, né? Todo mundo espera indicações do “que presta” e acabamos indo todos na mesma direção.

Já fiz um post similar uns anos atrás e agora pouco daquilo ali (ou nada?) permanece disponível. Então, assista o que lhe interessar o quanto antes!


Tokyo Idols – 2017 de  Kyoko Miyake
Começando pelo que já teve alguma repercussão. A cultura idol no Japão é daquelas coisas de difícil compreensão ocidental.

Jovens meninas que viram um tipo de musa de homens de meia-idade que pagam o que tiverem no bolso para um autógrafo, foto, ou qualquer contato com sua estrelinha favorita. O sabor amargo para nós é inevitável.

Como os pais facilitam isso? Como podem não ver problema nenhum nessa idolatria bizarra? Não faltam dúvidas enquanto acompanhamos as tentativas de alcançar o estrelato de algumas delas.

Assassinato no Havaí (American Experience: The Island Murder) 2018
Produzido pelo renomado canal PBS, remonta o chocante caso envolvendo a família branca de um militar americano e alguns cidadãos do Havaí em 1931. A esposa do tente acusou alguns rapazes locais de terem lhe estuprado, mesmo com todas as evidencias apontando para uma outra história.

Racismo, assassinato e vingança no explosivo embate entre norte americanos e nativos colonizados. Aguarde por momentos de vilania de telenovela!

The American West – 2016
Produzido por Robert Redford com MUITO dinheiro, este documentário em 8 capítulos no mínimo pode ser chamado de belo. Mistura depoimentos e reconstituições dos duros tempos do velho oeste com destaque aos homens que se tornaram lendas.

Valioso por colocar os fatos numa linha de tempo compreensível até para quem, obviamente, não estudou o período na escola, mas gosta de westerns espaguete e faroestes em geral. Dá pra entender bem de onde veio a paixão hollywoodiana pelo período tão enraizado na cultura popular norte americana.

Belas da Noite (Belas de Noche, 2016 de  María Jose Cuevas)
Já falei deste aqui antes, mas continua no catálogo da Netflix. Amo tanto que vale indicar de novo agora!

É um retrato tragicômico das vedetes mexicanas dos anos 60/70, estrelas de teatro e chanchadas do cinema local. Hoje mulheres idosas lidando com o que lhes sobrou dos tempos áureos de fama e beleza física.

O Barato de Lacanga – 2019 de Thiago Mattar
O Festival de Aguas Claras, do surgimento em 1975 à decadência na metade dos anos 80 com preciosas imagens de arquivo e depoimentos de quem esteve por traz do maior festival hippie do Brasil, o nosso Woodstock. Importante registro de um momento já quase esquecido para as gerações atuais.

Apesar dos militares, apesar da falta de dinheiro, apesar da hostilidade social, apesar das intempéries, eles resistiram. No palco vemos apresentações de nomes como Luiz Gonzaga, Moraes Moreira e até um inacreditável João Gilberto em meio a muita paz e amor.

Prohibition: A Film by Ken Burns and Lynn Novick – 2011
Para quem se pergunta como os EUA aderiram a famigerada Lei Seca, as coisas não foram tão fáceis assim. Em três episódios o programa disseca o antes, durante e o depois daqueles 13 anos em que as bebidas alcoólicas foram proibidas e elevaram a criminalidade as alturas.

O que era um lampejo de arcaico feminismo no final do século XIX logo foi abraçado por forças escusas da política e religião. A campanha moralista encontraria contraponto nas efervescentes noites do Jazz.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Em 87 Xuxa contou quais filmes curtiu alugar

O sucesso do Xou da Xuxa coincidiu com a primeira explosão das videolocadoras.  Era normal da época revistas perguntarem aos famosos o que andavam locando, até como dica para os leitores se orientaram na hora de visitar a locadora.

Demoraria um pouco para Xuxa tomar conta das locações de fitas de VHS com seus filmes, antes disso a revista Fotogramas & Video lhe perguntou quais as fitas que tinha gostado. O ano era 1987 e pela lista dá pra entender que ainda não sentia que ficaria marcada para sempre com o público infantil.

Chega a dizer que gostaria de fazer um papel sensual como um da Kim Basinger em sua carreira de atriz. Ela jamais teria uma carreira de atriz distante do título de Rainha dos Baixinhos e isso não parece ter sido um problema.

Xuxa surpreende em suas indicações, conforme você assiste no vídeo desta semana. Embora sejam títulos até que óbvios para a época, quase todos bem conhecidos da gente.

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