sábado, 30 de junho de 2018

Escândalo pelos nudes que ninguém viu

O Pulp Magazine trouxe a história do húngaro Sepy Dobronyi que ficou famoso no final da década de 50 ao produzir uma estatueta de bronze de Anita Ekberg. Ficou famoso, mas não pela estatueta em si.

Propagou-se que para criar a peça o artista usou fotografias de Ekberg nua. Naquela época a possibilidade de existir um “nude” de alguém (e ainda famoso) fazia ferver o imaginário popular e alimentar muitos tabloides e publicações para adultos só com especulações.
Fotos da Pulp Magazine
A ex modelo sueca vivia seu auge em Hollywood e a história parece só ter lhe ajudado. Mas claro, ajudou ainda mais ao escultor que ganhou fama internacional e depois passou a fazer muitas outras obras com famosas, agora sem citar qualquer foto de nudez, apenas sua imaginação.

Dobronyi, também chamado de Barão, não só ficou muito famoso, como também rico, produzindo, vendendo e comprando obras de arte. Com a fortuna se tornou um “bon vivant” aventureiro, cujos feitos do tipo escalar o Kilimanjaro apareciam nas revistas, além, claro, supostos flagrantes dele trabalhando.
Tudo em nome da arte, claro. As estrelinhas na foto foram postas por mim. picsofcelebrities

Excêntrico e adorador da mídia, ajudou a produzir filmes como Cuban Rebel Girls de 1959, ultimo trabalho do astro Errol Flynn, dirigido pelo especialista em sexplotation Barry Mahon. Apareceu também como ator no suspense picante The Immoral Three ..., dirigido pela lendária Doris Wishman em 1975.  

Quanto à sua obra mais conhecida, a última vez que foi vista, a “Ekberg de Bronze”estava em um museu da Dinamarca. Barão Sepy Dobronyi como cavalheiro que era, nunca mostrou as supostas fotos da Ekberg nua, nem elas apareceram após a morte dele em 2010.
Se é que as fotos realmente existiram, mas isso importava? Só a possibilidade delas existirem já era suficiente. Posteriormente existiram muitas fotos sensuais de Anita Ekberg e ela chegou a posar para a Playboy em 1979.

Em 2012 tabloides modernos como o TMZ voltaram a publicar o nome de Dobronyi quando calcinhas supostamente da Rainha Elizabeth II apareceram à venda no Ebay. Este teria sido um dos últimos desejos do Barão.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

A grande batalha dos Wonkas!

Duas versões de uma mesma história. No vídeo desta semana reflito sobre A Fantástica Fábrica de Chocolate produzido nos anos 70 e o dos anos 2000, com todo o aparato que a tecnologia já podia proporcionar.

Um clássico que marcou gerações e divide opiniões. Você tem uma preferida entre as duas versões? Bom, tento encontrar os pontos positivos em cada um, assim como os negativos.

Para mais posts como este acesse o canal e se inscreva no Dolce Videos. Muito obrigado por assistir e favoritar sempre. :)

quarta-feira, 27 de junho de 2018

2001 do jeitinho que Kubrick quis

Em meio a tantos anúncios de restauração e relançamentos de clássicos chama atenção o downgrade que 2001 – Uma Odisseia No Espaço (2001: A Space Odyssey, 1968 de Stanley Kubrick) para celebrar seus 50 anos. De volta aos 70mm sem remasterização sem nada, do jeito que foi fotografado a partir dos negativos que estavam nas câmeras.

Sim! Diferente do que vimos em DVD e Blu-ray após passar por diversos processos modernos de digitalização. A cópia foi exibida em maio em Cannes apresentada pelo Christopher Nolan que ainda trabalhou como consultor.
O filme, obviamente, será relançado ainda este ano de 2018 em 4K HDR Blu-ray pela Warner. No player abaixo assista a um comparativo entre a versão disponível comercialmente em Blu-Ray a partir de 2007 e imagens retiradas do trailer desta “nova”, que tenta ao máximo preservar o material original.

Incrível que enquanto exploramos filtros retrôs em aplicativos de fotografias, os restauros de filmes foram se distanciando dessa aparência legitima de outra época por mais contraste e nitidez. Por essa comparação, 2001 nunca pareceu tão moderno quanto em 1968.

No canal do blog já publiquei um vídeo comentando edições de filmes restaurados que nem sempre foram felizes. Assista no player abaixo.
Levando em conta o de Stanley Kubrick, quantos por cento de nossos filmes clássicos já assistimos do jeito que eles foram planejados? Ah, se essa moda pega...

terça-feira, 26 de junho de 2018

Sergio Leone em espetacular alta resolução!

Demorou, mas tivemos toda a trilogia estrelado por Clint Eastwood e dirigido por Sergio Leone distribuída em Blu-ray no Brasil! Uma edição bem caprichada que eu mostro rapidinho todos os prós e contras nesse vídeo.

 Os filmes incluídos nesse box são Por Um Punhado de Dólares (Per un pugno di dollari, 1964), Por uns Dólares a Mais (Per qualche dollaro in più, 1965) e Três Homens em Conflito (Il buono, il brutto, il cativo, 1966). Todos foram lançados em DVD oficialmente no começo da década passada e depois desapareceram.

Foram ressurgindo em distribuidoras pequenas em cópias de qualidade sempre abaixo do que se poderia considerar regular. Provavelmente por serem “faroeste”, cinema muito popular, demoraram a ter comercialmente o respeito das obras primas que são.

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quinta-feira, 21 de junho de 2018

10 filmes que salvaria para todo o sempre

Nossos filmes pessoalmente mais amados nem sempre são os melhores filmes do mundo. Ainda assim, me peguei pensando qual deles eu salvaria, entre tantos outros, rapidamente os pegaria para salvar comigo.

São apenas dez! Nadas mais nada menos. Sendo bem egoísta perante os grandes filmes muito mais relevantes à humanidade. :D

É claro que o vídeo vai além disso. Só o ponto de partida para prosear sobre os filmes em questão.

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terça-feira, 19 de junho de 2018

Missão impossível: visita aos estúdios do Godzilla

Ao contrário dos estúdios de Hollywood, nunca vimos muitas fotos da Toho Company, a casa do Godzilla. Pra ser sincero, não lembro de ver nenhuma foto caseira de filmes deles e japoneses gostam bastante de tirar fotos, né?
A explicação é obvia:  Eles não estão abertos regularmente a turistas. Nem existe alguma versão da Toho Studios nos moldes da Universal, que além de atrações inspiradas em suas produções pode simular filmagens.

Toho é o maior e mais influente estúdio de cinema, animação e televisão do Japão. Um ícone nacional responsável não só pela franquia Godzilla, mas por gemas da sétima arte como Os Sete Samurais (Shichinin no samurai, 1954 de Akira Kirosawa).
Bem, alguns estrangeiros tentaram ir lá. Todos falam na dificuldade que foi encontrar o lugar (O endereço é 1-4-1 Seijo, Setagaya-ku, mas não aparece como Toho nos mapas) e a frustração em não poder entrar.
Estas fotos são do blog Jonny’s Cult Films que tentou quando foi passear no Japão. As imagens mais internas (como a do painel com a Mothra) ele tirou disfarçadamente.
A única atração (e isso a gente encontra fotos aos montes no Google) é um Godzilla em tamanho natural na entrada. Em tamanho natural ao do homem no traje de borracha, claro, conforme o primeiro filme de 1954.
Interessante que quando ele esteve lá era época das cerejeiras, o que causou este efeito extra na estátua. Nada mais japonês que Godzilla e sakuras.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Quase 10 anos após esteia Janela Indiscreta voltou como super lançamento

Alfred Hitchcock era o “Mestre do Suspense” há muito tempo e após o estrondoso sucesso popular de Psicose (Psycho) em 1960 ele se tornou ainda mais uma máquina de vender bilhetes. Só que entre um filme e outro demoravam anos, Os Pássaros (The Birds) só sairia em 1963.

A ideia, um tanto quanto óbvia num tempo em que haviam poucas chances de rever um filme, foi relançar algo dele. Foi isso que aconteceu em 1962 quando a Paramount redistribuiu Janela Indiscreta de 1954 com uma campanha toda calcada em Psicose.

Janela Indiscreta não há muita coisa em comum com o filme anterior, mas era Hitchcock, tinha James Stewart e a agora princesa de Mônaco Grace Kelly (até invadindo propriedade privada). Material gráfico lembra esse detalhe na vida da ex-atriz.
Outro coisa que havia mudado de 54 até 62 (e apareceu em destaque) é a presença de Raymond Burr muito popular agora graças a série da TV Perry Mason. Certeza que poucos lançamentos teriam tantos chamarizes.

E da série não há promoção ruim de um filme, já dizia William Castle. Que tal um livro de colorir de Janela Indiscreta para divulgar este relançamento?
Não é o que se pode esperar de uma produção totalmente voltado ao público adulto, mas o “pressbook” da Paramout (gentilmente ofertado online pelo Zombo Closet) lembra que ninguém é muito velho para se divertir pintando.  Viríamos adultos colorindo livros como febre apenas na primeira metade dos anos 2000.

Veja também:
Kevin Bacon às voltas com a janela indiscreta

sábado, 16 de junho de 2018

Edição realmente especial de E O Vento Levou em Blu-ray


Alguns filmes até que bem óbvios demoro a adicionar à coleção. Como é o caso de E O Vento Levou (Gone Whit the Wind, 1939 de Victor Fleming) que no vídeo faço uma rápida avaliação da edição em Blu-ray especial de 70º aniversário.

Primeiro porque dinheiro não dá em árvore, não se pode ter tudo, é preciso priorizar alguns títulos deixando pra depois filmes famosos que serão eternamente relançados. Segundo porque desde o VHS saem tantas edições que simplesmente não sei qual escolher.

E O Vento Levou mesmo, ou são edições pobrinhas ou são coisas muito caras, com vários discos. Carece esperar o momento certo, como quando encontrei esta aí, numa loja física a um ótimo preço!

Lá fora (sim, eu sei!) esta mesma edição se chama Ultimate e possui dois discos a mais (CD com trilha sonora e um documentário sobre a MGM em DVD). Lá ainda houve uma outra, quando o filme completou 75 anos. Ano que vem (2019) fará 80 anos e obviamente podemos contar com uma nova edição, não é?

Bem, no vídeo eu mostro direitinho a de 70 anos lançada no Brasil e falo um pouco sobre o que acho do filme em si e porquê acho relevante incluí-lo na coleção, mesmo não morrendo de amores por ele. Como sempre, ajuda bastante se depois que assistir clicar em like e se inscrever no canal, caso ainda não o tenha feito.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

O malvado favorito de Vincent Price


Dono de uma filmografia repleta de vilões memoráveis, muitas vezes diabolicamente engraçados, Vincent Price nos faz pensar em qual gostamos mais. Ele mesmo tinha o seu favorito, que comento neste vídeo.

Creio que ele levou em conta a diversão. Uma das coisas mais legais nesses filmes com Vincent Price é exatamente observar o quanto ele está se divertindo em cena.

Para conhecer os 10 filmes de Vincent Price favoritos de sua filha assista este outro vídeo>> https://www.youtube.com/watch?v=dl0mS9TdTn8. Não faço minha lista por ficar absolutamente dividido!

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terça-feira, 12 de junho de 2018

Haji, a mais versátil das garotas de Russ Meyer

Descoberta por Russ Meyer em um clube de stripers, Haji foi mais do que um amuleto do diretor. Participou de cinco de seus filmes como atriz e acumulou outras funções, como recrutar colegas da antiga profissão para atuarem no cinema.

Sua estreia no cinema foi no iconográfico Faster, Pussycat! Kill! Kill! (1965 de Russ Meyer) integrando o trio central de garotas caratecas capitaneado por Tura Satana. Um grande filme sensacionalista, cheio de defeitos, mas também, perfeito em subverter a tradicional linguagem cinematográfica.
 Em uma entrevista, quando o diretor já era cult, revelou que ao receber o convite disse que não sabia nem o básico sobre atuar. “Não se preocupe baby, apenas fique comigo, eu vou te ensinar tudo” lhe acalmou Meyer, “Então, eu meio que fiz isso, não era ótimo, mas era divertido".

Seria logo alçada a protagonista no próximo filme: Motorpsycho (1965). Uma loucura envolvendo gangue de motoqueiros delinquentes que perambulam pelo deserto atrás de arruaça e garotas.
Perguntada sobre o motivo que achava pra Faster, Pussycat! Kill! Kill! ter sido um sucesso acreditava que Russ estava à frente de seu tempo, “você simplesmente não via mulheres dominando e espancando homens naquela época. Russ fez algo que ninguém mais tinha imaginação para fazer. “ Imaginação, talento e coragem, pode-se completar.

Haji havia sido colega de Tura Satana em uma casa de stripers chamada “The Losers”, onde tirava a roupa ao som de coisas como “Garota de Ipanema”. Era uma das únicas com quem Satana se dava bem naquele lugar, as outras tinham medo dela, “Ela era muito ruim, ninguém se atreveria a usar a maquiagem ou a escova de cabelo, ou emprestar qualquer coisa dela.”.
John Waters considera Haji a mais versátil das mulheres de Russ Meyer, “pode mudar de uma ninfa exóticas a uma vadia jogando canivete em um piscar de olhos”. Responsável pelo casting em vários filmes, Waters acha que “Haji é a prova viva de que as mulheres de Russ Meyer eram melhores do que tudo o que possa estar no Screen Actors Guild”.
Exageros à parte, ela nasceu no Canadá em 1946 como Barbarella Catton. De uma família meio inglesa, meio filipina, seu nome artístico Haji na verdade era um apelido de infância dado por um tio.

 Até falecer em 2013 aos 67 anos de idade ela continuou fazendo shows burlescos e esporádicas aparições em comédias, quase sempre em referência aos seus tempos de atriz de Russ Meyer. Ela nunca se casou e teve uma única filha aos 15 anos de idade.
Haji em 2010   oxnardlbc
Contava com orgulho que nunca fugiu de casa, era apenas selvagem. Isso porque, começou a trabalhar como bailarina em clubes noturnos aos 14 anos, mentindo a idade mesmo temendo ser presa.

Em sua filmografia ainda se destaca A Morte de um Bookmaker Chinês (The Killing of a Chinese Bookie) dirigido por John Cassavetes em 1976. Mas claro, será lembrada para sempre pelos trabalhos com Russ Meyer.

E não era fácil trabalhar com Russ Meyer. Ele as empilhava em um caminhão e iam acampar no deserto onde tinham que tomar banho em barril de água gelada, lavar seus figurinos e tomar cuidado com cobras e escorpiões.
Por muito tempo ela achava que isso era normal para qualquer atriz até que a Fox, um grande e tradicional estúdio de Hollywood, contratou Meyer para De Volta Ao Vale das Bonecas (Beyond the Valley of the Dolls, 1970). “oooh !. . . Eles fazem o seu cabelo e maquiagem, eles te alimentam, eles te vestem. Mas estou feliz por ter aprendido com a escola Russ Meyer.”


Veja também:
Tura Satana por Billy Wilder
Como vestir uma vixen do Russ Meyer
De sensual pinup 50’s a mulher de negócios
Russ Meyer por John Waters ( ricamente ilustrado!)

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Kika e Pérez Prado exclusivo para a Espanha


Quando fez Kika em 1993, Almodóvar já havia tretado com todos os compositores com que trabalhou, inclusive com Ennio Morricone. Abriu mão de composições próprias para usar músicas tradicionais que gostava.

No dia em que o filme saiu, ele foi promovido na Espanha com um longo trailer ao som do maestro cubano Perez Prado. Esse quase vídeo clip continuou inédito no resto do mundo, até a El Deseo, produtora do diretor, o publicar no YouTube. Assista no player abaixo.
Segundo a El Deseo, o próprio Almodóvar teria considerado uma grande colagem, um trailer como não se pode mais fazer hoje. A música é a contagiante Concierto Para Bongó, que também faz parte do filme, mas de forma bem mais discreta.

Perez Prado era habitué de trilhas sonoras, de Fellini a clássicos da Hammer, mas estava esquecido, ali, na primeira metade dos anos 90. Essa faixa mesmo apareceu em O Circo do Vampiro / A Cigana e O Vampiro (Vampire Circus, 1972 de Robert Young), conforme você pode ler mais a respeito clicando aqui.

Kika completa 25 anos em 2018. Pode ser considerado o final da primeira fase do diretor, com ele deixando estridente tudo pelo qual ele havia ficado conhecido.

Veja também:
Todos querem Morricone. Menos Almodóvar
Primeiro parceiro musical de Almodóvar à beira de um ataque de nervos

La Dolce Vita estreia vinhetas nas redes sociais


Se você frequenta este blog puramente pelo feed de notícias talvez não saiba que existem algumas novidades em suas redes socais. Um trailer na página do Facebook e outro para o seu canal de Youtube.

A intenção é de passar rapidamente um pouco do conceito nestes quase 16 anos de existência. A celebração do doce da vida, independente de qualquer segmento mercadológico ou temporal.

Abaixo a versão do Facebook, visualizado para todos na capa da página https://www.facebook.com/dolcevitablog/. Musica e ritmo confiando que seus seguidores estão mais inteirados com o conteúdo proposto.

Para o canal do Youtube, relativamente novo e com um público distinto, jovem, posterior a blogs, um pouco de agilidade a mais https://www.youtube.com/c/DolceVideo. Assista no player abaixo.

Para quem não acompanha no Facebook ou Youtube saiba que sempre rola conteúdo extra e exclusivo. A página do blog no Facebook (https://www.facebook.com/dolcevitablog/) não é mero depósito de links para cá, aliás, com o surgimento das redes sociais levei um tempão definindo o que deveria ser aqui ou lá.

sábado, 9 de junho de 2018

Bette Davis e Jean Harlow num mesmo box!


A Warner lançou quatro de seus principais clássicos de gangsteres num mesmo box em blu-ray. Neste vídeo avalio o produto e ainda comparo com o que a mesma empresa havia disponibilizado em DVD.

Enquanto a Universal levava monstros da literatura ao cinema, a Warner substituía seus westerns por contemporâneos fora da lei. Os EUA viviam a Grande Depressão e desgraça pouca era bobagem na vida e nas telas.

Essa caixa reúne os históricos principais títulos desse sub gênero. Ainda leva à alta definição o trabalho de astros e estrelas como Bette Davis, Jean Harlow, James Cagney, Humphrey Bogart e Edward G. Robinson, sem falar em diretores como Mervyn LeRoy e Raoul Walsh.

Lá fora (sempre lá fora) a Warner lançou esta caixa como “Ultimate Gangsters Collection: Classics”. Aqui é só “Coleção Gângsteres Clássicos”, menos pomposo, mas realista já que mesmo tendo arte da capa quase idênticas, há diferenças tristes no conteúdo.

Não deixe de clicar no joinha no vídeo no Youtube,  e claro, se inscreva no canal do blog! Isso é simples e ajuda bastante para que mais edições sejam feitas. https://www.youtube.com/c/DolceVideo


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Bizarro anúncio americano transforma Drácula inglês em filho problemático

Drácula estava bastante saturado graças às sequencias da Hammer e a tantas cópias delas entre o final dos anos 60 e começo dos 70. Naquele tempo, bom mesmo eram filmes atuais com pessoas nas patas do tinhoso ou psiquiatricamente maníacas.

E foi assim que a TV norte americana exibiu spot para o britânico Drácula, o Perfil do Diabo (Dracula Has Risen from the Grave, 1968 de Freddie Francis). Um apelo de ninguém menos do que a mãe do Drácula!

Pode ser que alguém tenha ido assistir esperando uma comédia, mas há imagens bastante fortes para os mais ligadinhos na personificação do mal por Christopher Lee. Bizarro se a gente o comparar com os trailers britânicos do próprio estúdio.

Com um narrador de voz que lembra a do Hitchcock possuem um tom solene e impacto bem mais leve, dando um bom destaque à estreia da Verônica Carlson na companhia. O spot americano usa inclusive umas cenas de violência bem mais explicitas.

Consta que da série Drácula na Hammer este quarto filme foi o que conseguiu maior bilheteria. Impossível não imagina Christopher Lee a lá Luisa Marilac, só que numa banheira de sangue: “E diziam que eu estava na pior...”.

Com “O Perfil do Diabo” vampiro pegou fôlego para outros quatro filmes onde teve que enfrentar de minissaia a gangue fantasma de kung Fu. Sim, meias de lurex à parte, os anos 70 não foram fáceis!


quinta-feira, 7 de junho de 2018

Lucy prova que nosso sonho de infância podia ser perigoso

Quem nunca idealizou tampar o ralo e transformar o Box do chuveiro numa piscininha quando era criança? Nunca deu certo pra gente, mas a Lucy conseguiu – e quase morreu!

A façanha apareceu no 18º episódio da primeira temporada da série The Lucy Show de 1963. E não só aparente ser incrivelmente perigoso, como realmente foi!
Essa série, posterior ao I Love Lucy, mostra a protagonista já separada tendo que lidar com as agruras do mundo além da sala, cozinha e espetáculos do ex marido. No caso, se recusa a contratar um profissional para instalar um chuveiro pelo preço.

Ela e a sempre fiel Viv (antes Ethel) até convencem dois amigos do sexo masculino a trabalharem de graça a troco de ovos beneditinos. Sem saberem, estes contratam um encanador profissional, mas a Lucy enche tanto o saco do homem achando ser um amador que ele abandona a obra.
Obviamente as coisas não são fáceis e as duas acabam trancadas com a água escorrendo como cascata. Mais tarde Lucille Ball revelou a dificuldade que foi gravar isso e que realmente quase se afogou, quando foi ao fundo e depois não conseguiu mais subir pra tomar fôlego.
Foi salva pela colega Vivian Vance que percebeu que a amiga estava em apuros e imediatamente a puxou pelos cabelos ruivos. E como o show não pode parar, a cena inteira foi parar no episódio e constantemente é citada como um dos momentos mais engaçados da carreira da Lucy.

Parece um snuff, mas era uma sitcom dos anos 60. Ou, como dizia aquela legenda de Videdrome, é quase TV “de cheirar”.  
Aliás, a tradução  de snuff tá errada, mas tá legal. É como a Lucy e o chuveiro, valeu pela gargalhada.


Veja também:
Erros que foram utilizados nos filmes

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Sobrevivi ao drink da Joan Crawford


Receitinha e das boas no vídeo desta semana! Fiz e provei o drink criado por Joan Crawford na década de 60.

Disposta a transformar a Pepsi Cola na bebida mais importante do mundo (depois da água, né?), Joan Crawford não media esforços para promover o refrigerante. Sendo apreciadora de vodka, a junção das duas bebidas era inevitável.

E assim nasceu o infame Russia Libre! A atriz teria criado o drink como forma de concorrer com o Cuba Libre, bebida em moda nos anos 60 que ia rum e a rival Coca-Cola.

Deu super certo, né? Ao contrário desse drink dela ninguém ouviu falar em Cuba Libre aqui no século XXI. Risos! Bem, eu  pelo menos não morri, como você deve supor ao ler este post.

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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Marilyn Monroe completaria 92 anos de idade e 70 de carreira

Norma Jeane Mortenson nasceu hoje, 1 de junho de 1926 na Califórnia (EUA). Superaria todos os muitos obstáculos da vida até se tornar Marilyn Monroe, o maior mito a sair das telas de cinema.

Atriz com algumas fases distintas, com desenvoltura em drama e comédia, voz que não precisava ser dublada em musicais, aquele “it” que você nasce ou não e um incrível senso de oportunidade a fazem ser para sempre imitada e nunca superada. Transformada em ícone absoluto do glamour hollywoodiano, o passar do tempo a transformou em lenda imortal.
Aqui em 2018 relembramos também de seus primeiros créditos em um filme, exatos 70 anos atrás. Pelo que se sabe hoje, foi em Mentira Salvadora (Ladies of the Chorus, 1948 de Phil Karlson).

Quando o filme foi relançado pela Columbia Pictures em 1952 ela já era bastante conhecida, tendo inclusive aparecido no sucesso Oscarizado A Malvada (All About Eve, 1950 de Joseph L. Mankiewicz) ao lado de Bette Davis. O Estúdio, que não é bobo nem nada, reorganizou o material publicitário e os créditos de abertura.

Logo após a mocinha da Columbia Pictures aprecem as corista com Marilyn no centro da fila inferior. Segue o título do filme com seu nome gigante, em primeiro lugar ali no topo. Uau!
Adele Jergens, a estrela, foi parar na segunda tela, encabeçando o elenco de apoio. “There's No Business Like Show Business”, já dizia o titulo daquele outro filme...

 Ironia máxima, ficaria conhecida em todo planeta cerca de cinco anos depois pela 20th Century Fox, porém, teria novamente seu nome sozinho antes do título do filme apenas em Nunca Fui Santa (Bus Stop, 1956 de Joshua Logan).  
Mesmo após ter virado a mina de ouro da Fox, mesmo após ser usada como mero chamariz em produções nem sempre muito bacanas.  Até quando o filme era sobre a preferência masculina por loiras e ela era a única loira no elenco (indagação famosa de Marilyn).
E claro, depois de Nunca Fui Santa aconteceu em O Príncipe Encantado/O Príncipe e a Corista (The Prince and the Showgirl, 1957 de Laurence Olivier), produzido por ela. Logo da distribuidora Warner, Marilyn Monroe na segunda tela e Laurence Olivier na terceira e aí o título do filme.

Mas até chegar aí, até chegar a pelo menos receber crédito no elenco de apoio foi uma boa caminha, que agora parece ter sido meteórica, mas não foi fácil, com muitos nomes parando pelo caminho. Observe como a posição do nome dela em quatro filmes foi subindo, literalmente degrau a degrau!

Loucos de Amor (Love Happy, 1949 de David Miller)
O Faísca (The Fireball, 1950 de Tay Garnett)
Sempre Jovem (As Young as You Feel, 1950 de Harmon Jones)
O Segredo das Viúvas (Love Nest, 1951 de Joseph M. Newman)

Lista de elenco de apoio vinha após o título do filme. Chegar antes do título, mesmo que acompanhada por mais gente foi outra história, um enorme passo numa carreira e ficar sozinha ali como em Nunca Fui Santa aconteceu com pouquíssimas pessoas!!!

Antes de Mentira Salvadora, sabe-se que apareceu em outros três filmes e um ainda não confirmado. O primeiro foi no drama anti delinquentes juvenis Idade Perigosa (Dangerous Years, 1947) onde conquistou logo de cara um papel com uma ou duas frases e um nome e profissão: A garçonete Eve.
Foi também em 1948 que ela estreou em fabuloso Technicolor através de seu primeiro contratinho com a Fox (seria logo dispensada por eles). Foi em Torrentes de Ódio (Scudda Hoo! Scudda Hay!, 1948 de F. Hugh Herbert) e ela aparece por cerca de um segundo na saída da igreja, cumprimentando a protagonista.
Não se engane, em primeiro plano é a protagonista June Haver, com um visual platinado semelhante ao que Marilyn usaria posteriormente (Natalie Wood é a menininha de chapéu). Marilyn é a garota ruiva de vestido azul e blusa branca que passa ao fundo sorrindo.

Sabemos pelo menos que o nome é Betty porque a personagem de June Haver a cumprimenta. Se papel seria maior, mas tudo ficou no chão da sala de montagem, sobrando apenas esse segundinho, do qual, evidente, não recebeu crédito.

De qualquer forma, sempre que algum desses filmes (e são 33 títulos) foi lançado em Super 8, VHS, DVD, Bluray, streaming ou será em qualquer outro tipo de mídia ou método de distribuição a ser inventada, seu nome aparecerá em primeiro e com destaque. Não importando o tamanho de sua participação no filme ou a relevância do mesmo, além, claro, de ter contado com Marilyn Monroe no elenco.