terça-feira, 31 de outubro de 2017

Quem é o verdadeiro Elvis falso da Marilyn


Uma série de fotos com Marilyn Monroe abraçada com este rapaz pularam no meu feed do Facebook outro dia. Prestei atenção porque a figura dela tem servido para várias causos e meias verdades também nas redes sociais.

Dessa vez não era nada demais!  A legenda dizia em inglês: “Marilyn Monroe e John Gatti, o ator novato que interpreta Elvis Presley no número de "Specialization" do filme, no set de Let’s Make Love.”.

Tanto Elvis quanto Marilyn são dois ícones muito lembrados quando se fala na década de 50 e tantas montagens toscas com os dois pululam o mundo. Tem lá sua graça esse número de Adorável Pecadora (1960 de George Cukor) com ambos e Gatti realmente se assemelha com o Rei do início da carreira (assista no player abaixo!).


No filme Marilyn é a jovem atriz que participa de um musical que satirizará celebridades da época. Inclusive um milionário (interpretado por Yves Montand) que se mistura aos sósias do elenco e acaba interpretando secretamente ele mesmo.

Agora, estranho que este Elvis fake (não creditado no filme) está no IMDB constando como trabalho de estreia como ator do guitarrista Dick Dale e não há nem sinal de quem foi o tal John Gatti.


 Dick voltou a ficar muito popular a partir de 1994 graças à trilha de Pulp Fiction (de Quentin Tarantino). O hit Misirlou foi lançado originalmente em 1962.

Pra você ligar o nome à pessoa! ...Ou melhor, à música.

Só que a aparência do guitarrista nesta época das filmagens de Adorável Pecadora era esta.

Acho assombrosamente diferente do “Elvis” que contracena com Marilyn. Sou um péssimo fisionomista, mas está gritante pra mim neste caso.
O guitarrista participou realmente de alguns filmes no começo da década de 60, inclusive A Praia dos Amores (Beach Party, 1963 de William Asher) com Annette Funicello e Frankie Avalon, mas impossível ter mudado tanto em tão pouco tempo.

Alguns livros indicam também que se trata do tal John Gatti. Cheguei a cogitar ser o Dick Dale mesmo e o moço da foto só um fã nos bastidores, mas revendo o filme parece claro ser mais uma confusão do IMDB.

Gatti, aliás,  tinha toda panca de modelo da AMG, mas ao que parece hoje ninguém sabe ninguém viu. 

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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Pode haver mais coisas em comum entre Leatherface e Drácula do que imaginamos

O blogueiro Jorge Bertran  (do Las Novias de Gwangi) assistiu a uma palestra com o diretor Tobe Hooper em Madri e saiu cheio de ideias fervilhantes. Entre elas a estreita relação ente O Masscare da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre, 1974 de Tobe Hooper) e Drácula, O Príncipe das Trevas (Dracula: Prince of Darkness, 1966 de Terence Fisher).

Hooper, que faleceu em agosto, disse que no começo de sua trajetória foi fortemente influenciado pelos filmes da produtora britânica Hammer. Tal afirmação a principio causa estranheza porque ele era de extrema crueza, enquanto as produções da Hammer primavam pela elegância.

Se pensarmos um pouco, conforme Bertan apontou, não é bem assim. Tanto “O Massacre..” e o Drácula de 1966 (o segundo com Christopher Lee) tem muitos elementos referentes, provavelmente involuntários.
A começar pelo mote principal: Grupo de burgueses adentra a floresta inadvertidamente indo ao encontro do mal. O mal que existe ali espera presas chegarem até ele e receberá dois casais em ambos os filmes, por uma carruagem e uma van.

No da década de 70 há um casarão aos pedaços que pode ser um contraponto ao castelo da década de 60, embora o castelo tem uma aparência mil vezes melhor, mesmo sem deixar de ser assustador de forma igual.
Leatherface é tão herdeiro de Drácula, os vilões principais, que os dois não possuem qualquer linha de texto. São gigantes do medo, que antes de agir, assustam pela altura e o ódio primitivo.

Outro detalhe a se notar são as sequencias mais chocantes nos dois filmes: Os mortos pendurados em ganchos! No de Hooper, evidente, é mais explicito e brutal, mas o de Fisher também deve ter deixado a plateia assombrada quase dez anos antes.
Nos dois jeitos a intenção era recolher o sangue das vítimas. Em Drácula o motivo fica mais claro, reviver o conde que havia virado pó no último filme.
Coincidências ou inspirações, a produção de 1966 assim como de 1974 foram marcos cada qual à sua maneira de um gênero que sempre se renova. Elegante ou deliciosamente grotesco.

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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Dolce Video traz resenha da nova edição de Akira


Após mais de 20 anos uma edição em português de Akira respeitando a origem japonesa chegou ao Brasil. No 12º Dolce Vídeo você conhece detalhes deste lançamento da editora JBC e não só!

Impossível falar de Akira sem relembrar todo o fenômeno cultural, do mangá ao animé, passando pelas versões em home video.  Além, claro, a iconográfica trilha sonora.

Bom, eu me empolgo mesmo quando o assunto é Akira, este é o vídeo mais longo do canal até aqui. Se quiser assistir apenas a resenha da edição da JBC, pule para os 14:38.

Por favor, não se esqueça de deixar o seu “like” e de se inscrever no canal caso ainda não o tenha feito. Para outros vídeos, clique aqui.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A incrível aventura de Las Grecas na Guerra dos Planetas

Las Grecas é aquele duo de Flamenco Pop do começo da década de 70 que ficou tão famoso na Espanha que gerou uma infinidade de cópias. “Te estoy amando locamente”, o primeiro hit, chegou até as galáxias distantes e você DEVE assistir no player abaixo!
É um nível de ruindade e maravilhosidade tão extrema que sei que não atualizava aqui faz alguns dias, mas eu TINHA que compartilhar! Prioridades, amigo, prioridades...

Reconfortante ler os comentários que este vídeo recebeu no YouTube e ver que absolutamente todos ficaram embasbacados. Um apocalipse gitano que nem os sonhos mais lisérgicos de George Lucas fabricariam!

Formado pelas irmãs Carmen Muñoz Barrull e Edelina Muñoz Barrull (Carmela e Tina), Las Grecas esteve em atividade entre 1973 e 1979 pela gravadora CBS espanhola.  Suas bases musicais iam de Jimi Hendrix, George Benson, ao brasileiro Caetano Veloso.

Mesmo sem a temática Star Wars elas são fabulosas. Cata só o clipe de "Ilusionada" (1976), que desbunde de cores e todos os efeitos possíveis nos primórdios do videotape.
Em 1983 Tina foi diagnosticada com esquizofrenia paranoide complicada e toxicomania, chegando a esfaquear a irmã numa das crises. Presa e depois internada, fugia de todas as clínicas, quando foi viver em situação de rua pelo centro de Madri. 

Em 1995 havia sido por uma casa de acolhimento quando faleceu de desnutrição e outros problemas acarretados por sua enfermidade. Tinha apenas 38 anos de idade
Carmela (à esquerda no gif acima) tentou resgatar a dupla com outras parceiras, inclusive com uma das filhas de Tina sem nunca mais alcançar o mesmo sucesso dos tempos do primeiro disco Gipsy Rock (1974). Graças a um descuido com o registro do nome, desde 2007 Las Grecas possuem uma polêmica formação sem relação alguma com Carmela e Tina.

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Amendoim Japonês