terça-feira, 25 de junho de 2019

As certinhas do Beto Rockfeller


Beto Rockfeller voltou, mas não voltou sozinho. Em 1973 a TV Tupi anunciava a sequencia de seu super sucesso escrito por Bráulio Pedroso assim, com nada menos do que 10 beldades a mais, numa foto que se assemelha ao que era mostrado na abertura.

Tanta mulheres para um homem é um tanto quanto chauvinista para um programa que se orgulhava de ter revolucionado a TV brasileira. 1973, mas, né? Muitos sutiãs já haviam sido queimados em praça pública. 

O texto do anúncio ainda termina como: “Por essas e por outras é que Beto Rockfeller será a primeira telenovela a conquistar o público masculino. Certamente, a parte inteligente deste público." Bem, como se sabe, a essa novela não foi necessariamente o sucesso que a emissora esperava.
Algumas dessas moças consigo identificar, mesmo com essas perucas e maquiagens tão 70’s (outras talvez você saiba!). Além do Luís Gustavo, o Beto em si, da esquerda para a direita está a Elaine Cristina (Figurinha manjada da Tupi) em pé, Elke Maravilha estreando como atriz de novela (primeira e última vez), a musa maior Odete Lara ao centro, Elizabeth Gásper e sentadinha na ponta está a Pepita Rodrigues.

A mocinha Renata (Bete Mendes) é aquela de preto em pé à direita? Ainda assim, faltam Irene Ravache e a Teresinha Sodré, remanescentes da trama de 1968. Pepita esteve também no elenco dessa primeira novela de 5 anos atrás, portanto, não são apenas as caras novas.
Odete Lara, figura emblemática do cinema brasileiro, havia estado em três outras novelas, sendo a principal delas As Bruxas de 1970, também na Rede Tupi. Após a Volta de Beto Rockfeller ela não retornaria à TV de uma forma geral até O Dono do Mundo, novela escrita por Gilberto Braga em 1991.

Antes, em 1988, foi convidada a interpretar a megera Odete Roitman na novela Vale Tudo, também de Gilberto Braga, mas, como todos sabemos, ela declinou. Um daqueles casos da teledramaturgia em que o personagem achou sua interprete perfeita.

Além desta sequencia, os personagens de Beto Rockfeller apareceram em um filme em 1970. Além de revolucionária em termos de linguagem televisiva, Beto Rockfeller ainda foi uma das primeiras nestes desdobramentos multimídias.

A imagem é um oferecimento Revista Amiga e Novelas

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Não contavam com a astúcia da Globo

Quando chegaram as bancas brasileiras, Chaves e Chapolim eram já velhos conhecidos do público brasileiro. Há anos martelavam os mesmos episódios na TVS e depois SBT do Silvio Santos.

Mesmo com todo o sucesso diante o público infantil, os personagens de Roberto Bolaños ficaram quase alheios ao bum dos subprodutos relacionados a personagens da TV que acometeu o Brasil nos anos 80. Houve um disco em 1989 e no anos seguinte  ganharam o gibi e pelas mãos da Editora Globo.

Do grupo ao qual pertence a TV Globo que volta e meia levava um peteleco na audiência do seriado trash mexicano dos anos 70. Os personagens apareceram em historinhas desenhadas e produzidas exclusivas no nosso país.

No vídeo desta segunda-feira vemos página a página a primeira edição deste sucesso editorial dos anos 90. E claro, sempre conversamos um pouquinho sobre assuntos relacionados.

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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Os dentes brancos da Senhora Bing

TV e cinema eram universos tão distintos para os norte-americanos que havia atores hiper famosos pra eles que a gente até via volta e meia, mas dificilmente guardaríamos o nome aqui no Brasil. Morgan Fairchild, por exemplo!

Agora ela será pra sempre a mãe do Chandler Bing do seriado Friends, mas até ali, para a maioria de nós (excluindo alguns fãs, né?), era só um rosto que vimos em algum lugar. “Algum lugar” significa algum telefilme ou participação em seriado aleatório.
Fairchild tem a cara das produções televisivas deles nos anos 80. Uma beleza "perfeita demais" para qualquer outro padrão no mundo. Aliás, fora um caso ou outro, nem a televisão deles usa mais apenas pessoas assim.

Antes de ser a senhora Bing eu lembrava bastante dela por Baseado Numa História Irreal (Based on an Untrue Story, 1993 de Jim Drake). Fairchild brincava com esta "perfeição"dos filmes feitos para TV como a milionária dona de fábrica de perfumes que perde o olfato e para fazer receber uma doação de órgãos descobre que sua mãe é seu pai.
Essa maravilhosa comédia B com referências a John Waters (inclusive com atores dele no elenco, como Ricki Lake) era figurinha fácil nas madrugadas da TV Globo. A dublagem pavorosa deixava tudo ainda mais engraçado.

Mas não só! Além das madrugadas brasileiras, a loirice de Morgan Fairchild aparecia nas manhãs da Bandeirantes, hoje Band. Anunciava o miraculoso Dental White.
Reveja no player abaixo. Se cair em tentação, saiba que ainda vende Dental White nos EUA.
Dental White era produto tipo meias Vivarina, Facas Ginso e óculos Anber Vison. Bons demais pra ser verdade e a gente tinha dúvidas como algum santo poderia não desconfiar da esmola toda.

Morgan Fairchild é por si só um produto "como visto na TV". 

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Para quem me pergunta se Joan Crawford era mesmo a bruaca que maltratava criancinhas

Está aí um tema que já me perguntaram algumas vezes: se acreditava que o que está no livro Mamãezinha Querida é verdade. O best-seller que virou filme foi escrito pela filha de Joan Crawford que narra a infância e vida infernal que teve ao lado da atriz.

Toquei algumas vezes nesse assunto aqui no blog e sempre me recusei a responder, até porque, acho divertida a imagem louca excêntrica de diva hollywoodiana, não contraria isso. Que cada um tire suas conclusões, achava.

Mas os tempos são outros, muito mais unidimensionais do que a saúde social possa lidar. Li alguns disparates a respeito e me sinto não só confortável a falar sobre o assunto, mas quase que na obrigação.

Como não poderia deixar de ser, conto com o seu like no vídeo e a inscrição no canal, caso ainda não tenha feito. Agradeço desde já!

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Este post não é sobre Marilyn Monroe

Quando você assiste a clássicos também fica viajando nas figurantes?  Provável que também sonhassem em ser a protagonista algum dia, alçar o olimpo de Hollywood. Tipo essas duas ao fundo, entre os braços de Marilyn.
Entre as moças anônimas de O Rio das Almas Perdidas (River of No Return, 1954 de Otto Preminger) estava Barbara Nichols. Literalmente entrou muda e saiu calada e eu nem consegui lhe identificar até agora, mas qualquer biografia diz que começou ali como “Bailarina Loira”.

Nichols jamais chegou ao patamar de uma estrela, mas conseguiu trabalho em muitos filmes ao lado de astros e estrelas de verdade como Burt Lancaster, Doris Day e Frank Sinatra. Se tornou uma celebridade.
Era considerada uma das sub Marilyn Monroe’s do momento, aqueles seres de madeixas descoloridas que pululavam revistas de fofocas, programas de rádio e de auditório na onda da loira principal da Fox. Consta que Barbara Nichols não gosta quando lhe incluíam nesse time onde se encontrava Jayne Mansfield, Mamie Van Doren, Diana Dors e tantas outras.

Barbara Nichols ia além de um corpo voluptuoso: Cantava, dançava, atuava, não se encaixava apenas como mais uma loira. Mas ela adorava um bom spot, aparecendo muitas vezes em poses sedutoras na capa de tabloides por qualquer motivo.
Em 1960 no National Enquirer com a manchete “Homens, dinheiro e eu – o triângulo perfeito para Barbara Nichols”. O PulpInternational conta que ela era sempre alvo destas publicações por estar sempre na companhia de homens ricos e jamais ter se casado.

Nesta mesma época ela passou a ter participações cada vez mais frequentes na televisão. Dezenas de participações sem seriados famosos incluindo Batman, onde interpretou a vilã Maid Marilyn.
Praticamente não dava pra ser loira e maliciosa sem escapar do estereótipo “Marilyn” na década de 50. Nos anos 60 (os episódios são de 1966) o estilo já era tão fora de moda que virou caricatura.

A atriz faleceria em 1976 com apenas 47 anos de idade por um problema de fígado, decorrência dos dois graves acidentes de carro que sofreu muitos anos antes. Obituário de um jornal de Los Angeles disse que era “conhecida por interpretar o estereotipo da ‘Loira Tonta’”.

terça-feira, 18 de junho de 2019

Avesso da cena: de médico a monstro diante dos nossos olhos

Efeitos ópticos que ainda impressionam aqui em 2019: a transformação em monstro como em O Médico e o Monstro (Dr. Jekyll and Mr. Hyde, 1931 de Rouben Mamoulian). O rosto do ator se transmuta diante dos nossos olhos sem corte algum para adicionar maquiagem.

O efeito difere, por exemplo, daquelas maquiagens de lobisomem do cinema clássico, onde a imagem dava “soquinhos” até completar a transformação (era adicionada quadro a quadro, em stop motion). Aqui é contínuo, sem nada de edição.
Bastante utilizado em histórias de terror ao longo das décadas, o efeito teria sido visto pela primeira vez na versão de Ben-Hur produzida em 1925. Para mostrar o milagre de Cristo na pele das "leprosas".
Mas não há milagre! Pura ciência e técnica muito bem aplicada junto a maquiagem, conforme muito bem demonstrou o canal RocketJumpFilm School.

O ator tem partes do rosto maquiadas com tons avermelhados como se fosse a máscara do monstro.  Colorizei o frame abaixo, apenas para termos uma noção do que deve ter sido nos bastidores em 1931.
Na hora de filmar ele normal usavam uma luz vermelha que se misturava ao tom da maquiagem, a disfarçando.
Quando ele vai se transformar, a iluminação era trocada de vermelha para azul (a cor contrastante) o que fazia revelar a maquiagem avermelhada que dava os contornos monstruosos ao rosto do ator. Isso, claro, só funciona em filmes preto e branco, ou perceberíamos o truque da diferença da cor da luz.
E estava feito a "mágica"! Maquiagem, troca de filtros de iluminação e a interpretação do ator (Fredric March  levou o Oscar de melhor ator daquele ano). 

O diretor Rouben Mamoulian guardava o segredo quando era perguntado, embora a técnica fosse empregada em vários outros filmes, sendo bastante lembrada nos do italiano Mario Bava. Apenas no final da década de 60 Mamoulian revelou em entrevista como fez a cena mais famosa de seu O Médico e O Monstro.

Existe um gif ou vídeo que percorre as redes sociais há algum tempo onde uma velhinha vira bruxa. Geração acostumada a computação gráfica fica assustada com a perfeição numa época tão remota do cinema.
A cena pertence à comédia Sh! The Octopus (1937 de William C. McGann) filme que por muito tempos e considerou perdido. Perceba que após 12 anos de Ben-Hur e 06 de O Médico e O Monstro a técnica está aperfeiçoada e até os olhos e dentes da atriz mudam.

E um dos fascínios dos velhos truques ópticos ou mecânicos dos primórdios do cinema sob a CG é exatamente este. Quando funcionavam são insuperáveis em sua magia.

Avesso da cena: Minutos finais de Profissão: Reporter
Avesso da cena: Ash contra um possuído

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Disco à frente de seu tempo inclusive na embalagem

Em seu segundo disco o grupo Deee-lite chegava muito mais consistente em seu conceito musical. O disco de estreia havia sido um tremendo  sucesso  impulsionado pelo hit Groove Is In The Heart .

Infinity Within ainda era mais maduro no discurso político do grupo, levantando em suas letras bandeiras como globalização, buraco da camada de ozônio, sexo seguro e a importância do voto.  E assim sendo, a gravadora Warner decidiu estrear neste disco a embalagem Eco-Pak.

O ano era 1992 e a indústria fonográfica estava a todo vapor com o CD substituindo o vinil. Além de ecologicamente correto, o Eco-Pak ainda era mais leve para transportar, o que significava uma economia ao fabricante.

No vídeo desta segunda vemos o incrível material gráfico de Infinity Within (com direção de arte de Mike Mills e da vocalista Lady Kier) e mais sobre essa embalagem que seria revolucionária. Ela morreu logo, surgindo tempos depois em algo semelhante nos primeiros DVDs da Warner (mas aí já é uma outra história).

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sábado, 15 de junho de 2019

Encontro histórico de Vincent Price e Joan Rivers

 Do alto de suas ombreiras, Joan Rivers teve um talk show na TV Norte Americana de 1986 a 1988. Recebeu em seu sofá de jovens promessas como Drew Barrymore a ícones como Lucille Ball.

Vincent Price esteve duas vezes lá! Na segunda vez, em 1987, o ator recita ao vivo e pela primeira vez na TV, nada menos do que o rap de Thriller!!!  Assista no player abaixo.
 Três anos após o lançamento da música, a gargalhada de Vincent Price imortalizada em Thriller ainda ressoava na cultura popular. Essa gargalhada seria utilizada por sonoplastas do mundo todo por décadas a fio.

Não duvido que hoje em dia exista quem não saiba quem é Vincent Price, mas conheça muito bem estes versos que culminam na gargalhada. Aliás, não seja esta pessoa! Não mesmo.

O episódio em questão do talk show foi exibido numa sexta-feira 13 daquele ano. Além de Price, Rivers recebeu naquela noite o ator Anthony Perkins, o eterno Norman Bates, trecho que infelizmente não está disponível no YouTube.

Além do rap recitado pelo Vincent Price ao vivo, fiquei de queixo caído com o gerador de caracteres daquela sexta feira 13. Algo sobre a então nova aparência física da angelical Charlene Tilton.
Charlene Tilton, como se sabe, foi a loirinha da novela Dallas. Joan Rivers sempre Joan Rivers.

Veja também:
Como Bela Lugosi salvou Thriller e mudou a história da música
Tal filha, tal mãe! Melissa como Joan Rivers
Charlene Tilton em RuPaul's Drag U

quinta-feira, 13 de junho de 2019

O lado prosaico da vida sem internet

A vida prática da internet para o cidadão comum vai muito além de se expor em rede social, compras e pagar contas. Antes delas éramos obrigados a algumas coisas que não fazem mais o menor sentido.

No vídeo desta semana relembro o que se podia fazer para opinar sobre assuntos nem sempre uteis para desconhecidos e o que nos restava nas madrugadas quando o sono não vinha. Isso num passado não tão distante assim.

Spoiler: Não éramos mais ou menos felizes! Não se esqueça de deixar os eu like e se inscrever no canal! https://www.youtube.com/c/DolceVideo

quarta-feira, 12 de junho de 2019

É Vingadores que você quer? Toma Leona Vingativa, o filme!


Por essa ninguém contava! A trajetória da Leona Vingativa registrada em mini doc será exibida no próximo dia 22 dentro da Mostra Cinema em Transe, no Centro Cultural São Paulo.

O trailer do filme foi compartilhado por ela em seu Instagram e você pode assistir no player abaixo. É uma produção da InpiraAções com direção de Clara Soria e Hugo Resende.
Sempre tem alguém chegando agora e que talvez não a conheça, mas Leona é simplesmente uma das mais antigas web celebridades do Brasil ainda em atividade. Das raras que após a visibilidade não desandou, muito pelo contrario, cada vídeo novo é uma boa surpresa.

Ela surgiu nos primórdios da internet, viralizada no Orkut, com o vídeo Leona Vingativa e a Aleijada Hipócrita. Era uma criança apenas, mas já bem criativa, de inegável talento tragicômico e com aquela estrela para o sucesso que poucos nascem.

Cresceu e passou a fazer vídeos musicais, quase todos falando sobre o cotidiano da comunidade LGBT+ da periferia de Belém do Pará com muito humor. Uma figura impar e legitima  artista popular brasileira a ser festejada sempre.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Ilona Staller além da Cicciolina

 Entre o final dos anos 70 ao começo dos anos 90, IllonaStaller transcendeu o cinema pornô italiano que lhe fez famosa. Virou um ícone pop literalmente, uma imagem forte quanto Mickey, Chaplin ou o logo da Coca-Cola.

Digo no sentido de que mesmo quem não tivesse consumido seus filmes (extremamente pesados até para hoje) sabia reconhecer quem era aquela figura. Muito loira, franja segura com uma cordão e a maquiagem hiper carregada lhe faziam um ser quase imaginário.

Natural de Budapeste, Hungria, Ilona Staller se tornou Cicciolina quase de forma natural. Antes de participar de produções hardcore na indústria adulta Italiana (que ajudou a formar), já chocava o país católico ao participar de programas de TV e rádio com um discurso absolutamente liberal.

Estreou como atriz (com texto e tudo) no cinema convencional em 5 donne per l'assassino, gialo dirigido por Stelvio Massi em 1974. Foi creditada como Elena Mercuri e é uma das 5 belas vítimas do assassino.
Ainda Elena Mercuri estreou como atriz em gialo em 1974
Podemos ver aí a Ilona Staller nua da Cicciolina! Uma moça muito bonita que justifica a modelo que havia sido em sua terra natal, tão sedutora que chegou a ser contratada como espiã pelo governo Húngaro.

Lá em 1987 foi noticia no mundo todo ao se candidatou ao parlamento italiano. Sua campanha era feita segurando um bichinho de pelúcia com uma mão, o outo braço levantado fazendo sinal de vitória e um seio de fora.

Parecia piada, mais uma usando a fama para ganhar dinheiro com cargo público, mas não! Ilona Staller se filiou a um partido pela primeira vez em 1979, o Lista del Sole, o primeiro ambientalista da Itália.
Matéria da revista Manchete em julho de 1987
E ela ganhou sendo a segunda deputada mais votada! Sua plataforma era a defesa da liberdade sexual, legalização da prostituição, direitos humanos e dos animais, educação sexual nas escolas e a luta contra a emissão de CO2 e Energia Nuclear.

Abriu sua própria produtora de cinema adulto, passando a rodar filmes com discurso politico social. Não consigo imaginar melhor veículo popular para disseminar ideias.

Fundou seu próprio partido e nunca desistiu da carreira política. Passou a ser requisitada para trabalhos convencionais de atriz inclusive no Brasil, aonde veio fazer inesquecível participação na novela Xica da Silva , produção da TV Manchete de 1995.
Contracenando com Drica Moraes e Sergio Britto
Seu personagem era a Principessa Ludovica de Castelgandolfo, uma beata muito da recatada que apareceu no Arraial do Tijuco diretamente de Genova para arrecadar fundos para obras assistenciais da igreja. Na verdade, obviamente, tratava-se de uma golpista voluptuosa.

Também escreveu livros e cantou coisas picantes, como Madonna também viria a fazer no começo dos anos 90. Alias, por falar em nome italiano, dizia-se que Cicciolina significava fofinha, hoje o IMDB registra que quer dizer carícia.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Norma Desmond em esplendorosa alta definição

Durante muito tempo, Crepúsculo dos Deuses, um dos filmes mais incríveis de todos os tempos, era inédito no mercado de home vídeo. A ausência em VHS foi compensada com um DVD bem caprichado.

No vídeo desta segunda falamos desta edição, o que há entre ela e a que saiu muito tempo depois em Blu-Ray e muito mais! Impossível não ter tanto a dizer sobre este filme.

Tá longo, mas acredite, é de tanto amor. Hahaha! Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950 de Billy Wilder) talvez seja o filme que mais assisti.

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Doce: As Spice Girls lusitanas


Comparar as garotas do Doce com as Spice é mera brincadeira. Doce é bem anterior, tendo surgido em 1979, finzinho da fosforescente era Disco, e são consideradas o primeiro girl group de Portugal.

Dois anos depois das brasileiras As Frenéticas, uma comparação bem mais lógica com outro grupo célebre de garotas que cantavam em português nos anos 70. Entre seus criadores está o brasileiro Cláudio Condé, que na época era o presidente da gravadora Polygram.
 A formação original foi formada por Fá, Teresa, Lena e Laura, todas com experiência musical, exceto a última, modelo e miss. Doce estourou logo no primeiro single, com figurinos extravagantes e a canção Amanhã de Manhã & Bem Bom de 1980.

O grande auge das garotas foi em 1982 quando ganharam o festival da canção da emissora RTP, o que lhes habilitou a defender Portugal no Festival Eurovisão da Canção. A principal apresentação delas no evento pode ser assistida no player abaixo (confesso que só percebi a coreografia maliciosa agora!).

A música Bem Bom que levava o folclore português à música pop era uma das cinco favoritas, mas ficaram 13º lugar.  Com o perdão do trocadilho, esta derrota amarga das Doce é lembrada até hoje.

Ainda assim a canção se tornou um sucesso não apenas no país de origem do grupo. A participação no festival impulsionou discos em espanhol e inglês, conseguindo serem tocados até nas Filipinas.
Na TV da Espanha. Além do visual mais ousado, Bem Bom virou BimBo em espanhol
Esta nova invasão de Além Mar chegou ao Brasil em 1982 em um compacto contendo apenas Bem Bom, mas sem alcançar a mesma repercussão dos outros países. Elas têm cara de coisa que o Chacrinha apresentaria, não? Será que foram?

O grupo se manteve o mesmo até 1985 quando duas integrantes foram trocadas. Durariam ainda mais dois anos até lançarem o derradeiro álbum duplo Doce 1979-1987, título que parece algo a ser escrito numa lápide.

No começo deste ano a RTP anunciou entre as novidades de sua programação 2019 uma série documental contando a trajetória do Doce, que tanto marcou a música do país há 40 anos. Para sempre Doces.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Após 18 anos minissérie faz mais sentido

A adaptada da TV Globo em forma de minissérie de Os Maias, obra máxima de Eça de Queiroz, completa 18. Revista tanto tempo depois se mostra essencial ao Brasil de 2019.

No vídeo principal desta semana relembro os percalços de sua estreia, sua inovadora adaptação ao DVD e o que faz ela ter muito mais eco agora do que em seu lançamento. Teria sido produzida em época errada?

Com texto de Maria Adelaide Amaral e direção geral de Luiz Fernando Carvalho, Os Maias contou com grande elenco formado entre outros por Leonardo Vieira, Simone Spoladore, Ana Paula Arósio, Fábio Assunção e Selton Mello. Ainda proporcionou o reencontro de Eva Wilma e Walmor Chagas, casal do clássico São Paulo, Sociedade Anônima (1965 de Luís Sérgio Person).

Como sempre, agradeço  o seu like no Youtube e a inscrição no canal. :)
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Veja também:

quarta-feira, 5 de junho de 2019

A leitura favorita de Stella Dallas

Stella Dallas é uma moça simplória que consegue casar com um refinado herdeiro. Eles têm uma filha, mas o casamento não vai longe.

Ela pede a ele para ser refinada, justiça precisa ser feita, mas o moço diz que é pra ela ser quem ela é. A filha cresce e aquela mãe se vê embaraçada em acompanhar o status da filha ao lado do pai e da madrasta muito chique.

Essa história folhetinesca foi adaptada ao cinema pela primeira vez em 1925 com produção de Samuel Goldwyn Mayer e direção de King Vidor e depois refeita em 1937 pelos mesmos. A protagonista foi interpretada por Belle Bennett e depois Barbara Stanwyck, numa interpretação que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar.

O roteiro de ambos é bem semelhante com sutis mudanças. Por exemplo, a Stella de Stanwyck reclama do ex-marido ficar enviando livros pra garota como presentes de aniversário, enquanto que a silenciosa se recusa a ler Bernard Shaw e Uspenski por soarem como doenças gástricas.
Bom mesmo é se esbaldar em revistas de mexericos e histórias picantes! Stella anos 30 fica na cama lendo a The True Confessions, lendária revista com relatos da vida alheia e as vezes com estrelas de Hollywood.
A edição que aparece no filme é de Junho de 1937. Por coincidência traz como chamadas de capa (arte de Zoë Mozert) o divorcio e o casamento com o filho de um homem rico.
A cópia do filme dos anos 20 disponível no Youtube está bem ruim, deu trabalho pra identificar o que era. É a edição da Breezy Stories, de agosto de 1925, uma popular revista de histórias pulp.
Existe uma terceira versão da história filmada em 1990 com a Bette Midler, cujo título no Brasil é Stella - Uma Prova de Amor (John Erman). Bem fiel aos outros filmes (embora Stella não chegue a se casar neste), mas não dá pra identificar revista alguma.
A Time é que não é.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Por onde anda a Tia Espanhola do Omo

 Anúncios do sabão em pó Omo eram constantes na programação da TV durante as décadas de 80 e 90. Um deles, especialmente, marcou , embora pouquíssimas pessoas devem se lembrem hoje antes de revê-lo.

Nele uma dona de casa ladeada por duas garotas sai de supermercado quando é interpelada por uma repórter que lhe pergunta como ela escolhe a marca do sabão em pó. Mas quando ela responde ouve-se um portunhol, conforme você deve assistir no player abaixo.
Segundo o vídeo publicado no YouTube, a propaganda foi exibida em 1986. Suspeitávamos que era algo estrangeiro, por ser um produto de multinacional e que por algum motivo esqueceram de dublá-la em nossa língua.

Bem, mas a repórter fala em português do Brasil bem claro. Pela voz e o penteado parece ser a Magdalena Bonfiglioli que se tornaria famosa ao chorar enquanto explorava as mazelas humanas em programas como o Aqui Agora e Ratinho, todos do SBT (só podia, né?).
O GC revela o suposto nome da dona de casa: Elena Gomez de Molina. Sou doido pra googlar esses nomes que aparecem na publicidade para saber se são pessoas reais (Lembra do dentista da Colgate?).
Confesso que ainda tinha a esperança de pegar alguma pista sobre o porquê dessa dona de casa falando em portunhol. Nossa publicidade jamais foi conhecida por abraçar a diversidade, seja ela uma outra língua ou qualquer outra coisa (o concorrente Garoto Bombril satirizou o sotaque da Elena em uma peça deles).

Eita, que cheguei até o obituário do Miami Herald do dia 6 de agosto de 2017. Elena Forcade Gomez de Molina estava com 73 anos e havia falecido no dia 30 de junho, deixando três filhas e netos.

Se é a mesma pessoa, em 1986, ano em que apareceu na TV do Brasil testando Omo, ela estava com cerca de 42 anos. Deve ser ela! E a fisionomia na foto do obituário lembra bastante a senhora da propaganda.
Pelo texto do jornal de Miami, Elena não era uma atriz, mas uma pessoa anônima mesmo, como sugeria o antigo anúncio de sabão em pó.  Os íntimos lhe chamava de Nena e lamentaram a ausência de sua risada contagiante.

R.I.P. Tia Espanhola do Omo. 

Veja também:
Pessoas de jaleco nos anúncios são reais?
O pioneiro Omo
A verdadeira mãe do Assassino da Encruzilhada

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Novela Vamp em figurinhas

Aproveitando o grande sucesso de Vamp, a editora Globo lançou um álbum de figurinhas da novela. Outros hits da TV Globo já haviam virado cromos adesivos como Que Rei Sou Eu? e Bebê a Bordo.

No vídeo desta segunda vemos todas as 92 figurinhas da novela de Antônio Calmon e relembramos de quem era quem nessa verdadeira febre infanto-juvenil do começo dos anos 90. E tem até figurinha repetida!

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