Amor entre monstros: As palavras de Christopher Lee para Boris Karloff

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Tanto Boris Karloff quanto Christopher Lee ficaram internacionalmente conhecidos interpretando o Monstro de Frankenstein. O primeiro em 1931 para a Universal Studios e o segundo em 1957, para a Hammer Films, mas pareciam conectados pelo cosmos.

Eles também tinham em comum terem interpretado múmias e os maquiavélicos Fu Manchu  e Rasputim. Ambos se tornaram lendas do cinema de horror, embora Lee tenha ficado bem mais marcado pelo personagem Drácula, que também interpretou na Hammer algumas vezes.
O blog “Star and Letters” (uma cortesia Heritage Auctions) publicou a emocionante carta que Lee enviou a Evelyn Karloff, quinta esposa de Boris, três dias após ficar viúva em 5 de fevereiro de 1969. Leia abaixo a transcrição traduzida do manuscrito e perceba o pleno respeito e admiração que Christopher Lee sentia.
45 Cadogan Square
5 de fevereiro
Minha querida Evie.
Eu sei que palavras e frases são de alguma forma inadequadas para expressar meus sentimentos.
O carinho e a admiração que senti por Boris foram e sempre serão ilimitados.
Desde os dias em que eu era um garotinho, ele sempre foi o meu favorito e sempre continuou sendo. Nunca pensei que um dia eu realmente iria encontrá-lo, muito menos trabalhar com ele. O fato de que eu fiz essas duas coisas sempre será um destaque da minha vida em todos os sentidos. Ele foi maravilhosamente gentil comigo e sempre estará muito em meu coração. Como o mundo sabe, ele era um excelente ator - e aqueles de nós que o conheceram sentiram por si mesmos sua bondade, gentileza e humor sempre serão muito privilegiados. Oro a Deus que eu possa seguir o seu exemplo.
Por favor, entre em contato comigo se precisar de alguma coisa.
Meu amor por você
Christopher
Christopher Lee em A Maldição do Altar Escarlate 
Havia uma diferença de 35 anos entre eles, o que visto agora nem é tanta coisa assim, mas cada um teve impacto para gerações diferentes em seus auges. Trabalharam juntos em duas ocasiões: em Corredores de Sangue (Corridors of Blood, 1958 de Robert Day) e dez anos depois, em A Maldição do Altar Escarlate (Curse of the Crimson Altar, 1968 de Vernon Sewell).

Veja também:
Sarah Karloff como Monstro de Frankenstein
A cozinha maravilhosa de Boris Karloff

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