segunda-feira, 17 de junho de 2019

Disco à frente de seu tempo inclusive na embalagem

Em seu segundo disco o grupo Deee-lite chegava muito mais consistente em seu conceito musical. O disco de estreia havia sido um tremendo  sucesso  impulsionado pelo hit Groove Is In The Heart .

Infinity Within ainda era mais maduro no discurso político do grupo, levantando em suas letras bandeiras como globalização, buraco da camada de ozônio, sexo seguro e a importância do voto.  E assim sendo, a gravadora Warner decidiu estrear neste disco a embalagem Eco-Pak.

O ano era 1992 e a indústria fonográfica estava a todo vapor com o CD substituindo o vinil. Além de ecologicamente correto, o Eco-Pak ainda era mais leve para transportar, o que significava uma economia ao fabricante.

No vídeo desta segunda vemos o incrível material gráfico de Infinity Within (com direção de arte de Mike Mills e da vocalista Lady Kier) e mais sobre essa embalagem que seria revolucionária. Ela morreu logo, surgindo tempos depois em algo semelhante nos primeiros DVDs da Warner (mas aí já é uma outra história).

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sábado, 15 de junho de 2019

Encontro histórico de Vincent Price e Joan Rivers

 Do alto de suas ombreiras, Joan Rivers teve um talk show na TV Norte Americana de 1986 a 1988. Recebeu em seu sofá de jovens promessas como Drew Barrymore a ícones como Lucille Ball.

Vincent Price esteve duas vezes lá! Na segunda vez, em 1987, o ator recita ao vivo e pela primeira vez na TV, nada menos do que o rap de Thriller!!!  Assista no player abaixo.
 Três anos após o lançamento da música, a gargalhada de Vincent Price imortalizada em Thriller ainda ressoava na cultura popular. Essa gargalhada seria utilizada por sonoplastas do mundo todo por décadas a fio.

Não duvido que hoje em dia exista quem não saiba quem é Vincent Price, mas conheça muito bem estes versos que culminam na gargalhada. Aliás, não seja esta pessoa! Não mesmo.

O episódio em questão do talk show foi exibido numa sexta-feira 13 daquele ano. Além de Price, Rivers recebeu naquela noite o ator Anthony Perkins, o eterno Norman Bates, trecho que infelizmente não está disponível no YouTube.

Além do rap recitado pelo Vincent Price ao vivo, fiquei de queixo caído com o gerador de caracteres daquela sexta feira 13. Algo sobre a então nova aparência física da angelical Charlene Tilton.
Charlene Tilton, como se sabe, foi a loirinha da novela Dallas. Joan Rivers sempre Joan Rivers.

Veja também:
Como Bela Lugosi salvou Thriller e mudou a história da música
Tal filha, tal mãe! Melissa como Joan Rivers
Charlene Tilton em RuPaul's Drag U

quinta-feira, 13 de junho de 2019

O lado prosaico da vida sem internet

A vida prática da internet para o cidadão comum vai muito além de se expor em rede social, compras e pagar contas. Antes delas éramos obrigados a algumas coisas que não fazem mais o menor sentido.

No vídeo desta semana relembro o que se podia fazer para opinar sobre assuntos nem sempre uteis para desconhecidos e o que nos restava nas madrugadas quando o sono não vinha. Isso num passado não tão distante assim.

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

É Vingadores que você quer? Toma Leona Vingativa, o filme!


Por essa ninguém contava! A trajetória da Leona Vingativa registrada em mini doc será exibida no próximo dia 22 dentro da Mostra Cinema em Transe, no Centro Cultural São Paulo.

O trailer do filme foi compartilhado por ela em seu Instagram e você pode assistir no player abaixo. É uma produção da InpiraAções com direção de Clara Soria e Hugo Resende.
Sempre tem alguém chegando agora e que talvez não a conheça, mas Leona é simplesmente uma das mais antigas web celebridades do Brasil ainda em atividade. Das raras que após a visibilidade não desandou, muito pelo contrario, cada vídeo novo é uma boa surpresa.

Ela surgiu nos primórdios da internet, viralizada no Orkut, com o vídeo Leona Vingativa e a Aleijada Hipócrita. Era uma criança apenas, mas já bem criativa, de inegável talento tragicômico e com aquela estrela para o sucesso que poucos nascem.

Cresceu e passou a fazer vídeos musicais, quase todos falando sobre o cotidiano da comunidade LGBT+ da periferia de Belém do Pará com muito humor. Uma figura impar e legitima  artista popular brasileira a ser festejada sempre.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Ilona Staller além da Cicciolina

 Entre o final dos anos 70 ao começo dos anos 90, IllonaStaller transcendeu o cinema pornô italiano que lhe fez famosa. Virou um ícone pop literalmente, uma imagem forte quanto Mickey, Chaplin ou o logo da Coca-Cola.

Digo no sentido de que mesmo quem não tivesse consumido seus filmes (extremamente pesados até para hoje) sabia reconhecer quem era aquela figura. Muito loira, franja segura com uma cordão e a maquiagem hiper carregada lhe faziam um ser quase imaginário.

Natural de Budapeste, Hungria, Ilona Staller se tornou Cicciolina quase de forma natural. Antes de participar de produções hardcore na indústria adulta Italiana (que ajudou a formar), já chocava o país católico ao participar de programas de TV e rádio com um discurso absolutamente liberal.

Estreou como atriz (com texto e tudo) no cinema convencional em 5 donne per l'assassino, gialo dirigido por Stelvio Massi em 1974. Foi creditada como Elena Mercuri e é uma das 5 belas vítimas do assassino.
Ainda Elena Mercuri estreou como atriz em gialo em 1974
Podemos ver aí a Ilona Staller nua da Cicciolina! Uma moça muito bonita que justifica a modelo que havia sido em sua terra natal, tão sedutora que chegou a ser contratada como espiã pelo governo Húngaro.

Lá em 1987 foi noticia no mundo todo ao se candidatou ao parlamento italiano. Sua campanha era feita segurando um bichinho de pelúcia com uma mão, o outo braço levantado fazendo sinal de vitória e um seio de fora.

Parecia piada, mais uma usando a fama para ganhar dinheiro com cargo público, mas não! Ilona Staller se filiou a um partido pela primeira vez em 1979, o Lista del Sole, o primeiro ambientalista da Itália.
Matéria da revista Manchete em julho de 1987
E ela ganhou sendo a segunda deputada mais votada! Sua plataforma era a defesa da liberdade sexual, legalização da prostituição, direitos humanos e dos animais, educação sexual nas escolas e a luta contra a emissão de CO2 e Energia Nuclear.

Abriu sua própria produtora de cinema adulto, passando a rodar filmes com discurso politico social. Não consigo imaginar melhor veículo popular para disseminar ideias.

Fundou seu próprio partido e nunca desistiu da carreira política. Passou a ser requisitada para trabalhos convencionais de atriz inclusive no Brasil, aonde veio fazer inesquecível participação na novela Xica da Silva , produção da TV Manchete de 1995.
Contracenando com Drica Moraes e Sergio Britto
Seu personagem era a Principessa Ludovica de Castelgandolfo, uma beata muito da recatada que apareceu no Arraial do Tijuco diretamente de Genova para arrecadar fundos para obras assistenciais da igreja. Na verdade, obviamente, tratava-se de uma golpista voluptuosa.

Também escreveu livros e cantou coisas picantes, como Madonna também viria a fazer no começo dos anos 90. Alias, por falar em nome italiano, dizia-se que Cicciolina significava fofinha, hoje o IMDB registra que quer dizer carícia.


segunda-feira, 10 de junho de 2019

Norma Desmond em esplendorosa alta definição

Durante muito tempo, Crepúsculo dos Deuses, um dos filmes mais incríveis de todos os tempos, era inédito no mercado de home vídeo. A ausência em VHS foi compensada com um DVD bem caprichado.

No vídeo desta segunda falamos desta edição, o que há entre ela e a que saiu muito tempo depois em Blu-Ray e muito mais! Impossível não ter tanto a dizer sobre este filme.

Tá longo, mas acredite, é de tanto amor. Hahaha! Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950 de Billy Wilder) talvez seja o filme que mais assisti.

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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Doce: As Spice Girls lusitanas


Comparar as garotas do Doce com as Spice é mera brincadeira. Doce é bem anterior, tendo surgido em 1979, finzinho da fosforescente era Disco, e são consideradas o primeiro girl group de Portugal.

Dois anos depois das brasileiras As Frenéticas, uma comparação bem mais lógica com outro grupo célebre de garotas que cantavam em português nos anos 70. Entre seus criadores está o brasileiro Cláudio Condé, que na época era o presidente da gravadora Polygram.
 A formação original foi formada por Fá, Teresa, Lena e Laura, todas com experiência musical, exceto a última, modelo e miss. Doce estourou logo no primeiro single, com figurinos extravagantes e a canção Amanhã de Manhã & Bem Bom de 1980.

O grande auge das garotas foi em 1982 quando ganharam o festival da canção da emissora RTP, o que lhes habilitou a defender Portugal no Festival Eurovisão da Canção. A principal apresentação delas no evento pode ser assistida no player abaixo (confesso que só percebi a coreografia maliciosa agora!).

A música Bem Bom que levava o folclore português à música pop era uma das cinco favoritas, mas ficaram 13º lugar.  Com o perdão do trocadilho, esta derrota amarga das Doce é lembrada até hoje.

Ainda assim a canção se tornou um sucesso não apenas no país de origem do grupo. A participação no festival impulsionou discos em espanhol e inglês, conseguindo serem tocados até nas Filipinas.
Na TV da Espanha. Além do visual mais ousado, Bem Bom virou BimBo em espanhol
Esta nova invasão de Além Mar chegou ao Brasil em 1982 em um compacto contendo apenas Bem Bom, mas sem alcançar a mesma repercussão dos outros países. Elas têm cara de coisa que o Chacrinha apresentaria, não? Será que foram?

O grupo se manteve o mesmo até 1985 quando duas integrantes foram trocadas. Durariam ainda mais dois anos até lançarem o derradeiro álbum duplo Doce 1979-1987, título que parece algo a ser escrito numa lápide.

No começo deste ano a RTP anunciou entre as novidades de sua programação 2019 uma série documental contando a trajetória do Doce, que tanto marcou a música do país há 40 anos. Para sempre Doces.

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Após 18 anos minissérie faz mais sentido

A adaptada da TV Globo em forma de minissérie de Os Maias, obra máxima de Eça de Queiroz, completa 18. Revista tanto tempo depois se mostra essencial ao Brasil de 2019.

No vídeo principal desta semana relembro os percalços de sua estreia, sua inovadora adaptação ao DVD e o que faz ela ter muito mais eco agora do que em seu lançamento. Teria sido produzida em época errada?

Com texto de Maria Adelaide Amaral e direção geral de Luiz Fernando Carvalho, Os Maias contou com grande elenco formado entre outros por Leonardo Vieira, Simone Spoladore, Ana Paula Arósio, Fábio Assunção e Selton Mello. Ainda proporcionou o reencontro de Eva Wilma e Walmor Chagas, casal do clássico São Paulo, Sociedade Anônima (1965 de Luís Sérgio Person).

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Veja também:

quarta-feira, 5 de junho de 2019

A leitura favorita de Stella Dallas

Stella Dallas é uma moça simplória que consegue casar com um refinado herdeiro. Eles têm uma filha, mas o casamento não vai longe.

Ela pede a ele para ser refinada, justiça precisa ser feita, mas o moço diz que é pra ela ser quem ela é. A filha cresce e aquela mãe se vê embaraçada em acompanhar o status da filha ao lado do pai e da madrasta muito chique.

Essa história folhetinesca foi adaptada ao cinema pela primeira vez em 1925 com produção de Samuel Goldwyn Mayer e direção de King Vidor e depois refeita em 1937 pelos mesmos. A protagonista foi interpretada por Belle Bennett e depois Barbara Stanwyck, numa interpretação que lhe rendeu a primeira indicação ao Oscar.

O roteiro de ambos é bem semelhante com sutis mudanças. Por exemplo, a Stella de Stanwyck reclama do ex-marido ficar enviando livros pra garota como presentes de aniversário, enquanto que a silenciosa se recusa a ler Bernard Shaw e Uspenski por soarem como doenças gástricas.
Bom mesmo é se esbaldar em revistas de mexericos e histórias picantes! Stella anos 30 fica na cama lendo a The True Confessions, lendária revista com relatos da vida alheia e as vezes com estrelas de Hollywood.
A edição que aparece no filme é de Junho de 1937. Por coincidência traz como chamadas de capa (arte de Zoë Mozert) o divorcio e o casamento com o filho de um homem rico.
A cópia do filme dos anos 20 disponível no Youtube está bem ruim, deu trabalho pra identificar o que era. É a edição da Breezy Stories, de agosto de 1925, uma popular revista de histórias pulp.
Existe uma terceira versão da história filmada em 1990 com a Bette Midler, cujo título no Brasil é Stella - Uma Prova de Amor (John Erman). Bem fiel aos outros filmes (embora Stella não chegue a se casar neste), mas não dá pra identificar revista alguma.
A Time é que não é.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Por onde anda a Tia Espanhola do Omo

 Anúncios do sabão em pó Omo eram constantes na programação da TV durante as décadas de 80 e 90. Um deles, especialmente, marcou , embora pouquíssimas pessoas devem se lembrem hoje antes de revê-lo.

Nele uma dona de casa ladeada por duas garotas sai de supermercado quando é interpelada por uma repórter que lhe pergunta como ela escolhe a marca do sabão em pó. Mas quando ela responde ouve-se um portunhol, conforme você deve assistir no player abaixo.
Segundo o vídeo publicado no YouTube, a propaganda foi exibida em 1986. Suspeitávamos que era algo estrangeiro, por ser um produto de multinacional e que por algum motivo esqueceram de dublá-la em nossa língua.

Bem, mas a repórter fala em português do Brasil bem claro. Pela voz e o penteado parece ser a Magdalena Bonfiglioli que se tornaria famosa ao chorar enquanto explorava as mazelas humanas em programas como o Aqui Agora e Ratinho, todos do SBT (só podia, né?).
O GC revela o suposto nome da dona de casa: Elena Gomez de Molina. Sou doido pra googlar esses nomes que aparecem na publicidade para saber se são pessoas reais (Lembra do dentista da Colgate?).
Confesso que ainda tinha a esperança de pegar alguma pista sobre o porquê dessa dona de casa falando em portunhol. Nossa publicidade jamais foi conhecida por abraçar a diversidade, seja ela uma outra língua ou qualquer outra coisa (o concorrente Garoto Bombril satirizou o sotaque da Elena em uma peça deles).

Eita, que cheguei até o obituário do Miami Herald do dia 6 de agosto de 2017. Elena Forcade Gomez de Molina estava com 73 anos e havia falecido no dia 30 de junho, deixando três filhas e netos.

Se é a mesma pessoa, em 1986, ano em que apareceu na TV do Brasil testando Omo, ela estava com cerca de 42 anos. Deve ser ela! E a fisionomia na foto do obituário lembra bastante a senhora da propaganda.
Pelo texto do jornal de Miami, Elena não era uma atriz, mas uma pessoa anônima mesmo, como sugeria o antigo anúncio de sabão em pó.  Os íntimos lhe chamava de Nena e lamentaram a ausência de sua risada contagiante.

R.I.P. Tia Espanhola do Omo. 

Veja também:
Pessoas de jaleco nos anúncios são reais?
O pioneiro Omo
A verdadeira mãe do Assassino da Encruzilhada

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Novela Vamp em figurinhas

Aproveitando o grande sucesso de Vamp, a editora Globo lançou um álbum de figurinhas da novela. Outros hits da TV Globo já haviam virado cromos adesivos como Que Rei Sou Eu? e Bebê a Bordo.

No vídeo desta segunda vemos todas as 92 figurinhas da novela de Antônio Calmon e relembramos de quem era quem nessa verdadeira febre infanto-juvenil do começo dos anos 90. E tem até figurinha repetida!

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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Músicas para embalar Kika

Quando fez Kika em 1993 Pedro Almodóvar havia tretado com todos os compositores que já havia trabalhado. De Bernardo Bonezzi, parceiro dos tempos de La Movida, Ryuichi Sakamoto, ao gênio Ennio Morricone, teve atritos com todos!

Então ele havia desistido de ter uma trilha sonora original para seu filme. Veja bem, não estamos falando sobre aquelas canções obscuras que Almodóvar geralmente revive em seus filmes, mas da música que ajuda a narrar a história.

Kika utilizou várias músicas antigas selecionadas pelo próprio diretor em sua coleção de discos. Abaixo você conhece todas elas segundo a ordem em que tocam pela primeira vez, a maioria nas mesmas gravações utilizadas no filme.

Danza Española Número 5 (London Symphony Orchestra conduzida pelo Maestro Ataúlfo Argenta)
Créditos iniciais do filme! Toca uma segunda vez quando Ramón (Àlex Casanovas) ressuscita e vai andar de trem.

Se nos rompió el amor (Fernanda de Utrera e Bernarda de Utrera)
Canção que costuma aparecer nas coletâneas dedicadas a Almodóvar. Toca logo após os créditos iniciais, quando Ramón está no carro.


Concierto para bongo (Pérez Prado)
Verdadeiro hit de Perez Prado, já mereceu post aqui do blog por ter sido utilizada também em horror da Hammer. Em Kika toca algumas vezes para Andrea Caracortada (Victoria Abril), sendo a principal delas quando apresenta “A procissão dos pecados”.


Guaglione (Pérez Prado?)
Ouvida na primeira grande sequencia do voyeur. Nos créditos do filme não há indicação de quem conduz a versão bem latina do tema, mas parece ser esta de Pérez Prado.



Luz de Luna (Chavela Vargas)
Outra canção fácil de ser encontrada nas coletâneas para fãs do diretor espanhol. Uma das muitas inserções da mexicana Chavela em seus filmes, aqui aparece sendo dublada por Bibiana Fernández (na época Bibí Andersen) antes de se tornar uma das vítimas e é escutada pela vizinha do apartamento inferior, Kika.

Mamá yo quiero (Pérez Prado)
Escutamos a marchinha composta pelos brasileiros Jararaca e Vicente Paiva no segundo ponto de vista do voyeur, até pouco antes do violador entrar no apartamento.


The Car Lot, the Package (No filme é conduzida por Tomás Garrido )
Composto por Bernard Hermann originalmente para Psicose (Psycho, 1960 de Alfred Hitchcock), toca durante o flashback de Ramon sobre a morte de sua mãe.


Youkali, Tango Habanera (Armadillo String Quartet)
Ramon volta até a cena do crime e descobre mais um cadáver e a verdade sobre o padrasto (Peter Coyote).Habenera nunca foi tão sinistra quanto nesta versão da Orquestra de Cordas Armadillo,


La Cumparsita (Xavier Cugat)
O final quase feliz é ao som do maestro Xavier Cugat, enquanto sobrem os créditos. Um bom jeito de sair da sala de cinema.

E todo o resto filme? NADA! Nada além dos diálogos. A experiência valeu?

Após Kika, Almodóvar contou com Alberto Iglesias em A Flor do Meu Segredo (La flor de mi secreto, 1995). E não parou mais! O novo Dor e Glória (Dolor y Glória, 2019) será a 11ª colaboração entre Almodóvar e o compositor.

Veja também:

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Como era ser atendente de locadora


Realizei o sonho da maioria dos cinéfilos de antes: Trabalhei numa locadora de vídeo! Foi legal como eu imaginava? Não, não foi!

Teve seu lado positivo, ali no auge do VHS nos anos 90, mas muita mais coisas chatas. Contei algumas delas no vídeo desta semana.

Como não poderia deixar de ser, aquela mendigada no seu like no vídeo do Youtube e, claro, se inscreva no canal caso ainda não tenha feito. Muito obrigado! https://www.youtube.com/c/DolceVideo

terça-feira, 28 de maio de 2019

Vista-se como os Wilsons!

No próximo Halloween vai ter muito Jason de máscara e tudo! Mas não é o Jason Voorhees e sim o Jason Wilson de Nós (Us, 2019 de Jordan Peele).

O visual do menino da família Wilson já nasceu iconográfico e é repleto de simbolismos relativos a trama. Mas o filme tem tantos e tantos que nos obrigará a revê-lo (cultuá-lo?) muitas outras vezes.

Então vamos nos ater por enquanto apenas ao visual mesmo. E naquele que ele usa na praia, quando já sabemos que o perigo está á espreita.

Camisetas com estampa referente a Tubarão (Jaws, 1976 de Steven Spielberg) existem aos montes. Inclusive tipo raglan (Até aqui eu não sabia que este era o nome a essas brusinhas com mangas e gola de cor diferente do resto...), mas não encontrei nenhuma idêntica a que se vê no filme.


A estampa do filme é muito parecida a esta oficial da Universal Studios Orlando dos anos 90. Veja bem, existem milhares de camisetas com “Jaws” na frente, mas não vamos esquecer que Nós é um filme da Universal Studios, não apareceria uma genérica qualquer.
Atualmente na loja oficial online do parque só tem artigos referentes a Harry Potter, Velozes e Furiosos e coisas do tipo. Lá também não há o outro item oficial que Jason não tira nunca: A máscara de O Lobisomem (The Wolf Man, 1941 de George Waggner).

A que o menino usa parece ser uma versão simplificada desta aqui, que é encontrável em sites de colecionadores. Pluto, o equivalente de Jason lá, tem nome de cachorro e age como um lobo.
E por último a bermuda de estampa tropical. Item tão comum que até eu tenho uma parecida (Risos!), comprada num desses grandes magazines.
Pluta e eu. Brinks! É a Elsa e eu me virando sem bolsos
Aliás, coisa mais terrível sem bolso, uso quase nunca. Essas bermudas devem ser a única moda topezera que homens heteros conheceram uns 20 anos atrás e não abandonaram nunca mais na hora de nadar na praia ou piscina. Já foi, gente! Qual o problema com sunga?

E pras meninas? Rosa! Pra meninas muito mais fácil e de resultado quase idêntico ao que a pequena Adelaide veste.

Uma camiseta amarela do evento Hands Across America (que inclui, inclusive, a data 25 de maio de 1986) pode ser comprada neste site por $19,90. Não se esqueça do dólar “a 300”, como diria Dona Odete.

Por cima desta uma preta com Michael Jackson e os zumbis de Thriller e voi lá ( Na Macy's tinha idêntica, mas estão sem estoque)! Presta atenção aonde você entra.
Perceba que só o fato destas duas camisetas estarem sobrepostas como figurino já quer dizer muita coisa. Nós é um filme a ser revisto, já disse, né?

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Quando He-Man chegou às bancas em 1986

Com apoio do magazine Mesbla o gibi do He-Man!  Nos anos 80 não houve grande sucesso infantil que não tenha se transformado em quadrinhos.

O estranho de He-man é que sua origem numa fábrica de brinquedos já incluía em cada óminho (era assim que se chamava antes de difundir por aqui a expressão “Action figure”) um pequeno gibi. Caso o desenho na TV não decolasse, eles já vinham com uma aventura.

A publicação da editora Abril era um produto próprio, criado no Brasil mesmo. Ao contrário dos Thundercats que traduzia o material dos EUA que se baseava nos episódios do desenho animado da TV.

Assista ao vídeo para saber mais e ver que estranha foi essa primeira versão de He-Man em quadrinhos. Gostei? Na época não comprei nenhum outro número além este.

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Veja também:
Thundercats em quadrinhos!

sábado, 25 de maio de 2019

Morreu nossa Lady favorita, a Francisco


Após algumas semanas internada após uma queda, faleceu a atriz Lady Francisco, a mineira mais carioca do nosso cinema, teatro e televisão. Ela era daquelas atrizes que criavam um tipo único de si mesmas e era sempre adorável ver Lady Francisco de sempre!

Não revelava a idade e agora a imprensa entra em parafuso, conforme o print abaixo. Logo após a notícia de sua morte os sites se dividiam entre 79 e 84 anos de idade. Coisa de diva mesmo!
De estilo sensual, meio Jane Russell dos trópicos, também frequentava programas de auditório com contrastantes declarações morais, como a de que havia parado de fazer sexo aos 40. Chocou até a Hebe em seu sofá ao assumir que detestava beijar, porque tinha gosto de cuspe.
Muito franca até em suas interpretações, tem uma filmografia substancial no período das comédias sensuais cariocas da segunda metade dos anos setenta. Mas também participou de filmes renomados como em Lúcio Flávio - o Passageiro da Agonia de 1977.

Da parceria com o cineasta Levy Salgado vieram algumas pérolas como Rapazes da Calçada de 1981 e Punk - Os Filhos da Noite de 1983, uma bizarra colaboração brasileira ao estilo apocalíptico dos anos 80. Este último foi relançado cinco anos depois com o enxerto de sequencias de sexo explícito e o novo título O Sexo Selvagem dos Filhos da Noite.

Em 1981, também ao lado de Salgado, se arriscou na direção com Anjos do Sexo. Se nas novelas fez várias suburbanas descoladas, em sua única incursão atrás das câmeras interpreta uma matriarca grã-fina às voltas com diversos dramas sexuais de fazer Freud sorrir de orelha a orelha.

Na TV Lady Francisco apareceu em ícones da Era de Ouro da nossa teledramaturgia como A Escrava Isaura de 1986, Baila Comigo de 1981. A dobradinha com José Lewgoy na novela Louco Amor, escrita por Gilberto Braga em 1983, fez o Brasil amar o casal cômico e repetir o bordão “E eu não sei?”.
Astros em Revista
Além de seu trabalho, Lady Francisco deixa dois filhos e três cachorros, dois gatos, uma maritaca, um papagaio e um urubu. Sua autobiografia não poderia ter um título menos provocador: Nunca Fui Santa!

Veja também:

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Look do dia para uma garota bonita 20's

 
É um daqueles números musicais no meio do  nada sobre o nada que Cantando na Chuva (Singin' in the Rain, 1952 de  Stanley Done e, Gene Kelly) está cheio e ainda lindo de ser visto. “Beautiful Girl” tem uma letra um tanto quanto chauvinista, mas retrata uma época anterior ao que o filme foi produzido.

São os anos 20 recontados pelos 50! É como se hoje a gente reconta-se os anos 80, uma pálida impressão do que foram aqueles tempos. (e já já serão anos 20 de novo! Veja só. Duvido que serão tão loucos quanto os do século XX...)
Em “Beautiful Girl” vemos 12 modelos trajando o último grito da moda (ou a coqueluche, como se dizia) por volta de 1927.  Os figurinos de Cantando na Chuva ficaram a cargo de Walter Plunkett, que por acaso, começou a trabalhar com figurinos em Hollywood exatamente nesta época.

Oportunidade única de apreciar a moda 20’s em berrante tecnicolor! Adicionei as foto o texto conforme aparece nas legendas do DVD comemorativo aos 50 anos do filme.
"Para estar em seu boudoir este simples pijama"
"Sua capa é adornada com sedosas peles para dar um pouco de drama"
"Alguém joga tênis? Isto os deixará boquiabertos"
"Vai impressioná-los no jantar se o vestido cair muito bem"
"Não pode ser modesta demais na praia ou na piscina"
"E no verão veste organdi que traz o frescor e a brisa"
"Nem imagina os aplausos que terá com este chapéu"
"E nunca sonharia com as coisas que se escondem nestas mangas"
"Causou um tumulto e tanto"
"E se vai vestir raposa para a ópera está na moda tingi-la"
"Preto é o melhor para os tribunais. Impressionará o juiz"
"Mas branco é o correto para uma noiva que quer estar bem vestida"

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