quinta-feira, 6 de setembro de 2018

A Lassie da vida real


Durante a Primeira Guerra Mundial uma cachorra sem raça definida (um collie misturado) chamada Lassie ficou célebre ao salvar a vida de um homem no réveillon de 1914. Após ataque de torpedo alemão a um navio britânico no Canal da Mancha sete marinheiros, dados como mortos, foram levados a adega de um pub, transformado emergencialmente em necrotério.

Foi aí que Lassie, cão do dono do local, teve acesso aos supostos mortos e se aproximou de apenas um deles, começando a lamber seu rosto e suas mãos por cerca de meia hora. O marinheiro John Cowan despertou como milagre para espanto da equipe de resgate!

A tutora do cachorra, esposa do proprietário do pub, sofria de epilepsia e ela estava acostumada a lhe acordar dos ataques. Restabelecido algum tempo depois, Cowan voltou ao pub para agradecer a cadelinha, quando os dois foram fotografados juntoa.

Este ato heróico canino ganhou as páginas dos jornais na época, mas acabou esquecido pelo tempo até ressurgir em um livro quando completou 100 anos da I Grande Guerra (1914-1918). O jornal britânico Daily Mail apontou as semelhanças entre a história e as de Lassie (além do óbvio mesmo nome do animal), personagem muito famoso na literatura, cinema e TV a partir dos anos 30, quando saiu o livro "Lassie Go Home" de Eric Knight.

O autor teria 18 anos quando a história do marinheiro e Lassie ganhou a imprensa e pode ter tomado conhecimento dela. No entanto, no livro Lassie - A Dog's Life, de 1993, consta que Knight conheveu famílias miseráveis durante  a Grande Depressão (a partir de 1929) que tiveram que vender seus amados collies para comprar comida.

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