segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Os momentos finais de William Holden

 De astro de primeira grandeza na década de 50, William Holden viu seu status mudar rápido na década seguinte. O Oscar por O Inferno Nº 17 (Stalag 17, 1953) e a indicação por Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950), ambos dirigidos por Billy Wilder, ajudavam a marca-lo como pertencente à “velha hollywood”.

Era o tempo de astros modernos como Dustin Hoffman, Paul Newman e Dennis Hopper que, assim como os ventos sócio/políticos da época, navegavam contra o establishment. Por volta dos quarenta anos William Holden também tinha uma aparência bem mais envelhecida do que sua idade.
Isso porque, além de tabagista, ele lutava contra o alcoolismo e a perda constante de papeis o fazia beber mais ainda. Outro motivo para a aparentar mais idade era seu hábito de tomar sol excessivo.

Segundo sua biografia “The Golden Boy” ele mantinha uma lâmpada solar sobre sua privada, para não perder em nenhum momento sua cor dourada. Isso pode explicar por que mesmo em filmes do começo dos anos 50 aparente muito mais do que 30 e poucos.
Com Gloria Swanson na obra-prima Crepúsculo dos Deuses de 1950

Na década de 70 com a reavaliação do antigo star system (principalmente graças ao cinema catástrofe) seu nome voltou a ter relevância. Foi o arquiteto vilão de Inferno na Torre (Tower Inferno, 1976 de John Guillermin), voltaria a trabalhar com Billy Wilder em Fedora (1978) e seria indicado pela terceira vez ao Oscar por Rede de Intrigas (Network, 1976 de Sidney Lumet).

Neste período ele começou a namorar com a atriz Stephanie Powers que na época alcançou o estrelato ao protagonizar a série de TV Casal 20 (Hart to Hart, 1979-1984). Em seus últimos tempos, William Holden estava bem!
Casal Holden e Powers
Em 1981 ele morava sozinho em Santa Monica, na Califórnia, no quarto andar de um edifício em que era um dos sócios. Bastante reservado, dispensava aos vizinhos discretos acenos de mão.

Reservado com mania de sumir sem falar aonde ia. Às vezes por dias, hábito que fez com que seu corpo demorasse a ser encontrado.

Ele foi encontrado morto uma semana após ter falado com a namorada Stephanie Powers ao telefone. A autópsia apontou que Holden havia bebido, mas não estava bêbado, embora encontraram uma garrafa de vodca vazia e quatro cervejas no lixo e outra de vodca parcialmente cheia na pia da cozinha.
Com Faye Dunaway em foto promocional de Rede de Intrigas
Em 16 de novembro de 1981 o síndico do edifico abriu o apartamento para ver se estava tudo bem, afinal, havia se passado mais de uma semana que não o via. Encontrou a TV do quarto ligada e ele caído no chão, de camisa e roupão, segurando uma das mangas como se tentasse se vestir.

Também havia muito sangue em todo o quarto e oito Kleenex sujos de sangue. O que a policia analisou é que o astro deve ter tropeçado no tapete e bateu a cabeça na quina do criado mudo (com tanta força que a quina oposta estava ficada no gesso da parede!).

Provavelmente não entendeu a gravidade do ferimento e tentou limpar com os lenços de papel, mas faleceu em cerca de 15 minutos. Estava morto há quatro dias e tinha apenas 63 anos de idade.

Com informações do blog A Trip DownMemory

Veja também:
William Holden já velho para picnic

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Blog La Dolce Vita completa 16 anos!

 Hoje, 03 de agosto, é dia de festa para este blog! Ele completa 16 anos ininterruptos, no mesmo bat endereço!!!

Sobrevivendo às redes sociais, ele é mantido com o esforço e intenção de ser um espaço fixo para registro e pesquisa das coisas legais da vida. Nem sempre tão legais assim, mas a gente tenta...

Quero agradecer tanto carinho nesse tempo todo de quem frequenta este espaço, envia e-mail, curte a página do Facebook, comenta, compartilha e mais recentemente acompanha também o canal no Youtube. Isso faz com que todos os dias do ano sejam uma festa!
A primeira fatia do bolo é pra você. Não poderia deixar de ser!

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Universo Almodóvar explora seu passado e futuro

 É comum que cineastas coloquem citações a seus antigos trabalhos, Pedro Almodóvar abarrota seus trabalhos disso num misto de estilo e autorreferencia. Mas ele vai além disso!

Como se seus filmes transitassem num universo único, Almodóvar costuma incluir ideias que reaparecerão em futuros projetos. Argumentos inteiros surgiram em diálogos rápidos em filmes produzidos a quase uma década.

Parece confuso, mas neste vídeo mostro alguns exemplos. Existem muitos outros, claro, mas estes já são bem interessantes.

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