segunda-feira, 30 de abril de 2018

Porque não se deve usar sapato branco após o dia do trabalho

 A certa altura de Mamãe é de Morte (Serial Mom, 1994 de John Waters) a protagonista fica injuriada com a jurada número 8 porque ela está usando sapatos brancos após o dia do trabalho. Como amanhã, primeiro de maio, é o dia do trabalho, o que pode haver de errado nisso?!

Bem, isso é uma antiga regra de moda dos Estados Unidos. Não se deve vestir nada branco após o dia do trabalho, que pra eles é no dia 3 de setembro.
A jurada número 8 (interpretada pela Patty Hearst) ainda alega que a moda mudou. E realmente para a grande maioria dos norte americanos isso não faz mais o menor sentido.
Estudiosos de moda  e costumes populares acreditam que isso começou no final do século XIX e inicio do século XX, após a Guerra Civil Americana. Na década de 1880 surgiram muitos novos ricos para desespero das tradicionais famílias que enriqueceram ao chegar ao novo continente.
Como forma de esnobar e distinguir quem era quem, as senhoras da alta sociedade criaram algumas normas entre elas, que não eram fáceis de serem acompanhadas por quem não era do meio. Se na opera aparecesse uma senhora com vestido muito mais caro que as outras, mas as mangas estivessem do tamanho diferente daquele momento, elas saberiam que não deveriam lhe cumprimentar.

Entre essas regras surgiu a de que não se deveria usar roupa branca fora do verão. Branco é mais fresquinho no verão e, portanto, não faria sentido usá-lo nos dias frios.
Lá o feriado nacional do dia do trabalho (03 de setembro) foi institucionalizado em 1894 e a moda o adotou como fim do verão. Na década de 50, com a grande popularização das revistas de moda, a classe média aprendeu que branco devia aparecer a partir do memorial day (28 de maio) e dar adeus no dia do trabalho.

Os feriados foram utilizados pelas publicações como forma de facilitar a memorização das datas em que a regra valia. Oficialmente o verão nos Estados Unidos vai de 21 de junho a 23 de setembro.

O que pode ter surgido apenas como regra de um pequeno grupo de senhoras se espalhou como regra para grande parte da população feminina daquele país. Pode parecer absurdo hoje, mas é bem provável que algumas mulheres ainda sigam a regra passada de mãe pra filha.
Aqui no Brasil não corremos risco algum com a data calhando em pleno outono, além do clima ser quente quase o ano todo. Pelo menos esta regra maluca não importamos dos gringos...

sábado, 28 de abril de 2018

Lana Turner vestindo um milhão de dólares. Atá

O canal oficial Academia publicou o vídeo abaixo. É um curta promocional do filme O Amor tem Muitas Faces (Love Has Many Faces, 1965 de Alexander Singer) intitulado “O Guarda Roupa de Um Milhão de Lana Turner” e, como o nome sugere, mostra os testes de figurino com a atriz.

E como não lembrar o Joãozinho 30? Filme com pobreza é pra intelectual, povão mesmo quer assistir é luxo e glamour e Hollywood sempre soube disso.

Mesmo que esse dinheiro todo não seja verdade, né? Dizer que custou não sei quantos milhões é arma de marketing deles desde sempre (inclusive hoje em dia).
No caso da Lana Turner aí, figurinos desenhados pela Edith Head, que devia ter metros e metros de pano à disposição, comprados no atacado. Como eles custariam um milhão!?

Olha, pra gente ter uma noção de que esse valor não pode ser real, basta lembrar que o Cleópatra (1963 de Joseph L. Mankiewicz) com a Liz Taylor custou 44 milhões de dólares e quase levou a Fox à banca rota.  44 guarda-roupas da Lana Turner?!

E convenhamos, por mais trocas de roupa que ela tivesse em cena, dona Turner nem estava com essa bola toda em 1965... Mas quem iria assistir se soubessem que foi vestida a preço de amendoim torradinho pela Dona Zizinha, a costureira ali da esquina?

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Desvendando a alma hollywoodiana da novela Vale Tudo


30 anos depois Vale Tudo e suas tramas rocambolescas parece ter se tornado a novela das novelas. Assim como tantas outras, é possível identificar um pouco de alguns filmes clássicos em sua história.

No vídeo desta semana você vê alguns dos exemplos mais óbvios dessas coincidências (ou não). Incluindo trabalhos de pessoas como Joan Crawford e Bette Davis ao diretor Douglas Sirk, o melodrama hollywoodiano é uma fonte de grandes histórias sempre.

É possível notar que, embora isso faça parte da essência da telenovela tanto quanto o folhetim e a radionovela, a mistura se tornou bastante comum a partir da década de 80. Mesmo período em que o vídeo cassete permitiu o fácil acesso a era de ouro de Hollywood.

Isso, evidente, não é demérito algum, afinal, não se trata de plágio, mas de inspiração. Se fosse fácil só pegar um monte de histórias legais e recontar ao gosto brasileiro, teríamos tido muitas outras Vale Tudo.

Como sempre, deixe seu like no vídeo, se inscreva no canal caso ainda não tenha feito isso. Para outros vídeos similares acesse o canal Dolce Video.

terça-feira, 24 de abril de 2018

A plateia da Gal em 81 era um desbunde

 Gal Costa sobreviveu aos anos 70 de forma gloriosa. No começo dos 80, mais precisamente em 1981, foi alvo de um especial da Globo e na plateia nada menos do que a fina flor do entretenimento da época.

Tão fina que muita gente é famosa até hoje. Algum gringo upou no Youtube e você pode assistir clicando aqui (tem uma legenda bizarra, mas ignore), mas antes, vem junto apontar quem é quem ali.

Menina Regina Casé emocionadíssima, toda no look Bo Derek. Tão cliché esperar também o Caetano aí, que vamos deixar passa-lo.
A Sorrah de cachinhos dourados bem compenetrada. O editor reaproveitou esse plano (e outros da plateia) várias vezes, pra gente aqui no futuro não termos dúvidas sobre quem são.
Não sei direito que língua é essa das legendas (sueco?!), mas sei o que quer dizer “Jag heter Gal”. Sei sim!
Maria Zilda (antes de ser Bethlem) é das fãs que cantam junto. “Pérola Negra...”
Simone!
Lucia Veríssimo! Veríssimo se tornaria uma das mulheres mais lindas daquela época
Antes das Diretas Já e da Jô Penteado a Torloni já era bem musa.
Essa eu acho que é a “Viva Natureeeeza” da Escolinha do Professor Raimundo, que depois casou com o filho do professor em si. Mas pode não ser.
Débora Bloch quase irreconhecível, mas tá a cara do pai como o Davi do Sítio do pica Pau Amarelo.
Gloria Pires com a aparência da Sandrinha Fragonat da novela Água Viva.
Elis Regina faz participação especial no show, embora, pelo título que a pessoa que subiu colocou, pode parecer que é show dela também.  Incrível como a moda pode ser ruim.

Aos 36 anos de idade aparenta ser muito mais velha do que era. A imagem abaixo, frame da última entrevista que deu em 1982, tem apenas um ano de diferença e está tão mais jovial.



domingo, 22 de abril de 2018

No aniversário de John Waters 20 coisas que aprendemos nos seus filmes

E John Waters faz aniversário! O Papa do lixo, o Rei do Vômito, O Senhor do Mau Gosto completa 72 anos de idade hoje, 22 de abril.

 Eterno enfant terrible de Baltimore não filma desde 2004, mas nos deixou um legado de ensinamentos de valor inestimável. Listei 20 coisas legais ou não aprendidas em seus filmes.
  1.  Pussy face é um xingamento muito legal (que ainda tem uma tradução em português maravilhosa)
  2. Moças de família não usam sapatos de cha cha
  3. Teabag não significa apenas um saco de chá
  4. Técnica nada mais é do que um estilo ruim
  5. Oh, sapatos brancos após o dia do trabalho? Nem pensar!
  6.  Melhor que dar bofetada é encher a casa de seu desafeto com micróbios da sua boca
  7.  Esposas de italianos não podem ser puritanas
  8. O mundo heterossexual é doente e triste
  9. Tem pena de morte em Maryland
  10. "Família" é apenas uma palavra suja para censura
  11. Nossa vida pode ser salva tanto pelo Santo Menino de Praga quanto pelo Macramê
  12. Garotas modernas são contra segregação
  13. Beijo de língua é muito sexy, mesmo com risco de pegar mononucleose
  14.  Lontra é um pré urso. Ainda não engordou o suficiente nem tem muitos pelos
  15.  Hippies são péssimas babás
  16.  Podemos contar com a ajuda dos fãs de artes marciais e da pornografia
  17.  Funch é como se chama sexo após o almoço (em inglês, obviamente)
  18.  Ninguém mexe com uma irmã da igreja e sai impune
  19.  Uma lata leva de noventa a cem anos para se decompor
  20.  Na prática, matar ou morrer pela arte não é uma boa ideia

sábado, 21 de abril de 2018

Lucy bem pistola com fãs na porta de casa

Alguém postou o vídeo abaixo no Facebook. Um fã passeando pelas casas de Lucille Ball entre outros famosos e até aí tudo bem.

A certa altura do vídeo ele mostra a casa do outro lado da rua e passa um ônibus de turistas. Dá pra ouvir perfeitamente o guia turístico citando I Love Lucy.
Isso era nada menos do que o maior pesadelo dela! A mansão estava no mapa vendido aos turistas e até sua foto era comercializada como cartão postal.
Como consta no livro Hollywood Nua e Crua (De Dulce Damasceno de Britto),  a atriz e empresária amava cultivar ela mesma o jardim. E claro, fazia isso sem estar com aqueles vestidões rodados da Lucy ou com maiores cuidados de cabelo.

As vezes estava abaixada, toda à vontade, cuidando das plantas na frente da casa e quando dava por si tinha um ônibus de turistas fazendo algazarra, fotografando, filmando. Sem a menor cerimônia, como se ela fosse um personagem, não uma pessoa cuidando da casa.

Pistola, muitas vezes Lucille Ball xingava horrores todo mundo, amaldiçoava famílias inteiras até a nona geração. Isso para espanto dos turistas que esperavam estar diante da dona de casa fofa e atrapalhada da série que tanto amavam na televisão.
go lucille ball
E décadas depois, 29 anos após sua morte, essa rotina continua acontecendo. “A casa da Lucy” ainda é ponto de parada desses ônibus hollywoodianos.

Veja também:

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Saiba como funcionava o avô do DVD


Antes da Netflix e similares, Blu-ray, DVD e VHS, quando queríamos assistir filmes em casa usávamos o Super 8. Conheça a antiga tecnologia que fazia a alegria de cinéfilos de ontem no novo Dolce Video!

Pensa que era molezinha gostar de filmes como agora? Não só assistir, mas conseguir filmes qualquer coisinha era preciso certa prática e algum recurso financeiro.

Como sempre, deixe seu like e se inscreva no canal para acompanhar as futuras atualizações. E claro, assista também às outras edições caso tenha perdido. www.youtube.com/c/DolceVideo

terça-feira, 17 de abril de 2018

Quando o demônio ronda o set

O relacionamento entre Barbara Steele e o diretor Mario Bava não foi dos mais fáceis durante as filmagens de A Maldição do Demônio (Black Sunday/La maschera del demônio, 1960). Obviamente ela ainda não sabia que participava de uma obra-prima.

Ela estava com 23 anos e alguns filmes no currículo, mas nada com o peso de uma protagonista e ainda em papel duplo. Bava havia sido cinematografista de algumas produções e dirigido apenas curtas, ou auxiliado algum outro diretor.

Steele se lembra bastante dele bastante dividido entre dirigir e fotografar o filme. Britânica, sem entender direito o italiano se sentiu alheia aquilo tudo, detestando do figurino muito decotado até a peruca que foi obrigada a usar.
Pra piorar, talvez pelo entrave da língua, teve um dia que se recusou a entrar no set, crendo que o diretor queria filma-la nua. Mais tarde assumiu que todos os problemas foram por sua imaturidade e inexperiência.

“Ele era muito quieto, muito íntimo, muito discreto, muito um-para-um. Ele não era carregado de si como a maioria dos diretores italianos - muito inflamados, você sabe.” relembrou a atriz décadas depois em uma entrevista. Ainda disse que, assim como todos naquele set, Mario Bava estava bastante gripado.
Estavam todos morrendo sufocados com o gelo seco e algum vírus que se aproveitou do terrível inverno romano. Na Itália era uma prática comum não trabalhar com áudio direto, assim como foi no Brasil por muito tempo, deixando pra adicionar as vozes e sons posteriormente, o que no caso foi ótimo, porque segundo ela, todos do elenco estavam falando de um jeito anasalado.

Barbara Steele acredita que tudo isso ajudou a deixar o filme ainda mais intenso. E foi tão intenso que por anos acabou sendo proibido em vários países, ressurgindo nos cinemas com muitos cortes.
No Brasil ele foi exibido em 1961 como A Maldição do Demônio e redescoberto por uma nova geração que se tornou fã a partir de 2003, ao sair em DVD pela London Films/Dark Side com o título A Mascara a de Satã. Depois foi relançado pela Versátil num disco duplo com outros três filmes do diretor, infelizmente também em DVD.

Veja também:
O gênio Mario Bava
Aquela que apanhou pra interpretar

sábado, 14 de abril de 2018

Crepúsculo dos deuses tupiniquins: a novela dentro da novela

Espelho Mágico é aquela novela que a gente não viu, mas não acredita ter ido mal no ibope. Produzida pela Rede Globo em 1977, a trama escrita por Lauro Cesar Muniz transcorria nos bastidores de uma novela!


Coquetel de Amor era a novela dentro da novela, estrelada pelo casal Tarcísio Meira e Glória Menezes interpretando um casal de atores. Imagino que isso deve ter sido bem confuso para o telespectador, afinal, se levarmos em conta que são um casal na vida real, cada um representa três personagens aos olhos do público.
Do mesmo jeito Daniel Filho era um dos diretores de Espelho Mágico e interpretava o diretor de Coquetel de Amor. Sonia Braga (pré Julia de Dancin Days) era a jovem ambiciosa aspirante a estrela Maria Jacinta que assume o nome artístico Cynthia Levi, além de ser apontada como o estopim da separação do casal Tarcísio e Gloria (OH!) emplacou o bordão "Pomba!" .

E ainda Vera Fischer realmente estreando como uma ex miss Brasil que depois de ter estrelado pornochanchadas tentava a sorte na TV! Acaba se envolvendo com o marido de Pepita Rodrigues, aquela que abandonou a carreira pra cuidar do lar.
Parabéns ao Bidu que escalou a  Pepita pra esse papel! Se todos interpretavam algo similar ao que viveram ou viviam, ela fez o que ainda viveria.

Interessante também a Yoná Magalhães, uma ex-promessa que começou junto com a Gloria Menezes, mas foi ficando pra trás, pegando papeis de menor destaque. Inclusive em Coquetel de Amor, escrita por seu marido Juca de Oliveira.

Ressentida com a vida passa os dias solitária, tilintando um copão de whisky enquanto revê um de seus filmes antigos em 16mm. No caso, nada mais era do que a obra prima Deus e O Diabo na Terra do Sol, dirigido por Glauber Rocha em 1964.
A personagem tem um inegável quê de Gloria Swanson em Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, 1950 de Billy Wilder). Seu nome era Nora Pelegrini que ainda remete ao nome de Pola Negri, primeira femme fatale de Hollywood e primeira opção de Wilder para viver Norma Desmond.

Yoná, como sabemos, morreu ainda muito querida pelo público em 2015 após uma longa carreira principalmente na TV. Não podemos chamá-la de decadente, porém, em 1977 estava madura e distante dos papéis centrais que interpretou como mocinha das primeiras novelas da Globo.

O site Memória Globo disponibiliza algumas cenas de Espelho Mágico, as mesmas repostadas por alguém, todas juntas, no YouTube. Lá ainda existe o ultimo capítulo completo.

Veja também:
A Gata de Vison: Metralhadoras e lágrimas
RIP Yoná Magalhães
A novela mais anos 80 dos anos 80
Gloria Menezes não falta a festa da firma

quinta-feira, 12 de abril de 2018

A Mosca com Vincent Price completa 60 anos


O Dolce Vídeo da semana relembra A Mosca da Cabeça Branca (The Fly, 1958 de Kurt Neumann). Ficção científica misturada a horror, bem ao gosto dos anos 50 que ainda mantém muito charme após exatos 60 anos.

Com Vincent Price, o filme recebeu uma refilmagem bem distinta em 1986. Neste vídeo aponto diferenças entre eles e listo alguns dos motivos que valem ver ou rever o clássico. Assista!

Como sempre, deixe seu “like” no vídeo e, caso ainda não tenha feito, se inscreva no canal. Só assim você receberá notificação do YouTube quando rolar os próximos vídeos.

terça-feira, 10 de abril de 2018

10 coisas que fazem o coração de Barbara Stanwyck bater mais forte

 
Em 1956 a revista britânica Good Housekeeping perguntou ao ex-casal Barbara Stanwyck e Robert Taylor 10 coisas que faziam seus corações baterem mais forte.

Mas vamos focar apenas na lista dela. O que era emocionalmente relevante a uma grande estrela 50's de meia idade?
chronically vintage

1. Os violinos liderados por Roger Barrieux no Shéherazade em Paris.
 (o suntuoso cabaré Sherazade de Paris teve seu auge na década de 30, mas seguiu célebre até os anos 50. Considerado o maior night Club russo na França, como o nome sugere, sua rebuscada decoração remetia ao oriente)

 2. Shirley Booth, a artista; Shirley Booth, a mulher.
(Shirley Booth tinha uma elogiada carreira nos palcos quando aos 54 anos de idade decidiu trabalhar em Hollywood no dramalhão A Cruz da Minha Vida (Come Back, Little Sheba, 1952 de Daniel Mann). Logo nesse trabalho de estreia, recusado por Bette Davis, ganhou o Oscar de Melhor atriz)

3. Rosas amarelas em primeiro de abril - de um valioso amigo.
(<3)

4. A solidão de Katharine Hepburn em Quando o Coração Floresce (Summertime, 1955 de David Lean).
 (Hepburn alcançou sua sexta indicação ao Oscar neste romance sobre uma mulher que finalmente encontra seu grande amor numa viagem a Veneza. Shirley Booth havia ganhado o Tony ao interpretar o mesmo personagem na Broadway)

5. Crianças em um pulmão de aço.
 ( L )

6. Qualquer álbum ou performance, séria ou cômica, de Jackie Gleason.
(ator, compositor e apresentador de TV, Gleason é o arquétipo do artista completo norte-americano. Consagrado como músico, transitou tranquilamente como ator entre cinema e televisão, em papéis dramáticos e cômicos.)

7. Laurette, a biografia de Laurette Taylor.
 (grande dama dos palcos norte-americanos e pioneira do cinema mudo, referência a muitos profissionais da era de ouro de Hollywood. Fazia 10 anos que havia falecido e futuramente, Laurette, o livro, viraria uma peça de teatro estrelada por Judy Hollyday.)

 8. Uma das minhas pinturas – Vlaminek’s “The Snowstorm”.
(Maurice de Vlaminck foi um pintor francês que defendia o fauvismo. Ali no começo da segunda metade dos anos 50 sua arte de tons fortes era bem contrastante ao gosto médio.)

9. Fotos de bebês em anúncios de revistas.
(tão fofiiinhos... J )

10. Qualquer close de Liz Taylor; Esther Williams nadando debaixo d'água; o timing incomparável de Jack Benny.
(Liz Taylor sempre – e a esta altura a ex garotinha da MGM estava se firmando como atriz adulta – provando que um carão é um carão, não é mesmo?)

(precursora do sereismo, Esther Williams havia se tornado um ícone da beleza graças aos musicais aquáticos que havia estrelado uns dez anos antes. Ainda muito longe da invenção da maquiagem à prova d’água, seu rosto antes de filmar era exposto a muitas camadas de goma laca para não borrar.)

(Jack Benny conheceu o sucesso como artista de vaudeville, radialista e posteriormente apresentador de TV. Não é ao acaso que a primeira aparição de Marilyn Monroe na TV foi em seu programa, em 1953.)

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