segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A melhor reação a uma derrota no Oscar

Perder nunca é fácil! Ficar imortalizada diante das câmeras numa cerimônia transmitida para o mundo todo, então...

A atriz Talia Shire, por exemplo, competia ao Oscar por sua atuação em Rocky: Um Lutador (1976 de John G. Avildsen) e parece que estava certa da vitória! Bem como sabemos, Faye Dunaway levou a melhor por Rede de Intrigas (Network de Sidney lumet), assista ao vídeo do momento no player abaixo.

Caramba! Adriaaaaaaan!!!

E não sei o que dói mais. Perder em si ou perder para Faye Dunaway, a pior pessoa de Hollywood segundo Bette Davis, lembra?!

Dá até para imaginar reviravoltas nos bastidores semelhantes às da cerimônia de 1963 entre Davis e Joan Crawford, relembre o embate das duas clicando aqui. Claro, apenas me divertindo com a desgraça alheia e supondo.

Talia Shire já havia sido indicada em 1975 por seu papel de coadjuvante em O Poderoso Chefão II (The Godfather: Part II) dirigida pelo irmão Francis Ford Coppola. Perdeu para Ingrid Bergman e chegou a aplaudir sorrindo a colega, bem diferente desta segunda vez.
Faye Dunaway estava em sua terceira (e última) indicação, sempre como atriz principal. Em 1975 ela também estava indicada nesta categoria (por Chinatown de Roman Polanski), mas perdeu para Ellen Burstyn (que nem estava presente!) por Alice Não Mora Mais Aqui (Alice Doesn't Live Here Anymore de Martin Scorsese).

Ambas nunca mais seriam indicadas ao Oscar, mas foram ao Framboesa de Ouro de Pior Atriz do Ano. Ainda aí Dunaway leva a melhor com oito indicações e duas vitórias e Shire com apenas três indicações.

Veja também:
Faye Dunaway, a pior pessoa de Hollywood segundo Bette Davis
Faye Dunaway querida!
Faye Dunaway e um ovo cozido

Em vídeo a melhor noite do Oscar: Bette Davis Vs Joan Crawford
"Piada" no Oscar quebrou boicote da imprensa

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

La Dolce Vita completa 15 anos!!!

 É isso! Este blog chega á idade perigosa dos 15 anos. Vamos dançar valsa!!?

Veja bem, uma das maiores celebridade em 2017 acabou de lançar filme chamado “Meus 15 anos”. A guria mal tinha nascido quando isto aqui começou!

Sim, sim! Muita água rolou desde três de agosto de 2002. Essa semana eu aproveitei o clima nostálgico e fui ler nos arquivos daqui o que escrevi quando completou um ano, dois, três...

No primeiro ano indico aos leitores meu fotolog, pra você ter uma ideia da era paleolítica que viemos!  E era meio que falar para as paredes já que pouca gente tinha acesso á internet.

-Eu fiz um blog
-Fez o quê?!
-Um blog! (e lá tinha que explicar que raios era isso)

Cara, o início foi a compra do meu primeiro computador. Um maravilhoso K6 com 1 Giga de HD, usado, pago em seis vezes de 100 Reais (piedade de uma amiga, que vendeu baratinho – Computadores, mesmo usados eram muito caros!).

Dei o nome de Matusalém pra ele  um idoso que, invariavelmente me deixava na mão. Era 2002, mas o Windows era 95, troquei pra 98 e escangalhei o bichinho de vez.
Antes de dar meia noite (pra me conectar pelo pulso único via dial-up), aproveitava pra limpar e tentar sobreviver com apenas 1 Giga a mais uma madrugada. Ironicamente, 15 anos depois, meu atual tem 1 Tera e passo o mesmo perrengue de precisar limpar toda hora. Vamos rir desse 1 Tera quando completar 30 anos?!

Bem, e é isso! Valeu pelo carinho nesse tempo todo, aqui, no Facebook ou no canal do Youtube. Foi isso que nos mantém no ar por tanto tempo.
Parabéns pra todos nós, quinceaneros!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Marilyn Chambers atrás do microfone

Se o cinema “made in Hollywood” sempre olhou de soslaio para artistas provenientes do X-Rated, o mesmo não se pode falar da indústria fonográfica, bem mais liberal. São muitos os exemplos de astros e estrelas famosos em filmes adultos e arriscaram soltar a voz em disco.

Aqui mesmo no blog La Dolce Vita você já leu sobre vários, de Cicciolina a Traci Lords. Marilyn Chambers é mais um caso, gravou músicas sem, aliás, largar a área que lhe fez famosa, muito pelo contrário, conseguiu juntar ambas.
Conhecida a partir do clássico filme Atrás da Porta Verde (Behind the Green Door , 1972 de Artie Mitchell e Jim Mitchell), assinou contrato com o produtor Michael Zager (o mesmo de Whitney Houston) em 1977. No ano anterior a colega Andrea True havia alcançado o Top 40 com o super hit “More, more, more”.

Chambers  contra-atacou com a canção "Benihana" em um compacto. São alguns minutos de gemidinhos acompanhando uma voz suave que chegaram a fazer relativo sucesso, se apresentando até no programa de TV do James Brown (assista abaixo!).
Chega a ser um som banal agora, mas a conceituosa revista Billboard o elogiou na época: “... canta muito bem com uma voz pequena e sexy neste cativante tributo ao homem amante oriental". O mais bacana é "Benihana" tocar de fundo no filme Enraivecida Na Fúria do Sexo (Rabid, 1977 de David Cronenberg).
Embora Rabid tenha recebido esse nome em português, não se trata de um pornô, mas de terror. Hoje cult, o trabalho de Cronenberg é  um dos poucos filmes convencionais a ter Marilyn Chambers no elenco.

O próximo passo mais notável aconteceria em 1980 com a música “Shame On You”. A música foi tema do filme Insaciável (Insatiable de Stu Segall), produção que juntou Chambers, que havia se afastado dos filmes adultos, ao lendário John Holmes.
Com um orçamento acima da média, Insaciável se tornou um enorme sucesso de bilheteria num período em que o VHS começava a matar a tentativa de se fazer cinema pornô com qualidade, como um gênero qualquer. “Shame On You” toca quase inteira na sequencia de abertura. Ouça no player abaixo.
Em 1983 estrelaria Up 'n Coming dirigida novamente por Stu Segall. Neste trabalho ela interpreta uma cantora country de sucesso, boa oportunidade para Marilyn Chambers surgir cantando entre uma cena de sexo ou outra.

E parece que acabou por aí. Mesmo após Madonna ter lançado o álbum Erotica em 1992, evento que motivou muitas celebridades com apelo sensual a apelaram pra voz, Chambers não se arriscou mais.

Por um período se dedicou apenas ao papel de mãe. No começo deste século recebeu 946 votos ao se candidatar como vice presidente dos EUA nas eleições de 2004, fato que não lhe desencorajou a continuar tentando cargos públicos.

Aos 56 anos de idade, em 2009, faleceu por problemas cardíacos. Continuou a ser lembrada apenas como aquela moça de “Atrás da Porta Verde”. 
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