terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Jason da vida real ainda é um mistério

Casais de adolescentes vão acampar na beira de um lago e são brutalmente assassinados por um psicopata anônimo. Parece um argumento da franquia Sexta Feira 13, mas aconteceu e verdade!

O caso ficou conhecido Os Assassinatos do Lago Bodom, e tira o sono da Finlândia desde 05 de junho de 1960. O lago Bodom, cercado de densa mata, fica na cidade de Espoo, a cerca de 22 quilômetros a noroeste da capital do país, Helsinki.

Dois casais de adolescentes escolheram o local discreto para acampar naquele fim de semana, de sábado para domingo. Parecia uma noite discreta até que entre as quatro e seis da madrugada foram atacados em suas barracas por um estranho armado com um objeto que provavelmente foi um facão.
As garotas Maila Irmeli Björklund e Anja Tuulikki Mäki tinham 15 anos e os rapazes Seppo Antero Boisman e Nils Wilhelm Gustafsson estavam com 18 anos. Os três primeiros foram espancados e apunhalados até a morte.

Nils sobreviveu ao massacre com uma concussão, fraturas na mandíbula e ossos faciais e contusões na face. Em seu depoimento à polícia disse ter visto uma aparição de preto e olhos vermelhos brilhantes vindo na direção deles.
Nils Wilhelm Gustafsson na época, após o crime
Alguns rapazes que observavam pássaros às seis da manha a uma certa distância da cena do crime contaram que viram uma pessoa loira se afastando. Com a investigação a polícia descobriu que o assassino não entrou nas barracas, mas atacou por fora delas com um facão e um objeto não cortante, armas nunca encontradas.

Objetos e roupas das vitimas foram roubados e alguns deles encontrados dias depois escondidos no mato. Análises das pegadas de sangue identificaram que os sapatos eram os mesmo usados pelo sobrevivente Nils.
Fotostrasse
Maila foi encontrada despida da cintura para baixo e estava deitada dentro da barraca ao lado do namorado Nils. Ela teve o maior número de lesões de todas as vítimas, esfaqueada várias vezes após sua morte, enquanto os outros dois adolescentes foram mortos com menos brutalidade.

Chegaram a vários suspeitos, inclusive um suposto ex espião da KGB e a confissão e um alcoólatra suicida que odiava campistas, mas não foi levada em consideração com o desenrolar das investigações.  O caso entrou no imaginário popular da Finlândia e as vezes ainda entra nos jornais.

Em 2004, 44 anos após o crime, uma reviravolta (que parece um tanto óbvia) levou o sobrevivente Nils Wilhelm Gustafsson, agora com 62 anos, à cadeia. O caso foi reaberto após exames de DNA das manchas de sangue, não existentes na época.
Nils Wilhelm Gustafsson na atualidade, aos 77 anos de idade                                 MTVFi
Segundo a polícia, ele havia tido uma crise de ciúmes, desencadeando a série de mortes. A promotoria pediu uma sentença de prisão perpétua contra Gustafsson por três acusações de assassinato.

A defesa argumentou que os assassinatos foram obra de um ou mais forasteiros e que Nils sofreu ferimentos semelhantes aos das outras vítimas e, portanto, teria sido incapaz de matar três pessoas.

Em 07 de outubro de 2005, Nils Gustafsson foi absolvido de todas as acusações. Ele foi recebeu 44.900 € (mais de R$ 150,000) em danos por seu tempo na prisão e a angústia mental que sofreu ao ser acusado.


E assim o caso continua sem solução. Em contrapartida, continua atraindo turistas ao lago Bodom e rendendo livros, filmes e o que mais a imaginação permitir. 

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