segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Peter Cushing de volta à vida no novo Star Wars divide opiniões

Star Wars não é das coisas que mais me empolgam nesta vida. Está numa galáxia distante do que poderia me fazer sair de casa, pagar ingresso e ficar ali, horas diante de um universo tão surrado...

Mas  pai do céu, Rogue One (2016 de Gareth Edwards) traz Peter Cushing! Como resistir a um filme novinho em folha com Peter Cushing?! Um dos nomes que mesmo em rápida participação podia emprestar o mínimo de gabarito a qualquer produção.

Cushing sendo assistido por milhares de espectadores de multiplex neste milênio, num filme contemporâneo, exatos 22 anos após seu falecimento é algo muito interessante. Com menos empolgação, há uma discussão na imprensa internacional sobre se reaproveitar atores já falecidos é ético.

Claro que debater ética e bom senso sempre é válido. Desde que o cinema norte americano começou a se promover pelo uso de computação gráfica (lá nos já longínquos anos 80) se fala sobre o assunto, geralmente associando as futuras técnicas ao ressurgimento de Marilyn Monroe.

Marilyn já  “lucra” bem em publicidade em todo planeta e em 2004 Laurence Olivier havia “trabalhado” depois de morto no futurista Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (Sky Captain and the World of Tomorrow de Kerry Conran). Peter Cushing em Star Wars leva a coisa para outro nível até pela força da franquia.
Aparição "post mortem" de Laurence Olivier em 2004
Sem herdeiros diretos, o espólio de Cushing ficou para a secretária Joyce Broughton que agora assinou contrato de confidencialidade com a Disney e Lucasfilm para liberar a imagem. De opinião pouco isenta, ela que foi funcionária do ator por mais de 35 anos já assistiu ao filme e disse que gostou bastante, entre fãs na internet há muito mais comentários positivos do que negativos (maioria a respeito do realismo dos efeitos). 




Sua aparição sendo perfeita ou não (tecnologia sempre evoluindo e em se tratando de Star Wars, meio óbvio que daqui uns anos irão retocar tudo), com a autorização de familiares e cuidados na escolha de projetos creio ser algo positivo. Todo astro ou estrela vive também para ser imortalizado pelo seu trabalho, não esquecido ou relegados apenas a meia dúzia de fãs saudosistas

1 comentários:

Fábio disse...

Eu gostei bastante, até pq nesse caso se justifica, afinal de contas ele tem papel importante no filme que vem depois, mas que foi feito antes...

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