sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Kirk Douglas completa um século de idade

 2016 marca o centenário de dois dos maiores astros do cinema norte americano: Olivia de Havilland em julho e Kirk Douglas hoje (9). Por possível coincidência dois nomes que sobreviveram não só ao tempo, mas à grande máquina chamada Hollywood.

Recém-saído da Broadway, onde transitava sem maior relevo, foi ao cinema contracenar com destaque ao lado de Barbara Stanwyck em O Tempo Não Apaga (The Strange Love of Martha Ivers, 1946 de Lewis Milestone). Douglas escapou do arquétipo do galã mau caráter que lhe deram para interpretar numa série de filmes noir.
Foi indicado ao Oscar três vezes, levando apenas um prêmio honorário em 1996, vinte anos atrás! Esses prêmios pelo “conjunto da obra” geralmente significam a morte profissional para muitos (Fellini recebeu o seu com o coração apertado sabendo que era o fim), mas não para Kirk Douglas!

Continuou atuando até 2008 e tem um filme anunciado (Montezuma) onde assina como produtor executivo, função que não exerce desde 1986. Seu trabalho produzindo filmes foi de extrema importância a partir da década de 50, quando a política Macarthista promoveu a chamada caça às bruxas em Hollywood.

Dezenas de profissionais que perderam seus empregos por supostos envolvimentos com o comunismo conseguiram emprego em seus filmes independentes. O maior deles é Spartacus, dirigido por Stanley Kubrick em 1960, história que servia bem para fazer um paralelo com a atual situação dos EUA.
Quando chegou à capital do cinema já era casado, tendo inclusive o filho, futuro astro Michael Douglas. Foram apenas dois casamentos:  com Diana entre 1943 e 1951 e Anne Douglas de 1954 até agora.

Talvez por isso ele tenha se distinguido de tantos galãs povoando a babilônico imaginário popular com devassas aventuras amorosas. Como bom cavalheiro sempre negou qualquer romance extraconjugal com estrelas famosas.

Isso até 1988, quando tinha 71 anos e, talvez achando que não tinha mais muito tempo de vida, contou tudo em sua autobiografia, escrita por ele mesmo sem ajuda de um gohswriter. "Eu sou um filho da puta, puro e simples", se definiu ao admitir as inúmeras histórias de infidelidade envolvendo nomes como Marlene Dietrich, Rita Hayworth, Evelyn Keyes, Marilyn Maxwell, Patricia Neal, Gene Tierney e até Joan Crawford!
Hoje, para a atual geração, seu filho é muito mais popular do que ele, que se tornou quase que apenas o pai de Michael Douglas, ou o sogro da Zeta Jones. Kirk Douglas disse certa vez que sempre torceu para que seus filhos o superassem porque isso era uma legítima forma de alcançar a posteridade. 

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