quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Clássica Star Trek ao alcance de todos

 Quem não é trekker, mas já viu alguma coisa da série icônica Jornada nas Estrelas (Star Trek) na vida, gostou e ficou com vontade de assistir mais, mas teve preguiça de baixar, caçar legenda ou comprar DVD, agora tem a chance de assistir tudinho, tudinho. A Netflix disponibilizou as três temporadas completinhas!
E com uma qualidade de imagem e áudio espetacular, inédita no Brasil, já que a série ainda não saiu em Bluray no Brasil. Tão boa que adiciona um elemento bizarro a mais já que parece algo recente futurista, mas com atores com penteado e figurinos retrôs.

A Netflix tem pouco, ou quase nada, em seu acervo de material de TV vintage. O que faz certa falta, porque nem sempre queremos assistir uma história desenrolada em dezenas de capítulos como são as séries atuais, mais próximas de minisséries.
Jornada nas Estrelas mostra o cotidiano da tripulação USS Enterprise no ano 2245 explorando planetas longínquos e conflitos de convivência dentro da nave. Conflitos, claro, originados muito mais por aliens infiltrados no corpo, duplicação acidental de corpos e cyber coisas do tipo do que por mero temperamento.
Tecnologicamente é aquele susto já cantado em verso e prova. Mesmo com cinquenta anos exatos a série acertou muito do que temos hoje em dia, como celular, e-book, Bluetooth, GPS entre outras coisas, muito distantes daquela realidade de 1966, quando o programa foi produzido.

Mas o mais bacana, onde nenhuma série jamais tinha ido (e muitas continuaram não indo até hoje), é o quanto ela estava antenada com a realidade da população. Esse diálogo presente logo no piloto é no mínimo incrível. Assista no player abaixo!

Bem, a produção é da Desilu, empresa da Lucille Ball. Seu I Love Lucy, no ar mais de dez anos antes, jamais se atreveria a discutir machismo, muito pelo contrário. Estranho mesmo é que quase em 2017 esse tema ainda seja tão espinhoso...

Aliás, os episódios da Netflix começam a partir do zero, um piloto por décadas tido como raro, onde Jeffrey Hunter (O Jesus de Rei dos Reis dirigido por Nicholas Ray) é o Capitão da nave e o único do elenco conhecido que sobreviveria é o Spock. Mas desde este inicio a tripulação é etnicamente mista.
Aí, aqui do futuro, a gente olha elenco de tantas séries recentes e só agora isso começa a ser comum. Fácil enumerar pelo menos cinco séries muito famosas que não tinham nenhum negro entre os atores principais.

Em compensação nos esforçamos para mostrar fora da trama central detalhes da vida pessoal dos personagens para enrolar até completar uma temporada. Star Trek não precisa parar nada para apresentar suposta profundidade, isso é mostrado de forma natural, pouco explícita, no desenrolar de cada episódio.
A Netflix deve disponibilizar até o ano que vem as séries da franquia ST a partir desta clássica (além dela já tem a Deep Space Nine de 1993). Em 2017 o serviço em parceria com a CBS estreará a nova Star Trek Discovery.

Veja também:
Misterioso sumiço das perucas de Star Trek
Aplicativo reproduz comunicador da Enterprise

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