terça-feira, 22 de novembro de 2016

Uma nova chance à Condessa Drácula, a mais sanguinária das serial killers

Erzsébet "Elizabeth" Báthory foi uma condessa húngara que viveu no século XVI e entrou para a história como a mais prolífica serial killer feminina. Seu reinado violento de sangue rendeu-lhe na modernidade o apelido de Condessa Drácula.

Seu nome estaria relacionado ao cruel assassinato de cerca de 650 pessoas, em sua maioria moças pobres e virgens. Viúva e embebida pelo poder social, atraia camponesas com a promessa de emprego e uma vida melhor em seu castelo com a ajuda de fieis empregadas e de um anão chamado Ficzko.

Pesquisadores indicam que ela além de psicopata era adepta de práticas sádicas extremas. Entre os boatos que logo se espalharam junto ao horror da descoberta está o de que a nobre cria que ao se banhar no sangue das moças alcançaria o rejuvenescimento.

A impunidade acabou logo após o natal de 1610 quando as autoridades invadiram seu castelo e descobriram dezenas de cadáveres no pátio e ainda alguns moribundos clamando pela morte. Jamais condenada (ao contrário dos cúmplices que foram queimados) , morreu em prisão domiciliar aos 54 anos de idade numa torre do castelo  Čachtice.
CNN
Tanta depravação e morbidez alimentam por séculos a cultura popular em todo mundo. Bram Stoker teria emprestado muito desse universo para se inspirar para escrever Drácula, no cinema, um de seus retratos mais fascinantes foi feito pela atriz Ingrid Pitt no filme A Condessa Drácula (Countess Dracula, 1973 de Peter Sasdy), clássico da Hammer Films.

Recentemente historiadores revisionistas apontaram outras possibilidades para sua trajetória. Báthory teria caído numa armadilha conspiratória, armada por parentes que estavam de olho em suas terras.

Rica, mas sozinha e dona de um temperamento instável, a senhora teria sido alvo fácil após fofocas a seu respeito se espalharem. Como não foi julgada nem condenada, suas vastas propriedades não foram apreendidas pela coroa, mas passaram para seus parentes.
Mesmo com os depoimentos dos cúmplices (conseguidos por meio de tortura) descrevendo um reinado de horror de sua patroa, a história tem muitos furos. Na época tudo ainda foi resolvido com pressa demais para não levantar suspeitas.


Objetos encontrados no seu castelo (que seriam usados para torturar, segundo testemunhos) são os mesmos encontrados no museu de medicina da Hungria, como um ferro, que aquecido servia para estancar sangue. Elizabeth "Báthory”, que nunca pode se defender,  provavelmente foi uma curandeira, não uma vampira sádica.

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