sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Um lamé dourado que entrou para a história

 Marilyn Monroe fez uma sessão de fotos promocional para Os Homens Preferem as Louras (Gentlemen Prefer Blondes, 1953 de Howard Hawks) cujas imagens transcenderam o filme. Acabaram reproduzidas em camisetas, pôsteres, cartões e todo tipo de quinquilharia.

O provocante longo de lamé dourado costuma suscitar dúvidas ainda sobre a sua originalidade, afinal, antes Ginger Rogers havia aparecido vestindo algo muito parecido em O Gênio da Televisão (Dreamboat, 1952 de Claude Binyon), sendo que os dois filmes são produções dos estúdios 20th Century Fox.
Alguns sites dizem que Marilyn visitou o set e assim que o viu imediatamente amou o vestido. Estúdios também costumavam reprisar figurinos, como até já vimos aqui antes, onde um que Joan Crawford usou e depois foi reutilizado por anos.
Mas nem precisa ser muito observador pra notar que não se trata do mesmo vestido! Únicas coisas parecidas são o material e a cor, mas até aí, e principalmente depois das fotos da Marilyn, vários outros similares foram e são feitos.

Outra coisa em comum entre eles é a assinatura do figurinista William “Billy” Travilla, que após os Homens Preferem as Louras vestiria Marilyn outros sete filmes, inclusive o vestido esvoaçante de O Pecado Mora Ao Lado (The Seven Year Itch, 1955 de Billy Wilder).

Uma das coisas que deve ter gerado a dúvida é que em “Os Homens...” o vestido aparece brevemente e apenas de costas. Na verdade sua frente teria sido considerada muito provocativa.
Marilyn realmente gostou muito dele e o usou no jantar do grande Photoplay Magazine naquele ano, quando ganhou o prêmio de estrela ascendente mais rápida. Naquele evento onde Joan Crawford disse aos repórteres que a novata era vulgar, ela estava vestindo um trabalho de William “Billy” Travilla.

Poderia ser muito provocativo para as telas, mas naquela noite fez a alegria dos fotógrafos e dos editores das revistas. Marilyn soube aproveitar o momento como poucas e provar que não era apenas a estrela ascendente mais rápida, mas um dos maiores mitos norte americanos.

Continua influenciando mulheres como ícone da beleza e sensualidade, assim como o trabalho de Travilla, que tão bem soube mostrar suas curvas, serve de inspiração para atuais designers de moda.
A cantora Beyoncé  no tapete vermelho do Golden Globe 2014 provando que clássicos são clássicos. Seu vestido é assinado por Elie Saab.

1 comentários:

Victor Douglas disse...

Essa é ícone com I maiusculo!
O maior de todos e todas!

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