sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O menino que amava Joan Crawford

Joan Crawford Best
Ao falecer em 1988, o publicitário Dore Freeman possuía, segundo obituário do Los Angeles Times, talvez a maior coleção pessoal de uma única estrela: Joan Crawford. Ele acumulou nada menos do que 20.000 fotos, 3.000 instantâneos caseiros, restos de seu guarda-roupa e até mesmo seu cartão de Seguro Social.

Como o sonho de muitos fãs, ele conseguiu contato pessoal com sua estrela favorita e trocaram correspondência por anos, numa bonita relação de amizade e fidelidade. O primeiro encontro dos dois tem algo de mágico, digno de um filme da era de ouro hollywoodiana.

LA Times
Freeman era um “office-boy” e estava na principal estação e trens de Nova York junto a fotógrafos, jornalistas e centenas de fãs aguardando Joan Crawford.  Primeira metade da década de 30, ela era uma das maiores estrelas do cinema norte americano.

Na ocasião estava se separando do primeiro marido, o também astro Douglas Fairbanks Jr., enquanto engatava um relacionamento com o ator Franchot Tone. Crawford estava viajando discretamente no mesmo vagão dele.

Ao descer na estação o enxame de repórteres começou a especular sobre o romance, inclusive perguntando se eles iam ficar noivos. A atriz ficou constrangida sem saber o que responder, tentou e começou a gaguejar.

Foi aí que ouviu uma voz juvenil vindo da multidão gritando: “Diga a eles, 'O tempo dirá', Joan!". Ela imediatamente respondeu aos repórteres o que o menino falou, “O tempo dirá!”.

Alguns dias depois um funcionário de Joan Crawford foi atrás do garoto com uma caixinha. Dentro dela havia um relógio de ouro gravado: “O tempo dirá. Amor, Joan Crawford”, e assim começou uma amizade que durou até a morte dela, em 1977.

Joan Crawford com Christopher e Christina
Crawford também arranjou para ele emprego no departamento de publicidade da Metro-Goldwyn-Mayer (MGM). E a frase espirituosa não foi mero lampejo, seguiu carreira lá dentro até se aposentar no começo da década de 80, como chefe de publicidade do poderoso estúdio.

Na década de 50, quando Joan voltou a trabalhar lá, os dois estreitaram a amizade. Freeman já tinha se tornado importante lá dentro e era a ele que Crawford recorria quando acontecia algo que lhe desagradava.

Solteiro, além da incrível coleção sobre Joan Crawford , ao falecer ele deixou sozinhos seus dois schnauzers com quem morava. Os nomes deles eram Christopher e Christina, o mesmo dos filhos adotados pela atriz que se dedicaram a sujar sua imagem ao ficaram de fora da herança da mamãezinha querida. 

1 comentários:

Anônimo disse...

Muito legal conhecer essa história!

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