sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Joan Crawford Vs. Liz Taylor: A treta!

Quando Elizabeth Taylor se tornou a garotinha de ouro da Metro-Goldwyn-Mayer no começo dos anos 40, Joan Crawford, uma das grandes estrelas do estúdio, não estava mais lá. Crawford já era uma grande lenda, com uma carreira que durava décadas e Liz, apenas uma menininha de promissores olhos cor de violeta.

Como qualquer adolescente, Taylor teve muitos namoradinhos para desespero do departamento de publicidade do estúdio. Não era visto com bons olhos pela moral da época e Joan Crawford não deixou de alfinetá-la em entrevista dizendo que "senhorita Taylor é mimada, uma criança indulgente, uma mancha na moral pública.".

Taylor e Crawford  com poodles       HFH
 Poderia ser só uma entre tantas críticas que o tempo apagaria, mas o mundo dá voltas e elas acabaram se cruzando com frequência! Em 1953 Joan Crawford voltou à MGM para participar do drama em tecnicolor Se Eu Soubesse Amar (Torch Song de Charles Walters) que era co-estrelado por Michael Wilding, marido número dois (de oito) de Liz Taylor.

Natural que Taylor frequentasse os sets em que seu marido estivesse trabalhando. Aquela altura já era considerada muito mais do que uma atriz mirim fofa, mas uma estrela em ascensão, tendo participado de grandes filmes como Um Lugar Ao Sol (A Place in the Sun, 1951 de George Stevens).

Num belo dia, segundo o site The Best of Everything, a garota foi lá visitar o marido e simplesmente se “esqueceu” de cumprimentar Joan Crawford. A autoproclamada “Realeza de Hollywood” não se fez de rogada, foi até Dore Freeman, do departamento de publicidade do estúdio (que Joan conhecia há décadas) e soltou os cachorros.

"Você diz praquela putinha para nunca mais entrar aqui sem me cumprimentar. Eu quero que você lhe ensine boas maneiras.", teria sentenciado. Ao colega Michael Wilding, o marido de Liz, Joan sugeriu que ele usasse arreio de cavalo na sua esposa.

Depois foi a vez do troco vir de Elizabeth Taylor, claro! Contou a jornalistas que seu marido estava muito feliz por estrear no cinema americano como um cego: “Desse jeito ele não tem que ficar olhando para a cara de Joan Crawford durante todo o filme".

Muitos anos depois, em 1966, em entrevista à BBC Joan foi indagada sobre o que ela achava de Elizabeth Taylor, que era uma starlet adolescente e estava se tornado numa importante atriz. É possível assistir a este trecho no player abaixo.
 “Nós duas nascemos na Metro-Goldwyn-Mayer. Eu bem antes da senhorita Taylor, claro. Critiquei a senhorita Taylor em uma ocasião por sua vida pessoal. Não é da minha conta. Eu nunca devia ter feito isso. Essa garota se tornou, eu acho... se transformou em uma das melhores atrizes que já vi. Claro, teve bom professor”.  Naquela altura Liz havia sido indicada ao Oscar quatro vezes (ganhando uma estatueta), sendo que o segundo prêmio viria no ano seguinte por Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who's Afraid of Virginia Woolf?, de Mike Nichols).

As palavras são ótimas, mas Joan tem uma das suas maiores interpretações nessa entrevista, presente como bônus no Blu-Ray de O Que Aconteceu com Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?, 1962 de Robert Aldrich).  Nela a atriz também nega qualquer rixa com Bette Davis. Quer dizer...

1 comentários:

Marus André disse...

Gosto muito das duas como atriz e figura pública (star). Não sabia que a Joan tinha dito coisas tão horríveis quanto as que li aqui, tenho o Blu-ray de Baby Jane e já tinha assistido essa entrevista na íntegra no Youtube, só não sabia como foi o rolo entre as duas. E a Joan sinceramente, está longe de estar bonita no dito filme estrelado por ela e o marido da Taylor, aliás é um filme horrível, com direito a blackface e tudo.

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