sexta-feira, 17 de junho de 2016

Blade Runner antes de todas as versões existirem

Não deve haver filme com mais versões comercialmente disponíveis do que Blade Runner , O Caçador de Androides (1982 de Ridley Scott).  Até aqui são cinco edições em DVD e Blu-Ray, embora existam sete.

Mas o que os críticos falavam dele quando só existia um corte, aquele exibido nos cinemas no começo da década de 80? Veja o que dizia o Guia Set Especial 1000 Vídeos publicado em 1991:

“(...) O único senão do maior cult movie dos anos 80 é a cena final que quebra a tensão do duelo final de Ford e Hauer de um modo sentimental.”

Logo em 1992 lançariam a Director’s Cut após certo alarde (um estudante de cinema a teria descoberto, conforme foi dito na época) . E o final passou a ser justamente mais sombrio e nada sentimental.

Ridley Scott foi a público refutar o que o mundo já havia visto. “Um dos meus elementos favoritos ausentes da versão final era o fato do personagem de Harrison Ford ser conduzido, no filme, por sua própria culpa, sua própria paranoia. Ele se perguntava se não era um replicante."  Explicou o diretor.

O primeiro corte imposto pela distribuidora Warner (que além dos cinemas foi exibido pela TV) tinha a narração em off de Harrison Ford.  No documentário Dias Perigosos - Realizando Blade Runner  (Dangerous Days: Making Blade Runner , 2007 de Charles de Lauzirika) o ator conta que em seu primeiro contato com o script não gosto da quantidade de texto em off e junto com o diretor alterou para ele fazer o que antes narrava.

Ou seja, em certo ponto, a primeira versão dos cinemas tem alguma fidelidade com o que havia no começo do projeto.  Em tempo: na época do lançamento do Final Cut (em 2007), Ridley Scott elogiando a mais recente versão, revelou que aquela de 1992 não tinha nada demais.

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