sexta-feira, 20 de maio de 2016

Quando Joan Crawford foi fofa

gettyimages
 Joan Crawford é conhecida como a maior “bitch” que Hollywood já teve não só pelos trabalhos em que (em sua maioria) representou mulheres destemidas e obstinadas a alcançar seus objetivos, mas também por fofocas de bastidores. Também há registros da estrela sendo imensamente doce e não me refiro apenas às centenas de fotos onde ela aparece com cachorros no decorrer da vida.

Crawford com Haines em 1929: amizade pra toda vida
Quando o galã William Haines se recusou a abandonar o namorado e assumir uma postura hétero para fãs teve que abandonar o cinema. Crawford foi uma das melhores clientes que ele passou a ter na nova carreira de designer de interiores.

Durante as filmagens de Felicidade de Mentira (The Bride Wore Red, 1937 de Dorothy Arzner) um eletricista caiu da passarela acima do set, sendo que o acidente foi quase fatal e ainda machucaria a estrela da MGM. As filmagens foram interrompidas e Crawford recusou-se a voltar a trabalhar enquanto não tivesse certeza de que o homem fosse completamente cuidado, continuasse recebendo seu salário e que sua família fosse assistida.

Isso num tempo distante da força que os sindicatos norte- americanos tomariam. O hospital ainda recebeu ligações diárias da atriz em buscas de informações sobre o estado de saúde do colega.

Cartas, muitas cartas para os fãs!
Devotada aos fãs, a própria Joan Crawford gastava muitashoras de seu dia respondendo pessoalmente a eles, enviando junto foto autografada do próprio punho. Geralmente atrizes usam papel timbrado com assinatura impressa, relegando a secretárias a função de responder a correspondência.

Hoje existem muitas dessas cartas sendo vendidas pela internet afora. No Ebay podem custar de 50 a mais de 300 dólares.

Foi uma das grandes damas de Hollywood (a própria se declarava pertencente à “realeza de Hollywood”) a comprar vestidos de L'Tanya Griffin, estilista negra que fazia relativo sucesso apenas entre as esposas das poucas celebridades negras que haviam na época. O ato num período de forte segregação racial é simbólico, mas de grande importância.

Outra estilista que ganhou não só seu apoio, mas sua amizade foi a brasileira Zuzu Angel. Elas se conheceram durante uma das visitas de Crawford ao Brasil já como executiva da Pepsi e continuaram se conversando por carta por anos.

Ao saber pelos jornais que o filho de Zuzu estava desaparecido (na verdade, uma das vítimas do golpe militar) enviou um bilhete com amor e esperança de que ele seria encontrado datado de 19 de agosto de 1971. Abaixo você lê a correspondência, disponibilizada no site de uma exposição sobre a estilista, assinada de forma diferente do que os fãs recebiam.
Em agosto de 1962 o mundo ficou transtornado com a morte da jovem Marilyn Monroe, Joan Crawford não foi diferente, mesmo tendo menosprezado publicamente sua chega a Hollywood. Numa manhã apareceu transtornada e visivelmente alcoolizada na casa do diretor e amigo George Cukor.

Cukor quis saber qual o motivo do abalo já que todos sabiam que ela não gostava da loira. Ouviu como resposta: “Você está certo. Ela era vulgar, uma exibicionista. Ela nunca foi profissional. Mas, pelo amor de Deus, ela precisava de ajuda. Ela tinha todas essas pessoas em sua folha de pagamento. Onde diabos eles estavam quando precisou deles? Por que diabos Marilyn teve que morrer sozinha?”.

1 comentários:

Eduardo disse...

Posts legais assim, só aqui! Muito bom!

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