quarta-feira, 6 de abril de 2016

Material girls contra as bonecas assassinas

 Bonecas Macabras é um filme dirigido por Stuart Gordon (de Re-Animator) em 1987 muito melhor do que possa parecer, inclusive pelo pôster fofinho. Na Netflix ele está apenas como Dolls, mas era exibido na saudosa sessão Cine Trash como Bonecas Macabras.
Os programadores da Band tinha certa obsessão com esses brinquedos. Além de Bonecas Macabras exibiam A Boneca Assassina (Dolly Dearest, 1991 de Maria Lease) e Bonecos da Morte (Puppetmaster, 1989 de David Schmoeller) e Brinquedos Diabólicos (Demonic Toys, 1992 de Peter Manoogian).

No filme de Gordon, visualmente muito leve, com cara de happenig entre amigos, destaque para as bonecas mesmo, tanto no designer delas (convincente como vintage) quanto sua execução. Os efeitos são uma mistura caprichada de stop motion com atores, bem além do usual em filmes B.
Casal de milionários esnobes com uma menininha (filha apenas dele) fica preso na estrada no meio do temporal e vão pedir ajuda numa velha mansão. São recebidos por casal de velhinhos soturnos que lhe hospedam por uma noite.
Logo depois também chega um gordinho atrapalhado e duas periguetes que já tínhamos visto na estrada pedindo carona. Para quem tem dúvida de quando o filme foi produzido, atenção aos figurinos das moças:
Madonna! E depois de Madonna vieram muitas divas pop, mas nenhuma outra com um visual tão marcante, que lhe alçou a mito instantâneo do porte de Marilyn Monroe, Bruce Lee, Elvis e até Chaplin .
E lembra do cintinho Boy Toy?
Ele podia ser usado como arma letal numa luta contra brinquedos ensandecidos!!! As moças podiam ser fashion victims, mas vítimas das bonecas será mais difícil! 

3 comentários:

Victor Douglas disse...

Nunca Madonna é, foi ou será um mito como Marilyn ou Elvis.
Os dois estão em outro nível de mitologia.
Nem os americanos acham isso, nem mesmo a própria.
Mesmo Michael Jackson.
Cada um com o seu cada qual.
Isso não quer dizer que não tenham valor.

Miguel Andrade disse...

Victor, sempre esteve e desde que chegou, conforme fica óbvio nos registros de época. Você gostando ou não dela, ela é o último grande mito pop.
PS: não confunda o que isso significa com habilidades artísticas.

Anônimo disse...

Madonna é o último grande mito produzido pelo século XX, sem sombra de dúvida. A influência que ela exerce/exerceu sobre a sociedade a partir de 1985 só é comparável ao frenesi em torno de Elvis nos anos 50 e os Beatles nos anos 60. É claro que ela está longe de ser a melhor no que faz, mas digamos que Madonna foi a pessoa certa, na hora certa. Como Marilyn Monroe, que se eternizou, sem que tivesse algum talento em especial reconhecido.

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