terça-feira, 8 de março de 2016

Genial adeus de Hitchcock ao cinema mudo

O primeiro filme sonoro de Alfred Hitchcock, e um dos primeiros da Inglaterra, Chantagem e Confissão (Blackmail, 1929) aproveitou para se despedir da era do cinema mudo. Pouco antes da grande cena do vilão, a sombra de uma luminária faz uma marca em seu rosto que lembra um bigode.

Hitchcock explicou que realmente era esta intenção. Por muitos anos, nos primórdios do cinema sem som, quase todos os vilões eram caracterizados com grandes bigodes, muitas vezes enrolados na ponta.

Em 1929 isso já era um cliché que ele evitou, mas produziu a sombra no rosto do ator Cyril Ritchard para a plateia o identificar como tal. Se alguém ainda não sabia o que estava para acontecer (o estupro), agora ficou na cara, literalmente.

O diretor tomava alguns cuidados para que seus filmes fossem marcados o menos possível pela época em que foram produzidos. Há informações de filmagens canceladas caso algum figurante estivesse trajando o último grito da moda.

Abaixo você vê uma foto promocional da comédia “Barney Oldfield's Race for a Life” de 1913. Fácil saber qual dos três é o grande malvado da história (além da marreta, óbvio).
Nas gerações da segunda metade do século XX esse tipo de bigode é mais lembrado por desenhos como os da Hanna Barbera como o Dick Vigarista.  Embora produzido na década de 60, ele se passa durante a I Grande Guerra (1914-1918).

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