quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Quantos títulos diferentes um filme pode ter

Ao que parece, não há o menor controle quando o filme é relançado, dependendo da criatividade do distribuidor no cinema, TV, Blue-Ray ou em qualquer outra mídia. House of Drácula (1945 de Erle C. Kenton) é um caso bem bizarro de renomeio.

Na casa do Drácula há muitas moradas. Inédito em VHS, foi lançado em DVD no Brasil pela DarkSide/Works como A Mansão de Drácula, numa edição “double feature” com A Mansão de Frankenstein (House of Frankenstein, 1944 de Erle C. Kenton).
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Pouco depois a própria Universal foi mais humilde distribuindo o mesmo filme em DVD como sendo A Casa de Drácula. Outra vez ele dividia o disquinho prateado, mas agora com O Filho do Drácula (Son of Dracula, 1943 de Robert Siodmak).

No IMDB ele aparece como O Retiro de Drácula! Mais um pouco e ele vira O Cafofo do Drácula.
Podemos considerar o título “correto” aquele em que foi distribuído pela primeira vez num país? 

Vamos lá! Ele foi distribuído no Brasil em 1946 como O Retiro de Drácula, conforme você confere num anúncio publicado em jornal da época.
“Retiro” é estranho, mas faz certo sentido, já que “house” no título não se refere à morada, residência do Conde da Transilvânia, mas a um local que ele vai para ser curado de sua maldição, num estranho crossover de monstros, medicina e misticismo.

Soaria estranho, mas “House of Dracula” é uma sequência de “House of Frankenstein” (do ano anterior, 1944) que foi originalmente rebatizado aqui como A Mansão de Frankenstein. Sendo assim, até pelo maior apelo comercial, “A Mansão...” dado pela DarkSide/Works em DVD tem mais sentido do que qualquer outro título.

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