terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Novo Tarantino utiliza trilha sonora de O Enigma de Outro Mundo

 Certeza a cada filme novo de Quentin Tarantino que vários velhos hits serão recuperados. Agora com Os Oito Odiados (The Hateful Eight, 2015) ele quis uma trilha exclusiva, originalmente composta pelo mestre Ennio Morricone.

Ter uma trilha sonora original do compositor é um sonho antigo de Tarantino, mas de difícil realização pela agenda do compositor de 87 anos de idade. Agora conseguiu, mas conseguiu em termos.
Kurt Russel em The Thing
Morriconne não conseguiu finalizar a tempo, alegando novamente problemas de agenda. O próprio lembrou ao diretor que a música que fez para O Enigma de Outro mundo (The Thing, 1982 de John Carpenter) não foi utilizada.

Segundo comentário do Tarantino, publicado no Bloody Disgusting, Morriconne escreveu uma trilha de orquestra inteira para a produção de 1983 e ainda uma faixa para sintetizador, que era o que o que Carpenter estava mais acostumado. E batata! Carpenter utilizou apenas a do sintetizador durante todo o filme, ignorando o resto.

Então o italiano sugeriu a tarantino ficar longe do tema principal de “The Thing” e utilizar todo o resto, uma trilha original inédita. Ouça no player abaixo ou clicando aqui.

Acidentalmente mais uma coisa em comum entre Os Oito Odiados e O Enigma de Outro Mundo. Além de pessoas isoladas na neve e a presença do ator Kurt Russell, a música composta por Ennio Morricone.

Veja também:
Vamos cantar, companheiros!
 K-Y Gel aos montes em The Thing
Stalkeando Tarantino, o balconista
Warren Beatty por pouco em Kill Bill

1 comentários:

Fã da TV e Cine disse...

Agora entendo MELHOR o discurso de agradecimento de Tarentino, que levou o globo de ouro pela trilha sonora deste filme! Ele atirou na cara da academia o ressentimento do compositor, só pode. Dizendo que ele é brilhante, mas não dentro do GUETO do cinema, brilhante como Mozart, bethoven, etc.. E disse que finalmente a América (bem, a imprensa estrangeira) reconheceu o génio do compositor.

Tenho de concordar com a decisão de John Carpenter. O filme de 83, sem aqueles acordes de sintetizador, não teria surtido o mesmo efeito dramático. O suspense ia pela pia abaixo.

Lamento, mas o compositor tomou as dores da sua obra parcialmente divulgada muito a peito.

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