sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Will Smith adora 'Eu Sou a Lenda' até hoje

 Oito anos depois de sua estreia quase ninguém mais lembra de Eu Sou A Lenda (I Am Legend, 2007 de Francis Lawrence). Seu astro, Will Smith, muito pelo contrário, o considera seu trabalho mais bem sucedido.

O filme é a terceira adaptação do romance de Richard Matheson para o cinema, a segunda produzida nos EUA. Em 1964 (Mortos Que Matam) teve Vincent Price encabeçando o elenco e em 1971(A Última Esperança da Terra) foi a vez de Charlton Heston.

De longe, a mais recente é a mais fraca por atropelar conceitos importantes com efeitos computadorizados de qualidade discutível. Em recente entrevista a um podcast parece que isso ainda não está claro para Smith:

“Sou obcecado com a tentativa de colocar pequenos dramas de personagens no meio de grandes blockbusters. O mais bem sucedido em que já estive com esse conceito é Eu Sou a Lenda.
Eu Sou a Lenda facilmente poderia ter sido uma peça de teatro, certo? Você sabe, um show de um homem só, um cara com um cão - geralmente você poderia pensar que é preciso de um pouco mais do que isso para um blockbuster, mas até agora esse é a minha maior abertura e meu segundo maior filme.
Então, isso é uma obsessão para mim, se não tiver muita ação as pessoas não querem vê-lo. Você pode ter tanta ação que você afasta as pessoas, ou você pode colocar tantas criaturas nele que agora as pessoas não o levam a sério.”
Parece que o amiguinho até hoje não entendeu! Que tal pegar uma história ótima e não tentar transformar num blockbuster cheio de “pá - pum - cataplaft”? Não há verniz dramático/sentimentaloide que dê jeito.

Sei que é o Will Smith, poxa! Um super astro de filmes espetaculares no sentido prático da palavra, mas Eu Sou A Lenda errava a começar por tirar o foco do homem dentro do universo e centralizar numa conversinha pra boi dormir de papai de família que perdeu tudo (justamente o que ele acha que é uma grande coisa).

Veja tabela clicando aqui com uma comparação item a item entre Eu Sou A Lenda (2007) e Mortos Que Matam (1964). Há filmes que já nascem ultrapassados.

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