quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Por onde anda a cabeça de Charles Bronson?

É sempre interessante descobrir que fim levaram objetos de cena importantes de clássicos. A cabeça de cera de Charles Bronson em O Museu de Cera (House of Wax, 1953 de André de Toth), por exemplo, não poderia ser simplesmente derretida!

Hoje ela é exibida em eventos referentes à técnica 3D. O Museu de Cera foi o primeiro filme de um grande estúdio a adotar a tecnologia da tridimensionalidade com óculos de papelão e lentes de acetado.
Provável que seja a mesma peça que aparece ao final do filme. Erguida em direção à câmera na tentativa de assustar a plateia com a naturalidade do 3D. 
Charles Bronson era um rosto literalmente novo no cinema quando apareceu em O Museu de Cera. Era o terceiro filme em que conseguiu crédito, época em que ainda assinava o sobrenome de batismo Buchinsky.

Seu personagem é Igor, o ajudante fortão do vingativo artista interpretado por Vincent Price, e não tem uma só linha de texto. E isso, apenas com sua presença tenebrosa, foi o suficiente para ele chamar a atenção.

Uma das sequencias mais marcantes é quando se disfarça colocando sua cabeça entre as dos bonecos de cera. Num relançamento na Bélgica na década de 60, quando Bronson já era astro, um dos cartazes fez referência a esta cena.

O nome dele vem antes do de Vincent Price, o protagonista do filme. Bronson devia ter se tornado (naquele país) mais rentável nas bilheterias do que o já lendário vilão de dezenas de histórias de terror.

Os dois atores voltariam a trabalhar juntos oito anos depois na aventura Robur, o Conquistador do Mundo (Master of the World, 1961 de  William Witney). Nos créditos de abertura Charles (já como) Bronson aparece em segundo lugar, após Vincent Price.

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