quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Jackie e Joan Collins na batalha dos spots

 Não se pode ver duas irmãs famosas sem imaginar no cliché da rivalidade entre elas. E com Jackie e Joan Collins provavelmente existe mesmo!

Uma é atriz cheia com tantos altos e baixos na carreira quanto números de casamentos, a outra é uma das mais bem sucedidas romancistas do mundo. Algumas vezes tentaram investir no terreno profissional da outra.

Filhas do agente teatral inglês Joe Collins que mais tarde agenciaria nomes como Shirley Bassey, The Beatles e Tom Jones, não poderiam escapar da sina artística. Joan nasceu em 1933 tão graciosa que mamãe teve que pendurar no berço o aviso “não em beije”.

Jackie veio quatro anos depois. Ambas tiveram uma educação rígida paterna, mas Joan foi quem teve um relacionamento mais complicado com o pai duro, frio e machista.

Ela crê que este foi o motivo para ter perseguido a vida inteira homens difíceis, na esperança de resgatar o pai. Também se esforçou muito para brilhar no mundo do showbuzines, ao contrário de Jackie, que pretendia ser jornalista.

Por isso a carreira de Joan deslanchou primeiro. Jackie resolveu ir morar com a irmã em Nova York. Temendo o risco de ser conhecida apenas como “a irmã de Joan Collins”, mudou o nome para Lynn Curtis, mas voltaria atrás logo depois.

Recebida de braços abertos, Joan apresentou-lhe muitos contatos, incluindo Marlon Brando. Sua carreira de atriz nunca deu muito certo, em compensação, o circulo que frequentou neste período serviu de fonte inesgotável para seus romances picantes.

Enquanto Joan tinha uma carreira em banho-maria, Jackie se transformou numa bem sucedida autora de literatura barata, daquelas de letras grandes e palavras fáceis. Seus 32 livros publicados invariavelmente aparecem na lista de best-sellers do New York Times.

Estima-se que foram vendidos 500 milhões (MILHÕES!) de cópias e traduzidos em 40 idiomas. Inclusive no Brasil onde foram publicados títulos audaciosos como Homens Casados, Gigolô de Luxo, Amantes Profissionais e Vendetta do Sexo.

Joan passou a ser a irmã de Jackie Collins, até voltara a ser um nome famoso de primeira grandeza na década de 80, com a soap opera Dinastia. Jackie que se sentiu ofuscada por muito tempo achou que a irmã devia-lhe mais crédito por ter reavivado sua carreira, enquanto a outra achava o oposto pelas circunstâncias iniciais.

Aproveitando os holofotes da TV, Joan resolveu lançar sua primeira biografia “Passado Imperfeito” e foi muito bem recebida nas livrarias. Logo depois veio a ideia de escrever um romance transcorrido nos bastidores de um programa como Dinastia, no Brasil lançado como Horário Nobre.

Quando Jackie reclamou publicamente que Joan estava invadindo seu território como romancista, Joan respondeu: "Deixe disso! Você começou sua carreira atuando quando eu já estava fazendo isso, então por que eu não poderia ter um best-seller?".

Mas elas sempre negaram qualquer rusga mais profunda. Jackie chegou a declarar que se dão bem, mas uma não é de frequentar a casa da outra, Joan em compensação lembrava que se pode escolher seus amigos, mas sua família não.

Uma fonte próxima a ambas (elas compartilharam até editor) garante que "Joan e Jackie realmente detestam uma a outra. Joan tem inveja de Jackie porque é muito mais rica do que ela". Na lista dos artistas mais ricos publicada pelo  Sunday Times em 2004, Jackie apareceu em 16º enquanto Joan nem era citada.


Em 2011 foi a vez do Sunday Times aponta-la como a quinta autora mais rica do Reino Unido. "Ambos são grandes empreendedoras, ambiciosas e rivais não declaradas, mas diferentes como giz e queijo. Ambas são tão competitivas como gladiadores.", definiu um dos biógrafos de Joan.

Primeira imagem e algumas informações são um oferecimento Daily Mail

2 comentários:

Gastão disse...

Essa história me fez lembrar de um post do "Garotas que dizem Ni" sobre Melrose Place, apontando o fato de que apesar de não se bicarem, Alison e Amanda estavam sempre perto, Alison sempre se sujeitando à tirania da chefe. No post, em determinado ponto, a autora colocou : "Sério Alison? Você já ouviu falar em classificados?" salientando que na vida real, a pessoa poderia se livrar de um emprego ingrato na hora que ela quisesse (em um contexto normal, sem crise financeira, logicamente). Claro que sabemos que é porque o roteiro diz que é assim, Melrose Place é ficção, mas veja neste caso das irmãs Collins. Quem tem irmãos sabe que em maior ou menor grau sempre rola "Sibling rivalry". Uma certa distância física ajuda muito a manter a paz familiar, cada um na sua. Não daria para uma ir tocar a vida em NY e a outra em LA, por exemplo?

npr disse...

Agora que li esta descrição, tomei partido... De Joan.
E uma sensação de desapontamento pelo carácter da outra.

Todos sabem que a riqueza surge em galope nas profissões de actores, músicos e escritores - aquando bafejados pelo sucesso. Mas nestas categorias, talvez os cantores, seguidos dos autores e depois atores sejam os que ganham mais. Mas o que é que isso importa? Realmente?

Essa futilidade de querer ser mais famosa, recolher mais benefícios, ser mais «cotada» que a outra é de embrulhar o estômago.

Na minha interpretação, Joan foi uma boa irmã, que abriu a porta da sua casa à outra quando esta procurava o sucesso que, provavelmente, já invejava na irmã. Apresentou-a e introduziu-a num círculo de pessoas influentes que não está ao acesso de qualquer um. Quis copiar a irmã até na profissão, mas não teve sucesso. Consegui-o na literatura de cordel. Devia era ficar radiante e feliz. Mas não. Impunha que a irmã não «entrasse» no território dela.. LOL.

E deixaram de frequentar a casa uma da outra. Se bem que quando precisou, bem que lhe soube ir viver com a irmã.

Bom, espero que tenha ficado feliz ao falecer primeiro!

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