quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Completo no You Tube: Noite Maldita

 Filme gringo transcorrido no Brasil é sempre aquele amor. Filme gringo transcorrido no Brasil envolvendo escravos zumbis reanimados por macumba carioca é pra pedir pra casar!

Noite Maldita (Black Demons/Demoni 3, 1991 de Umberto Lenzi) conta com alguns nomes brasileiros no elenco. Um dos mais conhecidos é o da atriz Maria Alves que vive uma empregada submissa que apela pro vodu haitiano (!!) quando sente o perigo chegar.

Maria Alves é a empregada Maria
Tem também uma ruiva de cabelo enroladinho volumoso, que se não estou enganado já fez novela na TV Globo. Lembro mais dela como uma das vítimas do Ladrão de Calcinhas naquela versão de Matou A Família e Foi Ao Cinema do Neville de Almeida.

A cópia disponível no YouTube é proveniente de uma exibição antiga na TV, gravada em fita VHS já gasta. Portanto, galerinha acostumada aos 180pi deve torcer o nariz, mas o resto deve se divertir com certa boa vontade.

Está dublado em português do Brasil, o que empresta elementos bizarros a mais (Mais?) à produção. Cá está de novo a dubladora onipresente que fez a Chiquinha do Chaves...

Assista inteiro no player abaixo, ou clicando aqui. Vou tentar manter essa sessão pensando em usuários do Chromecast, os quais só precisam clicar no ícone do gadget e assistir na TV.
O filme foi dirigido pelo italiano Umberto Lenzi, o mesmo do polêmico Cannibal Ferox (1981). Não espere nada além de algum humor involuntário pelo desconhecimento da cultura local e muito incorreção política.

Produzido em 1991, mas parece que é 1881, antes da abolição da escravatura. Por exemplo, o cara na fazenda flagra a empregada negra fazendo vodu e a expulsa com o braço erguido, a ponto de lhe dar umas chibatadas, e ela prontamente abaixa a cabeça e sai correndo.

A ideia dos zumbis escravos com sede de justiça é excelente, com efeitos nojentos eficazes, mas a confusão entre ritos afro-brasileiros e vodu haitiano não faz lá muito sentido. Outra coisa dúbia é a personalidade dos personagens, com gente que jura ser cético pra logo depois desfiar um rosário sobre antigas tradições africanas.

Ao todo são 82 minutos sem muito sofrimento. Ao contrário de boa parte do elenco, dá pra chegar inteiro até o fim.

6 comentários:

Anônimo disse...

Rápida correção: Maria Alves ou Dealves.

Miguel Andrade disse...

Valeu! Na hora de escrever lembrei da personagem dela em Xica da Silva, A Rosa, e misturei as bolas! hahaha! Obrigado novamente!

Daniel Tavernaro disse...

Tanto aqui, quanto direto no tubo, ficou sem áudio algum :(

Miguel Andrade disse...

Daniel, você está vendo no celular? Já percebi que isso costuma acontecer no celular quando o vídeo é mono. Eu assisti ele via Chromecast, tava com o áudio sim, ruim, mas tava. :P

Daniel Tavernaro disse...

Miguel, não. Assisti via Chrome, via PC ;(

Miguel Andrade disse...

Bem estranho isso. Aqui tá ok!

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