segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Um poltergeist contra Katharine Hepburn

Construída em 1927, esta suntuosa casa estilo “hacienda” em Los Angeles foi o primeiro lar de Katharine Hepburn quando chegou a Hollywood. Agora foi posta à venda por $7.395 milhões, valor que não incluiu as histórias incríveis que ela tem.

Hepburn se mudou para o imóvel quando a construção era nova e ficou ali por cinco anos, segundo conta o site Hooked on Houses. Saiu reclamando de um fantasma com quem não aguentava mais ter que conviver!
Moveis trocavam de lugar, maçanetas rodavam sozinhas, portas rangiam... Não só ela presenciava, mas seus hóspedes, como seu irmão, que reclamou não ter conseguido pregar os olhos a noite toda por causa da movimentação.

O próximo morador combinaria mais com o lugar. Lenda do cinema de terror, Boris Karloff já celebre após o sucesso de Frankenstein (1931 de James Whale), foi morar lá com a família e adorava aquele lugar.


Tratou de batizá-lo de “Pequena Fazenda” e criava perus e um porco enorme. O livro “Bela Lugosi e Boris Karloff” (de Gregory William Mank) descreve a casa de Karloff como "fazenda mexicana - um aspecto bizarro, alto entre as árvores de carvalho e madressilva de Coldwater Canyon, nas montanhas acima de Beverly Hills."
Não há qualquer menção sobre alguma aparição fantasmagórica enquanto Karloff residia. O mesmo livro cita que Hepburn realmente acreditava conviver com um poltergeist, e que junto com amiga Laura Harding tentou se livrar dele sem sucesso, até desocupar o imóvel em 1934.

Consta que Harding (e provavelmente Hepburn) justificavam a não aparição para o novo proprietário simplesmente porque a assombração deve ter achado um parceiro ideal em Karloff. Afinal, o fantasma deve ter ficado feliz em morar com o ator que interpretou o monstro de Frankenstein.
É consenso entre biógrafos e pessoas que conviveram com Boris Karllof que sua personalidade em nada tinha relação com seus filmes. Um senhor gentil e educado, muito adorado por todos.

Dizem que algumas das roseiras amarelas que estão ainda lá foram plantadas pelo ator. Alguns amigos pediam para que suas cinzas fossem jogadas no roseiral, coisa que não há notícias de ter acontecido.

Se fantasmas desapegaram do imóvel não se pode dizer o mesmo de Katharine Hepburn. Um proprietário recente conta que numa tarde apareceu em sua porta, sem avisar, uma senhora idosa vestida de preto dos pés à cabeça disposta a inspecionar a casa.

Era a atriz (que morreria em 2003) que sempre teve fama de ser reclusa (ou discreta, conforme palavras da própria).  Ao sair disse apenas: “Bem, eu estou contente de ver que você não fodeu com todo este lugar”.

Imagens e algumas informações são um oferecimento Hooked on Houses e Today House

Veja também:
Em casa com Bela Lugosi
A vida secreta de Katharine Hepburn

2 comentários:

Gastão disse...

De repente na época da Hepburn morando lá não tinha tanta segurança. Ou será que já existia vigilante particular? Essa floresta em volta é meio tensa, imagina de noite.

npr disse...

Um poltergeist ou um demonio SEGUEM/ASSOMBRAM é a pessoa. Não o lugar. Quem se muda leva-o junto. Portanto, Hepburn se calhar ou tinha isso ou era sensitiva e chamava «fantasmas» a cada lado que morava.

Mas se ela regressou, idosa, a querer visitar o local, é porque viveu bons momentos aí.

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