sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Emoção em amarelo: Genius


Genius é um herói italiano do tipo “Cabeça Negra” criado na década de 60, tendo circulado entre 1966 e 1970. Foi muito popular tanto em seu país de origem quanto em alguns países latino americanos.

As aventuras de Genius são essencialmente um misto de James Bond com policial com um justiceiro de identidade secreta, estilo tão reproduzido na Europa dos anos 60. Sem deixar de lado muita violência estilizada regada a certo erotismo hoje involuntariamente cômico. 

Ele também se assemelha ao que Dexter faria na TV americana décadas depois. É um agente do FBI que se disfarça para fazer justiça com criminosos que conseguiram ser absolvidos.

Voltado para o público adulto masculino, além de uma historinha completa em preto e branco, cada edição trazia fotos coloridas de página inteira com beldades do sexo feminino em poses pretensamente sensuais. O que é um herói 60's sem um pouco de chauvinismo?

Desconhecido no Brasil, tínhamos tradição apenas de fotonovelas românticas ou pornográficas, ao contrário de outros países vizinhos que usaram a arte de contar histórias através de fotos para vários gêneros com muito sucesso. Tivemos algumas publicações como Fotocrime, Kolossal e até Killing, mas de resultado editorial tímido.

Edição Argentina
Na Argentina Genius durou dezenas de edições levemente diferenciadas (sem as pinups!) rebatizado como Goldrake, mesmo nome de outro herói muito parecido também criado na Itália, o que obviamente gera sempre certa confusão. Goldrake também é o nome de um personagem japonês, só pra deixar a memória ainda mais nebulosa.

O personagem costuma ser citado pelo caminho inverso, tendo surgido como fotonovela, com atores de carne e osso representando em cada quadrinho. Só depois virou fumetti, desenhado por nomes agora renomados como Milo Manara, na época um jovem principiante.


Não há informações de que ele tenha tido encarnação em outras mídias novamente em “live action”, ao contrário de Danger: Diabolik que de desenho virou um longa dirigido por Mario Bava em 1968. Se Diabolik hoje é internacionalmente cult muito graças ao filme, Genius depende de fãs através da internet que compartilham seu passado glorioso, como o Arboles Muertas y Mucha Tinta


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